Depois da tempestade vem a… outra tempestade!
Raphael Felice
7×1! Há um ano a Seleção Brasileira sofria a sua maior derrota da sua história e em solo nacional. O baque, a tristeza e a sensação de incredulidade ao ver o passeio alemão ao término da partida, fez o mundo se virar para o Brasil com olhar de chacota. Inclusive nós brasileiros, até porque, a melhor forma de lidar com a desgraça é rir dela.
Mas rir é uma coisa e ignorar é outra completamente diferente. A gente não esquece, mas os cartolas que constituem a Confederação Brasileira de Futebol devem ter esquecido. O 7×1, antes motivo de piada já não tem mais graça para os brasileiros. Não pelas más lembranças do fatídico dia 8 de julho de 2014, mas sim por não estar acontecendo nenhuma mudança na estrutura do futebol brasileiro.
O desânimo, começou quando Dunga foi escolhido, novamente como técnico da Amarelinha. A esperança de que fossem cumpridas as promessas de renovação, de reestruturação no ANTIGO país do futebol foram imediatamente destruídas.
Desde 1994, como treinador ou auxiliar, nós vemos os mesmos nomes: Parreira, Zagallo, Felipão e Dunga (além de Mano Menezes). Os profissionais que aceitam qualquer tipo de recomendação e ordem da CBF, que não batem e compactuam com a sujeira feita pela confederação. Sempre foi muito estranho que os melhores técnicos em atividade no futebol brasileiro nunca eram chamados para treinar a Seleção e quando eram chamados, não tinham o tempo necessário para exercer seu trabalho, como aconteceu com Luxemburgo e Mano Menezes mais recentemente.
Muricy Ramalho e Tite eram tidos como certeza para assumir o cargo, mas foram preteridos pelos ultrapassados Luiz Felipe Scolari e Dunga. Isso, sem contar a negativa da contratação de Pep Guardiola, que chegou a se oferecer e dizer que queria fazer o Brasil campeão do mundo.
E ao lembrar de toda essa tragédia e sucessão de erros, as únicas mudanças do futebol brasileiro foram: Entrar em campo com tapete vermelho, as equipes entrarem juntas no gramado, tocar o hino nacional antes do início de todas as partidas e orientar aos árbitros a distribuírem cartões por quaisquer interpelações feitas pelos jogadores, por mais educadas e amistosas que elas sejam. Nem mesmo a prisão de José Maria Marín diminuiu o ímpeto dos déspotas da bola, que tentam de todo o jeito, brecar algumas das tentativas do Bom Senso FC de melhorar o futebol.
7×1 realmente deve ter sido pouco. Quem sabe quando passarmos por um vexame maior, quando outra seleção alcançar o Brasil no nosso tão bradado pentacampeonato, seja o que falta para a profissionalização do futebol brasileiro, para que enfim, voltemos a ser o País do Futebol.
Não somos os melhores
Pedro Abelin
7 a 1. Em plena semi-final de Copa do Mundo. Dentro de casa. A maior derrota da história do futebol brasileiro faz um ano hoje. Embora vexatória e extremamente dolorosa, a derrota poderia ter servido de lição para o futebol brasileiro, mas não foi isso que ocorreu. Após uma temporada da goleada histórica, o futebol brasileiro vive seu período de maior questionamento, pautado por perspectivas extremamente pessimistas. Será que ainda somos o país do futebol? A amarelinha ainda faz os adversários tremerem? O jogador brasileiro é diferenciado? A resposta para todas essas perguntas é não.
Embora surpreendente pelo resultado elástico, a derrota em si para a Alemanha foi coerente com o futebol apresentado ao longo da competição por cada seleção. O Brasil possuía um péssimo time, extremamente mal treinado por um técnico completamente obsoleto. Foram raros os momentos daquela Copa em que a Seleção Brasileira conseguiu apresentar um futebol minimamente decente. E vou além, acredito que a única partida convincente realizada pela seleção de Felipão foi na final da Copa das Confederações, em 2013, quando o Brasil passou por cima de uma desinteressada Espanha. Uma seleção brasileira que se apoiava excessivamente em fazer faltas, que possuía um meio de campo nulo, que não trocava passes e parecia um latifúndio improdutivo. Além disso, a equipe abusava do recurso das jogadas aéreas e tinha como principal “arma” a ligação direta da zaga ao ataque, normalmente David Luiz lançando Neymar. Sim, essa era a Seleção Brasileira pentacampeã jogando em casa uma Copa do Mundo.
