RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO – 13ª RODADA
Que bela rodada! 27 gols, nenhum 0x0 e uma boa média de público de 21.312 torcedores por jogo.
Teve a torcida do São Paulo, no domingo de manhã, batendo o recorde de público do campeonato.
Teve gol no fim do jogo? Teve e teve mais de um: André pelo Sport e Fred pelo Fluminense.
Teve baile corinthiano no Maracanã.
Teve golaço, teve clássico e o Campeonato Brasileiro tá ficando bonito.
SÁBADO
SANTOS 3X0 FIGUEIRENSE
VILA BELMIRO
PÚBLICO: 8.393
Abrindo a rodada, o Peixe se reencontrou com a vitória na reestreia de Dorival Júnior. Depois de quatro derrotas seguidas, o alvinegro praiano superou o alvinegro catarinense com gols de David Brás, Lucas Lima e Gabigol. Mesmo com a vitória, o Santos não conseguiu sair da zona de rebaixamento. No 17º lugar, o Peixe agora faz o clássico contra o Palmeiras, no Alianz Parque. Já o Figueira, 13º, recebe o Coritiba.
GRÊMIO 2X0 VASCO
ARENA GRÊMIO
PÚBLICO: 34.752
Galgando o topo, o Tricolor recebeu o agonizante Vasco. Sem querer jogar bola, os cariocas seguraram o empate até os 15 do segundo tempo, quando o goleiro Charles socou a bola em cima de Anderson Salles, que marcou contra. Vinte minutos depois, o garoto Pedro Rocha finalizou com bastante categoria e garantiu um lugar no G4 para os gaúchos. Agora o Grêmio visita o Flamengo e o Vasco, vice-lanterna, faz o clássico contra o Fluminense.
PONTE PRETA 0X2 ATLÉTICO-MG
MOISÉS LUCARELLI
PÚBLICO: 4.733
Na despedida do craque Renato Cajá, a Ponte Preta perdeu para o líder e segue em queda livre na tabela. O Galo vive uma grande fase e ganhou a sexta partida seguida (!) com gols de Thiago Ribeiro (jogando muito bem nos últimos jogos) e Giovanni Augusto. O Atlético tem dois pontos de vantagem para o Fluminense, segundo colocado. Na próxima rodada a Macaca, que ocupa a décima posição, visita o Joinville enquanto o Galo joga contra o Corinthians em Itaquera.
DOMINGO
SÃO PAULO 3X1 CORITIBA
MORUMBI
PÚBLICO: 59.612
Na manhã de domingo, o São Paulo vendeu ingressos a preços acessíveis ($20 a arquibancada) e conseguiu o maior público do campeonato até aqui. Destaques para Pato (dois belos gols e uma assistência), para Lucão (dois lançamentos em jogadas de gol) e para o golaço de Marcos Aurélio. Destaque negativo para a confusa arbitragem, principalmente para o bandeira que confirmou um gol irregular e anulou um gol legal, ambos envolvendo Centurión. O São Paulo, 5º, agora visita o Sport enquanto o Coxa, 18º, visita o Figueirense.
FLAMENGO 0X3 CORINTHIANS
MARACANÃ
PÚBLICO: 26.209
Sem Sheik e Guerrero, o Flamengo manteve o desempenho como pior mandante do campeonato. Mais que isso: viu o Corinthians fazer 3×0 com tranquilidade e o placar só não foi mais elástico pela incompetência de Várgner Love. Destaques para o golaço de Elias (muita, muita categoria) e para o 6º gol de Jadson, que vive grande fase. O Flamengo, 15º, agora recebe o Grêmio enquanto o Corinthians, 3º, recebe o líder Atlético-MG.
CRUZEIRO 1X0 GOIÁS
MINEIRÃO
PÚBLICO: 10.675
Diante de um frágil e pouco efetivo Goiás, o Cruzeiro dominou o jogo e não conseguiu traduzir sua superioridade num placar mais díspare. No fim das contas, o solitário gol de Joel, que não marcava há quatro meses, foi o suficiente. O goleiro Fábio não teve que fazer uma defesa sequer: as três finalizações do Goiás foram de longe e para longe. Na próxima rodada o Cruzeiro, 11º colocado, recebe o Avaí enquanto o Goiás, 16º, visita o Internacional.
