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RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO – 5ª RODADA

Por Rafael Montenegro

 

Foram 26 gols nos dez jogos da rodada.

Teve clássico com duas viradas.

Teve vitória com golaço aos 47 do segundo.

Teve 2×0 com 5 minutos de jogo.

O Campeonato Brasileiro tá ficando bom!

QUARTA-FEIRA

VASCO 0X3 PONTE PRETA

SÃO JANUÁRIO – PÚBLICO: 2.499

Que fase do Vasco! Ainda sem vencer no campeonato, foi goleado em casa para a Macaca, que joga um futebol vistoso e eficiente. Se esse time da Ponte é um cavalo paraguaio, apenas o tempo dirá. Por enquanto, é um dos destaques do campeonato e ocupa a vice-liderança.  O Vasco, jogando um futebol ridículo, é o 18º.

ATLÉTICO–PR 1X0 FIGUEIRENSE

ARENA DA BAIXADA – PÚBLICO: 15.139

Depois de uma campanha pífia no estadual, o Furacão engrenou, segue 100% em casa e é o líder do campeonato brasileiro com 12 pontos (4 vitórias e uma derrota). Com gol de Nikão, aos 19 do primeiro tempo, o Atlético proporcionou ao Figueira sua terceira derrota na competição, mas o time segue fora da zona de rebaixamento.

CHAPECOENSE 2X0 JOINVILLE

ARENA CONDÁ – PÚBLICO: 6.179

No primeiro clássico catarinense do BR-15, a Chapecoense fez 2×0 com tranquilidade e manteve os 100% de aproveitamento em casa. No primeiro gol, 7 jogadores do JEC estavam dentro da área, mas ninguém conseguiu marcar Ananias. A derrota foi a quarta do Tricolor catarinense, que soma apenas um ponto e é o lanterna.

SÃO PAULO 3X2 SANTOS

MORUMBI – PÚBLICO: 13.847

O jogo da rodada teve um personagem central: Rogério Ceni. O M1TO, que vai jogar (pelo menos) até o fim de 2015, alternou bons momentos com falhas. Defendeu um pênalti mas soltou o rebote nos pés do atacante, falhou feio no segundo gol do Peixe e fez o gol da virada tricolor aos 39 do segundo. Destaque ainda para o belo gol de Michel Bastos, os dois gols de Ricardo Oliveira (que não marcava há 4 jogos) e para Juan Carlos Osorio, que assistiu o jogo de camarote e já comanda o time contra o Grêmio na próxima rodada.

GRÊMIO 3X1 CORINTHIANS

ARENA DO GRÊMIO – PÚBLICO: 20.231

O Grêmio não vinha atravessando uma boa fase, mas aproveitou que o Corinthians vive uma fase pior ainda e conquistou sua segunda vitória no campeonato. O primeiro gol saiu logo com um minuto de jogo. Aos 5 o Tricolor ampliava com um baita golaço de Marcelo Oliveira, levantando a bola com uma perna e batendo direto com a outra, no ângulo. Mendoza descontou para o Timão, mas Luan não teve dificuldades para deslocar Cássio e por números finais ainda no primeiro tempo.

CRUZEIRO 1X0 FLAMENGO

MINEIRÃO – PÚBLICO: 13.308

No começo da semana, a diretoria cruzeirense trocou o atual bi-campeão brasileiro Marcelo Oliveira por Vanderlei Luxemburgo. O “profexô” estreou contra seu ex-clube e viu o Cruzeiro ganhar a primeira no campeonato, com gol do zagueiro Manoel. A herança deixada por Luxa no Flamengo é o pior início de Brasileiro da história do Mengão – um mísero ponto em cinco rodadas. O técnico Cristóvão Borges vai ter muito trabalho – mas também terá o reforço de Paolo Guerrero após a Copa América.

AVAÍ 1X4 ATLÉTICO-MG

RESSACADA – PÚBLICO: 7.101

Ao contrário do rival celeste, o Galo vai muito bem no Campeonato Brasileiro. Pela segunda vez conquista uma vitória por 4×1, dessa vez fora de casa. O confronto começou como uma briga direta pelo G-4 – os dois times tinham 7 pontos -, mas o Atlético não encontrou dificuldades durante a partida. Destaque para o primeiro gol do atacante Lucas Pratto no BR 15 e para ostalentosos garotos Carlos e Rafael Carioca.

