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Guia do Brasileirão Subindo a Linha – Parte 1

José Eduardo
Durante esta semana, o Subindo a Linha publica o Guia do Campeonato Brasileiro, para você acompanhar as previsões, táticas, pontos forte e fraco das 20 equipes da primeira divisão

Serão quatro postagens  com cinco equipes em ordem crescente de posição provável. Hoje começaremos com os 5 últimos, que julgamos os mais prováveis rebaixados. Confira:

Coritiba:
Van Damme
(Van Damme, em ação publicitária foi a única atração do Coxa até aqui)

Ponto forte: Ataque de nome
Ponto fraco: Meio-campo
Fique de olho: Rafhael Lucas
Time base: 4-4-2, com Bruno, Norberto, Luccas Claro, Leandro Almeida, Henrique, Helder, João Paulo Ruy, Thiago Galhardo, Wellington Paulista e Rafhael Lucas

O Coritiba foi longe no estadual, chegando à final jogando um futebol muito melhor que seu arquirrival, Atlético, que teve que decidir sua permanência no quadrangular do descenso.

Mas a decisão contra o Operário de Ponta Grossa fez o time ruir e descer em queda livre. Duas derrotas, com direito a um 3 a 0, no Couto Pereira, colocaram o Coxa na condição de favorito à queda no campeonato brasileiro. E as 6 primeiras rodadas da competição reforçaram a esta condição.

Com reforços de peso para o ataque, o Coxa deu pinta de que ia fazer um bom campeonato paranaense. Com 25 gols nas primeiras 15 partidas e líder da primeira fase, o time se mostrou forte em casa e inteligente fora.

A questão escondida era a fragilidade dos adversários, que ficou clara quando começou o campeonato brasileiro.

Após a derrota na final do paranaense, a torcida abandonou o time. O ataque só marcou 4 gols em 6 partidas e a defesa é a segunda mais vazada. O time desandou.

O time perdeu as principais peças: Alex, Joel, Vanderlei e Germano, além da passagem relâmpago de Pedro Ken. A zaga continua a mesma mas os problemas são outros. Sem a genialidade de Alex, O problema fica, em suma, no meio de campo. Volantes que falham na marcação e falta de criação. O Coxa aposta na chegada do experiente Lúcio Flávio para servir mais os atacantes.

O Coritiba acabou de mudar de técnico. Sai Marquinhos Santos, que conhece tudo de Coxa, entra Ney Franco. As expectativas não são boas e, sem o apoio da Nação Coxa Branca, será difícil a permanência do Coritiba na primeira divisão.

Palpite: REBAIXADO

Joinville:
JEC
(A torcida tricolor quer continuar sua ascensão)

Ponto forte: Arena Joinville
Ponto fraco: Ataque
Fique de olho: Os folclóricos Marcelinho Paraíba e Jael, o Cruel
Time base: Oliveira, Sueliton, Bruno Aguiar, Guti, Rogério, Anselmo, Augusto César, Marcelo Costa, Marcelinho Paraíba, Willian Henrique (Willian Popp), Tiago Luís (Kempes)

Após o título da série B, o Joinville parecia ser o grande favorito, dentre os catarinenses, a fazer a melhor campanha na série A. E o título do estadual reforçou esta condição.

O Joinville manteve as principais peças do título da segundona, com Bruno Aguiar, Marcelo Costa e Jael, mas com o início do Brasileirão, o time começou a desandar.
O técnico Hemerson Maria não conseguia escalar a mesma equipe e o time foi mudando muito nas cinco primeiras partidas.

Com 1 ponto em 15 disputados, 1 gol feito e 9 sofridos, a diretoria preferiu mudar o comandante.

Chegou Adílson Batista e, na única partida que esteve à frente do Joinville, o time fez a melhor exibição no campeonato brasileiro. Perdeu, é verdade, mas por 1 a 0, em casa, para o forte Corinthians. O time se mostrou valente e criou boas jogadas.

Com a torcida apaixonada ao seu lado, o JEC promete melhorar o pífio desempenho até aqui. Mas, ainda assim o time é fraco. Depende muito dos medalhões Marcelo Oliveira e Marcelinho Paraíba, que nem sempre estarão à disposição.

