A luta é mesmo pelo título?
Lucas de Moraes Oliveira
O Atlético de Levir Culpi vai em busca do primeiro campeonato nacional desde 71 no Campeonato Brasileiro de 2015. Em comparação à melhor campanha do alvinegro mineiro no Brasileirão de pontos corridos (terminou em segundo lugar em 2012), é possível perceber que o Galo tem um elenco melhor esse ano, apesar de não ter um quarteto ofensivo tão qualificado.
Em 2012, Ronaldinho Gaúcho, Bernard, Diego Tardelli e Jô eram os responsáveis pela criação e conclusão de jogadas. Já esse ano, Levir ainda não definiu um ataque titular, tendo em vista que ele tem trocado Thiago Ribeiro, Maicosuel, Carlos e Giovanni Augusto constantemente. Os únicos que permanecem garantidos são Dátolo (jogando como um segundo volante, mas, claramente, tendo uma função muito mais ofensiva do que defensiva), Luan (fora da equipe por enquanto por causa de um estiramento muscular na coxa) e Lucas Pratto. Só não dá pra entender o porquê de Dátolo continuar intocável se não vem atuando em bom nível.
Após sete rodadas, o Galo mostrou que terá que resolver alguns problemas se quiser tentar o bicampeonato. O time tem sofrido muitos gols, o que talvez seja efeito do esquema tático com um volante. Outro problema é a falta de regularidade dos seus meia-atacantes. Thiago Ribeiro, Carlos, Maicosuel e Giovanni Augusto têm falhado em alguns jogos. Patric tem deixado muito a desejar na lateral direita com seus cruzamentos ruins e suas falhas na defesa.
O que seria o ponte forte da equipe, o estádio Independência, não serviu de nada nos últimos dois jogos (uma derrota para o Cruzeiro e um empate contra o Santos). O clássico mineiro foi decidido por dois erros. Patric perdeu a bola para Gabriel Xavier e o resultado foi a virada da Raposa. Alguns minutos após a virada, Giovanni Augusto vacilou e Marquinhos fez um golaço. Contra o Peixe, mais duas falhas. No gol de Ricardo Oliveira, Leonardo Silva ficou sozinho com o atacante e vacilou. No gol de Gabriel, Giovanni Augusto e Patric (sim, mais uma vez) não se entenderam e deixaram Victor Ferraz sozinho para cruzar para a finalização de Gabigol.
Agora vem um clássico pela frente no Maracanã contra o Flamengo. Um grande desafio para o Galo tentar se reerguer no Campeonato Brasileiro. Esperamos que o Levir perceba que o Dátolo não está em uma boa fase e opte por um outro armador ou por Guilherme, que estava numa ótima fase antes de se machucar duas vezes esse ano.
RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO – 7ª RODADA
Mas que beleza!
Dos 24 gols nos dez jogos da rodada, vários podem ser considerados golaços.
Tiveram os chutes no ângulo de fora da área. Os bicudos de rara felicidade do Souza e do Anderson Lopes e as faltas cobradas por Jadson, com muita categoria, e Rodrigo, com muita força.
Outras finalizações não foram tão plásticas, mas tiveram uma eficiência elegante: a cabeçada de Rafael Marques, o chute de Jean e o segundo gol de Maikon Leite.
E teve ainda a linda troca de passes que resultou no gol de Nilmar em Itaquera.
Palmas.
QUARTA-FEIRA
ATLÉTICO-MG 2X2 SANTOS
INDEPENDÊNCIA – PÚBLICO: 10.536
O Peixe, que vinha tropeçando, conseguiu roubar um importante ponto no Horto, onde o Galo não tem tido sucesso – no Independência venceu apenas o agonizante Vasco. Depois de sair atrás com gol de Ricardo Oliveira, o Atlético conseguiu a virada, mas cedeu o empate a Gabigol, ainda no começo do segundo tempo. O resultado irritou os atleticanos, que chegaram a pedir a demissão do técnico Levir Culpi.
SÁBADO:
CORITIBA 0X1 FLAMENGO
COUTO PEREIRA – PÚBLICO: 12.043
Para um time que faz a campanha que faz o Coxa, 12 mil torcedores foi um excelente público. O Coritiba venceu apenas um jogo e perdeu todos os outros, campanha pífia que levou alguns torcedores a tentarem invadir o vestiário após a partida. A vitória rubro-negra – com gol de Eduardo da Silva no começo do jogo – foi a segunda seguida e é importante para o time de Cristóvão Borges, o primeiro acima da zona de rebaixamento.
CHAPECOENSE 0X1 SÃO PAULO
ARENA CONDÁ – PÚBLICO: 8.712
O São Paulo venceu a primeira fora de casa no BR 15, a primeira contra a Chapecoense em campeonatos brasileiros e assumiu a liderança do Campeonato Brasileiro. Após o golaço de Souza, aos 5 do primeiro tempo, o Tricolor se fechou e deu campo para a Chapecoense, que era perigosa principalmente pelos lados de campo. Foi a segunda vitória em dois jogos sob o comando de Juan Carlos Osorio.
CORINTHIANS 2X1 INTERNACIONAL
ARENA CORINTHIANS – PÚBLICO: 27.270
Um grande jogo e o maior público da rodada! Na despedida de Emerson Sheik, o Corinthians saiu atrás com um belo gol de Nilmar. A virada corinthiana foi contruída com também belos gols: a cobrança de falta perfeita de Jadson e o rebote que Vagner Love pegou após Renato Augusto dar uma caneta e carimbar a trave. Após o jogo, a provocação do telão da Arena (#poenodvd) gerou reclamação de Tite e constrangimento para o Timão.
VASCO 1X3 CRUZEIRO
SÃO JANUÁRIO – PÚBLICO: 5.505
O respeito voltou para longe do Vasco. Com mais que o dobro de torcedores que o último jogo na Colina (!), o time cruzmaltino foi presa fácil para o Cruzeiro 100% de Luxemburgo (três vitórias em três jogos). Foram dois gols de Leandro Damião e um de Charles antes de Rodrigo fazer um golaço de falta, que de nada serviu para o moral vascaíno. Esse é o pior início de Brasileiro do Vasco na história dos pontos corridos (E-E-E-D-D-D-D)
SPORT 2X1 JOINVILLE
ILHA DO RETIRO – PÚBLICO: 11.020
O Sport se mantém invicto e no G-4! Com dois gols de Maicon Leite (!!!), o Leão despachou o frágil Joinvile, que ao menos conseguiu fazer seu segundo gol na competição em cobrança de falta do eterno Marcelinho Paraíba. O time pernambucano é o único a frequentar o G-4 em todas as sete rodadas do BR-15
DOMINGO
PONTE PRETA 0X0 GOIÁS
MOISÉS LUCARELLI – PÚBLICO: 9.480
No Jogo Bosta da Rodada, a Macaca manteve a sua invencibilidade. O destaque do jogo foi a volta da torcida da Ponte, que fez um belo espetáculo (como costuma fazer) cantando até o fim do jogo. Para o Goiás, o ponto roubado fora de casa ficou de bom tamanho. Destaque para a fenomenal finalização de Roni, que entrou por uma das janelas da ambulância ao lado do campo e saiu pela outra.
PALMEIRAS 2X1 FLUMINENSE
ALIANZ PARQUE – PÚBLICO: 26.181
Outro bom jogo na rodada e outra boa virada do mandante paulista. No primeiro tempo o Fluminense foi superior e saiu na frente com o belo chute de Jean, mas o Palmeiras empatou com a cabeçada de Rafael Marques, após cobrança de Cleiton Xavier. O Verdão voltou melhor e, após duas expulsões para o Flu, conseguiu a virada aos 45 do segundo tempo. Cristaldo precisou pegar dois rebotes, mas conseguiu levar à loucura o numeroso público palestrino.
GRÊMIO 2X1 ATLÉTICO-PR
ARENA GRÊMIO – PÚBLICO: 19.625
Contra o então líder do campeonato, o Grêmio conseguiu a terceira vitória no campeonato – a terceira seguida em casa. Com uma atuação ruim do craque Walter, o Furacão até chegou a empatar, mas viu sua cria Rhodolfo (jogou no Atlético-PR entre 2002 e 2010) fazer o gol da vitória gremista. O Tricolor chegou à sétima posição e o rubro-negro paranaense ainda é o vice-líder.
AVAÍ 1X1 FIGUEIRENSE
RESSACADA – PÚBLICO: 8.041
Após a igualdade no clássico, jogadores do Avaí e o técnico Gilson Kleina reclamaram bastante de uma penalidade não marcada já no fim do jogo. A verdade é que o empate – com um gol de Marquinhos e um puta golaço de Anderson Lopes – não agradou a nenhuma das equipes, ambas candidatas ao rebaixamento. Por enquando, o Avaí ainda é o nono colocado; o Figueira é o 15º.
Guia do Brasileirão Subindo a Linha – Parte 4
José Eduardo
Corinthians