Além da horrorosa equipe montada por Felipão, outros fatores explicam o desastre. A soberba e o autoritarismo do discurso da “mistica amarelinha” talvez sejam os principais responsáveis. Antes da Copa do Mundo, dirigentes da CBF e membros da comissão técnica brasileira frequentemente declaravam que o Brasil triunfaria na Copa por ser simplesmente o Brasil, o país do futebol. Parreira e jogadores também afirmaram existir uma hierarquia no futebol, em que o Brasil estava no topo e que precisava ser respeitado. O mesmo Parreira declarou que o Brasil estava com a mão na Taça. Marin, Felipão, Rodrigo Paiva (Assessor de Imprensa da CBF), e toda a comissão técnica representavam o autoritarismo e o discurso ufanista que permeava aquela seleção. Não existia espaço para questionamentos antes e durante aquela Copa. Os jornalistas e torcedores que apresentavam críticas – justas – àquele time eram desrespeitosamente repudiados pelo técnico Scolari. O mesmo declarou que entrou com uma formação inesperada contra a Alemanha apenas para contrariar os jornalistas.
Diego Costa, brasileiro que preferiu defender a seleção espanhola foi tratado como traidor da pátria. Esses são apenas alguns dos casos, mas foram inúmeras as declarações de Felipão, Marin e outros amigos da CBF que fomentaram um clima tenso: “Ou você apoia o projeto do hexa, sem questionar muito, ou você não é brasileiro e torce contra”. E grande parte da torcida comprou esse discurso. Futebol era guerra e tudo valia para conseguir o título. Quem não lembra do lamentável episódio em que a torcida brasileira vaiou o hino chileno no Mineirão? O resultado disso foi uma grande desqualificação do debate do futebol brasileiro. E esse discurso autoritário de classificar como inimigos da pátria quem não apoia determinado projeto está muito presente no cenário de determinadas mobilizações políticas da sociedade civil…
Após a eliminação, como era esperado, nenhuma mea culpa por parte da comissão técnica, muito pelo contrário. Felipão e seus asseclas falaram em “apagão”, fomentaram o discurso do “acaso” e até hoje dizem que se o Brasil tivesse aproveitado suas chances de gol, o jogo poderia ter sido outro. O mais grave nesse tipo de pensamento é perceber que eles realmente acreditam nisso. Depois do fiasco, quando a CBF deveria olhar pra frente para pensar em novas soluções para nosso futebol, ela olhou para trás. Anunciaram um aliado político como novo velho técnico da seleção, e nada foi feito para mudar essa situação, como vocês bem sabem. Como dizem os comentaristas, pior do que o 7 a 1, foi saber que nada foi feito depois do 7 a 1. O que fazer agora? Ninguém tem a solução para o futebol nacional, mas sabemos que alguns passos precisam ser dados. E o primeiro deles é reconhecer que não somos melhores que as outras seleções.
Não acredito, contudo, que os clubes, as federações e a CBF estejam se movimentando pela melhoria do futebol nacional. Não adianta trocarmos as peças, precisamos de uma reforma profunda e estrutural de todo o futebol brasileiro. Precisamos de mudanças nas categorias de bases, no poder das federações e na própria concepção de futebol. Precisamos de mudanças nos direitos de transmissão, nos preços dos ingressos e na relação dos clubes com seus torcedores. E não nos esqueçamos da realidade ainda mais precária do futebol feminino nacional, que é deixado completamente de fora das discussões epistemológicas do futebol brasileiro.
