Uma experiência de campo
Vinicius Prado Januzzi
Aviso ao/à leitor/a Esse é um texto que pode parecer atrasado. Não é. O Corinthians, nesse meio tempo, já venceu mais uma. O que digo abaixo não contradiz nada o que ocorreu depois com o time e com o resto do mundo.
Prólogo
Domingo é dia de jogo. Acima de tudo, de jogo no estádio. Quando se mora longe da casa de seu time e ele vem para perto de você, então, é questão de obrigação estar lá, apoiando, torcendo, xingando e gritando. E assim foi no domingo duas semanas atrás (05/08).
O cenário
Goiás x Corinthians, no Estádio Serra Dourada, em Goiânia, em jogo válido pela 11ª rodada do Brasileirão. Pouco mais de 9 mil pagantes, em sua maioria corinthianos, com ingressos valendo na média 50 reais a inteira.
O roteiro
Quando o Corinthians joga longe do Itaquerão, não se espera muito. A expectativa é de uma partida morna, “tática” como diriam alguns comentaristas, sem muito brilho e com chances mínimas de gol, para ambos os lados. Apesar do 0x0 e das perspectivas de antes do jogo, não foi o que vi em campo. Ambas as equipes, sim, privilegiaram suas defesas e arriscaram pouco à frente, mas da parte alvinegra, sendo alvinegro, fiquei satisfeito. O Corinthians, diante do ferrolho goianiense, postou-se bem e conseguiu algumas boas trocas de passes e triangulações. Jadson, o camisa 10, conduziu a equipe e, não fosse o cansaço ao final do segundo tempo, poderia ter contribuído com algum golzinho ou assistência. O Goiás suou a camisa e fez o que pode para segurar o adversário, jogando-se vez ou outra aos contra-ataques, sempre com muita cautela. O empate sem gols foi proporcional ao que os jogadores demonstraram em campo. Os bastidores – da arquibancada Aqui entra em cena o principal ponto que trago à discussão: a torcida.
Cena 1: Ao longo da partida, fiquei em pé todo o tempo. Sentei apenas duas vezes, quando as pernas já não me sustentavam e dava a elas um pouco de descanso merecido. Em nenhum momento, torcedores ao meu lado resolveram se levantar. Mesmo quando o Corinthians chegava próximo ao gol, o máximo que se via era um pequeno deslocamento das nádegas em relação às arquibancadas de cimento do Serra Dourada.
Cena 2: Cantos e coros, então, foram mais raros que uma música boa do Capital Inicial. Quase não se ouviu, ao longo de todo o jogo, nenhuma “puxada” mais relevante. As exceções ficaram por conta da Gaviões da Fiel e da Coringão Chopp, que não pararam um segundo sequer. O máximo de esforço empreendido pelos que estavam ao meu lado vinha de algumas vaias momentâneas em cobranças de falta do Goiás ou um tremular de mãos quando Jadson ia para a bola parada. No mais, olhares confusos para mim e meu amigo, Matheus Perez, que gritávamos como bezerros desmamados.
Cena 3: Eis que, na metade do primeiro tempo, surge o (in)esperado. Três policiais militares, dois homens e uma mulher, se aproximam de nós. Com a voz impostada, pedem para que nos sentemos. Por quê?, perguntamos. Alguém reclamou? Estamos atrapalhando alguém? Somente pedimos para que os senhores se sentem, disse o mais velho deles. Novamente questionamos: mas por que precisamos sentar? São determinações, senhores, por mim vocês poderiam ficar, mas peço para que se sentem. Ok, senhor, vamos nos sentar. Por dois minutos, é claro, até quando já tinham dado as costas e caminhado alguns bons metros de nós.
Cena 4: Disse a vocês que a torcida não se manifestou durante boa parte do partida. A bem da verdade foi isso mesmo. Estávamos, no entanto, sentados de frente para as cabines de TV e de Rádio. Bastava pôr os pés nos próprios calcanhares ou subir em pequena mureta ali próxima que se podiam ver todos os comentaristas e locutores responsáveis por transmitir aquela partida. Entre eles, Juliano Belletti, ex-lateral da seleção brasileira, do Barcelona, do Chelsea e do São Paulo. Por essa última filiação, o atual comentarista do SporTV logo foi chamado de bambi, viadinho, bichinha e namorado do Richarlyson. Se ao longo dos 90 minutos, grilos foram ouvidos, quando Belleti foi descoberto, Eureca!, podia-se torcer. “Belletti, viado, Belletti, viado”. O futebol, enfim, é das maiores alegrias, mas também das maiores injustiças.