JOINVILLE 0X2 INTERNACIONAL
ARENA JOINVILLE
PÚBLICO: 10.924
O Colorado vinha de três derrotas e mandou o time reserva para encarar o lanterna. E venceu com gols de Réver e Vitinho – esse último num pênalti assinalado equivocadamente: a falta (que não foi falta) aconteceu fora da área. Ao Joinville, que ainda meteu bola no travessão, restou lamentar a chance desperdiçada de passar a lanterna ao Vasco. Agora o JEC recebe a Ponte Preta e o Inter, envolvido nas semi-finais da Libertadores, recebe o Goiás.
ATLÉTICO-PR 1X2 FLUMINENSE
ARENA DA BAIXADA
PÚBLICO: 17.522
Comemorando a chegada de Ronaldinho Gaúcho, o Fluminense até estava satisfeito com o empate, com gols de Gustavo Scarpa (numa bela finalização de canhota) e Sidcley (com linda assistência de Walter). Mas Fred fez de cabeça aos 47 do segundo e tirou a invencibilidade do Furacão em casa, além de garantir a vice-liderança para o time de guerreiros. Agora o Atlético, 8º, recebe a Chapecoense e o Fluzão joga o clássico carioca contra o Vasco.
SPORT 2X2 PALMEIRAS
ARENA PERNAMBUCO
PÚBLICO: 35.163
Depois de perder a invencibilidade no meio da semana, o Sport perdeu os primeiros pontos em casa. O Leão saiu na frente numa bela cabeçada de Matheus Ferraz. Leandro Pereira fez dois e virou para o Verdão. A partir daí o Sport pressionou e obrigou Fernando Prass a operar milagres: foram pelo menos seis defesas difíceis (quatro com os pés) até André mandar um chute indefensável e empatar o jogo aos 44 do segundo. Agora o Leão, 6º, recebe o São Paulo e o Palmeiras, 7º, recebe o Santos.
AVAÍ 2X1 CHAPECOENSE
RESSACADA
PÚBLICO: 5.141
No clássico da rodada, o Avaí venceu a primeira após três derrotas e três empates. Com gols de Emerson e William (que ainda perdeu um pênalti) antes dos 20 minutos, o Avaí construiu a vitória com tranquilidade. Bruno Rangel descontou para a Chape logo aos dois minutos do segundo tempo, mas ficou nisso. Na próxima rodada o Avaí, 13º, visita o Cruzeiro. Já a Chapecoense, 9ª colocada, joga contra o Atlético-PR em Curitiba.
E aí Cristóvão?
Raphael Felice
A empolgação e a espera por Paolo Guerrero finalmente teve fim na partida de quarta-feira contra o Internacional no Beira Rio. A espera foi recompensada e o peruano jogou muito! Meteu gol, deu bela assistência, fez muito bem o pivô, desempenhou uma função muito maior do que simplesmente de um centroavante, foi definitivamente o dono da partida.
A torcida do Flamengo estava animada com a possibilidade de ver seu novo jogador atuando no Maracanã, justamente contra seu ex clube. Mas por um acordo entre cavalheiros, feito na negociação de Guerrero e de Emerson Sheik, vai impedir os novos e já extremamente importantes jogadores de atuar na partida de amanhã contra o Corinthians e a recém-saída de Eduardo da Silva, juntamente a nova lesão de Nixon (que já não jogaria essa partida) gerou uma enorme dor de cabeça nos torcedores do rubro negros e em seu treinador, Cristóvão Borges.
Com a saída dos outros atacantes, o Fla praticamente só tem Paolo Guerrero como centroavante de ofício. Sheik e Cirino também podem eventualmente fazer a função, mas não é a praia deles e como Emerson também não joga amanhã, Cristóvão vai ter de pensar bastante para montar a equipe da melhor maneira possível no clássico interestadual contra o Corinthians. Para a função de Emerson Sheik, o treinador não vai ter tanto problema na parte tática. Paulinho, Gabriel, Cirino e até Alan Patrick e Arthur Maia podem fazer a função de jogar pelas pontas e ajudar na criação de jogadas.
