A Seleção joga hoje

Por Vinicius Prado Januzzi

 

Hoje começam as eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. Daqui até o Mundial da Rússia serão 18 rodadas para decidir quem serão os times que preencherão as 4 vagas diretas destinadas às seleções sul-americanas, além da vaga adicional possível ao quinto colocado por meio da repescagem.

O formato já é conhecido de todos nós. 10 equipes se enfrentam em dois turnos, com o saldo final de 18 rodadas e classificação determinada por pontos corridos. Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela, filiados à Conmebol, são os concorrentes.

Não são, no entanto, só essas as informações que nos interessam. Acima de tudo, a nós, que acompanhamos o futebol dia a dia e mesmo nós que não o vemos quase nunca, interessa uma Seleção Brasileira hegemônica e que seja farol tático e técnico para as demais. Tudo que nesse momento, infelizmente, não pode nos ser oferecido.

Com Dunga, imagino ser difícil, senão impossível, não nos classificarmos para a Copa do Mundo. O jogo do treinador brasileiro é focado e extremamente competitivo. Em curto prazo. Desde que estreou novamente na equipe, o time não perdeu e, em geral, portou-se bem. Dunga pensa partida a partida como se fossem as derradeiras para o time. Arrisca-se pouco e monta taticamente o Brasil de forma conservadora, fortalecendo a defesa e valorizando o contra-ataque como principal recurso ofensivo.

Essa estratégia não é necessariamente ruim. Existem times e times, modos e modos de jogar. Por mais que sejamos quase todos esperançosos de ver equipes brilhantes, que deem mais valor ao talento que à botina, mais liberdade ao drible que ao ferrolho defensivo, é preciso reconhecer que, no mais das vezes, times bem postados e não necessariamente brilhantes conseguem alguns resultados.

Dito isso, acredito fielmente na capacidade de Dunga em comandar o time para a classificação. Entretanto, a um custo enorme, o custo da fuga para frente. Que o Brasil pode ganhar todos os jogos há poucas dúvidas. Que podemos nos sobrepor à boa parte dos adversários há mais questionamentos, ainda que esse seja mais ou menos o desenrolar das coisas. Isso tudo com um jogo de extrema marcação, reforçada pela velocidade de meias e atacantes e pela habilidade descomunal de Neymar.

Não fica daí nenhuma lição para o futebol brasileiro. Em geral, argumenta-se, Dunga entre eles, que no Brasil a expectativa por vitórias é maior do que a de bons jogos e inovações futebolísticas. Esquecemos todos que não são, entretanto, escolhas mutuamente excludentes e que é possível ao Brasil, com os jogadores que tem, fazer muito bem todas essas coisas. Sem exceção.

Convocar Kaká, Ricardo Oliveira e Elias certamente não contribui muito nesse sentido para que possamos evoluir em termos técnicos e para que possamos construir domínio em relação ao futebol mundial. Ambos são ótimos jogadores, mas nesse momento pouco acrescentam. Pelas suas idades, dificilmente estarão na Copa; podem ser substituídos tranquilamente por outros jogadores de igual ou maior potencial, de igual ou maior experiência em termos de participação em campeonatos fortes e em clubes de grande porte. Que o Brasil precisa mesclar novos talentos com outros mais consolidados, é inegável, o que não significa fazer da idade sinônimo único de maturidade e, sobretudo, fazer da experiência o artífice principal para a construção de uma equipe.

Desde a Copa de 2006 até à última, o discurso mais ou menos corrente é esse, no fim das contas. Precisamos de jogadores tarimbados (maior jargão do futebol impossível) para enfrentar as grandes seleções do mundo; a geração é boa, mas nem se compara às de outrora. Concordo em gênero, mas não em número e grau. O argumento da qualidade individual e das cicatrizes da vida é válido até determinado ponto. No nosso caso, porém, serve brilhantemente para ocultar seleções arrogantes, treinadas arcaicamente e sem perspectivas que não as mais simplórias e perdedoras em longo prazo no futebol.

Na Copa da Alemanha, não foi a bagunça que eram os treinamentos que mais nos prejudicou. Em 2010, não foi o ferrolho contra-midiático tampouco a lesão de Elano que nos custou a derrota contra a Holanda. Em 2014, não foi um só jogo ruim que fizemos nem poucos lances que definiram a catástrofe no Mineirão no inesquecível 8 de Julho de 2014, dia internacional da chacota. Em todas essas oportunidades, o que faltou mesmo ao Brasil foi propor o jogo, armar-se técnica e taticamente de modo ofensivo e organizado, com aproveitamento consciente tanto das incontestáveis capacidades de marcação de nossos jogadores quando da habilidade fora do comum da maioria dos selecionados.

