RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO – 4ª RODADA
Por Rafael Montenegro
Os dois clássicos da rodada foram movimentados.
Dos 10 jogos, apenas um teve menos que dois gols – e foi um bom jogo, apesar de 0x0.
O G-4 é composto por Atlético-PR, Sport, Ponte Preta e Goiás.
GOSTAMOS
SÁBADO
PONTE PRETA 3X1 CHAPECOENSE
MOISÉS LUCARELLI – PORTÕES FECHADOS
Depois de quatro rodadas, apenas três times continuam invictos e a Ponte é um deles. Mesmo sem torcida, o time conseguiu fazer um bom jogo e ganhar a segunda em casa. Depois de fazer 2×0, viu a Chapecoense ir pra cima, diminuir, buscar o empate e abrir espaços para o contra-ataque, aproveitado com muita categoria pelo grande jogador do campeonato até agora: Renato Cajá, 3 GOLAÇOS em quatro rodadas. GOSTAMOS
CORITIBA 1X2 AVAÍ
COUTO PEREIRA – PÚBLICO: 9.906
Na fria Curitiba, o Coxa perdeu a terceira partida no campeonato. Logo aos 44 segundos de jogo o Avaí abriu o placar com Anderson Lopes. Paulinho diminuiu com apenas 4 minutos do segundo tempo, mas Roberto, em lance onde os jogadores do Coxa reclamaram de toque de mão, fez o gol derradeiro aos 33.
JOINVILLE 1X2 ATLÉTICO-PR
ARENA JOINVILLE – PÚBLICO: 9.144
De volta à Arena Joinville, onde viu seus torcedores entrarem em batalha campal contra vascaínos em 2013, o Furacão somou seus primeiros pontos fora de casa. Os gols foram de Nikão e Douglas Coutinho, ainda no primeiro tempo – o gol do Joinville foi de Rafael Costa. O JEC perdeu uma invencibilidade de 26 jogos em casa e amarga a lanterna do Campeonato Brasileiro.
DOMINGO
SANTOS 2X2 SPORT
VILA BELMIRO – PÚBLICO: 13.481
O Santos segue sem convencer depois do título paulista e o Leão segue sem perder. O (não tão) jovem menino Róbson fez o primeiro pro Peixe, que ficou duas vezes à frente no placar. O Sport chegou ao segundo gol de empate com Samuel Xavier aos 47 do segundo tempo, roubando um ponto importante na Vila.
GOIÁS 1X1 GRÊMIO
SERRA DOURADA – PÚBLICO: 3.859
O Goiás segue invicto e o Grêmio segue sem fazer grandes jogos. Destaque para a estreia de Roger Moreira como técnico do Tricolor no jogo com mais cara de Jogo Bosta da Rodada – com o Público Bosta da Rodada.
INTERNACIONAL 0X0 SÃO PAULO
BEIRA-RIO – PÚBLICO: 30.082
Com um árbitro gaúcho e bandeirinhas paulistas (!) Inter e São Paulo proporcionaram duas peculiaridades: um 0x0 movimentado e uma boa partida do Anderson. O São Paulo, à espera de Osorio, não caprichou na finalização contra o time misto do Colorado. Destaque para a defesa a la 2005 de Rogério numa cobrança de falta perfeita de Alex, aos 47 do segundo.
ATLÉTICO 3X0 VASCO
INDEPENDÊNCIA – PÚBLICO: 17.958
Tinha vascaíno reclamando que o time só tinha empatado no campeonato. Agora perdeu – de lavada – e segue sem vencer. Todos os gols saíram no primeiro tempo de uma partida que foi muito tranquila para o Atlético. O Galo – que já tinha posto 4×1 no Fluminense – vai galgando o posto de grande carrasco dos cariocas. Destaque para Thiago Ribeiro, autor de dois gols.