(Tite vai ter trabalho difícil para remontar o time)
Ponto forte: Defesa
Ponto fraco: Ataque
Fique de olho: Malcom
Time base: Cássio, Fagner, Gil, Felipe (Edu Dracena), Fábio Santos, Ralf (Bruno Henrique), Elias, Renato Augusto, Jadson, Mendoza (Malcom), Vagner Love (Romero)
O sonho do corintiano durou pouco. Melhor time do Brasil no início, o Timão sofreu baixas irreparáveis e sofre para manter os craques que faltam.
A justificativa é simples: acabou o dinheiro. A conta dos gastos exorbitantes que o time fez para construir e manter o estádio e para fazer um time competitivo chegou. O dinheiro investido em Pato, Guerrero, Tite e outros faz falta agora.
Os heróis do glorioso ano de 2012 já foram embora, juntos, para o Flamengo. Ralf e Elias também podem sair.
Mas o Corinthians continua com três trunfos. O primeiro, o fator casa. O corintiano soube transformar Itaquera em sua casa. Tirar pontos do Timão lá será quase impossível.
O segundo trunfo é a zaga. Mantida a base desde 2011, mesmo com a troca de Alessandro e Paulo André por Fagner e Felipe, respectivamente, o time continuou com a mesma solidez e o mesmo espírito de jogo. E a dupla de volantes Ralf e Elias se conhecem muito bem e ainda apoiam o ataque. Fazer gols no Corinthians será quase impossível.
Por fim, no banco de reservas está Tite. Talvez o maior conhecedor dos meandros do clube, Tite teve um ano sabático, aprendeu, estudou, e vem ainda melhor para voltar a dar glórias ao Timão.
O ponto fraco é o ataque. O desmanche que tirou Sheik e Guerrero deixou Mendoza, Malcom, Vagner Love e Romero. À exceção dos dois primeiros, o ataque é mediano para ruim. Vagner Love não é mais o mesmo, lento e impreciso. E Romero é ainda mais impreciso.
Se mantiver Malcom, joia da base, o Corinthians pode fazer seus golzinhos. Mas deve desfalcar o Timão por mais algumas semanas, porque está no mundial sub-20. Mendoza é rápido e tático. Um bom ponta.
Se não vender ninguém, poucos gols, vitórias por 1 a 0 e jogos sonolentos serão, novamente, a tônica do Corinthians. Se vender, poucos gols e derrotas.
Aproveitando a fragilidade dos outros clubes, por enquanto, ficaria em um quinto lugar, torcendo para o Internacional vencer a Libertadores para abrir uma vaga na competição sulamericana.
Palpite: BRIGA PELA LIBERTADORES
Palmeiras

(A torcida abraçou o time)
Ponto forte: Dinheiro
Ponto fraco: Retrospecto
Fique de olho: Dudu
Time base: Fernando Prass, Lucas, Victor Ramos (Jackson), Vitor Hugo (Tobio), Egídio (Zé Roberto), Gabriel (Amaral), Arouca (Robinho), Zé Roberto (Cleiton Xavier), Dudu (Valdívia), Rafael Marques (Leandro Pereira), Kelvin (Alecsandro)
Incrível o que a diretoria alviverde fez neste início de ano. Foram nada mais, nada menos que 22 jogadores contratados. Dois times completos.
Reflexo disso é a dúvida de qual será o time titular do Palmeiras com a chegada de Marcelo Oliveira, que vem substituir o recém-demitido, Oswaldo de Oliveira
No início do ano, as expectativas não poderiam ser melhores. Ótimos jogadores, contratações atravessando os rivais, como o caso de Dudu, dirigente e técnico bicampeões brasileiros.
Mas o que se viu em campo com Oswaldo foi o oposto. O time não entrosou e a torcida, nervosa, espera pelos resultados. A defesa ainda comete erros bobos. O ataque não produz. O meio-campo não fornece jogadas para os homens de frente.
Com a chegada de Marcelo, o time volta a figurar entre os favoritos. A sintonia com Alexandre Mattos já deu resultado. O desafio do treinador é mostrar para a torcida palmeirense que é possível ser campeão. O palestrino mais otimista está cansado de fazer boas campanhas e morrer na praia. Ou pior, lutar contra o rebaixamento.
A torcida já abraçou o clube. A média de público é a mais alta do futebol brasileiro. E ela merece ambições maiores, assim como Marcelo Oliveira. Chutado após subir o Cruzeiro de patamar no futebol sulamericano, o competente treinador tem a faca e o queijo para continuar sua carreira de sucesso. Basta mostrar para os jogadores, como disse Zé Roberto, que o Palmeiras é grande.
Palpite: VAGA NA LIBEERTADORES
São Paulo