A única opção para o ataque é Marcelo Cirino. O jogador, chegou a atuar pelo centro quando era comandado por Vanderlei Luxemburgo. Porém, as boas atuações e os gols ficaram no campeonato carioca e somente contra os times pequenos. Por isso, uma opção interessante seria a efetivação do menino Douglas Baggio, que sempre marcou muitos gols nas categorias de base e com certeza está de olho em uma vaga pelo menos no banco de reservas.
RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO – 12ª RODADA
Nessa respeitável rodada, 24 gols, três goleadas e apenas um 0x0. Com uma média de 19.462 presentes por jogo, a rodada teve públicos excelentes nos jogos do Galo, do Palmeiras e do Corinthians e um número pífio de torcedores no jogo do Goiás.
Em alta temos o líder Galo, o guerreiro Fluzão e o embalado Palmeiras.
Em baixa: O Inter semifinalista de Libertadores, o Santos que não vence há quatro jogos e o Vasco de Fiascos.
QUARTA
GOIÁS 4X1 SANTOS
SERRA DOURADA
PÚBLICO: 1.829
O Santos, em queda livre desde o título paulista, ajudou o Goiás a se reencontrar com a vitória, que não vinha desde a terceira rodada e se construiu de maneira espantosa! No dia em que o 7×1 completou um ano, o Goiás brincou de Alemanha e fez quatro gols em catorze minutos. Depois de dominar o primeiro tempo, o time esmeraldino marcou com Felipe Menezes (2x), Fred e Carlos Eduardo entre os minutos 2 e 16 da etapa complementar. Ricardo Oliveira ainda descontou de pênalti. O Goiás agora é o 14º e o Peixe abre a zona de rebaixamento.
CORITIBA 0X0 PONTE PRETA
COUTO PEREIRA
PÚBLICO: 9.384
O Coxa vem tentando sair da confusão e a Ponte vinha de duas derrotas consecutivas. No Paraná, cada equipe dominou uma etapa. No primeiro tempo a Macaca carimbou duas vezes a trave de Wilson. Já na segunda etapa, o Coxa exigiu boas defesas de Marcelo Lomba e fez pressão nos minutos finais, mas sem sucesso e o jogo terminou no zero. Na próxima rodada o Coxa visita o São Paulo no horário hype da manhã de domingo e a Ponte recebe o líder Atkético-MG.
CHAPECOENSE 1X0 GRÊMIO
ARENA CONDÁ
PÚBLICO: 13.916
Depois de cinco vitórias seguidas, o Grêmio perdeu a invencibilidade de seu terceiro uniforme e desperdiçou a chance de ser líder isolado. Em cobrança de falta de Cléber Santana, Bruno Rangel testou forte, sem chances para Marcelo Grohe e fez o único gol do jogo aos 32 do segundo tempo. A Chape pulou para a nona posição e agora vai a Florianópolis encarar o Avaí. O Grêmio é o terceiro colocado e recebe o agonizante Vasco em Porto Alegre.
FIGUEIRENSE 0X2 JOINVILLE
ORLANDO SCARPELLI
PÚBLICO: 4.143
No truncado clássico catarinense, o JECão da massa conseguiu sua segunda vitória na competição e chegou mais perto dos seus concorrentes na zona do rebaixamento. Num gramado encharcado, o estiloso Kempes marcou duas vezes de cabeça e conferiu ao Figueira sua primeira derrota em casa e a primeira vitória fora do JEC. Agora o Figueirense, 11º, visita o Santos enquanto o Joinville, ainda lanterna, recebe o Internacional.
PALMEIRAS 3X0 AVAÍ
ALIANZ PARQUE
PÚBLICO: 37.530
Mais uma vez um bom público no Alianz Parque. E pela quarta vez consecutiva, o Palmeiras faz pelo menos 2 gols, não toma nenhum e sai de campo com a vitória. Destaque para o puta golaço de canhota de Rafael Marques, recebendo passe de calcanhar de Dudu. O Verdão chegou a dormir no G4, o que não acontecia há anos. Agora o Porco é o 6ª colocado e visita o Sport, em Recife. O Avaí é o 15º e recebe a Chapecoense em mais um clássico catarinense.