No entanto, a CBF finalmente decidiu discutir os rumos do futebol brasileiro e realizou a 1ª reunião do “Conselho de desenvolvimento estratégico do futebol brasileiro”, no Rio de Janeiro. Ótima notícia, não? Até você ver os convidados dessa reunião. Presentes na reunião: Zagallo, Parreira, Dunga, Sebastião Lazaroni, Falcão, Candinho, Carlos Alberto Silva e Ernesto Paulo. Felipão e Luxemburgo também foram convidados, mas não compareceram. E ainda pode piorar, pois na saída da reunião, Dunga chamou de “modismo” a ajuda de técnicos estrangeiros no futebol brasileiro, e afirmou que a solução deve ser interna. E assim caminha o país do futebol…
RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO – 11ª RODADA
Depois de uma rodada onde os mandantes ganharam nove dos dez jogos, os visitantes resolveram aprontar. Foram quatro vitórias de times que jogavam fora de casa e outros quatro empates, sendo três 0x0 (não gostamos).
A liderança agora é do Galo! Com 23 pontos, o Atlético tem o mesmo número de pontos e uma vitória a mais que o Grêmio, que tem uma vitória a mais que o Sport.
Destaque negativo para a pífia média de público de 10.875 presentes por jogo.
SÁBADO
CORITIBA 0X0 JOINVILLE
COUTO PEREIRA
PÚBLICO: 11.103
O jogo de abertura da décima-primeira rodada pôs frente a frente os dois últimos colocados do campeonato. Jogando em casa, o Coxa começou melhor e foi pra cima do Joinville. O JECão da massa conseguiu se segurar graças à boa atuação do goleiro Agenor. O empate foi ruim para as duas equipes: o Coxa agora tem 8 pontos e na próxima rodada recebe a Ponte Preta. O lanterna Joinville conquistou seu quinto ponto e agora visita o Figueirense.
CRUZEIRO 2X0 ATLÉTICO-PR
MINEIRÃO
PÚBLICO: 8.188
Depois de três derrotas seguidas, o Cruzeiro enfim voltou a vencer. Jogando para um fraco público nos embalos de sábado à noite, a Raposa contou com uma excelente atuação do uruguaio de Arrascaeta (um gol e uma assistência) e uma estreia iluminada do Marinho, que infelizmente, não deu uma entrevista mítica. Não? Que merda ein? O Cruzeiro, agora 12º, visita o Fluminense na quinta à noite. Já o Furacão, que caiu para 6º, joga contra o Corinthians em Itaquera.
CHAPECOENSE 1X0 VASCO
ARENA CONDÁ
PÚBLICO: 4.349
O Vasco vinha de duas vitórias, se arrastando para fora da zona de rebaixamento, havia quem dissesse que o respeito poderia voltar… Mas aí o Neto faz um gol de bicicleta!! A verdade é que qualquer resultado diferente disso seria injusto, já que o Vasco abriu mão de jogar bola após a expulsão de Christiano. Bom para o sempre presente público de Chapecó. A Chape agora é 9ª colocada e recebe o Grêmio. O Vasco, 18º, pega o São Paulo em Brasília.
DOMINGO
AVAÍ 2X2 SPORT
RESSACADA
PÚBLICO: 8.116
O Avaí esteve muito, mas muito perto de fazer o que ninguém fez no campeonato: vencer o Sport. Depois de Diego Souza abrir o placar, Renan e Samuel Xavier (contra) viraram pro time catarinense. Mas aos 46 do segundo tempo, de pênalti, André deixou tudo igual e manteve a invencibilidade na melhor campanha do Leão nos últimos anos. Agora o Avaí, 13º, visita o Palmeiras e o Sport, 3º, visita o Galo.
GOIÁS 0X0 CORINTHIANS
SERRA DOURADA
PÚBLICO: 9.438
Depois de duas vitórias seguidas, houve quem dissesse que o Corinthians tinha engrenado no campeonato. Contra o Goiás, que vive uma crise de resultados e apresenta um futebol pra lá de questionável, ficou provado que não. O Corinthians até jogou melhor, principalmente no primeiro tempo, mas as poucas interferências do goleiro Renan foram o suficiente para frustrar a fiel torcida que compareceu ao estádio. O Goiás agora é o 16º e o Timão é o 5º.