(O Mito quer se despedir com mais uma taça)
Ponto forte: Elenco
Ponto fraco: Diretoria
Fique de olho: Rogério Ceni
Time base: Rogério Ceni, Bruno, Rafael Tolói, Dória, Reinaldo (Carlinhos), Hudson (Wesley), Denílson, Michel Bastos, Souza, Ganso, Luís Fabiano (Pato)
Time de vídeo game. O São Paulo é, no papel, o melhor time do campeonato brasileiro. Tem jogadores de copa do mundo: Rogério Ceni, Michel Bastos, Luís Fabiano; tem jogadores de seleção Olímpica: Rafael Tolói e Dória; tem jogadores apontados como gênios mas que não vingaram: Ganso e Pato. Mas não tem tranquilidade.
Desde o tricampeonato brasileiro 2006-08, o São Paulo não sabe o que é jogar tranquilo. A pressão veio das arquibancadas, da diretoria e dos próprios jogadores. O clube alcançou um patamar jamais igualado no futebol nacional. E é assim que o tricolor chega para mais uma tentativa de ser o melhor time brasileiro.
O presidente Carlos Miguel Aidar já havia dado o recado para o ex-técnico, e ídolo, Muricy Ramalho: “Nós vamos ser campeões com ele. Está devendo essa para gente. Nós montamos o time que ele quis. Ainda quer um “jogadorzinho”, mas com o que tem agora ele precisa ganhar. Quem vai cobrar publicamente dele sou eu. Não é mais ele que cobra da diretoria”.
Mas não é só com 11 jogadores que se faz um time. É com o apoio da torcida, confiança dos jogadores, alegria. E isso está difícil de se ver no São Paulo.
A fórmula é simples: se o time conseguir confiança, pode ser campeão. Se a diretoria continuar interferindo no moral dos jogadores, problemas à vista. Basta o melhor time no papel se transformar no melhor em campo.
Para isso, o papel da torcida é fundamental. Mas a diretoria também não enxerga isso. Preços exorbitantes afastam o torcedor, que comparecem em baixo número no Morumbi.
Rogério Ceni já disse que só joga até o final do ano. O maior jogador da história tricolor merece se aposentar com um título. Cabe à diretoria entender o que precisa ser feito.
Palpite: BRIGA PELO TÍTULO
Atlético-MG

(O Caldeirão do Horto vai embalar o Galo)
Ponto forte: Raça
Ponto fraco: Retrospecto
Fique de olho: Luan
Time base: Victor, Marcos Rocha (Patric), Leonardo Silva, Jemerson, Douglas Santos, Rafael Carioca, Giovanni Augusto (Guilherme), Dátolo, Luan, Lucas Pratto, Carlos(Thiago Ribeiro)
O Galo encantou o Brasil com decisões impressionantes, viradas espetaculares e títulos brilhantes. O futebol era ora vistoso ora dúbio. Mas em competições mata-mata, não tinha jeito, era Galo na cabeça.
Nos pontos corridos, entretanto, a raça não era suficiente. Pontos perdidos, erros bobos e irregularidade ameaçavam a supremacia do time alvinegro. E o Galo, que não é campeão brasileiro desde 1971, chega nesta edição do Brasileirão desconfiado.
A torcida já está impaciente após derrota para o Cruzeiro e empate com o Santos, em casa. A ideia de mais uma vez ter um timaço e passar em branco no campeonato assombra os atleticanos.
O time é excelente, novamente. Rápido e criativo, o time conta com Luan e Dátolo na criação e saída de jogo, uma zaga quase impecável e um lateral direito que já foi convocado para a seleção. Com uma lesão, Marcos Rocha não pode jogar e é seu substituto que sofre com a pressão da torcida.
Se o Galo se mantiver raçudo, consegue ir muito longe. E o trabalho de Levir Culpi dá esperanças ao torcedor.
Para facilitar seu trabalho rumo ao título, o atleticano pode estar torcendo para o Internacional vencer a Libertadores e deixar o caminho livre para o bicampeonato alvinegro.
Palpite: BRIGA PELO TÍTULO
Internacional

(Com o xodó Valdívia, este é o ano do Inter)
Ponto forte: Elenco
Ponto fraco: Libertadores
Fique de olho: D’alessandro
Time base: Alisson, William, Juan, Ernando, Geferson, Rodrigo Dourado, Aránguiz, D’alessandro, Eduardo Sasha, Nilmar(Valdívia), Lisandro López
O que é este Internacional? Semifinalista da Libertadores, pentacampeão gaúcho, o Colorado vem, mais uma vez, cotado como favorito ao título. Mas desta vez é diferente.
O Colorado realmente é o melhor elenco do país. Diferentemente do São Paulo, que tem o melhor time no papel, o Inter tem um excelente time no papel, e um melhor ainda em campo. E um banco de reservas invejável.
Imagine você em que colocação estaria este time no brasileiro: Muriel, Claudio Winck, Réver, Paulão, Alan Ruschel, Nicolás Freitas, Nilton, Wellington, Alex, Anderson, Valdívia. No banco, ainda, Dida, Alan Costa, Léo, Martin Luque, Jorge Henrique e Rafael Moura. Eu diria que no g4 ele estaria. E este é o time reserva.
Realmente, o elenco colorado é um esquadrão. A força na Libertadores, graças a esse calendário esdrúxulo, é o ponto negativo do Inter no Brasileirão. O time está nas semifinais e terá difícil batalha contra o Tigres do México, podendo chegar à final contra o River Plate. O desgaste e um possível relaxamento após um título provável Colorado podem inviabilizar a conquista nacional. Mas com um elenco tão forte, o time ainda pode sonhar alto. Ser campeão estadual, nacional e continental no mesmo ano. Quem sabe até ser campeão mundial.
A expectativa é alta e a torcida sabe disso. Colocou mais de 40 mil torcedores em pleno domingo às 11h da manhã. É o ano colorado.
O time ainda pode contar com uma torcida extra para a conquista da Libertadores. Isto porque, com o triunfo, abriria, assim, uma vaga para a competição do ano seguinte para o quinto colocado do Campeonato Brasileiro. E o Inter poderia acabar esquecendo da disputa do nacional.
O palpite não poderia ser diferente:
Palpite: FAVORITO AO TÍTULO
Guia do Brasileirão Subindo a Linha – Parte 3
José Eduardo
Os times de hoje são Fluminense, Flamengo, Cruzeiro, Sport e Grêmio. Os times devem integrar a lista dos coadjuvantes da parte de cima da tabela. Vai ser difícil tirar pontos deles, mas não impossível.
Fluminense