QUINTA

FLUMINENSE 2X0 CORITIBA

MARACANÃ – PÚBLICO: 28.041

O Flu recebeu o Coxa, que vive fase ruim. Com um bom público na tarde de feriado no Maraca, o Fluminense jogou com seu bizarro terceiro uniforme verde e azul e ganhou tranquilamente. Aos 30, após saída de bola errada, Fred tomou a bola e pôs Vinícius para finalizar com muita categoria: 1×0. O segundo saiu já no fim, com o baixinho Marcos Júnior finalizando, sozinho, de cabeça. O Flu é o 6º e o Coxa, o 17º

SPORT 1X0 GOIÁS

ILHA DO RETIRO – PÚBLICO: 12.285

O duelo era entre dois dos três invictos do campeonato. O Sport foi melhor o jogo todo, mas a a invencibilidade do Goiás só foi cair aos 47 do segundo tempo, quando Maikon Leite (sim, ele) acertou um lindo chute no ângulo (sim, o Maikon Leite) e deu a vitória para o Leão. O Sport é o vice-líder e o Goiás caiu para a oitava posição.

PALMEIRAS 1X1 INTERNACIONAL

ALIANZ PARQUE – PÚBLICO: 36.199

A torcida palmeirense tem dado um belo espetáculo enchendo o Palestra, mas o Versão ainda não venceu no BR 15 jogando em casa. Até saiu na frente, com gol de cabeça do zagueiro Victor Hugo – seu quinto gol na temporada. Aos 30 do segundo, porém, Rafael Moura fez um gol bem à sua cara: feio. O Inter foi pra São Paulo jogar por uma bola e conseguiu roubar um ponto do Palmeiras.

RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO – 4ª RODADA

Por Rafael Montenegro

Os dois clássicos da rodada foram movimentados.
Dos 10 jogos, apenas um teve menos que dois gols – e foi um bom jogo, apesar de 0x0.
O G-4 é composto por Atlético-PR, Sport, Ponte Preta e Goiás.
GOSTAMOS

SÁBADO

PONTE PRETA 3X1 CHAPECOENSE
MOISÉS LUCARELLI – PORTÕES FECHADOS

Depois de quatro rodadas, apenas três times continuam invictos e a Ponte é um deles. Mesmo sem torcida, o time conseguiu fazer um bom jogo e ganhar a segunda em casa. Depois de fazer 2×0, viu a Chapecoense ir pra cima, diminuir, buscar o empate e abrir espaços para o contra-ataque, aproveitado com muita categoria pelo grande jogador do campeonato até agora: Renato Cajá, 3 GOLAÇOS em quatro rodadas. GOSTAMOS

CORITIBA 1X2 AVAÍ
COUTO PEREIRA – PÚBLICO: 9.906

Na fria Curitiba, o Coxa perdeu a terceira partida no campeonato. Logo aos 44 segundos de jogo o Avaí abriu o placar com Anderson Lopes. Paulinho diminuiu com apenas 4 minutos do segundo tempo, mas Roberto, em lance onde os jogadores do Coxa reclamaram de toque de mão, fez o gol derradeiro aos 33.

JOINVILLE 1X2 ATLÉTICO-PR
ARENA JOINVILLE – PÚBLICO: 9.144

De volta à Arena Joinville, onde viu seus torcedores entrarem em batalha campal contra vascaínos em 2013, o Furacão somou seus primeiros pontos fora de casa. Os gols foram de Nikão e Douglas Coutinho, ainda no primeiro tempo – o gol do Joinville foi de Rafael Costa. O JEC perdeu uma invencibilidade de 26 jogos em casa e amarga a lanterna do Campeonato Brasileiro.

DOMINGO

SANTOS 2X2 SPORT
VILA BELMIRO – PÚBLICO: 13.481

O Santos segue sem convencer depois do título paulista e o Leão segue sem perder. O (não tão) jovem menino Róbson fez o primeiro pro Peixe, que ficou duas vezes à frente no placar. O Sport chegou ao segundo gol de empate com Samuel Xavier aos 47 do segundo tempo, roubando um ponto importante na Vila.