CORINTHIANS 0X2 PALMEIRAS
ARENA CORINTHIANS – PÚBLICO: 29.869
O Corinthians perdeu o Paulista, a Libertadores, Guerrero e agora perdeu, num só jogo, a invencibilidade no Brasileiro e o primeiro clássico da Arena (que já já vai virar a casa Alviverde). O Palmeiras, com belos gols de Rafael Marques e Zé Roberto, quebrou um tabu de quatro anos sem ganhar do Timão. Os dois gols saíram ainda na primeira etapa e contaram com a participação de Jorgito Valdívia. Destaque para o drone com a camisa do Guaraní paraguaio. GOSTAMOS
FIGUEIRENSE 2X1 CRUZEIRO
ORLANDO SCARPELLI – PÚBLICO: 6.211
Que fase do Cruzeiro! O bi-campeão foi eliminado de maneira acachapante na Libertadores no meio de semana e segue sem vencer no Brasileirão, somando um mísero ponto em quatro rodadas. O Figueirense venceu com gols de Marquinhos e Carlos Alberto (ele mesmo, campeão mundial pelo Porto em 2004, como pode ser conferido na tatuagem em suas costas), que não marcava um gol há 722 dias.
FLAMENGO 2X3 FLUMINENSE
MARACANÃ – PÚBLICO: 25.289
O Grande Jogo da Rodada! Infelizmente, quem proporcionou toda essa emoção ao jogo foi Sandro Meira Ricci, que inventou um pênalti aos 6 do primeiro tempo e uma expulsão aos 6 do segundo. Fredão da massa fez dois gols, ultrapassou a lenda viva Paulo Bayer e é o maior artilheiro do Brasileirão na época dos pontos corridos. O Flamengo, que estreou o técnico Cristóvão Borges, segue com uma campanha pífia: em quatro jogos, três derrotas e nove gols sofridos.
A hora e a vez do Galo
Pedro Abelin
O Clube Atlético Mineiro voltou a ser temido nas últimas duas temporadas. Depois de longos anos de muito sofrimento da massa atleticana, o Galo teve em 2013 um ano de virada na sua trajetória recente ao vencer pela primeira vez a Copa Libertadores da América. O título veio de maneira épica, a reboque de viradas espetaculares e muito drama. Que atleticano não lembra da monumental defesa de pênalti de Victor contra o Tijuana ou do Gol de Leonardo Silva nos instantes finais da decisão do torneio? Essa jornada fez o torcedor atleticano gozar de uma euforia não sentida há muito tempo.
Em 2014, o roteiro não poderia ser diferente. O Atlético conquistou a também inédita Copa do Brasil, e o título foi marcado por diversos momentos emblemáticos, como as duas inacreditáveis viradas contra Corinthians e Flamengo, honrando mais do que nunca a alcunha atleticana de “Galo forte e vingador”. Mas acima de tudo, a conquista foi confirmada em duas incontestáveis vitórias na final contra o arquirrival Cruzeiro, e consagrou uma campanha de superação e reviravoltas, que estabeleceu de vez o Galo como protagonista do futebol nacional.
A ressurreição atleticana pode ser creditada a diversos elementos. Entre os principais, está o fator econômico: as últimas gestões do clube se pautaram pelo gasto excessivo na compra de jogadores. Muitas contratações não deram certo, mas é inegável que o Atlético passou a ser um clube mais gastador, que possibilitou a construção de elencos mais caros e qualificados – essa gestão pouco austera, contudo, deverá trazer problemas graves para o clube nos próximos anos, pois a equipe de Belo Horizonte tem hoje uma das maiores dívidas financeiras entre os clubes brasileiros. Mas o maior trunfo recente do Atlético é o Estádio Independência e a relação com sua torcida. O time criou uma sinergia com seus torcedores que transformou o estádio no verdadeiro caldeirão, que propicia um ambiente extremamente hostil para os times visitantes e faz com que o Galo seja um dos mandantes mais temidos do Brasil. ( “caiu no Horto, tá morto!”)
Apesar do sucesso recente e dos títulos conquistados, ainda falta ao Galo voltar a vencer o Campeonato Brasileiro, troféu que o clube não leva desde 1971. Mas o torcedor atleticano têm vários motivos para acreditar que esse ano o jejum pode terminar. O Galo manteve a base vencedora do último ano e agora conta com o ótimo atacante argentino Lucas Pratto, melhor contratação do futebol brasileiro na temporada e que faz os atleticanos não sentirem falta de Tardelli. Além disso, o técnico Levir Culpi surpreendeu positivamente no seu retorno ao futebol brasileiro, ao apresentar uma equipe que pratica um futebol de alta velocidade e intensidade, que pressiona a saída de bola adversária, lembrando em alguns momentos o time treinado por Cuca. Porém, o maior indício da reinvenção de Levir é aquele que pode ser considerada uma das grandes contribuições do Galo ao futebol brasileiro: o fim das concentrações. Atitude altamente corajosa, progressista e que humaniza o vestiário, o fim da concentração deu certo no Galo e pode servir de exemplo para aqueles que acreditam que o ambiente do futebol deva ser dominado pelo autoritarismo, e que jogadores não podem usar boné e chinelo (alô Dunga!).