SÃO PAULO 0X0 FLUMINENSE
MORUMBI
PÚBLICO: 10.539
O Jogo Bosta da Rodada foi uma pelada difícil de assistir. Em desmanche, o São Paulo de Osorio não ganha há quatro partidas. Ainda assim, foi melhor que o Fluminense, que simplesmente não jogou bola. O único jogador do Tricolor carioca a entrar em campo foi o goleiro Diego Cavalieri, que fez boas defesas nas poucas finalizações perigosas do São Paulo (especialmente uma cabeçada de Pato no primeiro tempo). O São Paulo, cambaleante, caiu para a 8ª posição. O Fluminense é o 4º.
SANTOS 1X3 GRÊMIO
VILA BELMIRO
PÚBLICO: 4.942
Péssima fase santista e ótima fase gremista! O Santos perdeu a quinta no campeonato, perdeu Robinho no meio de semana e agora é o primeiro da zona de rebaixamento. O Grêmio (com seu uniforme-amuleto) venceu a quinta seguida (!) e é o vice-líder. Destaque para a expulsão de Geuvânio, que tomou dois cartões em menos de dois minutos e desfalcou o Peixe ainda no primeiro tempo. Agora o Santos visita o Goiás e o Grêmio visita a Chapecoense.
FLAMENGO 1X2 FIGUEIRENSE
MARACANÃ
PÚBLICO: 20.769
No que provavelmente foi o momento mais emocionante da rodada, o Figueirense conseguiu a vitória contra o Flamengo jogando fora de casa, com um um gol no último lance. Após Alan Patrick (que fez bom jogo) abrir o placar no começo do segundo tempo, Ricardinho empatou numa cobrança de falta aparentemente defensável e Fabinho virou aos 48 do segundo tempo. Após o apito final, muitas vaias da torcida para o time rubro-negro, pior mandante do campeonato.
PONTE PRETA 0X2 PALMEIRAS
ARENA PANTANAL
PÚBLICO: 11.074
A Ponte vendeu o mando de campo para embolsar um milhão de reais. Na sede mato-grossense da Copa do Mundo, o Palmeiras fez dois a zero ainda no primeiro tempo e conquistou a terceira vitória seguida. Os destaques foram Dudu, autor dos dois gols, e Rafael Marques, autor de duas assistências. A Ponte caiu para a décima posição e visita o Coxa na próxima rodada. Já o Palmeiras subiu pra sétima posição e agora recebe o Avaí.
INTER 1X3 ATLÉTICO-MG
BEIRA-RIO
PÚBLICO: 20.236
Na reedição do duelo de quartas-de-final da Libertadores, vingança do Galo. Com boa atuação de Maicosuel, autor de dois gols, o Galo devolveu a derrota na competição continental e assumiu a liderança do Campeonato Brasileiro! O Inter, com campanha fraca (só fez gol graças a uma falha bizarra de Jeromel) é apenas o 14º. Na próxima rodada o Colorado recebe o Flamengo e o Galo joga como mandante contra o Sport.
RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO SÉRIE B: 10ª RODADA
por José Guilherme
A Série B segue movimentando campos mais modestos pelo Brasil, provando que o futebol pode sim viver fora das grandes arenas-legado-da-copa, que só fazem espantar o espectador comum que sempre foi a base das torcidas nos estádios.
Sem mais delongas, vamos a um resumo do que melhor aconteceu no segundo melhor campeonato do Brasil, atrás apenas da Série C.
PAYSANDU 2 x 0 ATLÉTICO-GO
A rodada começou na terça, quando o Dragão do centro-oeste até tentou segurar a vontade do Papão, empurrado por mais de 35000 torcedores. Porém, o golaço de Leandro Cearense ao final da primeira etapa desmotivou os comandados de Jorginho e abriu caminho para YAGO PIKACHU (olho nele Dunga) emplacar seu quinto gol na segundona, acabando com o jogo e deixando o Paysandu na liderança provisória da competição.