A meu ver, sabendo o quanto tal argumento pode soar herege, os jogadores brasileiros não são piores que os da Alemanha e que os da Espanha, últimos campeões mundiais. Não somos piores que a Argentina, a Holanda e a França. Não somos, entretanto, melhores que México, Chile, Inglaterra e Portugal, guardadas as devidas peculiaridades de cada seleção e as diferenças de qualidade entre elas. Individualmente, peça por peça, estamos bem servidos, obrigado.

Falta mesmo ao Brasil um time que ouse organizadamente, imponha-se com estratégia e habilidade. Não acho que jogar para frente tenha efeitos positivos imediatos, como que por relação unívoca de causalidade. Agora, pensando na organização brasileira em relação ao futebol, no legado de anos e décadas e no processo de formação de jogadores, jogar como joga atualmente a seleção é um pecado esportivo e político dos mais cruéis. Infelizmente.

Sugiro aqui, como parte do que afirmo, que assistam à final da Copa do Mundo de 1958, entre Brasil e Suécia (https://www.youtube.com/watch?v=kjWe7ATSjPU). O Brasil contava com Pelé, Gilmar Santos, Garrincha, Zagallo, Djalma Santos, Vavá e outros colossos de nosso futebol. Ainda assim, engana-se que só vencemos aquela Copa por esses talentos extraordinários. O modo pelo qual a equipe jogou naquele 29 de junho em Estocolmo, agressivo coletivamente, com participação direta de todos os jogadores na marcação e no ataque, foi o mais decisivo. Fosse o Brasil só um misto descompassado de grandes talentos talvez tivesse tido pior sorte. Assim fomos em 2006, em menor medida em 2014 e em bem menor medida em 2010.

O Brasil está, enfim, entre os mais bem servidos do mundo em relação aos jogadores que podem vestir a camisa de seleção principal. Não somos a Súecia de Ibrahimovic, o País de Gales de Bale ou o Peru de Guerrero. Temos talentos aos montes, tristemente direcionados ao jogo feio e não propositivo, ao vigor defensivo de Felipão e Cia e não à volúpia de Guardiola e Sampaoli. Somos uma equipe uniformemente habilidosa, com a exceção de Neymar e uniformemente treinada para a vitória acima de tudo, contra todos e contra ninguém e, principalmente, contra si mesma.

Por um futebol mais justo?

Por Arthur de Souza

A mais nova pauta no futebol tem dado muito o que falar. O Brasil, representado pela sua entidade máxima, CBF, fez um pedido oficial a Internacional Board para fazer uso do vídeo durante as partidas. No primeiro momento, o pedido foi negado, mas depois que alguns países também fizeram pedidos oficiais, casos de EUA e Holanda, e outros demonstraram interesse, a entidade decidiu levar a frente a discussão e afirmou que, até o início de 2016, haverá uma definição sobre possíveis testes.

A grande polêmica que gira em torno de todo esse possível avanço, é que o futebol perderia a ‘graça’ e rodas de comentaristas do cotidiano, que ficam nos bares após cada rodada discutindo os lances que prejudicaram ou ajudaram o seu time, seriam cada dia mais extintas. Mas será que realmente essa tem que ser a grande preocupação de quem cuida da arbitragem?

Muitos foram os escândalos que rondaram os principais campeonatos disputados no Brasil. Como não lembrar a famosa máfia do apito, um dos, senão o maior acontecimento envolvendo arbitragem no país, – ajudando diretamente o Corinthians a ser campeão brasileiro -, que completou dez anos recentemente. Outros inúmeros exemplos podem ser citados, que prejudicaram diretamente grandes times do futebol brasileiro.

Claro que não se pode crucificar quem está ali para pôr ordem e colaborar para que as partidas ocorram com o mínimo de erros, afinal, são apenas seres humanos que estão sempre passíveis a erros.

Nova eterna promessa

Por Lucas de Moraes

Certo dia, fui procurar notícias em um portal. Fui dar uma olhada na parte de esportes. Até aí, tudo normal. Falavam sobre os confrontos no campeonato nacional, disputas nos campeonatos europeus, um pouco de UFC, entre outros assuntos. Até aí, tudo normal. Até que vejo uma notícia falando de um drible de um goleiro alemão. A manchete? ““Novo Neuer” dá caneta humilhante”. Paro e penso que já vi várias notícias falando de algum novo Cristiano Ronaldo, ou algum novo Messi, ou quem sabe um novo Ronaldinho Gaúcho.