Além disso, vale lembrar que os outros favoritos ao título estão em momentos de indefinição. O Corinthians, outrora melhor equipe do Brasil, vive iminência de um desmanche. O Internacional, equipe de maior sucesso nesse primeiro semestre, está na semi-final da Libertadores e deverá ter dificuldades para conciliar o Brasileiro com a competição sul-americana. A maioria das outras equipes com potencial de disputar o título brasileiro passa por situação de reformulação, como São Paulo e Cruzeiro. Sendo assim, o Atlético goza do privilégio de ter uma equipe mais construída e entrosada do que as outras no futebol nacional, fator que pode ser decisivo para as pretensões do time na temporada. Em um período de incertezas no futebol brasileiro, o torcedor atleticano pode ter a certeza de que o Galo tem condições de alcançar o tão sonhado bi campeonato nacional. E com o caldeirão do Horto, esse sonho pode ficar mais próximo.
RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO – 3ª RODADA
Por Rafael Montenegro
10 jogos. 15 gols. O Sport – único time do Nordeste na primeira divisão – é o líder. Chegamos à terceira rodada do Campeonato Brasileiro mas tem muito time que parece não acreditar nisso ainda. Os pontos negligenciados agora farão muita falta nas últimas rodadas
SÁBADO
SÃO PAULO 3X0 JOINVILLE
MORUMBI – PÚBLICO: 12.740
Instável na temporada, o São Paulo não teve dificuldades em ganhar do Joinville , o único time que ainda não marcou gols. Os gols foram de Dória, Michel Bastos e Pato. Destaque para a torcida que competia entre vaiar e apoiar alguns jogadores. O mais visado foi Luís Fabiano, que, mesmo sem fazer uma partida ruim, foi substituído no intervalo e abandonou o estádio antes do fim do jogo.
VASCO 1X1 INTER
SÃO JANUÁRIO – PÚBLICO: 5.138 pagantes
Em seu projeto de somar 38 pontos em 38 jogos, o Vasco chegou ao terceiro empate no campeonato, dessa vez contra os reservas do Inter. O Colorado saiu na frente com Nilmar, que foi comemorar reverenciando a estátua de Romário. O Vasco marcou seu primeiro gol no campeonato a dez minutos do fim, com o volante Lucas pegando rebote do escanteio.
GRÊMIO 1X0 FIGUEIRENSE
ARENA DO GRÊMIO – PÚBLICO: 9.743
O Grêmio venceu a primeira no campeonato na estreia de seu novo e belo uniforme alternativo. No primeiro jogo após a demissão de Felipão, Braian Rodríguez fez o gol de cabeça, aos 30 do segundo tempo, e acalmou os gremistas que já vaiavam a falta de combatividade do time. O Figueirense perdeu a segunda em três jogos e é o vice-lanterna
DOMINGO
PALMEIRAS 0X1 GOIÁS
ALIANZ PARQUE – PÚBLICO: 37.337
No maior público do campeonato, o Palmeiras decepcionou e segue sem vencer no campeonato. Jogando no horário hype das 11h, enfrentou o Goiás e o árbitro Marcelo de Lima Henrique, que não marcou algumas penalidades para o Verdão paulista. Na mais séria delas, no último lance do jogo, marcou fora da área uma falta que foi claramente dentro. Bruno Henrique, que não tem nada com isso, fez uma linda jogada e deu assistência para Victor Ramos – que ainda seria expulso – marcar contra.
FLUMINENSE 0X0 CORINTHIANS
MARACANÃ – PÚBLICO: 14.932
O Corinthians perdeu os 100% de aproveitamento vendo o Fluminense ser superior. Na melhor chance pro Tricolor, Fred chutou em cima de Cássio que fechou bem o ângulo. Mas gol perdido mesmo foi o do Guerrero que, sem goleiro, pegou de canela e chutou pra fora. Inclusive, Paolo pode fazer seu último jogo pelo Timão na próxima rodada, contra o Palmeiras.
Menção honrosa ao Fredão esperando o Petros na saída pra trocar um lero quente.