(O ídolo Fred terá de comandar a meninada do Flu rumo ao topo)
Ponto forte: Fred
Ponto fraco: Dinheiro, ou falta dele
Fique de olho: Gerson
Time base: Diego Cavallieri, Renato, Gum, Antônio Carlos, Giovanni, Edson, Jean, Wagner, Gerson, Vinicius, Fred
Outro clube que viveu um início de temporada terrível por motivos financeiros foi o Fluminense. O tricolor encerrou uma parceria de 15 anos com a patrocinadora Unimed, principal aliada do clube para trazer jogadores.
Sem a Unimed, o Nense teve de vender grande parte do seu Time de Guerreiros. Conca, Sóbis, Chiquinho, Bruno, Valencia, Cícero e Walter deixaram o clube que encontrou dificuldades para contratar jogadores bons e baratos.
Uma dessas boas contratações foi Vinicius. O jogador ex-Náutico se encaixou bem no meio-de-campo. Unindo os ídolos restantes, como Cavallieri, Gum e Fred, com jogadores da base, o Flu, que poderia ser apontado como possível rebaixado no início do ano, busca a parte de cima da tabela.
O jovem Gerson é a promessa do clube. O jogador já está sendo procurado por Juventus e Barcelona e, se ficar pode ajudar bastante o time das Laranjeiras.
Palpite: MEIO DA TABELA
Grêmio

(Roger tenta repetir o sucesso que teve como jogador, agora no banco)
Ponto forte: Roger Machado
Ponto fraco: Banco de Reservas
Fique de olho: Luan
Time base: Marcelo Grohe, Rhodolfo, Pedro Geromel, Marcelo Oliveira, Walace (Fellipe Bastos), Maicon, Luan (Douglas), Giuliano, Pedro Rocha, Yuri Mamute
O tricolor gaúcho perdeu as principais peças para a temporada. Com a política de reduzir a folha de pagamento, o Grêmio negociou Barcos, Marcelo Moreno, Kléber (que estava afastado), Matias Rodríguez, Riveros, Werley, Bressan, Zé Roberto, Pará e Dudu.
A missão do ex-técnico Luiz Felipe Scolari era quase impossível. E o comandante do 7 a 1 fez jus ao passado recente. Abandonou o time e foi ao vestiário com a bola ainda rolando, contra o Veranópolis, pelo campeonato gaúcho, perdeu a decisão para o Inter e foi demitido.
Mas a chegada de Roger, campeão da Libertadores 1995 com o clube, deu ânimo o Imortal.
Considerando as limitações do time, Roger conseguiu incentivar os jogadores da base que, com velocidade, fazem do ataque sempre morno do Grêmio uma boa opção.
A zaga se manteve como no ano anterior. Sólida e difícil de ser penetrada.
O jovem Luan é quem controla as saídas de bola e criação do Grêmio, com ajuda do ex-colorado Giuliano. O experiente Douglas, com Roger, acabou sacado dos 11 titulares mas ainda é uma boa opção.
Mas a falta de cancha e rodagem dos jogadores pode pesar em jogos fora da Arena (confesso que havia escrito Olímpico e corrigi. Saudades!)
Palpite: MEIO DA TABELA
Sport

(O rugido do leão cada vez mais alto)
Ponto forte: Eduardo Baptista
Ponto fraco: Banco de Reservas
Fique de olho: Diego Souza
Time base: Magrão (Danilo Fernandes), Samuel Xavier, Matheus Ferraz, Durval, Renê, Rithely, Wendel, Diego Souza, Élber(Neto Moura), Maikon Leite, Mike
Único representante do Nordeste na Série A, o Sport tem que estar confiante. A diretoria agiu com profissionalismo invejável e entra na competição empolgando o Brasil.
O primeiro acerto foi a manutenção do técnico Eduardo Baptista. O comandante entra na sua segunda temporada à frente do Leão com o sentimento de que se pode fazer história.
O Leão iniciou a temporada avassalando o Campeonato Pernambucano. O terceiro lugar após a final com o Salgueiro esconde a campanha do time na primeira fase (ou segundo turno, onde os times que disputam a Copa do Nordeste entram). Foram 10 jogos, com 8 vitórias, duas delas contra o Náutico e uma goleada pra cima do Santa Cruz.
Na Copa do Nordeste, o time chegou às semifinais, sendo eliminado pelo Bahia na Fonte Nova.
Mas no Campeonato Brasileiro, o time entra na 7ª rodada invicto e com um grande futebol. Diego Souza chama a responsabilidade e a experiência de Durval e Wendel segura a defesa.
A nota triste é a negociação do jovem Joelinton para o Hoffenheim, da Alemanha. Por isso, o Leão não chegará ao g4 mas fará uma excelente campanha, representando muito bem o Nordeste
Palpite: VAI DAR TRABALHO
Flamengo