VASCO 0X4 SÃO PAULO
MANÉ GARRINCHA
PÚBLICO: 15.812
Depois de quatro jogos, o São Paulo enfim voltou a vencer. Com dois gols antes dos 25 minutos, o São Paulo administrou o jogo enquanto o Vasco crescia. No começo do segundo tempo, Wesley fez o terceiro e então Riascos perdeu inacreditavelmente três oportunidades claras. Tolói ainda salvou uma bola em cima da linha antes de Boschilia, sem querer, dar números finais aos 47. O Tricolos agora é o 7º colocado e recebe o Coritiba no Morumbi. O Vasco amarga a vice-lanterna ( ͡° ͜ʖ ͡°) e visita o Grêmio na próxima rodada.
ATLÉTICO–MG 2X1 SPORT
MINEIRÃO
PÚBLICO: 50.684
Caiu a última invencibilidade do campeonato. Depois de 12 rodadas, o Sport perdeu a primeira. E para o líder em um estádio lotado. O excelente público viu três gols em nove minutos (na mesma Arena Mineirão, já fizeram quatro gols em seis minutos): Lucas Pratto abriu o placar no primeiro minutos do segundo tempo; Matheus Ferraz empatou aos quatro e Giovanni Augusto fez um puta golaço aos nove. Agora o Galo líder visita a Ponte e o Sport, 5º, recebe o Palmeiras.
INTERNACIONAL 1X2 FLAMENGO
BEIRA-RIO
PÚBLICO: 12.496
Que estrela – e quanta qualidade – tem esse Paolo Guerrero. Em sua estreia com a camisa do Mengão, um gol e uma assistência para dar ao Inter sua quinta derrota no campeonato – segunda seguida em casa. O Colorado segue com a tradição de times brasileiros que vão longe na Libertadores e mal no Brasileiro. Já a vitória aliviou o clima para o Fla. Agora o Inter, 16º, visita o Joinville e o Flamengo, 13º, faz o clássico de maior torcida do Brasil contra o Corinthians, no Maraca.
QUINTA
CORINTHIANS 2X0 ATLÉTICO-PR
ARENA CORINTHIANS
PÚBLICO: 32.442
Corinthians que venceu jogando para seu maior público no campeonato. Com (mais) uma boa atuação de Jadson, autor de um gol e uma assistência (para gol de Elias), o Timão voltou a vencer e entrou no G4. O Furacão até jogou bem, até foi melhor na segunda etapa, mas parou em Cássio e perdeu a segunda seguida. Agora o Corinthians (4º) visita o Flamengo e o Furacão, 8º, recebe o Fluminense
FLUMINENSE 1X0 CRUZEIRO
MARACANÃ
PÚBLICO: 16.391
Em meio a rumores sobre a chegada de Ronaldinho Gaúcho, o Fluzão recebeu o Cruzeiro e venceu com uma raça que chegou a emocionar o atacante Fred. Em cobrança ensaiada de falta, Gustavo Scarpa fez um belo gol que garantiu a segunda vitória seguida ao agora vice-líder. Já o Cruzeiro perdeu quatro dos últimos cinco jogos e tem impressionantes sete derrotas na competição. O Fluzão agora visita o Atlético-PR e a Raposa, 12ª, recebe o Goiás.
RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO SÉRIE B – 11ª RODADA
Por José Guilherme
Os dez jogos da rodada da série B ocorreram na noite de terça-feira, já que nenhum poderia ser feito no aniversário do 7×1 em respeito ao certame. O Botafogo segue líder mas houve algumas mudanças na parte de cima da tabela. Lá embaixo, não houve grandes mudanças. Vamos aos jogos:
BAHIA 2 X 0 PAYSANDU
Fonte Nova
8.936 pagantes
O Bahia se impôs diante de sua torcida perante um Paysandu que não demonstrou muito poder de reação. Resultado: dois gols do estreante Jacó sem resposta do Papão da Curuzu. A vitória colocou o BAHEA no G-4, enquanto o papão permanece na vice liderança
MACAÉ 1 X 1 AMÉRICA-MG
Moacyrzão
O América confirmou o bom momento na segundona e chegou ao quinto jogo seguido sem derrota. Tendo o domínio das ações em boa parte do tempo, o Coelho até saiu atrás mas conseguiu chegar ao empate. Os mineirso subiram uma posição e ocupam o terceiro lugar. Já o time da capital nacional do petróleo se manteve em sétimo.