AVAÍ 2X1 FLAMENGO
RESSACADA – PÚBLICO: 11.918
O Avaí conquistou sua primeira vitória no campeonato contra o Flamengo, que ainda não venceu no BR-2015. O destaque do jogo foi o gol da vitória, bizarramente validado, onde a bola claramente saiu. Dois jogadores estavam entre o bandeirinha e a bola, mas ainda assim é um erro lamentável. Com o fraco trabalho realizado em 2015, Vanderlei Luxemburgo começa a ser questionado e pode ser demitido em breve.
ATLÉTICO-PR 1X0 ATLÉTICO-MG
ARENA DA BAIXADA – PÚBLICO: 15.013
Em dois jogos na Arena, o Furacão fez 4 gols contra Inter e Galo e não tomou nenhum. Bom começo para um time que fez campanha ridícula no Paranaense. O gol de Douglas Coutinho deu ao Galo sua primeira derrota na competição. Destaque para a expulsão de Walter, o maior atacante do Brasil. O camisa 18 do Furacão xingou mais o árbitro do que xinga o churrasqueiro quando acaba a carne.
CHAPECOENSE 2X1 SANTOS
ARENA CONDÁ – PÚBLICO: 6.374
A Chapecoense Bremen conseguiu a segunda vitória em dois jogos nos seus domínios, galgando a 6ª posição com seis pontos. Já o Santos enfrenta problemas jogando fora da Vila Belmiro e conheceu sua primeira derrota no campeonato. O único gol da partida foi um golaço, anotado por Apodi, de canhota, de fora da área.
SPORT 1X0 CORITIBA
ILHA DO RETIRO – PÚBLICO: 12;119
O Leão é o líder o Brasileirão! 100% em casa, o Sport venceu o Coxa com um gol quase sem querer de Neto Moura. O Sport tem 7 pontos, assim como o Goiás e o Corinthians. Mas a boa fase do rubro-negro pernambucano se estende à Copa do Brasil, onde venceu o Santos no jogo de ida da 3ª fase. Destaque para o belo gramado do alçapão do Sport.
CRUZEIRO 1X1 PONTE PRETA
MINEIRÃO – PÚBLICO: 10.645
Com o time reserva, o Cruzeiro conquistou seu primeiro ponto no campeonato. Depois de um primeiro tempo sonolento, com as entradas de Alisson e Neílton no lugar de G. Xavier e Bruno Edgar, o jogo se tornou mais intenso. Charles abriu o placar num puta golaço, mas, menos de três minutos depois, Biro Biro empatou e deu números finais ao jogo.
Joinville, bem-vindo de volta!
Na edição de 2015, um gigante retorna a elite do futebol brasileiro: o Joinville Esporte Clube. O tradicional time de Santa Catarina conseguiu seu espaço na primeira divisão após uma longa e intensa jornada, coroada com o título da serie B do campeonato brasileiro desbancando clubes como o Vasco da Gama e a Ponte Preta. Depois de uma conquista histórica dessa magnitude, é essencial falarmos da história o JEC.
Na cidade de Joinville, no nordeste de Santa Catarina, existiam dois clubes que dividiam a cidade, como em toda boa cidade do Sul. O América Futebol Clube e o Caxias Futebol Clube eram os clubes mais tradicionais e a rivalidade era intensa. Em 1971, apos o título catarinense do América FC, mais conhecido como o Galo da Zona Norte, o presidente do Galo – um americano chamado Kurt Meinert – falou pela primeira vez da necessidade dos dois clubes rivais se juntarem para que o futebol na cidade de Joinville continuasse forte. Kurt acabou morrendo sem ter visto seu desejo realizado. Mas do outro lado da cidade, Pedro Belarmino da Silva, o presidente do Caxias, entendeu a gravidade da afirmação do americano.
A década de 70 estava sendo complicado para os clubes de Joinville. Os dois times estavam extremamente endividados e os resultados dentro de campo não eram satisfatórios. Em 1976, a cidade resolveu se organizar para que o futebol renascesse. O presidente do Caxias entrou em contato com o empresario Joao Hansen Neto para buscar uma alternativa para que as dívidas fossem pagas. Hansen ofereceu uma ajuda ainda maior, com a condição que os clubes se unissem, como anos antes tinha desejado Meinert. Então, na zona central da Manchester catarinense, o acordo foi selado e o times se uniram. Depois de feito o estatuto, escolherem os uniformes nas cores preto, branco e vermelho e a escolha das dependências do America como sede, no dia 29 de janeiro de 1976 surgia o Joinville Esporte Clube.