Epílogo
A saída de jogo no Serra Dourada sempre promete. Brigas entre as torcidas são frequentes e a pancadaria sobra até para o último dos moicanos. Tudo caminhava bem mesmo 15 minutos após o fim da partida, quando, não mais que de repente, bombas e cavalos são acionados. Não brigavam goianienses e corinthianos, mas corinthianos, a Polícia Militar e a Tropa de Choque. Não me interessam as notícias nem as notas oficiais sobre o ocorrido. Em questão de segundos, senhores e senhoras fardados partiram para cima dos torcedores e torcedoras, cercando-os. Nos seus olhos, de ambos, não se sabia muito o que fazer dali em diante: por que bato, por que apanho, quando isso acaba, que horas posso voltar para casa? Ao lado, ouvia-se: acabem com esses vagabundos, manda mesmo pra cadeia, é isso mesmo, aprontou, tem que apanhar. Triste ou não, não sabia para quem aquilo estava sendo falado.
RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO – 13ª RODADA
Que bela rodada! 27 gols, nenhum 0x0 e uma boa média de público de 21.312 torcedores por jogo.
Teve a torcida do São Paulo, no domingo de manhã, batendo o recorde de público do campeonato.
Teve gol no fim do jogo? Teve e teve mais de um: André pelo Sport e Fred pelo Fluminense.
Teve baile corinthiano no Maracanã.
Teve golaço, teve clássico e o Campeonato Brasileiro tá ficando bonito.
SÁBADO
SANTOS 3X0 FIGUEIRENSE
VILA BELMIRO
PÚBLICO: 8.393
Abrindo a rodada, o Peixe se reencontrou com a vitória na reestreia de Dorival Júnior. Depois de quatro derrotas seguidas, o alvinegro praiano superou o alvinegro catarinense com gols de David Brás, Lucas Lima e Gabigol. Mesmo com a vitória, o Santos não conseguiu sair da zona de rebaixamento. No 17º lugar, o Peixe agora faz o clássico contra o Palmeiras, no Alianz Parque. Já o Figueira, 13º, recebe o Coritiba.
GRÊMIO 2X0 VASCO
ARENA GRÊMIO
PÚBLICO: 34.752
Galgando o topo, o Tricolor recebeu o agonizante Vasco. Sem querer jogar bola, os cariocas seguraram o empate até os 15 do segundo tempo, quando o goleiro Charles socou a bola em cima de Anderson Salles, que marcou contra. Vinte minutos depois, o garoto Pedro Rocha finalizou com bastante categoria e garantiu um lugar no G4 para os gaúchos. Agora o Grêmio visita o Flamengo e o Vasco, vice-lanterna, faz o clássico contra o Fluminense.
PONTE PRETA 0X2 ATLÉTICO-MG
MOISÉS LUCARELLI
PÚBLICO: 4.733
Na despedida do craque Renato Cajá, a Ponte Preta perdeu para o líder e segue em queda livre na tabela. O Galo vive uma grande fase e ganhou a sexta partida seguida (!) com gols de Thiago Ribeiro (jogando muito bem nos últimos jogos) e Giovanni Augusto. O Atlético tem dois pontos de vantagem para o Fluminense, segundo colocado. Na próxima rodada a Macaca, que ocupa a décima posição, visita o Joinville enquanto o Galo joga contra o Corinthians em Itaquera.
DOMINGO
SÃO PAULO 3X1 CORITIBA
MORUMBI
PÚBLICO: 59.612
Na manhã de domingo, o São Paulo vendeu ingressos a preços acessíveis ($20 a arquibancada) e conseguiu o maior público do campeonato até aqui. Destaques para Pato (dois belos gols e uma assistência), para Lucão (dois lançamentos em jogadas de gol) e para o golaço de Marcos Aurélio. Destaque negativo para a confusa arbitragem, principalmente para o bandeira que confirmou um gol irregular e anulou um gol legal, ambos envolvendo Centurión. O São Paulo, 5º, agora visita o Sport enquanto o Coxa, 18º, visita o Figueirense.
FLAMENGO 0X3 CORINTHIANS
MARACANÃ
PÚBLICO: 26.209
Sem Sheik e Guerrero, o Flamengo manteve o desempenho como pior mandante do campeonato. Mais que isso: viu o Corinthians fazer 3×0 com tranquilidade e o placar só não foi mais elástico pela incompetência de Várgner Love. Destaques para o golaço de Elias (muita, muita categoria) e para o 6º gol de Jadson, que vive grande fase. O Flamengo, 15º, agora recebe o Grêmio enquanto o Corinthians, 3º, recebe o líder Atlético-MG.