GOIÁS 1X1 GRÊMIO
SERRA DOURADA – PÚBLICO: 3.859

O Goiás segue invicto e o Grêmio segue sem fazer grandes jogos. Destaque para a estreia de Roger Moreira como técnico do Tricolor no jogo com mais cara de Jogo Bosta da Rodada – com o Público Bosta da Rodada.

INTERNACIONAL 0X0 SÃO PAULO
BEIRA-RIO – PÚBLICO: 30.082

Com um árbitro gaúcho e bandeirinhas paulistas (!) Inter e São Paulo proporcionaram duas peculiaridades: um 0x0 movimentado e uma boa partida do Anderson. O São Paulo, à espera de Osorio, não caprichou na finalização contra o time misto do Colorado. Destaque para a defesa a la 2005 de Rogério numa cobrança de falta perfeita de Alex, aos 47 do segundo.

ATLÉTICO 3X0 VASCO
INDEPENDÊNCIA – PÚBLICO: 17.958

Tinha vascaíno reclamando que o time só tinha empatado no campeonato. Agora perdeu – de lavada – e segue sem vencer. Todos os gols saíram no primeiro tempo de uma partida que foi muito tranquila para o Atlético. O Galo – que já tinha posto 4×1 no Fluminense – vai galgando o posto de grande carrasco dos cariocas. Destaque para Thiago Ribeiro, autor de dois gols.

CORINTHIANS 0X2 PALMEIRAS
ARENA CORINTHIANS – PÚBLICO: 29.869

O Corinthians perdeu o Paulista, a Libertadores, Guerrero e agora perdeu, num só jogo, a invencibilidade no Brasileiro e o primeiro clássico da Arena (que já já vai virar a casa Alviverde). O Palmeiras, com belos gols de Rafael Marques e Zé Roberto, quebrou um tabu de quatro anos sem ganhar do Timão. Os dois gols saíram ainda na primeira etapa e contaram com a participação de Jorgito Valdívia. Destaque para o drone com a camisa do Guaraní paraguaio. GOSTAMOS

FIGUEIRENSE 2X1 CRUZEIRO
ORLANDO SCARPELLI – PÚBLICO: 6.211

Que fase do Cruzeiro! O bi-campeão foi eliminado de maneira acachapante na Libertadores no meio de semana e segue sem vencer no Brasileirão, somando um mísero ponto em quatro rodadas. O Figueirense venceu com gols de Marquinhos e Carlos Alberto (ele mesmo, campeão mundial pelo Porto em 2004, como pode ser conferido na tatuagem em suas costas), que não marcava um gol há 722 dias.

FLAMENGO 2X3 FLUMINENSE
MARACANÃ – PÚBLICO: 25.289

O Grande Jogo da Rodada! Infelizmente, quem proporcionou toda essa emoção ao jogo foi Sandro Meira Ricci, que inventou um pênalti aos 6 do primeiro tempo e uma expulsão aos 6 do segundo. Fredão da massa fez dois gols, ultrapassou a lenda viva Paulo Bayer e é o maior artilheiro do Brasileirão na época dos pontos corridos. O Flamengo, que estreou o técnico Cristóvão Borges, segue com uma campanha pífia: em quatro jogos, três derrotas e nove gols sofridos.

A hora e a vez do Galo

Pedro Abelin

O Clube Atlético Mineiro voltou a ser temido nas últimas duas temporadas. Depois de longos anos de muito sofrimento da massa atleticana, o Galo teve em 2013 um ano de virada na sua trajetória recente ao vencer pela primeira vez a Copa Libertadores da América. O título veio de maneira épica, a reboque de viradas espetaculares e muito drama. Que atleticano não lembra da  monumental defesa de pênalti de Victor contra o Tijuana ou do Gol de Leonardo Silva nos instantes finais da decisão do torneio? Essa jornada fez o torcedor atleticano gozar de uma euforia não sentida há muito tempo.

Em 2014, o roteiro não poderia ser diferente. O Atlético conquistou a também inédita Copa do Brasil, e o título foi marcado por diversos momentos emblemáticos, como as duas inacreditáveis viradas contra Corinthians e Flamengo, honrando mais do que nunca a alcunha atleticana de “Galo forte e vingador”. Mas acima de tudo, a conquista foi confirmada em duas incontestáveis vitórias na final contra o arquirrival Cruzeiro, e consagrou uma campanha de superação e reviravoltas, que estabeleceu de vez o Galo como protagonista do futebol nacional.