O primeiro jogo do JEC foi contra o Vasco da Gama de Roberto Dinamite no Ernesto Schelemm Sobrinho. 15 mil pessoas foram assistir a partida e, após o empate por 1 a 1, os torcedores saíram pelas ruas comemorando. A cidade tinha abracado a nova potencia de Joinville. No mesmo ano o Joinville conquista seu primeiro catarinense com uma campanha espetacular, decidindo o campeonato contra o Juventus do Rio do Sul, com seu capitao Fontan erguendo a Taca Henrique Labes.
No ano de 1987 mais um título catarinense para o Joinville, o decimo em doze anos. Foi o setimo titulo de Nardela, o maior ídolo do tricolor catarinense, que na final jogou boa parte da partida com a cabeca enfaixada e ainda marcou o segundo gol do Joinville na partida.
A década de 90 foi de seca para o time catarinense, que não conseguiu nenhum titulo profissional. Mas em 2000 o JEC conquistou um estadual depois de 13 anos de jejum e no ano seguinte conseguiu seu bicampeonato jogando fora de casa, em Criciúma. Em 2004, o clube voltou a passar por momentos difíceis, rebaixado para a Série C. Pouco tempo depois, a cidade ganhou a Arena Joinville, onde o JEC passou a mandar seus jogos. Mesmo com a torcida comparecendo, o clube não conseguia recuperar seus bons momentos.
Buscando retormar os momentos de gloria, o Joinville iniciou um processo de reformulação. Em 2009, apos conquistar o título da Copa SC, conseguiu a vaga para a serie D do Campeonato Brasileiro. Depois de uma campanha excelente e um administração confusa do campeonato, o JEC consegue seu acesso a Série C. Em 2011 o clube consegue retornar à Série B depois de oito anos.
Em 2014, o Joinville fez historia com uma campanha espetacular. A diretoria montou um elenco competente e como técnico apostou em Hemerson Maria. O clube montou uma estrutura excelente e com todas as condições estabelecidas, o acesso não escapou. No Maranhao, contra o Sampaio Correa, a vaga para a serie A foi conquistada. Na ultima rodada, campeão contra o Oeste. E assim mais um clube tradicional e de torcida retorna a serie A do campeonato brasileiro.
RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO – 2ª RODADA
Se a rodada de estreia do Brasileirão 2015 foi animadora com seus 28 gols, a segunda nos trouxe de volta a realidade. Com dois 0x0, três jogos sem torcida, um empate eletrizante e apenas uma goleada, a rodada deste fim de semana ficou aquém das expectativas:
SÁBADO
CORITIBA 2X0 GRÊMIO
COUTO PEREIRA – 13.715 presentes
Na fria capital paranaense, o Coxa contou com o auxílio do zagueiro adversário Erazo para fazer dois gols no frágil Grêmio. Com uma furada e um gol contra, o equatoriano viu o Coritiba construir a vantagem e o Tricolor gaúcho continuar sem vencer no campeonato. Até Luís Felipe Scolari foi homenageado, ouvindo um sonoro e irônico “Fica, Felipão” das arquibancadas.
GOIÁS 2X0 ATLÉTICO-PR
SERRA DOURADA – 0 presentes
Sem a presença da torcida, Walter retornou ao gramado do Serra e tentou infernizar a vida do ex-clube. Até chegou a balançar as redes, mas o bandeirinha inventou um impedimento e deslegitimou o gol legal do maior atacante do Brasil. Bruno Henrique marcou duas vezes –de cabeça em cobrança de escanteio e completando um contra-ataque – e deu ao Goiás sua primeira vitória no BR – 15
CORINTHIANS 1X0 CHAPECOENSE
FONTE LUMINOSA – 10144 pagantes
Cumprindo punição do STJD, o Corinthians recebeu a Chapecoense em Araraquara e venceu com um gol solitário (e meio sem querer) de Fábio Santos. O chute de fora da área desviou e enganou o goleiro. O Timão é o único 100% depois de duas rodadas e volta a liderar o Campeonato Brasileiro depois de 378 dias.
DOMINGO
FIGUEIRENSE 0X0 VASCO
ORLANDO SCARPELLI – 11.004 pagantes
No novo horário das 11h – e no forte candidato a Jogo Bosta da Rodada – Figueirense e Vasco ficaram no 0x0. Graças a Alex Muralha, o Vasco segue sem marcar no BR 15. Pelo menos também segue sem sofrer gols. Depois de perder para o Sport por 4×1 na estreia, o Figueirense somou seu primeiro ponto.