CRUZEIRO 1X0 GOIÁS
MINEIRÃO
PÚBLICO: 10.675
Diante de um frágil e pouco efetivo Goiás, o Cruzeiro dominou o jogo e não conseguiu traduzir sua superioridade num placar mais díspare. No fim das contas, o solitário gol de Joel, que não marcava há quatro meses, foi o suficiente. O goleiro Fábio não teve que fazer uma defesa sequer: as três finalizações do Goiás foram de longe e para longe. Na próxima rodada o Cruzeiro, 11º colocado, recebe o Avaí enquanto o Goiás, 16º, visita o Internacional.
JOINVILLE 0X2 INTERNACIONAL
ARENA JOINVILLE
PÚBLICO: 10.924
O Colorado vinha de três derrotas e mandou o time reserva para encarar o lanterna. E venceu com gols de Réver e Vitinho – esse último num pênalti assinalado equivocadamente: a falta (que não foi falta) aconteceu fora da área. Ao Joinville, que ainda meteu bola no travessão, restou lamentar a chance desperdiçada de passar a lanterna ao Vasco. Agora o JEC recebe a Ponte Preta e o Inter, envolvido nas semi-finais da Libertadores, recebe o Goiás.
ATLÉTICO-PR 1X2 FLUMINENSE
ARENA DA BAIXADA
PÚBLICO: 17.522
Comemorando a chegada de Ronaldinho Gaúcho, o Fluminense até estava satisfeito com o empate, com gols de Gustavo Scarpa (numa bela finalização de canhota) e Sidcley (com linda assistência de Walter). Mas Fred fez de cabeça aos 47 do segundo e tirou a invencibilidade do Furacão em casa, além de garantir a vice-liderança para o time de guerreiros. Agora o Atlético, 8º, recebe a Chapecoense e o Fluzão joga o clássico carioca contra o Vasco.
SPORT 2X2 PALMEIRAS
ARENA PERNAMBUCO
PÚBLICO: 35.163
Depois de perder a invencibilidade no meio da semana, o Sport perdeu os primeiros pontos em casa. O Leão saiu na frente numa bela cabeçada de Matheus Ferraz. Leandro Pereira fez dois e virou para o Verdão. A partir daí o Sport pressionou e obrigou Fernando Prass a operar milagres: foram pelo menos seis defesas difíceis (quatro com os pés) até André mandar um chute indefensável e empatar o jogo aos 44 do segundo. Agora o Leão, 6º, recebe o São Paulo e o Palmeiras, 7º, recebe o Santos.
AVAÍ 2X1 CHAPECOENSE
RESSACADA
PÚBLICO: 5.141
No clássico da rodada, o Avaí venceu a primeira após três derrotas e três empates. Com gols de Emerson e William (que ainda perdeu um pênalti) antes dos 20 minutos, o Avaí construiu a vitória com tranquilidade. Bruno Rangel descontou para a Chape logo aos dois minutos do segundo tempo, mas ficou nisso. Na próxima rodada o Avaí, 13º, visita o Cruzeiro. Já a Chapecoense, 9ª colocada, joga contra o Atlético-PR em Curitiba.
E aí Cristóvão?
Raphael Felice
A empolgação e a espera por Paolo Guerrero finalmente teve fim na partida de quarta-feira contra o Internacional no Beira Rio. A espera foi recompensada e o peruano jogou muito! Meteu gol, deu bela assistência, fez muito bem o pivô, desempenhou uma função muito maior do que simplesmente de um centroavante, foi definitivamente o dono da partida.
A torcida do Flamengo estava animada com a possibilidade de ver seu novo jogador atuando no Maracanã, justamente contra seu ex clube. Mas por um acordo entre cavalheiros, feito na negociação de Guerrero e de Emerson Sheik, vai impedir os novos e já extremamente importantes jogadores de atuar na partida de amanhã contra o Corinthians e a recém-saída de Eduardo da Silva, juntamente a nova lesão de Nixon (que já não jogaria essa partida) gerou uma enorme dor de cabeça nos torcedores do rubro negros e em seu treinador, Cristóvão Borges.
Com a saída dos outros atacantes, o Fla praticamente só tem Paolo Guerrero como centroavante de ofício. Sheik e Cirino também podem eventualmente fazer a função, mas não é a praia deles e como Emerson também não joga amanhã, Cristóvão vai ter de pensar bastante para montar a equipe da melhor maneira possível no clássico interestadual contra o Corinthians. Para a função de Emerson Sheik, o treinador não vai ter tanto problema na parte tática. Paulinho, Gabriel, Cirino e até Alan Patrick e Arthur Maia podem fazer a função de jogar pelas pontas e ajudar na criação de jogadas.