A ressurreição atleticana pode ser creditada a diversos elementos. Entre os principais, está o fator econômico: as últimas gestões do clube se pautaram pelo gasto excessivo na compra de jogadores. Muitas contratações não deram certo, mas é inegável que o Atlético passou a ser um clube mais gastador, que possibilitou a construção de elencos mais caros e qualificados – essa gestão pouco austera, contudo, deverá trazer problemas graves para o clube nos próximos anos, pois a equipe de Belo Horizonte tem hoje uma das maiores dívidas financeiras entre os clubes brasileiros. Mas o maior trunfo recente do Atlético é o Estádio Independência e a relação com sua torcida. O time criou  uma sinergia com seus torcedores que transformou o estádio no verdadeiro caldeirão, que propicia um ambiente extremamente hostil para os times visitantes e faz com que o Galo seja um dos mandantes mais temidos do Brasil. ( “caiu no Horto, tá morto!”)

Apesar do sucesso recente e dos títulos conquistados, ainda falta ao Galo voltar a vencer o Campeonato Brasileiro, troféu que o clube não leva desde 1971. Mas o torcedor atleticano têm vários motivos para acreditar que esse ano o jejum pode terminar. O Galo manteve a base vencedora do último ano e agora conta com o ótimo atacante argentino Lucas Pratto, melhor contratação do futebol brasileiro na temporada e que faz os atleticanos não sentirem falta de Tardelli. Além disso, o técnico Levir Culpi surpreendeu positivamente no seu retorno ao futebol brasileiro, ao apresentar uma equipe que pratica um futebol de alta velocidade e intensidade, que pressiona a saída de bola adversária, lembrando em alguns momentos o time treinado por Cuca. Porém, o maior indício da reinvenção de Levir é aquele que pode ser considerada uma das grandes contribuições do Galo ao futebol brasileiro: o fim das concentrações. Atitude altamente corajosa, progressista e que humaniza o vestiário, o fim da concentração deu certo no Galo e pode servir de exemplo para aqueles que acreditam que o ambiente do futebol deva ser dominado pelo autoritarismo, e que jogadores não podem usar boné e chinelo (alô Dunga!).

Além disso, vale lembrar que os outros favoritos ao título estão em momentos de indefinição. O Corinthians, outrora melhor equipe do Brasil, vive iminência de um desmanche. O Internacional, equipe de maior sucesso nesse primeiro semestre, está na semi-final da Libertadores e deverá ter dificuldades para conciliar o Brasileiro com a competição sul-americana. A maioria das outras equipes com potencial de disputar o título brasileiro passa por situação de reformulação, como São Paulo e Cruzeiro. Sendo assim, o Atlético goza do privilégio de ter uma equipe mais construída e entrosada do que as outras no futebol nacional, fator que pode ser decisivo para as pretensões do time na temporada. Em um período de incertezas no futebol brasileiro, o torcedor atleticano pode ter a certeza de que o Galo tem condições de alcançar o tão sonhado bi campeonato nacional. E com o caldeirão do Horto, esse sonho pode ficar mais próximo.

A América inteira ri da Bestia Negra

José Eduardo

Uma semana depois de fazer história, o Cruzeiro entrará novamente para os anais do futebol. A derrota para o River Plate sacramenta a queda de um time que começou mal, enganou o torcedor e voltou para o fracasso. De consolação, o time celeste sai da competição com dois recordes.

Na quinta-feira passada, o Cruzeiro foi ao Monumental de Nuñez e se consagrou como a primeira equipe na história a vencer o River Plate na casa do rival e o Boca Juniors, na Bombonera. A proeza foi comemorada pelos cruzeirenses, justamente, como o marco da grandeza do clube. Faço mea culpa. Comemorei muito aqui mesmo, no Subindo a Linha, e tinha razão. Era um fato histórico. Histórico também o Cruzeiro ter sido o brasileiro com mais vitórias na Libertadores.