(Sheik volta para tentar, novamente, fazer história)
Ponto forte: Guerrero
Ponto fraco: Defesa
Fique de olho: Alan Patrick
Time base: Paulo Victor, Pará (Luiz Antônio), Wallace, Samir, Armero, Jonas, Márcio Araújo, Canteros, Alan Patrick (Gabriel), Emerson (Eduardo da Silva), Guerrero (Marcelo Cirino)
As contratações neste meio de ano elevaram o Flamengo de um possível rebaixado para um time que busca o topo.
O Fla iniciou a temporada criticado por ter contratado apenas Jonas e Marcelo Cirino para reforçar o time que passou dificuldades na temporada passada.
No Carioca, não convenceu. Chegou às semifinais mas foi eliminado pelo Vasco. Mas a diretoria, que vem fazendo um bom trabalho de re-estruturação financeira, resolveu abrir os cofres e contratar os herói da Libertadores do Corinthians – Sheik – e do mundial do Timão – Guerrero. Além deles, Alan Patrick promete dar um jeito no meio campo flamenguista que sofre dificuldades para criar jogadas.
O problema é que o trio deve demorar a estrear. Até lá, a maior torcida do mundo deve ficar preocupada com os gols bobos que o time vem sofrendo e com a falta de tentos marcados.
Se o time der liga, empolga. Se não, problemas à vista. Mas a lógica é o time demorar para entrosar mas ganhar respeito e pontos ao longo do campeonato.
Palpite: VAI DAR TRABALHO
Cruzeiro

(O bicampeão brasileiro é passado)
Ponto forte: Retrospecto
Ponto fraco: Diretoria Amadora
Fique de olho: De Arrascaeta
Time base: Fábio, Mayke, Manoel (Dedé), Bruno Rodrigo, Mena (Fabrício), Henrique, Willians, Arrascaeta(Alisson), Marquinhos, Willian, Leandro Damião
O atual bicampeão brasileiro entra com o moral baixo no Brasileirão. Após ver a diretoria vender 5 titulares do bicampeonato e mais os principais reservas, e dispensar o técnico Marcelo Oliveira, o Cruzeiro busca fazer um papel digno na edição deste ano.
O destaque vai para o jovem de Arrascaeta, que, com apenas 20 anos, é o destaque das contratações, ao lado de Leandro Damião.
Outro ponto positivo foi o fim do tabu de 11 jogos sem vencer o rival, que foi findado na última rodada, em pleno Horto.
A vida do Cruzeiro será complicada neste campeonato, já que de Arrascaeta desfalca o Cruzeiro para vestir outro manto celeste, o do Uruguai pela Copa América.
Sem o craque, o recém-chegado Vanderlei Luxemburgo terá de quebrar a cabeça para montar o time.
O treinador campeão da tríplice coroa em 2003 com o clube já conseguiu 2 vitórias nas duas primeiras rodadas. Mas o trabalho será de recuperação, na tabela e do ego do time, acostumado com o topo.
Palpite: BRIGA PELA LIBERTADORES
Guia do Brasileirão Subindo a Linha – Parte 2
José Eduardo
Os times de hoje são os supostos 16º,15º,14º,13º e 12º colocados. Os famosos coadjuvantes. Confira:
Chapecoense

(A Arena Condá terá de funcionar para a Chape ficar na primeirona)
Ponto forte: fator mandante
Ponto fraco: fator visitante
Fique de olho: Camilo
Time base: Danilo – Apodi – Vilson – Rafael Lima – Dener Assunção – Abuda – Elicarlos – Gil – Camilo – Ananias – Roger
Após se salvar do rebaixamento no ano passado, a Chape vem para se firmar. Apostando em medalhões como Vilson, Apodi, Ananias, Roger, Edmilson, Abuda, Elicarlos e Gil e mantendo os maiores ídolos da atualidade do clube, Danilo, Camilo e Bruno Rangel, o time mostra que pode se manter de novo na primeira divisão.
O clube vem com uma excelente campanha nos seus domínios e uma campanha ridícula fora deles. São 3 vitórias e 3 derrotas até aqui. A pulga atrás da orelha incomoda porque das vitórias em casa, uma foi contra os frágeis Joinville e Coritiba e uma das derrotas foi contra o Flamengo, momentaneamente sem vitórias no Brasileirão.
O time não empolgou no catarinense mas não fez feio. Foi o terceiro colocado, no campeonato que contava com 4 times da elite nacional.
Mas se continuar vencendo em casa e perdendo fora, a Chape fica com 57 pontos e se livra tranquilamente do rebaixamento. Com um tropeço ou outro e, como os jogadores dificilmente sairão do clube por serem velhos conhecidos dos grandes brasileiros e não terem tido boas passagens por eles, a Chape se salva, mas com dificuldades.
PALPITE: SE SALVA POR POUCO
Figueirense

(A sintonia Argel-Figueirense deu liga)
Ponto forte: Argel Fucks
Ponto fraco: Inexperiência
Fique de olho: Carlos Alberto
Time base: Alex Muralha, Leandro Silva , Marquinhos, Thiago Heleno, Cereceda, Paulo Roberto, Fabinho, Marquinhos Pedroso, Yago, Clayton, Everaldo
De virtual rebaixado a um time seguro, o Figueirense mudou completamente após a chegada de Argel Fucks no decorrer do campeonato brasileiro de 2014.
Argel deu uma cara ao time, assumiu as limitações e montou uma equipe que joga de forma segura na defesa e sai bem para os ataques.
Não é um time de encher os olhos, mas, com a folha salarial e qualidade técnica do time, o Figueirense é uma grata surpresa.
A incógnita, por enquanto muito positiva, é Carlos Alberto. Com passagens apagadas e/ou vergonhosas por Botafogo, Goiás e Vaco, o campeão mundial de 2004 com o Porto tem a chance de se re-erguer.
Além disso, o Figueira finalmente aprendeu a fazer valer seu mando de campo. A torcida não faz do estádio um alçapão, mas o próprio time conseguiu se sentir em casa. Vai ser difícil conseguir pontos no Orlando Scarpelli.
O Figueira tem duas opções no campeonato: manter a base e, principalmente, o técnico ou, quando vierem as derrotas, demiti-lo e, assim, cair. Por via das dúvidas, uma provável 14ª colocação para o time do continente de Florianópolis parece apropriada.
PALPITE: SE SALVA SEM SUSTOS
Atlético-PR