Palpite: REBAIXADO

Goiás
Serra Dourada
(Sem torcida será difícil se manter na elite)

Ponto forte: O goleiro Renan
Ponto fraco: Torcida
Fique de olho: Bruno Henrique
Time base: Renan, Everton, Felipe Macedo, Alex Alves, Rafael Forster, Péricles, Rodrigo, Patrick, Felipe Menezes, Bruno Henrique, Erik

O Goiás perdeu dois dos seus principais jogadores para o futebol paulista. As saídas de Amaral e Thiago Mendes abalaram a solidez defensiva do Esmeraldino.

Sem dinheiro para recompor o elenco, o Goiás teve que se virar com o que tinha, os jogadores da base. E foi assim que o time foi montado. Felipe Menezes ainda foi repatriado, mas o Goiás ainda é um time muito fraco.

Campeão goiano, o Esmeraldino não enfrentou adversários à altura e ainda viu sua torcida abandonar o time. Contra o Avaí, os borderôs registraram pífios 1105 torcedores, o pior público do campeonato.

Tudo parece estar encaminhado para dar errado para o Goiás. As salvações são o excelente goleiro Renan e o ataque jovem de Bruno Henrique e Erik, a revelação do campeonato passado.

Palpite: REBAIXADO

Vasco da Gama
"</a

(O Ditador Voltou)

Ponto forte: O goleiro Martin Silva
Ponto fraco: O presidente Eurico Miranda
Fique de olho: Gilberto
Time base: Martin Silva, Madson, Rodrigo, Luan, Christianno, Guiñazu, Serginho,Julio dos Santos, Jhon Cley, Dagoberto, Gilberto

Primeiro clube dos chamados 12 grandes a cair sozinho e não ser campeão da Série B. Nem mesmo vice. Este é o Vasco da Gama.

Sob nova-velha direção, o Vasco vem com o lema “o respeito voltou” do presidente/ditador Eurico Miranda. Triste ver o clube ser dirigido, de novo, por esta máfia.

Falando de futebol, o Vasco foi campeão carioca mas com um time pra lá de questionável. O lateral Christianno não agrada a torcida, o meio de campo sofre com a inconstância dos jogadores e a escalação muda de jogo a jogo. Há quem duvide da integridade do campeonato estadual do Vasco por uma série de erros de arbitragem. Os holofotes foram para a Federação e para a diretoria.

O futebol, antes em segundo plano, agora parece mostrar o que é o time do Vasco. Um time que joga muito mal, com pouca criação e muitos problemas ofensivos. Foram 9 gols sofridos e 1 feito nas 6 primeiras partidas. A torcida abandonou o time. Contra a Ponte Preta, apenas 2499 torcedores compareceram em São Januário.

As incertezas sobre quem joga fazem a torcida ficar desconfiada. Há campeões nacionais, como Júlio César, Diguinho, Martin Silva, campeões da Libertadores, como Guiñazu e Nei, pentacampeão brasileiro, caso de Dagoberto. Mas nenhum dos títulos foi com o Vasco, o que aumenta a pressão sobre os jogadores.

Para piorar, o time ainda se desfez de Marcinho e afastou Bernardo, os jogadores de criação, tudo para abrir espaço para uma possível vinda de Ronaldinho Gaúcho.  Além disso, o ditador Eurico Miranda já deu o recado: “Nenhum jogador do Vasco tem uma opinião diferente da minha.”

É nesse clima que o Vasco entra na disputa do campeonato brasileiro. O técnico inexperiente Doriva terá muito trabalho para segurar os egos.

Palpite: REBAIXADO

Avaí
Avaí
(A bandeira na Ressacada vai continuar tremulando)

Ponto forte: Ressacada
Ponto fraco: Média de idade alta
Fique de olho: Hugo
Time base: Vagner, Nino Paraíba, Antônio Carlos, Emerson (Jeci), Eltinho, Renan, Uelliton, Renan Oliveira, Marquinhos(Pablo), Hugo(André Lima), Anderson Lopes

O Avaí iniciou o ano tragicamente. Teve que disputar o quadrangular de descenso no campeonato catarinense para se manter na primeira divisão estadual e se salvou por pouco.