Mas a derrota desta quarta-feira parece apagar tudo. Uma atuação horrorosa. O time jogou os 90 minutos perdido em campo. Ainda aos 5 minutos, Willian teve a chance de mudar a história, mas, cara a cara, chutou muito longe. A partir daí, uma goleada histórica estaria por vir. Dois gols no primeiro tempo, ambos em falhas individuais de Manoel, sacramentaram a vitória ainda no primeiro tempo. O resultado não era de impossível reversão. Mas a desorganização do time era visível. O time sentiu as falhas dos jogadores. Mena e Manoel foram nulos defensivamente. Willian, Arrascaeta e Damião pouco recebiam. E quando acontecia, perdiam a bola facilmente. O time não segurava a bola. Chutão atrás de chutão do Cruzeiro aproximavam o River da classificação. Um time que não é brilhante. Mas manteve a calma e valorizou a posse de bola.

No segundo tempo, o River administrou o resultado. Fez somente um gol. Cabia mais, muito mais. Foi a primeira vez que o River ganhou do Cruzeiro no Mineirão. Se o Cruzeiro já venceu Boca e River na Argentina, agora tem o desprazer de dizer que já perdeu em casa para a dupla hermana.

Derrota dupla para Marcelo Oliveira. Ver seu time sendo massacrado, impotente, e ainda perder a mãe na mesma semana. Uma boa sorte para o treinador.

Para o resto da temporada, é brigar por um 8º lugar no campeonato brasileiro. Quanto à Copa do Brasil, o time já mostrou que não tem maturidade para disputá-la. Para sonhar mais alto, o Cruzeiro precisa de reforços, principalmente no meio-campo. Depender de Arrascaeta, um garoto de vinte anos, ainda jogando improvisado parece irreal.

Dia de guerra para Internacional e Cruzeiro

José Eduardo

Nesta noite, Internacional e Cruzeiro buscam a classificação para as semifinais da Libertadores. Os ingressos para as duas partidas estão esgotados.

O Inter joga mais cedo, às 19h30, no Beira-Rio. A missão será complicada. Ganhar por dois gols de diferença contra o Independiente Santa Fé, da Colômbia. O Santa Fé joga todas as suas fichas na competição sul-americana, uma vez que foi eliminado, ainda na primeira fase, no campeonato colombiano. O Colorado conta com o retrospecto de 19 jogos sem derrota em seu estádio para reverter o placar.

Mais tarde, às 22h, o Cruzeiro entre em campo para uma batalha não mais fácil. É bem verdade que o clube celeste venceu a primeira partida, fora de casa. Mas o adversário impõe respeito: o River Plate. Atual campeão da sul-americana, o River eliminou o Boca Juniors e está em quinto no Argentino, a três pontos do líder, o próprio Boca, e com um jogo a menos. O Cruzeiro precisa de um empate para se classificar.

Se os dois brasileiros passarem, eles se enfrentam nas semis. Se só o Cruzeiro avançar, pega o vencedor de Guarani e Racing, que se enfrentam amanhã, às 21h. Se só o Inter chegar à proxima fase, o Colorado enfrenta o Tigres, do México.

Vida que segue

guerrero

Pedro Abelin

A fiel torcida recebeu uma bomba neste sábado. O atacante Paolo Guerrero, principal jogador corinthiano, não terá seu contrato renovado com o Corinthians e ficará livre para defender as cores de outra equipe. Os torcedores corinthianos ainda se mostravam esperançosos, acreditando em uma reviravolta na negociação que pudesse resultar na permanência do jogador peruano, mas o atacante se mostrou irredutível nos valores exigidos para renovação. A não permanência do ídolo é resultado da realidade do Corinthians e de todo o futebol brasileiro, que vivem um cenário de absoluta crise econômica e readequação de contas.

A identificação de Guerrero com a torcida corinthiana foi quase instantânea. Para muitos, o peruano é um legítimo “maloquêro”, que honrou seu sobrenome todas as vezes que entrou em campo. Além disso, a sua passagem pelo clube será lembrada por diversos feitos e recordes, como as marcas de maior artilheiro estrangeiro da história do Corinthians e maior goleador de Itaquera. Entretanto, a razão principal, que faz todo corinthiano ter Guerrero como ídolo é a mesma que eternizou o peruano na história alvinegra: o inesquecível gol contra o Chelsea que levou o clube ao bi campeonato mundial.