(A Arena cinza cada vez mais vermelha)
Ponto forte: Arena da Baixada
Ponto fraco: Walterdependência
Fique de olho: Douglas Coutinho
Time base: Weverton, Eduardo, Gustavo, Kadu, Natanael, Otávio(Deivid), Hernani, Nikão, Marcos Guilherme, Walter, Douglas Coutinho
Surpresa do campeonato brasileiro até aqui, o Atlético fez um Campeonato Paranaense ridículo. Teve de disputar o quadrangular de descenso, mas saiu fortalecido.
A vitória de 7 a 0 sobre o Nacional ainda na primeira fase do estadual fez surgir uma pitada de esperança no torcedor rubro-negro. Mas o time não fez mais nada até a chegada do maior atacante do Brasil, Walter.
O ex-jogador do Fluminense mostrou a que veio. Ele gosta de ser protagonista. Não quer ficar de coadjuvante, tocando bola para o Fred, ele quer os holofotes. E no Atlético, ele conseguiu encontrar seu futebol.
O problema do Furacão é justamente a Walterdependência. Sem ele, o time pode voltar a jogar o futebol pífio do estadual. O ataque é inexperiente, mas muito talentoso. Douglas Coutinho(21) e Marcos Guilherme(19) são a demonstração de um trabalho magnífico da base atleticana.
A falta de jogadores no banco e uma zaga menos confiável que o ataque fazem do futuro do Furacão uma queda. E metade das partidas não serão na Arena da Baixada. O Atlético-PR não seguirá no topo mas não passará sustos.
Previsão: COADJUVANTE
Ponte Preta

(Com Renato Cajá, a Ponte Preta é muito mais inflamente)
Ponto forte: Guto Ferreira
Ponto fraco: Assédio pelos jogadores
Fique de olho: Renato Cajá
Time base: Marcelo Lomba, Rodinei, Tiago Alves, Pablo, Gilson, Josimar, Fernando Bob, Renato Cajá, Biro Biro, Felipe Azevedo, Diego Oliveira(Borges)
Sensação do campeonato até aqui, a Macaca promete muito no campeonato. Conhecida por tirar pontos dos grandes no campeonato paulista, a Ponte vem com o melhor seu melhor time desde, pelo menos, o início dos pontos corridos.
O técnico Guto Ferreira ficou conhecido pelo excelente trabalho de recuperação na Lusa em 2013, que livrou o time do rebaixamento no campo (tapetão à parte). Antes disso, havia levado o Mogi Mirim à série C do campeonato brasileiro e fora campeão do interior paulista com a mesma Ponte.
Voltou à Ponte Preta ainda no ano passado, quando se sagrou vice-campeão da série B, perdendo o título na última rodada. No campeonato paulista, foi às quartas-de-final, eliminado em jogo polêmico contra o Corinthians.
No Brasileirão, a Ponte iniciou de forma avassaladora. Renato Cajá marcou três golaços, o time jogou bem em todas as partidas no Moisés Lucarelli, humilhou o Vasco em São Januário e a expectativa é alta.
Como todo time de pequeno e médio porte, os principais jogadores já estão sendo sondados pelas equipes maiores e a Macaca terá de se contentar com o meio da tabela. O trabalho de Guto Ferreira deve suportar as adversidades e o clube continuará na série A.
Previsão: COADJUVANTE
Santos

(O Santos depende da dupla para a seguir sonhando alto)
Ponto forte: Lucas Lima
Ponto fraco: Cofres do clube
Fique de olho: Geuvânio
Time base: Vanderlei, Daniel Guedes, David Braz, Werley, Victor Ferraz, Lucas Otávio, Elano, Lucas Lima, Geuvânio, Robinho, Ricardo Oliveira
Um ataque poderoso, uma zaga questionável, dinheiro em caixa negativo. O Santos viveu, no início do ano, uma realidade delicadíssima. Desde a venda de Neymar e Ganso, o clube, ironicamente, se afundou em dívidas, e as cifras que o Peixe deveria ter jamais foram vistas. A troca de direção deixou o presidente Modesto Roma Jr. em maus lençóis.
O clube teve de se desfazer de Arouca, Aranha, Edu Dracena, Mena, Leandro Damião e a pressão dos torcedores para usar jogadores da base fizeram Thiago Ribeiro procurar outro clube. Damião, que custou 40 milhões de reais ao Santos ainda saiu de graça para o Cruzeiro, após rescisão de contrato na justiça.
A expectativa é de venda dos principais jogadores, Lucas Lima, Geuvânio e Robinho. Este último, para piorar, ainda desfalca o time da Vila por, pelo menos, um mês, pois disputará a Copa América com a Seleção Brasileira.
Sem eles, o Peixe se torna comum. Com eles, um esquadrão.
Outra incógnita é a torcida, que não vai à Vila, e, por isso, a diretoria planeja vender algumas partidas para outros estádios, a fim de fazer caixa.
A expectativa para o Santos não poderia ser outra:
Previsão: COADJUVANTE
Guia do Brasileirão Subindo a Linha – Parte 1
José Eduardo
Durante esta semana, o Subindo a Linha publica o Guia do Campeonato Brasileiro, para você acompanhar as previsões, táticas, pontos forte e fraco das 20 equipes da primeira divisão
Serão quatro postagens com cinco equipes em ordem crescente de posição provável. Hoje começaremos com os 5 últimos, que julgamos os mais prováveis rebaixados. Confira:
Coritiba:

(Van Damme, em ação publicitária foi a única atração do Coxa até aqui)
Ponto forte: Ataque de nome
Ponto fraco: Meio-campo
Fique de olho: Rafhael Lucas
Time base: 4-4-2, com Bruno, Norberto, Luccas Claro, Leandro Almeida, Henrique, Helder, João Paulo Ruy, Thiago Galhardo, Wellington Paulista e Rafhael Lucas
O Coritiba foi longe no estadual, chegando à final jogando um futebol muito melhor que seu arquirrival, Atlético, que teve que decidir sua permanência no quadrangular do descenso.
Mas a decisão contra o Operário de Ponta Grossa fez o time ruir e descer em queda livre. Duas derrotas, com direito a um 3 a 0, no Couto Pereira, colocaram o Coxa na condição de favorito à queda no campeonato brasileiro. E as 6 primeiras rodadas da competição reforçaram a esta condição.
Com reforços de peso para o ataque, o Coxa deu pinta de que ia fazer um bom campeonato paranaense. Com 25 gols nas primeiras 15 partidas e líder da primeira fase, o time se mostrou forte em casa e inteligente fora.
A questão escondida era a fragilidade dos adversários, que ficou clara quando começou o campeonato brasileiro.
Após a derrota na final do paranaense, a torcida abandonou o time. O ataque só marcou 4 gols em 6 partidas e a defesa é a segunda mais vazada. O time desandou.
O time perdeu as principais peças: Alex, Joel, Vanderlei e Germano, além da passagem relâmpago de Pedro Ken. A zaga continua a mesma mas os problemas são outros. Sem a genialidade de Alex, O problema fica, em suma, no meio de campo. Volantes que falham na marcação e falta de criação. O Coxa aposta na chegada do experiente Lúcio Flávio para servir mais os atacantes.
O Coritiba acabou de mudar de técnico. Sai Marquinhos Santos, que conhece tudo de Coxa, entra Ney Franco. As expectativas não são boas e, sem o apoio da Nação Coxa Branca, será difícil a permanência do Coritiba na primeira divisão.
Palpite: REBAIXADO
Joinville:

(A torcida tricolor quer continuar sua ascensão)
Ponto forte: Arena Joinville
Ponto fraco: Ataque
Fique de olho: Os folclóricos Marcelinho Paraíba e Jael, o Cruel
Time base: Oliveira, Sueliton, Bruno Aguiar, Guti, Rogério, Anselmo, Augusto César, Marcelo Costa, Marcelinho Paraíba, Willian Henrique (Willian Popp), Tiago Luís (Kempes)
Após o título da série B, o Joinville parecia ser o grande favorito, dentre os catarinenses, a fazer a melhor campanha na série A. E o título do estadual reforçou esta condição.
O Joinville manteve as principais peças do título da segundona, com Bruno Aguiar, Marcelo Costa e Jael, mas com o início do Brasileirão, o time começou a desandar.
O técnico Hemerson Maria não conseguia escalar a mesma equipe e o time foi mudando muito nas cinco primeiras partidas.
Com 1 ponto em 15 disputados, 1 gol feito e 9 sofridos, a diretoria preferiu mudar o comandante.
Chegou Adílson Batista e, na única partida que esteve à frente do Joinville, o time fez a melhor exibição no campeonato brasileiro. Perdeu, é verdade, mas por 1 a 0, em casa, para o forte Corinthians. O time se mostrou valente e criou boas jogadas.
Com a torcida apaixonada ao seu lado, o JEC promete melhorar o pífio desempenho até aqui. Mas, ainda assim o time é fraco. Depende muito dos medalhões Marcelo Oliveira e Marcelinho Paraíba, que nem sempre estarão à disposição.
Palpite: REBAIXADO
Goiás

(Sem torcida será difícil se manter na elite)
Ponto forte: O goleiro Renan
Ponto fraco: Torcida
Fique de olho: Bruno Henrique
Time base: Renan, Everton, Felipe Macedo, Alex Alves, Rafael Forster, Péricles, Rodrigo, Patrick, Felipe Menezes, Bruno Henrique, Erik
O Goiás perdeu dois dos seus principais jogadores para o futebol paulista. As saídas de Amaral e Thiago Mendes abalaram a solidez defensiva do Esmeraldino.
Sem dinheiro para recompor o elenco, o Goiás teve que se virar com o que tinha, os jogadores da base. E foi assim que o time foi montado. Felipe Menezes ainda foi repatriado, mas o Goiás ainda é um time muito fraco.
Campeão goiano, o Esmeraldino não enfrentou adversários à altura e ainda viu sua torcida abandonar o time. Contra o Avaí, os borderôs registraram pífios 1105 torcedores, o pior público do campeonato.
Tudo parece estar encaminhado para dar errado para o Goiás. As salvações são o excelente goleiro Renan e o ataque jovem de Bruno Henrique e Erik, a revelação do campeonato passado.
Palpite: REBAIXADO
(O Ditador Voltou)
Ponto forte: O goleiro Martin Silva
Ponto fraco: O presidente Eurico Miranda
Fique de olho: Gilberto
Time base: Martin Silva, Madson, Rodrigo, Luan, Christianno, Guiñazu, Serginho,Julio dos Santos, Jhon Cley, Dagoberto, Gilberto
Primeiro clube dos chamados 12 grandes a cair sozinho e não ser campeão da Série B. Nem mesmo vice. Este é o Vasco da Gama.
Sob nova-velha direção, o Vasco vem com o lema “o respeito voltou” do presidente/ditador Eurico Miranda. Triste ver o clube ser dirigido, de novo, por esta máfia.
Falando de futebol, o Vasco foi campeão carioca mas com um time pra lá de questionável. O lateral Christianno não agrada a torcida, o meio de campo sofre com a inconstância dos jogadores e a escalação muda de jogo a jogo. Há quem duvide da integridade do campeonato estadual do Vasco por uma série de erros de arbitragem. Os holofotes foram para a Federação e para a diretoria.
O futebol, antes em segundo plano, agora parece mostrar o que é o time do Vasco. Um time que joga muito mal, com pouca criação e muitos problemas ofensivos. Foram 9 gols sofridos e 1 feito nas 6 primeiras partidas. A torcida abandonou o time. Contra a Ponte Preta, apenas 2499 torcedores compareceram em São Januário.
As incertezas sobre quem joga fazem a torcida ficar desconfiada. Há campeões nacionais, como Júlio César, Diguinho, Martin Silva, campeões da Libertadores, como Guiñazu e Nei, pentacampeão brasileiro, caso de Dagoberto. Mas nenhum dos títulos foi com o Vasco, o que aumenta a pressão sobre os jogadores.
Para piorar, o time ainda se desfez de Marcinho e afastou Bernardo, os jogadores de criação, tudo para abrir espaço para uma possível vinda de Ronaldinho Gaúcho. Além disso, o ditador Eurico Miranda já deu o recado: “Nenhum jogador do Vasco tem uma opinião diferente da minha.”
É nesse clima que o Vasco entra na disputa do campeonato brasileiro. O técnico inexperiente Doriva terá muito trabalho para segurar os egos.
Palpite: REBAIXADO
Avaí