ATLÉTICO-MG 4X1 FLUMINENSE
MANÉ GARRINCHA – 11.958 pagantes
Mandando o jogo em Brasília, o Galo foi o melhor time da rodada, atropelou o Fluminense e 4×1 foi tão pouco quanto 7×1 pra Alemanha. Voando baixo, o Galo abriu 4×0 e viu o Flu precisar de um pênalti para marcar seu gol. Sem Libertadores para dividir as atenções e entrando na Libertadores só no segundo semestre, o Atlético chama a atenção e deve brigar pelo título.
SANTOS 1X0 CRUZEIRO
VILA BELMIRO – 7.246 pagantes
O Santos na Vila está nojento. Mais uma vitória em casa com mais um belo gol de Geuvânio, que chega desmoralizou o estático Fábio. Focado nas quartas-de-final da Libertadores (jogo de ida quarta-feira, contra o River, em Buenos Aires), o bicampeão Cruzeiro amarga a lanterna como o único time a não somar pontos.
FLAMENGO 2X2 SPORT
MARACANÃ – 34459 presentes
O maior público da rodada foi para o jogo mais emocionante. Diego Showza se isolou na artilharia do campeonato (3º gol, 3º de pênalti) e teve que atuar de goleiro no fim do jogo, depois que Magrão deslocou o ombro. Depois de abrir 2×0, o Sport viu o Flamengo empatar com um gol aos 50 do segundo tempo. Os visitantes reclamaram de falta de fair play no começo da jogada.
INTER 1X0 AVAÍ
BEIRA-RIO – 15 752 presentes
Depois de sofrer acachapantes 3×0 na estreia do Brasileiro e se classificar na Libertadores, o Internacional pôs os reservas em campo para baterem o Avaí. No segundo tempo, Vitinho pegou de primeira e deu tranquilidade para o Colorado pensar no Independiente Santa Fé (COL). O Avaí ainda não venceu.
PONTE PRETA 1X0 SÃO PAULO
MOISÉS LUCARELLI – 0 presentes
Com uma atuação ridícula do time titular do São Paulo, a Ponte se impôs e só não goleou por méritos de Rogério e por incompetência de seus atacantes. O São Paulo segue sem convencer em 2015. Já Renato Cajá mantêm a média de um golaço por rodada: uma canhota no ângulo contra o Grêmio, uma canhota no ângulo contra o São Paulo.
JOINVILLE 0X0 PALMEIRAS
ARENA JOINVILE – 0 presentes
Terceiro jogo da rodada sem torcida e forte candidato a Jogo Bosta da Rodada. O primeiro chute a gol foi sair apenas no segundo tempo. O Joinville marcou seu primeiro ponto na Série A e o Palmeiras acumulou o segundo empate em dois jogos.
A vitória mais importante do ano
Pedro Abelin
Após a traumática eliminação do meio de semana, o Corinthians tinha uma missão muito evidente na noite de ontem: vencer a Chapecoense a todo custo para afastar qualquer princípio de crise no Parque São Jorge. Nesse sentido, a equipe corinthiana cumpriu sua missão de forma competente, afinal, venceu a Chapecoense e chegou aos
100% de aproveitamento na competição.
O ambiente não era dos mais atrativos para o espectador. Além da ressaca da eliminação na Libertadores, o fato de a partida ser realizada longe da capital paulistana deixava o clima do confronto um tanto quanto melancólico. O que se viu em campo foi coerente com as expectativas sobre a partida: um jogo de baixo nível, muito truncado e com
poucas chances de gol para ambos os lados. Apesar disso, a equipe paulista iniciou o confronto pressionando a Chapecoense e criando algumas oportunidades de gol, contrariando o esperado pelo torcedor corinthiano. Infelizmente para a fiel torcida, o bom futebol se limitou aos primeiros 10 minutos de jogo.
Aos 27 minutos, contudo, Fábio Santos chutou de fora da área adversária, a bola desviou na cabeça do corinthiano Mendoza e entrou no gol catarinense. O lance foi estranho, representando bem o clima do jogo, mas isso pouco importa para o corinthiano, que apenas comemora os 3 pontos que a jogada resultou. Depois do gol, pouca coisa aconteceu na partida.