Mas, com os mesmos jogadores, o time parece outro no Brasileirão. Jogando com muita vontade e valente, inclusive fora de casa, o Leão parece ter encontrado o futebol necessário para mantê-lo na primeira divisão.
Marquinhos continua brilhante, como sempre foi no clube e o ataque tem correspondido.

Ainda assim, o time se mostra longe de almejar alguma coisa além de sua permanência na elite.

A grande incógnita do Avaí é manutenção do time. Os principais jogadores estão com idade avançada e podem desfalcar o Leão em algumas partidas decisivas. São eles Jéci (35), Emerson (32), Eduardo Costa (32) e Marquinhos (33). Além disso, alguns jogadores ainda não vingaram além de apostas, como Renan Oliveira e Hugo.

Palpite: SE SALVA POR POUCO

RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO – 6ª RODADA

Por Rafael Montenegro

 

Rodada marcada pela organização questionável: jogos às 22h do sábado para agradar à televisão e a recomendação dos árbitros para amarelarem todo e qualquer jogador que cometer a pachorra de lhe dirigir a palavra.

Teve também homenagem ao ídolo colorado Fernandão, que faleceu há um ano em desastre aéreo.

Tivemos bons jogos e 20 gols em dez partidas.

 

SÁBADO

 

FLAMENGO 1 x 0  CHAPECOENSE

MARACANÃ – PÚBLICO: 20.156

 

O Mengão finalmente venceu a primeira no campeonato brasileiro! Dois minutos após a expulsão de Vilson, da Chapecoense, Gabriel aproveitou a saída errada do goleiro Danilo e fez o único gol da partida. A semana é de substituição no ataque flamenguista: a saída confirmada de Alecsandro para o Palmeiras abre vaga para a provável chegada de Emerson Sheik.

 

SANTOS 2X2 PONTE PRETA

VILA BELMIRO – PÚBLICO: 5.508

 

O Peixe segue sem convencer depois do título paulista. Pelo terceiro jogo consecutivo, o Santos tinha 2×1 no placar e não saiu com a vitória. E pela quarta vez no campeonato, Renato Cajá balançou as redes e é agora o artilheiro isolado do BR 15. Destaque para o baita golaço de Geunvânio, de canhota.

 

ATLÉTICO-MG 1X3 CRUZEIRO

ARENA INDEPENDÊNCIA – PÚBLICO: 20.092

 

Noite de regozijo celeste. Depois de 11 jogos, o time voltou a vencer um clássico contra o Galo, de virada, com gol contra e em plena Arena Independência. Parece que o Cruzeiro e Luxemburgo fizeram muito bem um ao outro e, juntos, saíram da lama. Destaque para o belo gol de Marquinhos em jogada de Willians Mustache e Leandro Damião.

 

ATLÉTICO-PR 2X0 VASCO DA GAMA

ARENA DA BAIXADA – PÚBLICO: 16.750

 

O Atlético segue líder e 100% em casa! Sem a mínima dificuldade, passou por cima do Vasco, que faz pífia campanha. Após o título estadual, a frase usada pelos cruzmaltinos era “o respeito voltou”, mas o time marcou um mísero gol em seis rodadas – o pior ataque, junto ao lanterna Joinville. O Vasco tem que mudar muita coisa se não quiser voltar para a Série B em 2016.

 

SÃO PAULO 2X0 GRÊMIO

MORUMBI – PÚBLICO: 16.952

 

Na estreia de Juan Carlos Osorio, o São Paulo jogou um futebol envolvente e dinâmico contra o apático e jovem Grêmio. Com gols de Luis Fabiano (que tomou um amarelo, lógico) e Rogério Ceni (129º e contando), o São Paulo chegou à quarta vitória em quatro jogos no Morumbi – e a décima segunda vitória seguida em casa na temporada, melhor marca histórica.