A única opção para o ataque é Marcelo Cirino. O jogador, chegou a atuar pelo centro quando era comandado por Vanderlei Luxemburgo. Porém, as boas atuações e os gols ficaram no campeonato carioca e somente contra os times pequenos. Por isso, uma opção interessante seria a efetivação do menino Douglas Baggio, que sempre marcou muitos gols nas categorias de base e com certeza está de olho em uma vaga pelo menos no banco de reservas.
RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO – 12ª RODADA
Nessa respeitável rodada, 24 gols, três goleadas e apenas um 0x0. Com uma média de 19.462 presentes por jogo, a rodada teve públicos excelentes nos jogos do Galo, do Palmeiras e do Corinthians e um número pífio de torcedores no jogo do Goiás.
Em alta temos o líder Galo, o guerreiro Fluzão e o embalado Palmeiras.
Em baixa: O Inter semifinalista de Libertadores, o Santos que não vence há quatro jogos e o Vasco de Fiascos.
QUARTA
GOIÁS 4X1 SANTOS
SERRA DOURADA
PÚBLICO: 1.829
O Santos, em queda livre desde o título paulista, ajudou o Goiás a se reencontrar com a vitória, que não vinha desde a terceira rodada e se construiu de maneira espantosa! No dia em que o 7×1 completou um ano, o Goiás brincou de Alemanha e fez quatro gols em catorze minutos. Depois de dominar o primeiro tempo, o time esmeraldino marcou com Felipe Menezes (2x), Fred e Carlos Eduardo entre os minutos 2 e 16 da etapa complementar. Ricardo Oliveira ainda descontou de pênalti. O Goiás agora é o 14º e o Peixe abre a zona de rebaixamento.
CORITIBA 0X0 PONTE PRETA
COUTO PEREIRA
PÚBLICO: 9.384
O Coxa vem tentando sair da confusão e a Ponte vinha de duas derrotas consecutivas. No Paraná, cada equipe dominou uma etapa. No primeiro tempo a Macaca carimbou duas vezes a trave de Wilson. Já na segunda etapa, o Coxa exigiu boas defesas de Marcelo Lomba e fez pressão nos minutos finais, mas sem sucesso e o jogo terminou no zero. Na próxima rodada o Coxa visita o São Paulo no horário hype da manhã de domingo e a Ponte recebe o líder Atkético-MG.
CHAPECOENSE 1X0 GRÊMIO
ARENA CONDÁ
PÚBLICO: 13.916
Depois de cinco vitórias seguidas, o Grêmio perdeu a invencibilidade de seu terceiro uniforme e desperdiçou a chance de ser líder isolado. Em cobrança de falta de Cléber Santana, Bruno Rangel testou forte, sem chances para Marcelo Grohe e fez o único gol do jogo aos 32 do segundo tempo. A Chape pulou para a nona posição e agora vai a Florianópolis encarar o Avaí. O Grêmio é o terceiro colocado e recebe o agonizante Vasco em Porto Alegre.
FIGUEIRENSE 0X2 JOINVILLE
ORLANDO SCARPELLI
PÚBLICO: 4.143
No truncado clássico catarinense, o JECão da massa conseguiu sua segunda vitória na competição e chegou mais perto dos seus concorrentes na zona do rebaixamento. Num gramado encharcado, o estiloso Kempes marcou duas vezes de cabeça e conferiu ao Figueira sua primeira derrota em casa e a primeira vitória fora do JEC. Agora o Figueirense, 11º, visita o Santos enquanto o Joinville, ainda lanterna, recebe o Internacional.
PALMEIRAS 3X0 AVAÍ
ALIANZ PARQUE
PÚBLICO: 37.530
Mais uma vez um bom público no Alianz Parque. E pela quarta vez consecutiva, o Palmeiras faz pelo menos 2 gols, não toma nenhum e sai de campo com a vitória. Destaque para o puta golaço de canhota de Rafael Marques, recebendo passe de calcanhar de Dudu. O Verdão chegou a dormir no G4, o que não acontecia há anos. Agora o Porco é o 6ª colocado e visita o Sport, em Recife. O Avaí é o 15º e recebe a Chapecoense em mais um clássico catarinense.
VASCO 0X4 SÃO PAULO
MANÉ GARRINCHA
PÚBLICO: 15.812
Depois de quatro jogos, o São Paulo enfim voltou a vencer. Com dois gols antes dos 25 minutos, o São Paulo administrou o jogo enquanto o Vasco crescia. No começo do segundo tempo, Wesley fez o terceiro e então Riascos perdeu inacreditavelmente três oportunidades claras. Tolói ainda salvou uma bola em cima da linha antes de Boschilia, sem querer, dar números finais aos 47. O Tricolos agora é o 7º colocado e recebe o Coritiba no Morumbi. O Vasco amarga a vice-lanterna ( ͡° ͜ʖ ͡°) e visita o Grêmio na próxima rodada.