(A bandeira na Ressacada vai continuar tremulando)
Ponto forte: Ressacada
Ponto fraco: Média de idade alta
Fique de olho: Hugo
Time base: Vagner, Nino Paraíba, Antônio Carlos, Emerson (Jeci), Eltinho, Renan, Uelliton, Renan Oliveira, Marquinhos(Pablo), Hugo(André Lima), Anderson Lopes
O Avaí iniciou o ano tragicamente. Teve que disputar o quadrangular de descenso no campeonato catarinense para se manter na primeira divisão estadual e se salvou por pouco.
Mas, com os mesmos jogadores, o time parece outro no Brasileirão. Jogando com muita vontade e valente, inclusive fora de casa, o Leão parece ter encontrado o futebol necessário para mantê-lo na primeira divisão.
Marquinhos continua brilhante, como sempre foi no clube e o ataque tem correspondido.
Ainda assim, o time se mostra longe de almejar alguma coisa além de sua permanência na elite.
A grande incógnita do Avaí é manutenção do time. Os principais jogadores estão com idade avançada e podem desfalcar o Leão em algumas partidas decisivas. São eles Jéci (35), Emerson (32), Eduardo Costa (32) e Marquinhos (33). Além disso, alguns jogadores ainda não vingaram além de apostas, como Renan Oliveira e Hugo.
Palpite: SE SALVA POR POUCO
RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO – 6ª RODADA
Por Rafael Montenegro
Rodada marcada pela organização questionável: jogos às 22h do sábado para agradar à televisão e a recomendação dos árbitros para amarelarem todo e qualquer jogador que cometer a pachorra de lhe dirigir a palavra.
Teve também homenagem ao ídolo colorado Fernandão, que faleceu há um ano em desastre aéreo.
Tivemos bons jogos e 20 gols em dez partidas.
SÁBADO
FLAMENGO 1 x 0 CHAPECOENSE
MARACANÃ – PÚBLICO: 20.156
O Mengão finalmente venceu a primeira no campeonato brasileiro! Dois minutos após a expulsão de Vilson, da Chapecoense, Gabriel aproveitou a saída errada do goleiro Danilo e fez o único gol da partida. A semana é de substituição no ataque flamenguista: a saída confirmada de Alecsandro para o Palmeiras abre vaga para a provável chegada de Emerson Sheik.
SANTOS 2X2 PONTE PRETA
VILA BELMIRO – PÚBLICO: 5.508
O Peixe segue sem convencer depois do título paulista. Pelo terceiro jogo consecutivo, o Santos tinha 2×1 no placar e não saiu com a vitória. E pela quarta vez no campeonato, Renato Cajá balançou as redes e é agora o artilheiro isolado do BR 15. Destaque para o baita golaço de Geunvânio, de canhota.
ATLÉTICO-MG 1X3 CRUZEIRO
ARENA INDEPENDÊNCIA – PÚBLICO: 20.092
Noite de regozijo celeste. Depois de 11 jogos, o time voltou a vencer um clássico contra o Galo, de virada, com gol contra e em plena Arena Independência. Parece que o Cruzeiro e Luxemburgo fizeram muito bem um ao outro e, juntos, saíram da lama. Destaque para o belo gol de Marquinhos em jogada de Willians Mustache e Leandro Damião.
ATLÉTICO-PR 2X0 VASCO DA GAMA
ARENA DA BAIXADA – PÚBLICO: 16.750
O Atlético segue líder e 100% em casa! Sem a mínima dificuldade, passou por cima do Vasco, que faz pífia campanha. Após o título estadual, a frase usada pelos cruzmaltinos era “o respeito voltou”, mas o time marcou um mísero gol em seis rodadas – o pior ataque, junto ao lanterna Joinville. O Vasco tem que mudar muita coisa se não quiser voltar para a Série B em 2016.
SÃO PAULO 2X0 GRÊMIO
MORUMBI – PÚBLICO: 16.952
Na estreia de Juan Carlos Osorio, o São Paulo jogou um futebol envolvente e dinâmico contra o apático e jovem Grêmio. Com gols de Luis Fabiano (que tomou um amarelo, lógico) e Rogério Ceni (129º e contando), o São Paulo chegou à quarta vitória em quatro jogos no Morumbi – e a décima segunda vitória seguida em casa na temporada, melhor marca histórica.
JOINVILLE 0X1 CORINTHIANS
ARENA JOINVILLE – PÚBLICO: 14.131
Atravessando fase ruim, o Corinthians pegou o lanterna e conseguiu interromper a sequência de três jogos sem vencer. O jogo começou surpreendentemente movimentado e Jadson, num belo chute, fez um golaço que definiu o jogo ainda no primeiro tempo. O JEC continua – não tão surpreendentemente assim – fazendo uma campanha triste e encaminha sua volta à segunda divisão (da qual é o atual campeão)
DOMINGO
INTERNACIONAL 2X0 CORITIBA
BEIRA-RIO – PÚBLICO: 41.954
Um bom público no domingo de manhã homenageou o ídolo Fernandão, morto em acidente aéreo há um ano, e o time incorporou o espírito. Contra o cambaleante Coritiba e seu tenebroso uniforme azul-bebê (por que, senhor?), o Colorado ganhou tranquilamente com um golaço de Vitinho (um petardo de canhota) e um gol de Nilmar. Destaque para a expulsão de Lisandro López por dizer ao árbitro “eu não fiz nada”.
GOIÁS 0X1 AVAÍ
SERRA DOURADA – PÚBLICO: 1.105
O Goiás vinha de longa invencibilidade em casa (15 jogos – 10 vitórias e 5 empates) e o Avaí tinha um retrospecto desfavorável atuando como visitante (seis derrotas, quatro empates e três vitórias em 2015). O futebol mandou às favas a tendência e o time de Floripa venceu com gol aos 48 do segundo. O Goiás agora é o 8º e o Avaí, o 7º.
FIGUEIRENSE 2X1 PALMEIRAS
ORLANDO SCARPELLI – PÚBLICO: 9.575
O Palmeiras segue decepcionando. Em jogo que pode culminar na demissão do técnico Oswaldo de Oliveira, o Verdão perdeu a segunda no campeonato e é o 15º colocado . Fernando Prass saiu mal e falhou no primeiro gol. Gabriel até descontou com um belo chute, mas a vitória ficou com o Figueirense, agora 14º.
FLUMINENSE 0X0 SPORT
MARACANÃ – PÚBLICO: 15.411
Em disputa direta pelo G-4, o empate sem gols favoreceu o Leão. Ainda invicto no campeonato, o Sport não criou muitas oportunidades e se contentou com um ponto. O Fluminense também não foi criativo, mas foi prejudicado em lance dentro da área envolvendo Marcos Júnior, no qual deveria ter sido marcado pelo menos o jogo perigoso. Castigo pelo uniforme – o verde até vai, mas de onde surgiu esse short e meião azuis?!