O triunfo corinthiano se mostrou crucial para a equipe comandada por Tite, pois distancia o clubeda possibilidade imediata de crise e contribui para a retomada da confiança do time que já foi apontado como melhor do Brasil. A vitória de ontem do Corinthians foi a mais importante do ano, afinal de contas, para uma equipe que foi eliminada em ambas as competições que jogou no primeiro semestre, a próxima partida sempre é a mais importante.
O que esperar de São Paulo, Corinthians e Galo focados no Campeonato Brasileiro?
José Eduardo
Sempre que começa o Brasileiro, ficamos descrentes sobre o futuro. Afinal, o calendário bizarro motiva os clubes que disputam a Libertadores a poupar os titulares no campeonato nacional.
Exemplo disso foi a rodada passada. O Galo foi à Allianz Parque (sim, Allianz Parque, porque respeitamos os naming rights que foram comprados pela seguradora. Não temos problema em fazer propaganda gratuita, uma vez que este é o nome, de direito, do estádio) e enfrentou o Palmeiras com um time misto. Empatou naquela que foi a melhor partida da rodada. 2 a 2. Mas aquele não é o time que vai disputar o brasileiro. Então, esquece o que aconteceu em São Paulo, não serve de parâmetro.
Em Cuiabá, o pior jogo da rodada (lado a lado com Vasco e Goiás) foi protagonizado por Cruzeiro B x Corinthians B. Dois times mais do que reservas fizeram uma partida com nível técnico deplorável e um alto índice de sonolência entre os torcedores.
O São Paulo enfrentou o Flamengo com um time quase titular. Jogo morno mas o Tricolor foi superior. A cabeça estava na Libertadores e o Flamengo não foi um adversário complicado.
Agora começa o Brasileiro de verdade para os três favoritos ao título. Já largam com boa vantagem. São Paulo e Corinthians com 3 pontos e o Galo com um excelente empate na Allianz Parque, onde será difícil pontuar como visitante. Além disso, os outros dois postulantes ao título continuam na Libertadores e perderam na primeira rodada. Cruzeiro e Inter provavelmente perderão mais alguns pontos até voltarem a atenção totalmente ao campeonato nacional.
Se fosse para escolher um campeão, eu diria ser o Corinthians. O time fez um início de ano devastador. O esquema proposto por Tite encaixou perfeitamente e Guerrero e Elias são o diferencial do time do Parque São Jorge. A zaga continua sólida como foi nos anos anteriores. O antes contestado Felipe é a grande surpresa este ano. Além disso, venceu o Cruzeiro fora de casa (apesar de o jogo ter sido em Cuiabá, devido a uma suspensão herdada pelo clube celeste ainda no ano passado) e conseguiu 3 pontos, difíceis para as outras equipes.
O segundo seria o Galo. Mantendo a base campeã da Libertadores 2013 e da Copa do Brasil 2014 e, principalmente, o espírito lutador, a equipe de Levir Culpi buscará o título do início ao fim. Pratto supriu a saída de Tardelli com sobras. Foi o cara da semifinal contra o Cruzeiro. Levir, que sempre foi tachado de retranqueiro e medroso, deu a receita do seu novo trabalho: coragem. Colocou o time para frente na segunda etapa contra o Internacional, no Beira-Rio. A dúvida fica na lateral-direita. O time perde muito com a ausência de Marcos Rocha. Patric erra bastante na marcação. Mas a zaga sólida com o jovem Jemerson e Leonardo Silva e o ataque rápido e certeiro de Luan/Pratto dão a dimensão do potencial alvinegro.
O terceiro é o São Paulo. Favorito muito mais pelo que tem o time no papel e pelo preço do elenco que pelo futebol. O time do eterno interino Milton Cruz parece que não encaixa. A inconstância de Ganso, ora gênio, ora sumido, a insegurança da jovem zaga (Dória – 20 anos, Rafael Tolói – 24, Lucão – 19) mexe com o coração da torcida. O meio-de-campo e o ataque metem medo em qualquer um. Volantes técnicos (Souza, Denilson e Hudson), Michel Bastos completando o meio e o ataque de Copa do Mundo (Pato e Luís Fabiano). Na teoria, o São Paulo é o mais forte. Na prática, é inconstante e inseguro. Capaz de tomar gols bobos e fazer jogadas espetaculares. É a incógnita.