 

A pressão colocada nessas promessas pela mídia e pelo próprio meio futebolístico (clubes, jogadores, torcedores, entre outros) é exagerada. Características boas desses jovens jogadores são exacerbadas para compará-los com grandes nomes da história do futebol mundial. Um exemplo de jovem jogador muito pressionado por seu futebol mostrado que me veio à cabeça agora foi o norueguês Martin Odegaard de 16 anos. Foi contratado pelo Real no começo deste ano e teve pouquíssimo espaço no elenco principal. Sua formação na categoria de base era indispensável, mas, pelo jeito, o menino não jogará mais por times juniores. Mesmo que seu futebol (algo que não acredito) permita participar de equipes da categoria principal, a maturidade decorrente desse processo é fundamental.

 

Quando virmos jogadores juniores e juvenis jogando, esqueçamos os grandes jogadores que vimos jogar. Para o bem do futebol, não os comparemos com jogadores já consagrados, pois não queremos ver mais histórias como a do Jean Chera, Lulinha, Freddy Adu, Defederico, Drenthe, Kerlon, Ben Arfa, Aquilani, Lenny, Keirrison, Tiago Luís, Morais, Renan Oliveira, Ciro e muitos outros que não corresponderam à expectativa criada.

A Copa do Brasil é o caminho!

Por Pedro Abelin

Eu adoro competições de mata-mata. O clima de decisão, a imprevisibilidade, a tensão e a possibilidade de eliminar um rival são das melhores coisas que existem no futebol. Talvez, quase todos os jogos marcantes na memória dos torcedores tenham sido de mata-mata. Apesar disso tudo, sou contrário ao retorno da fórmula de mata-mata no Campeonato Brasileiro. Mas isso é assunto para outro texto.

Um dos motivos que me faz defender o Brasileirão de pontos corridos é justamente a existência da Copa do Brasil. A Copa do Brasil é um dos campeonatos mais divertidos de se prestigiar porque é feito apenas de mata-mata! A Copa do Brasil, contudo, apesar de ser a segunda competição mais importante do Brasil, ainda é reduzida por alguns como “o caminho mais curto para a Libertadores”. Tudo bem, até pouco tempo a competição era desvalorizada pela sua própria organizadora ao impossibilitar a participação dos clubes que disputavam a Libertadores na mesma temporada. Mas felizmente a CBF mudou o regulamento e permitiu a participação desses clubes, o que elevou consideravelmente o nível da competição. Sendo assim, a vaga na Libertadores deveria ser vista como apenas uma consequência de um título extremamente importante, e não o contrário.

Ainda existem outros problemas graves em relação ao calendário que precisam ser discutidos. Os clubes que avançam na Copa do Brasil tendem a ser “prejudicados” no final da temporada devido ao desgaste do excesso de jogos. Vale lembrar do exemplo do ano passado, quando o Cruzeiro – que disputava simultaneamente os títulos do Brasileiro e Copa do Brasil  – chegou destroçado na final da Copa do Brasil contra o rival Atlético Mineiro. As acusações para esse problema de calendário recaem quase sempre no tamanho exagerado dos campeonatos estaduais.            Mas falando da Copa do Brasil de 2014, quem não se arrepia ao lembrar da trajetória da conquista atleticana? As fantásticas viradas do Galo provaram que a Copa do Brasil pode proporcionar o que o futebol tem de melhor.

A Copa do Brasil é a principal competição de mata-mata do futebol brasileiro e deve ser valorizada como tal. Que o torneio nos brinde com estádios cheios, muitas surpresas e toda a intensidade que o mata-mata possa nos oferecer . Se a Copa do Brasil envolver esses ingredientes, quem sabe o clamor pela volta do mata-mata não seja atenuado? Afinal de contas, a Copa do Brasil não é apenas o caminho para a Libertadores. Com a presença de grandes rivalidades regionais e diversos duelos memoráveis – dignos de mata-mata – a Copa do Brasil é o caminho para se fazer história.

Sentidos do torcer

Por Vinicius Prado Januzzi

Cenário 1: Semana passada (16/09), o Flamengo veio até Brasília enfrentar o Coritiba. 2×0 para os Coxas com pouca ou nenhuma ameaça por parte dos rubro-negros. O cenário anterior à partida era dos melhores. Casa cheia, com quase 70 mil ingressos vendidos antecipadamente, renda garantida, seis vitórias consecutivas. Era um jogo para golear, no mínimo, fora o baile. Eis que, então, diante de uma atuação ruim de boa parte dos jogadores, grande parte da torcida escolheu vaiar. Vaiar.