 

JOINVILLE 0X1 CORINTHIANS

ARENA JOINVILLE – PÚBLICO: 14.131

 

Atravessando fase ruim, o Corinthians pegou o lanterna e conseguiu interromper a sequência de três jogos sem vencer. O jogo começou surpreendentemente movimentado e Jadson, num belo chute, fez um golaço que definiu o jogo ainda no primeiro tempo. O JEC continua – não tão surpreendentemente assim – fazendo uma campanha triste e encaminha sua volta à segunda divisão (da qual é o atual campeão)

 

DOMINGO

 

INTERNACIONAL 2X0 CORITIBA

BEIRA-RIO – PÚBLICO: 41.954

 

Um bom público no domingo de manhã homenageou o ídolo Fernandão, morto em acidente aéreo há um ano, e o time incorporou o espírito. Contra o cambaleante Coritiba e seu tenebroso uniforme azul-bebê (por que, senhor?), o Colorado ganhou tranquilamente com um golaço de Vitinho (um petardo de canhota) e um gol de Nilmar. Destaque para a expulsão de Lisandro López por dizer ao árbitro “eu não fiz nada”.

 

GOIÁS 0X1 AVAÍ

SERRA DOURADA – PÚBLICO: 1.105

 

O Goiás vinha de longa invencibilidade em casa (15 jogos – 10 vitórias e 5 empates) e o Avaí tinha um retrospecto desfavorável atuando como visitante (seis derrotas, quatro empates e três vitórias em 2015). O futebol mandou às favas a tendência e o time de Floripa venceu com gol aos 48 do segundo. O Goiás agora é o 8º e o Avaí, o 7º.

 

FIGUEIRENSE 2X1 PALMEIRAS

ORLANDO SCARPELLI – PÚBLICO: 9.575

 

O Palmeiras segue decepcionando. Em jogo que pode culminar na demissão do técnico Oswaldo de Oliveira, o Verdão perdeu a segunda no campeonato e é o 15º colocado . Fernando Prass saiu mal e falhou no primeiro gol. Gabriel até descontou com um belo chute, mas a vitória ficou com o Figueirense, agora 14º.

 

FLUMINENSE 0X0 SPORT

MARACANÃ – PÚBLICO: 15.411

 

Em disputa direta pelo G-4, o empate sem gols favoreceu o Leão. Ainda invicto no campeonato, o Sport não criou muitas oportunidades e se contentou com um ponto. O Fluminense também não foi criativo, mas foi prejudicado em lance dentro da área envolvendo Marcos Júnior, no qual deveria ter sido marcado pelo menos o jogo perigoso. Castigo pelo uniforme – o verde até vai, mas de onde surgiu esse short e meião azuis?!

RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO – 5ª RODADA

Por Rafael Montenegro

 

Foram 26 gols nos dez jogos da rodada.

Teve clássico com duas viradas.

Teve vitória com golaço aos 47 do segundo.

Teve 2×0 com 5 minutos de jogo.

O Campeonato Brasileiro tá ficando bom!

QUARTA-FEIRA

VASCO 0X3 PONTE PRETA

SÃO JANUÁRIO – PÚBLICO: 2.499

Que fase do Vasco! Ainda sem vencer no campeonato, foi goleado em casa para a Macaca, que joga um futebol vistoso e eficiente. Se esse time da Ponte é um cavalo paraguaio, apenas o tempo dirá. Por enquanto, é um dos destaques do campeonato e ocupa a vice-liderança.  O Vasco, jogando um futebol ridículo, é o 18º.

ATLÉTICO–PR 1X0 FIGUEIRENSE

ARENA DA BAIXADA – PÚBLICO: 15.139

Depois de uma campanha pífia no estadual, o Furacão engrenou, segue 100% em casa e é o líder do campeonato brasileiro com 12 pontos (4 vitórias e uma derrota). Com gol de Nikão, aos 19 do primeiro tempo, o Atlético proporcionou ao Figueira sua terceira derrota na competição, mas o time segue fora da zona de rebaixamento.

CHAPECOENSE 2X0 JOINVILLE

ARENA CONDÁ – PÚBLICO: 6.179

No primeiro clássico catarinense do BR-15, a Chapecoense fez 2×0 com tranquilidade e manteve os 100% de aproveitamento em casa. No primeiro gol, 7 jogadores do JEC estavam dentro da área, mas ninguém conseguiu marcar Ananias. A derrota foi a quarta do Tricolor catarinense, que soma apenas um ponto e é o lanterna.