MOGI MIRIM 2 X 1 NÁUTICO
Romildo Ferreira
Ele é quarentão, ele é pentacampeão, ele já “dibrou” a aposentadoria, ele jogou no meio de semana. De quem eu estou falando? Apesar de se encaixar em todos esses atributos a resposta não é Rogério Ceni. A resposta correta é RIVALDO. Ele retornou aos gramados 16 meses após anunciar sua aposentadoria, justamente na véspera do aniversário da maior tragédia do futebol pentacampeão, atuando por quase 70 minutos e dando mostras de que o nosso futebol 5 estrelas ainda respira (com ajuda de aparelhos, mas respira). Porém, apesar desse grande fato, tudo se encaminhava para mais uma derrota do Mogi. O então terceiro colocado Náutico vencia até os 25’ do segundo tempo, até que os donos da casa – embalados pela presença do companheiro de equipe campeão mundial/presidente do clube – tiraram uma virada da cartola, e já não são a única equipe sem vitória na competição. Já o Náutico saiu do G-4 com o tropeço e é o quinto. VIVA O FUTEBOL PENTACAMPEÃO, VIVA RIVALDO E QUE DEUS TE ABENÇOE.
BOA ESPORTE 0 X 0 VITÓRIA
Estádio Municipal de Varginha
A partida começou sonolenta e sem oportunidades de gol na primeira etapa. O segundo tempo até apresentou melhoras, mas as boas chegadas do time da casa falharam nas finalizações. No fim das contas, o empate ficou de bom tamanho. O BOA permanece no Z-4 , em 17º, já o Vitória é sexto
CRICIÚMA 1 X 0 BRAGANTINO
Heriberto Hulse
3817 torcedores
O jogo era entre Criciúma e Bragantino, porém renomear a partida para Luiz x Douglas Friedrich não é nenhum absurdo. Melhor para o Criciúma de Luiz, que defendeu DOIS PÊNALTIS SEGUIDOS: o arbitro mandou voltar a cobrança após a primeira defesa do paredão, que não satisfeito defendeu novamente. O único a vencer as muralhas foi Lucca, garantindo os três pontos para o Tigre, que ocupa agora a décima segunda colocação, seguido pelo Braga.
SAMPAIO CORRÊA 3 X 1 LUVERDENSE
Castelão (MA)
7289 torcedores
O jogo se encaminhava para um empate, para desespero dos maranhenses que já não venciam há 3 partidas, até que aos 45 do segundo tempo Nadson e Pimentinha aos 48 – uma pintura – deram um alívio para a torcida e garantiram a vitória e a oitava colocação pro Sampaio. Já o Luverdense está na beira do Z-4 perdeu quatro dos últimos cinco jogos e está em décimo sexto. Sinal de alerta em Lucas do Rio Verde.
ATLÉTICO-GO 1 X 2 ABC
Serra Dourada
861 torcedores
Com dois gols de Edno, o ABC foi o único visitante que conseguiu uma vitória nessa rodada. O Dragão até abriu o placar, porém os potiguares chegaram à virada. O Atlético é o décimo oitavo enquanto o ABC é nono.
OESTE 1 X 0 PARANÁ
Estádio José Liberatti
No duelo das equipes que queriam se afastar do Z-4, melhor para os “donos da casa” (entre aspas pois o jogo foi realizado em Osasco, já que o estádio em Itápolis está interditado). Jogando em um campo encharcado, as equipes não criaram muitas chances. O RUBRÃO conseguiu a vitória com um pênalti convertido por Mazinho. Os paulistas agora estão em 13º e os paranistas vem duas posições atrás.
SANTA CRUZ 2 X 1 CRB
Arruda
A terceira vitória seguida do Santinha na competição veio com alta dose de emoção. Com um jogador a menos durante o segundo tempo inteiro e sofrendo gol logo aos 2 do primeiro tempo, o tricolor mostrou forças e conseguiu a virada, sob a batuta de João Paulo – um gol e uma assistência. O Santa agora é décimo e o CRB vem logo em seguida.
CEARÁ 0 X 0 BOTAFOGO
Castelão
38647 torcedores
O jogo com maior público da rodada não teve gols, mas não faltou em emoção. O jogo foi muito equilibrado, apesar da distância entre as duas equipes na tabela. Com direito a boa atuação de Jefferson e festival de gols perdidos pelo Botafogo no final da partida, o lateral Victor Luís acabou sendo o grande herói do Vozão na partida salvando um gol em cima da linha. No fim das contas, o empate manteve o Botafogo na liderança e o Ceará na vice-lanterna.