A perda de Guerrero será sentida pela equipe de Tite, assim como seria sentida por qualquer outra equipe brasileira. Excelente pivô, ótimo finalizador e possuidor de técnica diferenciada, Guerrero é sem sombra de dúvidas o melhor atacante em atividade no futebol brasileiro. Sua ausência, contudo, será mais sentida pelos torcedores, que criaram uma relação de identificação e idolatria com o jogador que é bastante rara naatual conjuntura do futebol brasileiro, afinal, quantos torcedores têm o privilégio de dizer que contam com ídolos em sua equipe? Sim, Guerrero ficou apenas três anos no Parque São Jorge, mas em um contexto em que os clubes e suas torcidas sofrem com a carência de ídolos, no futebol brasileiro estamos obrigados a desenvolver relações quase que imediatistas de idolatria com os atletas.

Zico com o Flamengo, Rogério Ceni com o São Paulo, Marcelinho Carioca com o Corinthians, entre outros, indicam como as histórias de vinculação de ídolos com suas torcidas são muito bonitas e sempre mobilizarão o futebol. A diferença para o caso de Guerrero, contudo, é que esses jogadores passaram muitos anos defendendo a camisa dos seus times, e sempre assumiram publicamente serem apaixonados por essas equipes. Guerrero deve ter seu status de ídolo questionado por sair do clube? Obviamente que não, pois além de ter feito “apenas” o gol do último título mundial corinthiano, Guerrero é um profissional e após cumprir seu contrato deve ter seu direito de jogar onde quiser garantido. Porém, os clubes não devem ficar refém dos seus ídolos, e os absurdos valores pedidos para renovação do contrato de Guerrero são completamente fora da realidade do futebol brasileiro e da maior parte do futebol mundial. E essa pedida incoerente com o cenário econômico dos clubes explicita o que os corinthianos não queriam crer: Paolo Guerrero não quer mais jogar no Corinthians, e como dito, ele tem o total direito de fazer isso. Mas o que gerou um justo incômodo na fiel torcida foi o discurso de Guerrero de que teria feito tudo a seu alcance para ficar.

Obrigado pelos serviços prestados, Guerrero. Aquele tento de cabeça contra o Chelsea foi um dos dias mais loucos e intensos da minha vida. Apesar de sua bonita história com o Corinthians, jogadores chegam, fazem gols, se declaram para a torcida, ajudam a construir a trajetória do clube e seguem seus caminhos. A contribuição desses atletas deve ser valorizada e jamais esquecida, mas no final das contas, quem sempre continuará presente na vida dos torcedores é o Corinthians. E é para o Corinthians que nós torcemos e realizaremos nossas maiores loucuras, independente de quem estiver passando pelo clube. Que respeitemos e valorizemos os ídolos, mas que não os tornemos maiores que os nossos times.

Abaixo, o gol que todo corinthiano jamais esquecerá.

RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO – 3ª RODADA

Por Rafael Montenegro

10 jogos. 15 gols. O Sport – único time do Nordeste na primeira divisão – é o líder. Chegamos à terceira rodada do Campeonato Brasileiro mas tem muito time que parece não acreditar nisso ainda. Os pontos negligenciados agora farão muita falta nas últimas rodadas

SÁBADO

SÃO PAULO 3X0 JOINVILLE
MORUMBI – PÚBLICO: 12.740

Instável na temporada, o São Paulo não teve dificuldades em ganhar do Joinville , o único time que ainda não marcou gols. Os gols foram de Dória, Michel Bastos e Pato. Destaque para a torcida que competia entre vaiar e apoiar alguns jogadores. O mais visado foi Luís Fabiano, que, mesmo sem fazer uma partida ruim, foi substituído no intervalo e abandonou o estádio antes do fim do jogo.

VASCO 1X1 INTER
SÃO JANUÁRIO – PÚBLICO: 5.138 pagantes

Em seu projeto de somar 38 pontos em 38 jogos, o Vasco chegou ao terceiro empate no campeonato, dessa vez contra os reservas do Inter. O Colorado saiu na frente com Nilmar, que foi comemorar reverenciando a estátua de Romário. O Vasco marcou seu primeiro gol no campeonato a dez minutos do fim, com o volante Lucas pegando rebote do escanteio.