ATLÉTICO–MG 2X1 SPORT
MINEIRÃO
PÚBLICO: 50.684
Caiu a última invencibilidade do campeonato. Depois de 12 rodadas, o Sport perdeu a primeira. E para o líder em um estádio lotado. O excelente público viu três gols em nove minutos (na mesma Arena Mineirão, já fizeram quatro gols em seis minutos): Lucas Pratto abriu o placar no primeiro minutos do segundo tempo; Matheus Ferraz empatou aos quatro e Giovanni Augusto fez um puta golaço aos nove. Agora o Galo líder visita a Ponte e o Sport, 5º, recebe o Palmeiras.
INTERNACIONAL 1X2 FLAMENGO
BEIRA-RIO
PÚBLICO: 12.496
Que estrela – e quanta qualidade – tem esse Paolo Guerrero. Em sua estreia com a camisa do Mengão, um gol e uma assistência para dar ao Inter sua quinta derrota no campeonato – segunda seguida em casa. O Colorado segue com a tradição de times brasileiros que vão longe na Libertadores e mal no Brasileiro. Já a vitória aliviou o clima para o Fla. Agora o Inter, 16º, visita o Joinville e o Flamengo, 13º, faz o clássico de maior torcida do Brasil contra o Corinthians, no Maraca.
QUINTA
CORINTHIANS 2X0 ATLÉTICO-PR
ARENA CORINTHIANS
PÚBLICO: 32.442
Corinthians que venceu jogando para seu maior público no campeonato. Com (mais) uma boa atuação de Jadson, autor de um gol e uma assistência (para gol de Elias), o Timão voltou a vencer e entrou no G4. O Furacão até jogou bem, até foi melhor na segunda etapa, mas parou em Cássio e perdeu a segunda seguida. Agora o Corinthians (4º) visita o Flamengo e o Furacão, 8º, recebe o Fluminense
FLUMINENSE 1X0 CRUZEIRO
MARACANÃ
PÚBLICO: 16.391
Em meio a rumores sobre a chegada de Ronaldinho Gaúcho, o Fluzão recebeu o Cruzeiro e venceu com uma raça que chegou a emocionar o atacante Fred. Em cobrança ensaiada de falta, Gustavo Scarpa fez um belo gol que garantiu a segunda vitória seguida ao agora vice-líder. Já o Cruzeiro perdeu quatro dos últimos cinco jogos e tem impressionantes sete derrotas na competição. O Fluzão agora visita o Atlético-PR e a Raposa, 12ª, recebe o Goiás.
RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO SÉRIE B – 11ª RODADA
Por José Guilherme
Os dez jogos da rodada da série B ocorreram na noite de terça-feira, já que nenhum poderia ser feito no aniversário do 7×1 em respeito ao certame. O Botafogo segue líder mas houve algumas mudanças na parte de cima da tabela. Lá embaixo, não houve grandes mudanças. Vamos aos jogos:
BAHIA 2 X 0 PAYSANDU
Fonte Nova
8.936 pagantes
O Bahia se impôs diante de sua torcida perante um Paysandu que não demonstrou muito poder de reação. Resultado: dois gols do estreante Jacó sem resposta do Papão da Curuzu. A vitória colocou o BAHEA no G-4, enquanto o papão permanece na vice liderança
MACAÉ 1 X 1 AMÉRICA-MG
Moacyrzão
O América confirmou o bom momento na segundona e chegou ao quinto jogo seguido sem derrota. Tendo o domínio das ações em boa parte do tempo, o Coelho até saiu atrás mas conseguiu chegar ao empate. Os mineirso subiram uma posição e ocupam o terceiro lugar. Já o time da capital nacional do petróleo se manteve em sétimo.
MOGI MIRIM 2 X 1 NÁUTICO
Romildo Ferreira
Ele é quarentão, ele é pentacampeão, ele já “dibrou” a aposentadoria, ele jogou no meio de semana. De quem eu estou falando? Apesar de se encaixar em todos esses atributos a resposta não é Rogério Ceni. A resposta correta é RIVALDO. Ele retornou aos gramados 16 meses após anunciar sua aposentadoria, justamente na véspera do aniversário da maior tragédia do futebol pentacampeão, atuando por quase 70 minutos e dando mostras de que o nosso futebol 5 estrelas ainda respira (com ajuda de aparelhos, mas respira). Porém, apesar desse grande fato, tudo se encaminhava para mais uma derrota do Mogi. O então terceiro colocado Náutico vencia até os 25’ do segundo tempo, até que os donos da casa – embalados pela presença do companheiro de equipe campeão mundial/presidente do clube – tiraram uma virada da cartola, e já não são a única equipe sem vitória na competição. Já o Náutico saiu do G-4 com o tropeço e é o quinto. VIVA O FUTEBOL PENTACAMPEÃO, VIVA RIVALDO E QUE DEUS TE ABENÇOE.