LUVERDENSE 3 x 0 CEARÁ
O Luverdense venceu o Vozão com dois gols de Ciro (ele mesmo, que acumula passagens apagadas por alguns times grandes e o Fluminense). Com a vitória a equipe de Lucas do Rio Verde (como não amar a Série B, eu lhe pergunto) conseguiu dar a famosa respirada na competição e agora ocupa a décima quarta colocação. Já o Ceará, que claramente sentiu, e muito, a falta do seu porta voz Marinho, é o vice-lanterna.
PARANÁ 0 x 0 CRICIÚMA
A gélida noite curitibana foi o cenário perfeito para um 0 x 0 sem muita inspiração por parte de nenhuma das equipes. Destaque para os 10 cartões amarelos distribuídos ao longo da partida. É. Esse foi o destaque. Ambas as equipes ocupam o meio da tabela: os paranistas em 13° e o Criciúma, comandado por PET, o 15°.
BOTAFOGO 5 x 0 SAMPAIO CORRÊA
O Botafogo vinha de dois maus resultados em sequência na mesma semana em que perdeu seu camisa 9, Bill, para o futebol coreano. O contratado para ser seu substituto não foi regularizado a tempo e a responsabilidade sobrou para Luís Henrique que havia subido para os profissionais na segunda-feira anterior. E o jovem atacante…DECIDIU! Com apenas 17 anos o menino não sentiu nem um pouco a pressão e fez de cara dois gols, sendo um logo aos sete minutos de carreira profissional. Pimpão fez mais dois e é o artilheiro da Série B com sete gols. O baile devolveu ao alvinegro a liderança. O Sampaio é o oitavo colocado.
VITÓRIA 4 x 1 BAHIA
Sabadão, Barradão e… passeio do Vitória! Impondo seu ritmo desde o início, o rubro-negro conseguiu uma goleada sobre o maior rival que os deixou na beira do G4, ocupando agora a quinta colocação e ultrapassando o Bahia, que agora é sexto. Detalhe para o gol do recém contratado Robert que entrou aos 39 do segundo tempo e fechou a goleada. No lado tricolor, Maxi “primo do Messi” Biancucchi fez o de honra e foi o único membro da família a fazer gol no fim de semana.
BRAGANTINO 1 x 2 SANTA CRUZ
O Bragantino ostenta o melhor apelido de qualquer competição que participar, afinal MASSA BRUTA é praticamente insuperável. No entanto, não se pode ter tudo na vida. O Santinha pouco se importou com a imponente alcunha do adversário e aplicou a segunda derrota consecutiva aos paulista. De quebra, o time pernambucano saiu do temido Z4 (agora 12°), deixando a equipe de Bragança Paulista estacionada nos 13 pontos, ocupando a décima colocação.
NÁUTICO 2 x 1 OESTE
Após três rodadas sem vitórias, o Timbu voltou a vencer. A vítima da vez foi o Oeste. Mas se engana quem pensa que o 3° colocado teve vida fácil contra a equipe paulista. O Oeste tentou, pressionou, acertou bola na trave e esteve muito próximo do empate no final do segundo tempo. Nada disso importou para os pernambucanos que seguem com boa campanha na série B. Já para a equipe de Itápolis fica o sinal de alerta pois “a bola pune, meu” e eles beiram o Z4.
ABC 1 x 1 MACAÉ
As duas equipes protagonizaram uma partida equilibrada no primeiro tempo com os visitantes abrindo o placar perto do intervalo. O ABC pareceu notar que jogava em casa apenas no final do jogo, quando resolveu fazer pressão e conseguiu o empate por meio de um pênalti convertido por Kayke. Empate acabou não sendo bom para nenhum dos envolvidos. A equipe fluminense é sétima e o ABC é décimo.