SÃO PAULO 3X2 SANTOS

MORUMBI – PÚBLICO: 13.847

O jogo da rodada teve um personagem central: Rogério Ceni. O M1TO, que vai jogar (pelo menos) até o fim de 2015, alternou bons momentos com falhas. Defendeu um pênalti mas soltou o rebote nos pés do atacante, falhou feio no segundo gol do Peixe e fez o gol da virada tricolor aos 39 do segundo. Destaque ainda para o belo gol de Michel Bastos, os dois gols de Ricardo Oliveira (que não marcava há 4 jogos) e para Juan Carlos Osorio, que assistiu o jogo de camarote e já comanda o time contra o Grêmio na próxima rodada.

GRÊMIO 3X1 CORINTHIANS

ARENA DO GRÊMIO – PÚBLICO: 20.231

O Grêmio não vinha atravessando uma boa fase, mas aproveitou que o Corinthians vive uma fase pior ainda e conquistou sua segunda vitória no campeonato. O primeiro gol saiu logo com um minuto de jogo. Aos 5 o Tricolor ampliava com um baita golaço de Marcelo Oliveira, levantando a bola com uma perna e batendo direto com a outra, no ângulo. Mendoza descontou para o Timão, mas Luan não teve dificuldades para deslocar Cássio e por números finais ainda no primeiro tempo.

CRUZEIRO 1X0 FLAMENGO

MINEIRÃO – PÚBLICO: 13.308

No começo da semana, a diretoria cruzeirense trocou o atual bi-campeão brasileiro Marcelo Oliveira por Vanderlei Luxemburgo. O “profexô” estreou contra seu ex-clube e viu o Cruzeiro ganhar a primeira no campeonato, com gol do zagueiro Manoel. A herança deixada por Luxa no Flamengo é o pior início de Brasileiro da história do Mengão – um mísero ponto em cinco rodadas. O técnico Cristóvão Borges vai ter muito trabalho – mas também terá o reforço de Paolo Guerrero após a Copa América.

AVAÍ 1X4 ATLÉTICO-MG

RESSACADA – PÚBLICO: 7.101

Ao contrário do rival celeste, o Galo vai muito bem no Campeonato Brasileiro. Pela segunda vez conquista uma vitória por 4×1, dessa vez fora de casa. O confronto começou como uma briga direta pelo G-4 – os dois times tinham 7 pontos -, mas o Atlético não encontrou dificuldades durante a partida. Destaque para o primeiro gol do atacante Lucas Pratto no BR 15 e para ostalentosos garotos Carlos e Rafael Carioca.

QUINTA

FLUMINENSE 2X0 CORITIBA

MARACANÃ – PÚBLICO: 28.041

O Flu recebeu o Coxa, que vive fase ruim. Com um bom público na tarde de feriado no Maraca, o Fluminense jogou com seu bizarro terceiro uniforme verde e azul e ganhou tranquilamente. Aos 30, após saída de bola errada, Fred tomou a bola e pôs Vinícius para finalizar com muita categoria: 1×0. O segundo saiu já no fim, com o baixinho Marcos Júnior finalizando, sozinho, de cabeça. O Flu é o 6º e o Coxa, o 17º

SPORT 1X0 GOIÁS

ILHA DO RETIRO – PÚBLICO: 12.285

O duelo era entre dois dos três invictos do campeonato. O Sport foi melhor o jogo todo, mas a a invencibilidade do Goiás só foi cair aos 47 do segundo tempo, quando Maikon Leite (sim, ele) acertou um lindo chute no ângulo (sim, o Maikon Leite) e deu a vitória para o Leão. O Sport é o vice-líder e o Goiás caiu para a oitava posição.

PALMEIRAS 1X1 INTERNACIONAL

ALIANZ PARQUE – PÚBLICO: 36.199

A torcida palmeirense tem dado um belo espetáculo enchendo o Palestra, mas o Versão ainda não venceu no BR 15 jogando em casa. Até saiu na frente, com gol de cabeça do zagueiro Victor Hugo – seu quinto gol na temporada. Aos 30 do segundo, porém, Rafael Moura fez um gol bem à sua cara: feio. O Inter foi pra São Paulo jogar por uma bola e conseguiu roubar um ponto do Palmeiras.

Vídeo: O gol espetacular de Messi em 16 dialetos diferentes

O canal do youtube iNJRHD fez uma seleção com 16 narrações marcantes, de vários lugares do mundo, do gol de placa (mais um) no último sábado, pela final da Copa del Rey, contra o Athletic de Bilbao.