Cenário 2: Volte pouco mais de um ano atrás. Dia 12 de julho de 2014, partida de estreia do Brasil na Copa do Mundo. Contra a Croácia, vitória apertada, feia, fruto da atuação impecável do árbitro e de golpes de sorte para o nosso lado e de azar para a equipe adversária fraca. Para incentivar a VerdeEAmarelo, o que os torcedores cantavam? Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor. Repetidas e repetidas vezes, até o cérebro se programar em modo automático e o canto soar involuntário. Para complementar o nuclear grito de guerra, olas para empurrar os atletas brasileiros. Claro, vitória garantida, graças à torcida Canarinho. Orgulho dessa pá(t)ria.


Com exceção das organizadas e de meia dúzia de gatos pingados que se con(torcem) atualmente pelo time, no Brasil não se incentiva, aplaude-se. Jogos de futebol são como shows, nos quais as plateias sorriem e agradecem os momentos de impacto de seus artistas, fazendo cara feia para as falhas técnicas, para atrasos e para apresentações comuns. O torcedor é, na verdade, um fã. A partida precisa ser fotografa, filmada e registrada. Os jogadores estão ali para autógrafos, para as palmas, para gritos sem nexo e para as vaias.

O bom das vaias é que elas não exigem muito. Você não acompanha o seu time, não sabe muito o que acontece politicamente nos clubes, vê uma ou outra notícia. Sabe bulhufas de nada. Aí o time joga mal, por muitos os motivos possíveis, e então se vaia. Usa-se essa articulação entre cordas vocais e algumas sinapses cerebrais e, voilà, tem-se um bela (e divertida) apresentação sonora.

Não quero aqui defender que o estádio deva ser território exclusivo das torcidas organizadas. Que deva ser palco restrito somente para quem torce. Queiramos ou não, gostemos ou não, no entanto, sem elas, os jogos seriam marchas fúnebres. Diferentemente de outros países, como em alguns europeus e em quase toda a América do Sul, a torcida brasileira é silenciosa e reativa. Reage ao que o time em campo oferece naquele momento, esquecendo-se de todo o resto. Em anos recentes, com a política de inclusão desenfreada de elites econômicas nos estádios e a política conjugada de exclusão de camadas mais populares e mais acostumadas a se esgoelar por suas equipes, o cenário se complicou ainda mais. Eu soou brasileeeiro, com muito orguuulho, com muiiito amor. Mais vergonha alheia, só mesmo uma selfie com o Eduardo Cunha no Mané Garrincha ou na Câmara dos Deputados.

Eis que, então, para melhorar as condições normais de temperatura e pressão, ouvem-se burburinhos aqui e acolá em prol de torcidas únicas nos estádios. O argumento é patético. Brigas entre torcidas raramente acontecem nas arquibancadas e são marcadas previamente; proibir que ambas as agremiações organizadas possam torcer é iniciativa de quem conhece muito pouco o futebol. Ou, pelo contrário, de quem conhece muito e, por isso, quer higienizá-lo e torná-lo acessível e comercializável. Seeeenta!

Na contramão disso, enquanto o futebol ainda sofre com essa elitização sanguinária e enquanto a reação está sendo articulada, peço um pequeno favor. À partida, levem apenas o coração, a camisa de seus clubes e o grito. Esqueçam o wi-fi, os ângulos bons para o insta, a cobertura que impede a chuva de cair na cara. Esqueçam os instantes de silêncio, as palmas, as vaias. Levem somente a alma e a vontade de fazer daquelas duas horas as derradeiras de sua vida. As fotos, todo mundo vê depois, já sem voz, mas com o sorriso no rosto e a alegria de quem se arrepia pelo time.

Mano é o cara!

Rafael Mota-Brasília-20 de setembro de 2015

Desde que foi anunciado como técnico da equipe do Cruzeiro no dia 1o de Setembro , Mano comandou a equipe em 5 partidas , com 2 vitórias , 2 empates e 1 derrota . O começo é bom mas podia ser melhor em termos de resultados . O que tranquiliza a torcida é o melhor desempenho do time, que melhorou muito desde a chegada do treinador. Além de melhorar o time, Mano ainda conseguiu recuperar jogadores esquecidos por seu antecessor, Vanderlei Luxemburgo, e que estão se mostrando essenciais para o time, como Willian e Alisson.