AMÉRICA-MG 3 x 1 MOGI MIRIM
Com um gol do eterno Mancini e dois gols depois dos 30 da segunda etapa, o Coelho conseguiu adentrar no G4. Já o Mogi vai precisar do presidente Rivaldo de volta à forma de 1999 para tentar se salvar da degola, já que é o lanterna e não tem uma vitória sequer. Se você não gostou do comentário quanto ao Mogi Mirim, faça melhor e que Deus te abençoe. (Não entendeu? Clique aqui)
CRB 1 x 1 BOA EESPORTE
Sábado à noite com chuva e 2676 corajosos torcedores ainda compareceram à partida que fechou a rodada da Série B. Pelo menos eles foram brindados com um jogo no mínimo interessante. Com um gol de canela/panturrilha de Zé Carlos o CRB abriu o placar, mas viu a vitória escapar de suas mãos no final do jogo, com pênalti convertido por Radamés. CRB é o nono e o BOA ocupa a desconfortável décima sétima posição.
A pior torcida do Brasil
José Eduardo
Não. Este post não é para falar sobre as torcidas dos famosos “Grêmio Itinerantes”, como diz Mauro Cézar Pereira. A pior torcida do Brasil é de um time médio-grande, finalista de Copa Sulamericana, o tradicional Goiás Esporte Clube.
A princípio, o leitor pode se perguntar: porque o Goiás e não o Duque de Caxias, por exemplo? O Duque teve uma média de 262 torcedores na série B 2009 (salvo o mando de campo vendido ao Vasco), com o auge de 5 torcedores contra a Ponte Preta. E respondo que a questão é mais profunda.
A começar pela grandeza dos Clubes. O Goiás figura quase todos os anos na primeira divisão. Bicampeão da série B, o Esmeraldino é considerado o maior time do Centro-Oeste. E sua torcida pequena no estádio diverge da grandeza da nação esmeraldina, estimada em mais de 400 mil torcedores, capaz de lotar o Serra Dourada mais de 8 vezes.
Mas, para entender o que acontece com o Goiás, temos que analisar o futebol de Goiânia. A cidade possui 3 grandes Clubes (Goiás, Vila Nova e Atlético). A maior torcida e os maiores títulos estão com o Verdão. O Vila vem em uma decrescente. No último ano foi rebaixado para a série C do Brasileiro e para a segundona estadual. O Atlético, conhecido, por gozação, por ter uma pequena e idosa torcida, está na série B do Brasileiro e não conseguiu, sequer, a classificação para o mata-mata no estadual 2015. Enquanto o Goiás papa os títulos regionais e se mantém na elite nacional.
Outro passo para analisarmos o papel do torcedor esmeraldino é observar a média de público. O Vila, na terceira divisão, tem média de 6.525 torcedores. O Atlético de 1.381 no Serra Dourada (salvo o jogo com o Botafogo em Brasília) e o Goiás, a duras penas, consegue ter a pior média da série A, com 2.458 torcedores.
A princípio, portanto, a torcida do Atlético é pior que a do Goiás. Mas os números não podem ser analisados friamente. O Goiás tem a maior torcida de Goiânia. De acordo com o Instituto Fortiori, aproximadamente 27,3% dos goianienses torcem para o Goiás, enquanto apenas 4% são atleticanos. E o Dragão ainda está na série B.
Mas mesmo que a torcida do Goiás fosse minúscula no estádio, mas apoiasse, não estaria aqui discutindo. O problema é que a torcida não apoia. Terminando o campeonato brasileiro 2013 em 6º lugar, a torcida ia ao estádio cobrar vitórias. A irritação dos jogadores foi tanta que o ídolo Walter perdeu a cabeça após uma vitória.
Ainda assim, não seria motivo para ser a pior torcida de todas. Torcida chata e plateia, existe aos montes. Como a dos grandes times europeus. Torcida inexistente então, é a regra no interior do país.
O diferencial negativo para a torcida esmeraldina é a violência. Dia de jogo, em Goiânia, é guerra. Vila Nova x Goiás, melhor ficar bem longe do estádio.