A narração brazuca fica por conta de Rogério Vaughan, da ESPN, que esteve in loco

RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO – 4ª RODADA

Por Rafael Montenegro

Os dois clássicos da rodada foram movimentados.
Dos 10 jogos, apenas um teve menos que dois gols – e foi um bom jogo, apesar de 0x0.
O G-4 é composto por Atlético-PR, Sport, Ponte Preta e Goiás.
GOSTAMOS

SÁBADO

PONTE PRETA 3X1 CHAPECOENSE
MOISÉS LUCARELLI – PORTÕES FECHADOS

Depois de quatro rodadas, apenas três times continuam invictos e a Ponte é um deles. Mesmo sem torcida, o time conseguiu fazer um bom jogo e ganhar a segunda em casa. Depois de fazer 2×0, viu a Chapecoense ir pra cima, diminuir, buscar o empate e abrir espaços para o contra-ataque, aproveitado com muita categoria pelo grande jogador do campeonato até agora: Renato Cajá, 3 GOLAÇOS em quatro rodadas. GOSTAMOS

CORITIBA 1X2 AVAÍ
COUTO PEREIRA – PÚBLICO: 9.906

Na fria Curitiba, o Coxa perdeu a terceira partida no campeonato. Logo aos 44 segundos de jogo o Avaí abriu o placar com Anderson Lopes. Paulinho diminuiu com apenas 4 minutos do segundo tempo, mas Roberto, em lance onde os jogadores do Coxa reclamaram de toque de mão, fez o gol derradeiro aos 33.

JOINVILLE 1X2 ATLÉTICO-PR
ARENA JOINVILLE – PÚBLICO: 9.144

De volta à Arena Joinville, onde viu seus torcedores entrarem em batalha campal contra vascaínos em 2013, o Furacão somou seus primeiros pontos fora de casa. Os gols foram de Nikão e Douglas Coutinho, ainda no primeiro tempo – o gol do Joinville foi de Rafael Costa. O JEC perdeu uma invencibilidade de 26 jogos em casa e amarga a lanterna do Campeonato Brasileiro.

DOMINGO

SANTOS 2X2 SPORT
VILA BELMIRO – PÚBLICO: 13.481

O Santos segue sem convencer depois do título paulista e o Leão segue sem perder. O (não tão) jovem menino Róbson fez o primeiro pro Peixe, que ficou duas vezes à frente no placar. O Sport chegou ao segundo gol de empate com Samuel Xavier aos 47 do segundo tempo, roubando um ponto importante na Vila.

GOIÁS 1X1 GRÊMIO
SERRA DOURADA – PÚBLICO: 3.859

O Goiás segue invicto e o Grêmio segue sem fazer grandes jogos. Destaque para a estreia de Roger Moreira como técnico do Tricolor no jogo com mais cara de Jogo Bosta da Rodada – com o Público Bosta da Rodada.

INTERNACIONAL 0X0 SÃO PAULO
BEIRA-RIO – PÚBLICO: 30.082

Com um árbitro gaúcho e bandeirinhas paulistas (!) Inter e São Paulo proporcionaram duas peculiaridades: um 0x0 movimentado e uma boa partida do Anderson. O São Paulo, à espera de Osorio, não caprichou na finalização contra o time misto do Colorado. Destaque para a defesa a la 2005 de Rogério numa cobrança de falta perfeita de Alex, aos 47 do segundo.

ATLÉTICO 3X0 VASCO
INDEPENDÊNCIA – PÚBLICO: 17.958

Tinha vascaíno reclamando que o time só tinha empatado no campeonato. Agora perdeu – de lavada – e segue sem vencer. Todos os gols saíram no primeiro tempo de uma partida que foi muito tranquila para o Atlético. O Galo – que já tinha posto 4×1 no Fluminense – vai galgando o posto de grande carrasco dos cariocas. Destaque para Thiago Ribeiro, autor de dois gols.