GRÊMIO 1X0 FIGUEIRENSE
ARENA DO GRÊMIO – PÚBLICO: 9.743

O Grêmio venceu a primeira no campeonato na estreia de seu novo e belo uniforme alternativo. No primeiro jogo após a demissão de Felipão, Braian Rodríguez fez o gol de cabeça, aos 30 do segundo tempo, e acalmou os gremistas que já vaiavam a falta de combatividade do time. O Figueirense perdeu a segunda em três jogos e é o vice-lanterna

DOMINGO

PALMEIRAS 0X1 GOIÁS
ALIANZ PARQUE – PÚBLICO: 37.337

No maior público do campeonato, o Palmeiras decepcionou e segue sem vencer no campeonato. Jogando no horário hype das 11h, enfrentou o Goiás e o árbitro Marcelo de Lima Henrique, que não marcou algumas penalidades para o Verdão paulista. Na mais séria delas, no último lance do jogo, marcou fora da área uma falta que foi claramente dentro. Bruno Henrique, que não tem nada com isso, fez uma linda jogada e deu assistência para Victor Ramos – que ainda seria expulso – marcar contra.

FLUMINENSE 0X0 CORINTHIANS
MARACANÃ – PÚBLICO: 14.932

O Corinthians perdeu os 100% de aproveitamento vendo o Fluminense ser superior. Na melhor chance pro Tricolor, Fred chutou em cima de Cássio que fechou bem o ângulo. Mas gol perdido mesmo foi o do Guerrero que, sem goleiro, pegou de canela e chutou pra fora. Inclusive, Paolo pode fazer seu último jogo pelo Timão na próxima rodada, contra o Palmeiras.
Menção honrosa ao Fredão esperando o Petros na saída pra trocar um lero quente.

AVAÍ 2X1 FLAMENGO
RESSACADA – PÚBLICO: 11.918

O Avaí conquistou sua primeira vitória no campeonato contra o Flamengo, que ainda não venceu no BR-2015. O destaque do jogo foi o gol da vitória, bizarramente validado, onde a bola claramente saiu. Dois jogadores estavam entre o bandeirinha e a bola, mas ainda assim é um erro lamentável. Com o fraco trabalho realizado em 2015, Vanderlei Luxemburgo começa a ser questionado e pode ser demitido em breve.

ATLÉTICO-PR 1X0 ATLÉTICO-MG
ARENA DA BAIXADA – PÚBLICO: 15.013

Em dois jogos na Arena, o Furacão fez 4 gols contra Inter e Galo e não tomou nenhum. Bom começo para um time que fez campanha ridícula no Paranaense. O gol de Douglas Coutinho deu ao Galo sua primeira derrota na competição. Destaque para a expulsão de Walter, o maior atacante do Brasil. O camisa 18 do Furacão xingou mais o árbitro do que xinga o churrasqueiro quando acaba a carne.

CHAPECOENSE 2X1 SANTOS
ARENA CONDÁ – PÚBLICO: 6.374

A Chapecoense Bremen conseguiu a segunda vitória em dois jogos nos seus domínios, galgando a 6ª posição com seis pontos. Já o Santos enfrenta problemas jogando fora da Vila Belmiro e conheceu sua primeira derrota no campeonato. O único gol da partida foi um golaço, anotado por Apodi, de canhota, de fora da área.

SPORT 1X0 CORITIBA
ILHA DO RETIRO – PÚBLICO: 12;119

O Leão é o líder o Brasileirão! 100% em casa, o Sport venceu o Coxa com um gol quase sem querer de Neto Moura. O Sport tem 7 pontos, assim como o Goiás e o Corinthians. Mas a boa fase do rubro-negro pernambucano se estende à Copa do Brasil, onde venceu o Santos no jogo de ida da 3ª fase. Destaque para o belo gramado do alçapão do Sport.

CRUZEIRO 1X1 PONTE PRETA
MINEIRÃO – PÚBLICO: 10.645

Com o time reserva, o Cruzeiro conquistou seu primeiro ponto no campeonato. Depois de um primeiro tempo sonolento, com as entradas de Alisson e Neílton no lugar de G. Xavier e Bruno Edgar, o jogo se tornou mais intenso. Charles abriu o placar num puta golaço, mas, menos de três minutos depois, Biro Biro empatou e deu números finais ao jogo.