Todo jogo do Goiás são ocorrências e mais ocorrências. Aqui vai meu relato, que saí de Brasília para ver meu time jogar contra o esmeraldino.
“Saí de casa por volta de 16 horas. A partida era às 20h30. Cheguei a Goiânia 19:45 e fui direto para o estádio. Estava acompanhado do meu irmão. Paramos na frente do portão de acesso à torcida visitante. Saí com duas camisas e uma bandeira para rumar cerca de 500 metros. Um percurso curtíssimo.
Neste meio tempo, aproximadamente 15 jovens, não mais que 16 anos, me abordaram. Gritaram de longe e saíram correndo atrás de mim. Me agrediram, me bateram, me furtaram as roupas, me jogaram no chão e arrancaram minha camisa a força. Rasgaram aquela camiseta de 1982 que temia em ficar em meu corpo. Ela não queria sair. Até que foi, fio-a-fio, tomada de mim.
A polícia não estava a 200 metros de mim. Falei para eles o ocorrido (que provavelmente eles viram) e ouvi a resposta: “Aqui em Goiânia é assim mesmo, quem manda são eles”
E quem manda são eles mesmo. Nenhum dos agressores eram de torcida organizada, não vestiam camisas nem adornos. Tampouco eu. Mas os vi, dentro do estádio, entregando as camisas para os marmanjos da Força Jovem do Goiás para que eles queimassem, na minha frente, as camisas.
Ao entrar no estádio, encontrei uma família inteira também sem camisa, entre elas um idoso. Todos furtados.”
A torcida do Goiás é ódio. Melhor seria uma pequena torcida, inexistente, que uma hostil facção criminosa.
Por isso, a torcida do Goiás é a pior. Ela consegue tirar os predicados mais nojentos das torcidas e aglutinar. A violência, a pouca existência e a falta de apoio.
Veja alguns vídeos da imbecilidade desta torcida:
RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO – 10ª RODADA
Baile rubro-negro na quarta-feira: Leão ganhando com muita tranquilidade, Furacão ganhando com tranquilidade e Mengão ganhando.
22 gols e nenhum 0x0 na rodada! A média de público foi de 17.959 torcedores por jogo.
No G4, três times tem 20 pontos – e o líder tem 22.
QUARTA
VASCO 1X0 AVAÍ
SÃO JANUÁRIO
PÚBLICO: 8.008
No segundo jogo sob o comando de Celso Roth, o Vascão conseguiu a sua segunda vitória. Depois de conquistar três pontos em oito rodadas, os triunfos puseram o time a um ponto de sair do Z4. O Avaí, que vinha fazendo bons jogos como visitante, perde a segunda seguida. O gol da vitória veio num belíssimo chute de fora da área de Emanuel Bianchucchi. Agora o Vasco visita a Chapecoense e o Avaí recebe o Sport.
SPORT 3X0 INTERNACIONAL
ILHA DO RETIRO
PÚBLICO: 23.343
Sport é o grande líder! Depois de 10 rodadas, o único time do Nordeste na Série A está sobrando! Recebendo o vacilante Colorado, o Leão ganhou com dois gols de André, um de Maikon Leite e segue 100% jogando na Ilha do Retiro (seis vitórias), que recebeu um bom público. O Sport abriu dois pontos para os demais times do G4. O Inter, 11º, recebe o Galo na próxima rodada.
ATLÉTICO-MG 2X0 CORITIBA
INDEPENDÊNCIA
PÚBLICO: 12.309
Com dois belos chutes cruzados do competente atacante Thiago Ribeiro, o Galo venceu o vice-lanterna Coritiba e agora é o vice-líder. A vitória foi a terceira seguida do Atlético, que não contou com Jô e Guilherme, envolvidos em negociações. O Galo visita o Inter na próxima rodada e o Coxa recebe o Joinville no duelo dos desesperados.