BOA ESPORTE 0 X 0 VITÓRIA
Estádio Municipal de Varginha
A partida começou sonolenta e sem oportunidades de gol na primeira etapa. O segundo tempo até apresentou melhoras, mas as boas chegadas do time da casa falharam nas finalizações. No fim das contas, o empate ficou de bom tamanho. O BOA permanece no Z-4 , em 17º, já o Vitória é sexto
CRICIÚMA 1 X 0 BRAGANTINO
Heriberto Hulse
3817 torcedores
O jogo era entre Criciúma e Bragantino, porém renomear a partida para Luiz x Douglas Friedrich não é nenhum absurdo. Melhor para o Criciúma de Luiz, que defendeu DOIS PÊNALTIS SEGUIDOS: o arbitro mandou voltar a cobrança após a primeira defesa do paredão, que não satisfeito defendeu novamente. O único a vencer as muralhas foi Lucca, garantindo os três pontos para o Tigre, que ocupa agora a décima segunda colocação, seguido pelo Braga.
SAMPAIO CORRÊA 3 X 1 LUVERDENSE
Castelão (MA)
7289 torcedores
O jogo se encaminhava para um empate, para desespero dos maranhenses que já não venciam há 3 partidas, até que aos 45 do segundo tempo Nadson e Pimentinha aos 48 – uma pintura – deram um alívio para a torcida e garantiram a vitória e a oitava colocação pro Sampaio. Já o Luverdense está na beira do Z-4 perdeu quatro dos últimos cinco jogos e está em décimo sexto. Sinal de alerta em Lucas do Rio Verde.
ATLÉTICO-GO 1 X 2 ABC
Serra Dourada
861 torcedores
Com dois gols de Edno, o ABC foi o único visitante que conseguiu uma vitória nessa rodada. O Dragão até abriu o placar, porém os potiguares chegaram à virada. O Atlético é o décimo oitavo enquanto o ABC é nono.
OESTE 1 X 0 PARANÁ
Estádio José Liberatti
No duelo das equipes que queriam se afastar do Z-4, melhor para os “donos da casa” (entre aspas pois o jogo foi realizado em Osasco, já que o estádio em Itápolis está interditado). Jogando em um campo encharcado, as equipes não criaram muitas chances. O RUBRÃO conseguiu a vitória com um pênalti convertido por Mazinho. Os paulistas agora estão em 13º e os paranistas vem duas posições atrás.
SANTA CRUZ 2 X 1 CRB
Arruda
A terceira vitória seguida do Santinha na competição veio com alta dose de emoção. Com um jogador a menos durante o segundo tempo inteiro e sofrendo gol logo aos 2 do primeiro tempo, o tricolor mostrou forças e conseguiu a virada, sob a batuta de João Paulo – um gol e uma assistência. O Santa agora é décimo e o CRB vem logo em seguida.
CEARÁ 0 X 0 BOTAFOGO
Castelão
38647 torcedores
O jogo com maior público da rodada não teve gols, mas não faltou em emoção. O jogo foi muito equilibrado, apesar da distância entre as duas equipes na tabela. Com direito a boa atuação de Jefferson e festival de gols perdidos pelo Botafogo no final da partida, o lateral Victor Luís acabou sendo o grande herói do Vozão na partida salvando um gol em cima da linha. No fim das contas, o empate manteve o Botafogo na liderança e o Ceará na vice-lanterna.
Florentino Perez, pare de jogar FIFA
André Watanabe
Os torcedores do Real Madrid dão a Florentino Perez, Presidente do clube, muitos méritos na formação de times históricos dos merengues: a política agressiva de contratações traz um nome “galático” a cada início de temporada.
A cada anúncio de contratação, novos recordes são quebrados com valores estratosféricos. E quem mais vibra com isso é o jogador de videogame. Sim. É isso mesmo. Esclareço: nos jogos de futebol – o mais popular deles, o FIFA – quanto mais “estrelas” no time, melhor seu desempenho. Afinal, no jogo, há apenas dois cérebros pensando: o jogador e a inteligência artificial. Os futebolistas são mero aparato técnico. Para montar um time campeão no FIFA, basta contratar os melhores jogadores, independente de sua história, ligações com o clube, experiência ou distribuição tática. Era comum, em jogos mais antigos, contratar o Roberto Carlos – dono de chutes potentes e grande velocidade – para jogar de atacante.