CORINTHIANS 0X2 PALMEIRAS
ARENA CORINTHIANS – PÚBLICO: 29.869

O Corinthians perdeu o Paulista, a Libertadores, Guerrero e agora perdeu, num só jogo, a invencibilidade no Brasileiro e o primeiro clássico da Arena (que já já vai virar a casa Alviverde). O Palmeiras, com belos gols de Rafael Marques e Zé Roberto, quebrou um tabu de quatro anos sem ganhar do Timão. Os dois gols saíram ainda na primeira etapa e contaram com a participação de Jorgito Valdívia. Destaque para o drone com a camisa do Guaraní paraguaio. GOSTAMOS

FIGUEIRENSE 2X1 CRUZEIRO
ORLANDO SCARPELLI – PÚBLICO: 6.211

Que fase do Cruzeiro! O bi-campeão foi eliminado de maneira acachapante na Libertadores no meio de semana e segue sem vencer no Brasileirão, somando um mísero ponto em quatro rodadas. O Figueirense venceu com gols de Marquinhos e Carlos Alberto (ele mesmo, campeão mundial pelo Porto em 2004, como pode ser conferido na tatuagem em suas costas), que não marcava um gol há 722 dias.

FLAMENGO 2X3 FLUMINENSE
MARACANÃ – PÚBLICO: 25.289

O Grande Jogo da Rodada! Infelizmente, quem proporcionou toda essa emoção ao jogo foi Sandro Meira Ricci, que inventou um pênalti aos 6 do primeiro tempo e uma expulsão aos 6 do segundo. Fredão da massa fez dois gols, ultrapassou a lenda viva Paulo Bayer e é o maior artilheiro do Brasileirão na época dos pontos corridos. O Flamengo, que estreou o técnico Cristóvão Borges, segue com uma campanha pífia: em quatro jogos, três derrotas e nove gols sofridos.

A hora e a vez do Galo

Pedro Abelin

O Clube Atlético Mineiro voltou a ser temido nas últimas duas temporadas. Depois de longos anos de muito sofrimento da massa atleticana, o Galo teve em 2013 um ano de virada na sua trajetória recente ao vencer pela primeira vez a Copa Libertadores da América. O título veio de maneira épica, a reboque de viradas espetaculares e muito drama. Que atleticano não lembra da  monumental defesa de pênalti de Victor contra o Tijuana ou do Gol de Leonardo Silva nos instantes finais da decisão do torneio? Essa jornada fez o torcedor atleticano gozar de uma euforia não sentida há muito tempo.

Em 2014, o roteiro não poderia ser diferente. O Atlético conquistou a também inédita Copa do Brasil, e o título foi marcado por diversos momentos emblemáticos, como as duas inacreditáveis viradas contra Corinthians e Flamengo, honrando mais do que nunca a alcunha atleticana de “Galo forte e vingador”. Mas acima de tudo, a conquista foi confirmada em duas incontestáveis vitórias na final contra o arquirrival Cruzeiro, e consagrou uma campanha de superação e reviravoltas, que estabeleceu de vez o Galo como protagonista do futebol nacional.

A ressurreição atleticana pode ser creditada a diversos elementos. Entre os principais, está o fator econômico: as últimas gestões do clube se pautaram pelo gasto excessivo na compra de jogadores. Muitas contratações não deram certo, mas é inegável que o Atlético passou a ser um clube mais gastador, que possibilitou a construção de elencos mais caros e qualificados – essa gestão pouco austera, contudo, deverá trazer problemas graves para o clube nos próximos anos, pois a equipe de Belo Horizonte tem hoje uma das maiores dívidas financeiras entre os clubes brasileiros. Mas o maior trunfo recente do Atlético é o Estádio Independência e a relação com sua torcida. O time criou  uma sinergia com seus torcedores que transformou o estádio no verdadeiro caldeirão, que propicia um ambiente extremamente hostil para os times visitantes e faz com que o Galo seja um dos mandantes mais temidos do Brasil. ( “caiu no Horto, tá morto!”)