PALMEIRAS 2X0 CHAPECOENSE
ALIANZ PARQUE
PÚBLICO: 32.742
Embalado depois da vitória acachapante no clássico, o Verdão alegrou sua torcida que canta e vibra – o maior público da rodada – , venceu e ultrapassou seu companheiro esmeraldino catarinense. Os gols foram marcados por Egideus, com sorte, e Cristaldo. Na próxima rodada o Porco (9º) visita a Ponte e a Chapecoense (10ª) recebe O Vasco.
GRÊMIO 1X0 CRUZEIRO
ARENA GRÊMIO
PÚBLICO: 24.656
Abençoado pelo talismã que é o terceiro uniforme, o Grêmio vence a quarta seguida (!) e se mantém no G4. Frente a uma excelente atuação do goleiro Fábio, o Tricolor venceu com gol de Douglas, de pênalti. Depois de três vitórias, o técnico Vanderlei Luxemburgo perde a terceira seguida e o Cruzeiro vê ficar cada vez mais distante o sonho do tricampeonato. Na próxima rodada o Grêmio visita o Santos e o Cruzeiro, 14º, recebe o Furacão.
ATLÉTICO-PR 2X1 SÃO PAULO
ARENA DA BAIXADA
PÚBLICO: 22.016
A freguesia se mantém! Diante de uma apaixonada torcida, o Furacão manteve a escrita de nunca perder na Arena da Baixada para o São Paulo. O Tricolor até começou bem, mas a falha de marcação na cabeçada de Gustavo abriu o Placar para o Atlético. O 2×0 no começo do segundo tempo fez parecer que o jogo estava resolvido, mas a falha de Weverton e a sagacidade de Centurión puseram o São Paulo de volta no jogo. O Tricolor ainda reclamou um pênalti no fim do jogo.
JOINVILLE 0X1 FLAMENGO
ARENA JOINVILLE
PÚBLICO: 12.731
Depois da derrota no Clássico dos Milhões, o Flamengo venceu o lanterna Joinville e saiu da zona de rabaixamento. O gol da vitória foi o primeiro de Emerson Sheik em sua volta ao rubro-negro. A vitória levou o Mengão à 14ª posição. Na próxima rodada, o time recebe o Figueirense. O Joinville continua com quatro pontos – já são oito derrotas -, um a menos que o Coritiba, sem próximo adversário.
QUINTA
FIGUEIRENSE 3X1 GOIÁS
ORLANDO SCARPELLI
PÚBLICO: 5.715
O jogo de menor público tinha tudo pra ser o Jogo Bosta da Rodada, mas foi um festival de golaços. Clayton, pelo Figueira, e Felipe Menezes, pelo Goiás, acertaram lindos chutes cruzados no ângulo. Paulo Roberto deu uma linda arrancada esbanjando recurso: dois chapéus e domínios de sola antes de finalizar com calma. O Figueira, 12º, visita agora o Flamengo e o Goiás, 17º, recebe o Corinthians.
FLUMINENSE 2X1 SANTOS
MARACANÃ
PÚBLICO: 11.437
O Fluzão ganhou a terceira consecutiva e é um dos times com 20 pontos no G4. O Peixe, que vinha de derrota, era o único grande brasileiro que não tinha tomado gol de Fred, mas o atacante quebrou o tabu aos 39 do primeiro tempo. Ricardo Oliveira, após cruzamento de Gabigol, e Lucas Gomes, após cruzamento de Gustavo Scarpa, fizeram os demais gols. O Fluzão, 3º, agora visita o São Paulo e o Santos, 16º, recebe o Grêmio.
CORINTHIANS 2X0 PONTE PRETA
ARENA CORINTHIANS
PÚBLICO: 26.649
O Corinthians chegou à sexta posição com boa presença da fiel torcida. Os gols foram frutos do contra-ataque rápido – com boa conclusão de Jadson – e da sacagacidade de Vargner Love, após falha da zaga. Foi a segunda vitória seguida do Timão, quarta vitória em cinco jogos na Arena. Já a Macaca, que vinha nas primeiras posições do campeonato, caiu para 8º. O Corinthians na próxima rodada visita o Goiás e a Ponte recebe o Palmeiras.