Porém, o futebol – o de verdade – é um jogo coletivo e complexo. Há 22 cérebros diferentes lendo o jogo e tomando decisões em campo simultaneamente, além dos outros fatores primordiais ao futebol: ligação emocional com o clube, decisões dos técnicos e auxiliares, pressão da torcida e condição física dos jogadores, entre muitos outros. E nesse complexo emaranhado de forças, temos que entender que para 11 cérebros estarem alinhados e pensando coletiva e simultaneamente é necessário tempo e prática.
Ou seja, não adianta colocar 11 craques em campo e achar que o jogo está ganho. No “futebol moderno”, que nega espaços, a eficiência coletiva se sobrepõe (majoritariamente) ao talento individual. Por isso, o sucesso de um time começa muito antes do primeiro troféu ser levantado.
E isso é algo que Florentino não entende: para ele, um ano sem títulos é um ano perdido. Logo, alguém deve “cair”. De 2000 a 2006, foram 6 técnicos, sendo que apenas o lendário Vicente Del Bosque durou mais de uma temporada. Até Luxemburgo teve vez no comando da equipe.
Nesse segundo mandato, o presidente parecia ter aprendido a lição, quando manteve José Mourinho por três temporadas, apesar e ter conquistado apenas uma LaLiga e uma Copa do Rei. Em seguida, veio Carlo Ancelotti, italiano multicampeão com o incrível AC Milan dos anos 2000.
Em sua primeira temporada, Ancelotti conquistou a grande obsessão do Real Madrid nos últimos 10 anos: o décimo título da Champions League (“La Décima”), em 2013/2014. O time tinha a mesma base que o de Mourinho, porém com uma orientação tática mais ofensiva e fluida.
Após a conquista, veio a Copa do Mundo do Brasil. James Rodrígues jogou tudo e mais um pouco pela Colômbia e, claro, atraiu os olhares de Florentino Perez. O dirigente então comprou o jogador por 80 Milhões de Euros. Mas o que saiu mais caro foi a saída de Di Maria, necessária para dar lugar no time ao colombiano. Vendido ao Manchester United por 75 Milhões de Euros, Di Maria tinha sido o jogador mais importante do Real na conquista da Champions, pois foi ele que Ancelotti elegeu para ser o catalisador do time: sua velocidade e controle de bola ditavam o ritmo dos contra-ataques e sua recuperação explosiva, dedicação e ímpeto recompunham a defesa com muita eficiência. Na minha opinião, foi o verdadeiro Bola de Ouro de 2014.
A Ancelotti, restou adaptar seu time à perda do seu jogador-chave e à chegada de James. No início, deu certo: avassalador, o Real Madrid chegou perto de quebrar o recorde mundial de vitórias consecutivas. O time estava jogando tudo. Porém, tudo mudou quando as lesões começaram a aparecer e mostraram a fragilidade de um elenco limitado por suas estrelas: com a baixa de Sergio Ramos, coordenador da defesa, e Modric, fundamental na recomposição defensiva e na distribuição de jogo, não havia jogadores suficientemente colaborativos no ataque que pudessem ajudar na marcação. Resultado: Cristiano Ronaldo tornou-se cada vez mais egoísta para manter suas estatísticas, Bale passou a ter mais incumbências defensivas e caiu bruscamente de rendimento, Toni Kross ficou sobrecarregado no meio-campo e o time começou a perder. Ao final da temporada, nenhum título. Com Di Maria, acredito que o Real Madrid conseguiria manter-se ainda muito mais competitivo e, possivelmente, teria sido campeão espanhol.
Sem nenhuma cerimônia, Carlo Ancelotti – que há um ano provara sua competência – virou bode expiatório e foi demitido. Para seu lugar, Rafa Benítez, treinador com retrospecto pra lá de duvidoso na última década. Uma decisão chocante para o mundo do futebol e comemorada pelos adversários. Agora, cabe ao novo técnico desenvolver dentro do clube – e rápido – um novo padrão tático, metodologia de treinamento, intimidade com o elenco, etc.
Florentino – um dirigente europeu com cérebro de brasileiro – parece não entender o mais importante em um time de futebol: o fator humano. Um jogador precisa de tempo para se adaptar ao clube, aos companheiros, aos métodos e táticas do técnico e até mesmo à torcida e à cidade onde vai viver. Políticas imediatistas e ausência de planejamento de longo prazo são sentenças de morte para qualquer clube. Um time vencedor se constrói ao longo de anos, não meses.