Apesar do sucesso recente e dos títulos conquistados, ainda falta ao Galo voltar a vencer o Campeonato Brasileiro, troféu que o clube não leva desde 1971. Mas o torcedor atleticano têm vários motivos para acreditar que esse ano o jejum pode terminar. O Galo manteve a base vencedora do último ano e agora conta com o ótimo atacante argentino Lucas Pratto, melhor contratação do futebol brasileiro na temporada e que faz os atleticanos não sentirem falta de Tardelli. Além disso, o técnico Levir Culpi surpreendeu positivamente no seu retorno ao futebol brasileiro, ao apresentar uma equipe que pratica um futebol de alta velocidade e intensidade, que pressiona a saída de bola adversária, lembrando em alguns momentos o time treinado por Cuca. Porém, o maior indício da reinvenção de Levir é aquele que pode ser considerada uma das grandes contribuições do Galo ao futebol brasileiro: o fim das concentrações. Atitude altamente corajosa, progressista e que humaniza o vestiário, o fim da concentração deu certo no Galo e pode servir de exemplo para aqueles que acreditam que o ambiente do futebol deva ser dominado pelo autoritarismo, e que jogadores não podem usar boné e chinelo (alô Dunga!).

Além disso, vale lembrar que os outros favoritos ao título estão em momentos de indefinição. O Corinthians, outrora melhor equipe do Brasil, vive iminência de um desmanche. O Internacional, equipe de maior sucesso nesse primeiro semestre, está na semi-final da Libertadores e deverá ter dificuldades para conciliar o Brasileiro com a competição sul-americana. A maioria das outras equipes com potencial de disputar o título brasileiro passa por situação de reformulação, como São Paulo e Cruzeiro. Sendo assim, o Atlético goza do privilégio de ter uma equipe mais construída e entrosada do que as outras no futebol nacional, fator que pode ser decisivo para as pretensões do time na temporada. Em um período de incertezas no futebol brasileiro, o torcedor atleticano pode ter a certeza de que o Galo tem condições de alcançar o tão sonhado bi campeonato nacional. E com o caldeirão do Horto, esse sonho pode ficar mais próximo.

A América inteira ri da Bestia Negra

José Eduardo

Uma semana depois de fazer história, o Cruzeiro entrará novamente para os anais do futebol. A derrota para o River Plate sacramenta a queda de um time que começou mal, enganou o torcedor e voltou para o fracasso. De consolação, o time celeste sai da competição com dois recordes.

Na quinta-feira passada, o Cruzeiro foi ao Monumental de Nuñez e se consagrou como a primeira equipe na história a vencer o River Plate na casa do rival e o Boca Juniors, na Bombonera. A proeza foi comemorada pelos cruzeirenses, justamente, como o marco da grandeza do clube. Faço mea culpa. Comemorei muito aqui mesmo, no Subindo a Linha, e tinha razão. Era um fato histórico. Histórico também o Cruzeiro ter sido o brasileiro com mais vitórias na Libertadores.

Mas a derrota desta quarta-feira parece apagar tudo. Uma atuação horrorosa. O time jogou os 90 minutos perdido em campo. Ainda aos 5 minutos, Willian teve a chance de mudar a história, mas, cara a cara, chutou muito longe. A partir daí, uma goleada histórica estaria por vir. Dois gols no primeiro tempo, ambos em falhas individuais de Manoel, sacramentaram a vitória ainda no primeiro tempo. O resultado não era de impossível reversão. Mas a desorganização do time era visível. O time sentiu as falhas dos jogadores. Mena e Manoel foram nulos defensivamente. Willian, Arrascaeta e Damião pouco recebiam. E quando acontecia, perdiam a bola facilmente. O time não segurava a bola. Chutão atrás de chutão do Cruzeiro aproximavam o River da classificação. Um time que não é brilhante. Mas manteve a calma e valorizou a posse de bola.

No segundo tempo, o River administrou o resultado. Fez somente um gol. Cabia mais, muito mais. Foi a primeira vez que o River ganhou do Cruzeiro no Mineirão. Se o Cruzeiro já venceu Boca e River na Argentina, agora tem o desprazer de dizer que já perdeu em casa para a dupla hermana.

Derrota dupla para Marcelo Oliveira. Ver seu time sendo massacrado, impotente, e ainda perder a mãe na mesma semana. Uma boa sorte para o treinador.

Para o resto da temporada, é brigar por um 8º lugar no campeonato brasileiro. Quanto à Copa do Brasil, o time já mostrou que não tem maturidade para disputá-la. Para sonhar mais alto, o Cruzeiro precisa de reforços, principalmente no meio-campo. Depender de Arrascaeta, um garoto de vinte anos, ainda jogando improvisado parece irreal.