De cara o treinador já mostrou que o time não é tão ruim quanto parecia e que conseguirá livrar o time do rebaixamento. Vale lembrar que essa mesma equipe do Cruzeiro conseguiu chegar as quartas de final da Libertadores e foi eliminada pelo futuro campeão River Plate.

Mano se notabilizou em sua carreira por pegar times em situações adversas e leva-los bem longe. A primeira arrancada do treinador foi com o Grêmio. Mano assumiu a equipe na série B em 2005 vencendo a competição e a batalha dos aflitos no último jogo. No ano seguinte, levou o Grêmio à Libertadores, chegando em 3o lugar do Campeonato Brasileiro, e, de brinde, ainda venceu o Campeonato Gaúcho. Foi bicampeão gaúcho e levou o tricolor gaúcho a final da Libertadores , perdendo a decisão para o Boca Juniors no ano de 2007.

A outra grande arrancada de Mano começou ainda em 2007, quando o treinador deixou o Grêmio para assumir o então rebaixado Corinthians. Nos mesmos moldes de seu trabalho anterior, o treinador levou a equipe ao título da série B e ao vice campeonato da Copa do Brasil em 2008. Com o reforço de Ronaldo Fenômeno, conseguiu os títulos da Copa do Brasil e do paulistão em 2009. Na Libertadores de 2010 a fez uma boa primeira fase com a equipe paulista mas foi eliminada pelo Flamengo nas oitavas de final. No meio do ano de 2010, com a demissão de Dunga do comando da Seleção Brasileira, Mano foi contratado como novo treinador da seleção, deixando o Corinthians com a base que viria ser diversas vezes campeã.

Mano ainda não fez um bom trabalho desde sua saída da seleção. Na equipe nacional o treinador foi injustamente demitido em seu melhor momento, quando finalmente tinha achado a equipe ideal. Depois assumiu o Flamengo e pediu demissão por acreditar que não conseguia passar sua filosofia de jogo para seus comandados, meses depois o time carioca venceria a Copa do Brasil com o interino Jayme de Almeida. Para tentar se reerguer voltou ao Corinthians. Levou a equipe paulista ao quarto lugar do brasileirão e à Libertadores, mesmo assim não teve seu contrato renovado.

Depois da absurda demissão de Marcelo Oliveira e do desastroso retorno de Vanderlei Luxemburgo, a contratação de Mano é um acerto da diretoria cruzeirense. Mano assume uma equipe do jeito que gosta, com meio caminho andado e querendo mostrar serviço. A situação do Cruzeiro é bem melhor do que eram a de Grêmio e Corinthians quando Mano os assumiu. A arrancada não precisará ser tão grande, basta manter o time na série A e se preparar para um 2016 melhor. Isso Mano sabe fazer como ninguém.

 

 

 

 

Jogos às 11h: + Renda – Rendimento

Por Arthur de Souza

Neste domingo, acontecerá o primeiro clássico regional no novo horário de jogos do Brasileirão. O jogo em questão é Corinthians x Santos, mas as discussões não estão apenas no que pode mais um grande jogo, mas também nas condições climáticas no decorrer da partida. Estima-se que a temperatura, no momento do apito inicial (11h), estará acima dos 30 graus e que a umidade do ar estaria em 31%, abaixo daquilo que é considerado ideal.

Este então, não seria o primeiro jogo em que as condições não estariam aceitáveis. Vale lembrar que na partida Palmeiras x Flamengo, realizada no Allianz Parque e também jogada às 11h, o lateral direito e capitão do verdão Lucas, passou mal e teve que ser substituído no intervalo. Além dele, outros dois atletas da mesma equipe também não se sentiram bem durante o confronto, porém conseguiram se manter em campo.

Existem alguns argumentos que podem ser usados a favor dos jogos matinais, como maior público nos estádios e consequentemente o aumento de renda para os clubes, seja com ingressos seja com pay-per-view, além da volta para casa dos torcedores em um horário considerado tranquilo. Por outro lado, a logística dos nutricionistas e fisiologistas que cuidam dos atletas precisa mudar de maneira brusca, para adequá-los a essa matinê.

A verdade é que não podemos considerar apenas o lado financeiro dos clubes ou o da torcida, que apoia em sua grande maioria o horário. É preciso enxergar que dentro do campo, estão aqueles que dão o espetáculo para todos que assistem e se algo não for feito rapidamente, pode acontecer algo mais grave, além de um simples “passar mal”.