O exemplo está ao lado: o Barcelona alcança hoje um sucesso construído em mais de 40 anos! Então, para o bem do Real Madrid – o maior clube do Século XX –, é melhor seu Presidente desligar o FIFA e começar a viver o mundo real.
HISTÓRICO DE FLORENTINO E COMPARATIVOS
Florentino sabe como causar impacto. Bilionário do ramo de construção, iniciou a era dos galáticos no Real Madrid em 2000, com a contratação polêmica de Luis Figo – na época, astro do Barcelona. Contratou o melhor jogador à época, pagando a absurda cláusula de rescisão de 60 Milhões de Euros e contra a vontade dos rivais catalães. Caiu nas graças da torcida. Nos anos seguintes, chegaram Zidane, Ronaldo e Beckham para formar um time incrível. No papel.
Em seu primeiro mandato, 7 títulos em 22 disputados. Nada mal? Vamos analisar friamente: considerando apenas os “grandes títulos” (Champions, LaLiga e Copa do Rei), são 3 em 18 possíveis. Menos de 17% de sucesso. Muito pouco para um time com esse nível de investimento.
Já no segundo mandato – vigente desde 2009 – trouxe Kaká, Cristiano Ronaldo, Gareth Bale e James Rodrígues, entre outros. Tentando rivalizar com o agora demolidor Barcelona, em 6 temporadas Florentino trouxe a Madrid 7 títulos em 23 possíveis, sendo apenas 4 em 18 grandes. 22% de sucesso. Como comparação, o histórico Barcelona de Pep Guardiola ( 4 temporadas entre 2008-2012) ganhou 14 títulos em 19 possíveis, sendo 7 em 10 “grandes títulos”. Um aproveitamento absurdo de 70%.
Ainda comparando, o Atlético de Madrid na Era Simeone (desde 2009), conquistou 4 grandes títulos: 1 LaLiga, 2 Europa League e 1 Copa do Rei. A mesma quantidade que o Real, mas com apenas 30% do investimento merengue.
Será que todo o dinheiro gasto e as constantes mudanças de técnico valeram a pena? Eu acho que não.
Deixa o menino jogar
Lucas de Moraes
Neymar começou a Copa América como possível herói do Brasil. Os jogos da primeira fase mostraram como o jogador do Barcelona seria determinante para as exibições da seleção canarinho. Contra o Peru, um gol e uma assistência no final do jogo para confirmar a vitória. Na derrota pra Colômbia, ele não conseguiu ir bem no jogo e ainda perdeu a cabeça ao chutar a bola depois do apito final. O destino da bola foi Armero, que caiu como se tivesse tomado um tiro de pistola. Na confusão, o craque brasileiro tentou dar uma cabeçada em Murillo e foi empurrado por Bacca na sequencia. Resultado da confusão: expulsão mesmo com o término do jogo e suspensão de quatro jogos, sendo que, como o Brasil não chegou à final, terá que cumpri-los nas eliminatórias. Contra a Venezuela, o Brasil jogou o necessário pra ganhar da Venezuela e garantiu o primeiro lugar do grupo C.
Após a derrota pra Colômbia, Asprilla, ídolo colombiano, escreveu no Twitter que o jogador brasileiro é uma farsa no futebol e que ele deveria ir para Hollywood. Pronto, Neymar deixou de ser o jogador de futebol que é pra ser um mau caráter, egoísta, mesquinho e cabeça quente. Começaram a questionar a preparação do jogador, tendo em vista certo descontrole emocional apresentado no jogo.
Agora, o jovem jogador de 23 anos, campeão espanhol, da Champions League e da Copa da Espanha com o Barcelona, virou um pereba, um vilão brasileiro. Não sabe se controlar e deve ser punido por isso. Quem sabe não ser convocado pela seleção ou um banco lá. Talvez ele aprenda com isso. Ah, vamos pedir pra Fifa bani-lo dos jogos da sua seleção logo. Nossa, e ele ainda está envolvido com um escândalo na sua transferência pro time espanhol. Ah, é o Neymídia mesmo.
No começo do paragrafo anterior, escrevi um detalhe importante : Neymar tem 23 anos. Sim, isso mesmo. Ele ainda não é um jogador já consagrado, com muitas atuações pela seleção brasileira. Ele ainda tem muito tempo pra ficar marcado de vez na História do futebol mundial. Seu potencial é imenso. Com 23 anos, ele já é o quinto maior artilheiro da sua seleção. Ele tem muito pra aprender no mundo do futebol. Portanto, vamos deixar o menino jogar.