Florentino Perez, pare de jogar FIFA
André Watanabe
Os torcedores do Real Madrid dão a Florentino Perez, Presidente do clube, muitos méritos na formação de times históricos dos merengues: a política agressiva de contratações traz um nome “galático” a cada início de temporada.
A cada anúncio de contratação, novos recordes são quebrados com valores estratosféricos. E quem mais vibra com isso é o jogador de videogame. Sim. É isso mesmo. Esclareço: nos jogos de futebol – o mais popular deles, o FIFA – quanto mais “estrelas” no time, melhor seu desempenho. Afinal, no jogo, há apenas dois cérebros pensando: o jogador e a inteligência artificial. Os futebolistas são mero aparato técnico. Para montar um time campeão no FIFA, basta contratar os melhores jogadores, independente de sua história, ligações com o clube, experiência ou distribuição tática. Era comum, em jogos mais antigos, contratar o Roberto Carlos – dono de chutes potentes e grande velocidade – para jogar de atacante.
Porém, o futebol – o de verdade – é um jogo coletivo e complexo. Há 22 cérebros diferentes lendo o jogo e tomando decisões em campo simultaneamente, além dos outros fatores primordiais ao futebol: ligação emocional com o clube, decisões dos técnicos e auxiliares, pressão da torcida e condição física dos jogadores, entre muitos outros. E nesse complexo emaranhado de forças, temos que entender que para 11 cérebros estarem alinhados e pensando coletiva e simultaneamente é necessário tempo e prática.
Ou seja, não adianta colocar 11 craques em campo e achar que o jogo está ganho. No “futebol moderno”, que nega espaços, a eficiência coletiva se sobrepõe (majoritariamente) ao talento individual. Por isso, o sucesso de um time começa muito antes do primeiro troféu ser levantado.
E isso é algo que Florentino não entende: para ele, um ano sem títulos é um ano perdido. Logo, alguém deve “cair”. De 2000 a 2006, foram 6 técnicos, sendo que apenas o lendário Vicente Del Bosque durou mais de uma temporada. Até Luxemburgo teve vez no comando da equipe.
Nesse segundo mandato, o presidente parecia ter aprendido a lição, quando manteve José Mourinho por três temporadas, apesar e ter conquistado apenas uma LaLiga e uma Copa do Rei. Em seguida, veio Carlo Ancelotti, italiano multicampeão com o incrível AC Milan dos anos 2000.
Em sua primeira temporada, Ancelotti conquistou a grande obsessão do Real Madrid nos últimos 10 anos: o décimo título da Champions League (“La Décima”), em 2013/2014. O time tinha a mesma base que o de Mourinho, porém com uma orientação tática mais ofensiva e fluida.
Após a conquista, veio a Copa do Mundo do Brasil. James Rodrígues jogou tudo e mais um pouco pela Colômbia e, claro, atraiu os olhares de Florentino Perez. O dirigente então comprou o jogador por 80 Milhões de Euros. Mas o que saiu mais caro foi a saída de Di Maria, necessária para dar lugar no time ao colombiano. Vendido ao Manchester United por 75 Milhões de Euros, Di Maria tinha sido o jogador mais importante do Real na conquista da Champions, pois foi ele que Ancelotti elegeu para ser o catalisador do time: sua velocidade e controle de bola ditavam o ritmo dos contra-ataques e sua recuperação explosiva, dedicação e ímpeto recompunham a defesa com muita eficiência. Na minha opinião, foi o verdadeiro Bola de Ouro de 2014.
A Ancelotti, restou adaptar seu time à perda do seu jogador-chave e à chegada de James. No início, deu certo: avassalador, o Real Madrid chegou perto de quebrar o recorde mundial de vitórias consecutivas. O time estava jogando tudo. Porém, tudo mudou quando as lesões começaram a aparecer e mostraram a fragilidade de um elenco limitado por suas estrelas: com a baixa de Sergio Ramos, coordenador da defesa, e Modric, fundamental na recomposição defensiva e na distribuição de jogo, não havia jogadores suficientemente colaborativos no ataque que pudessem ajudar na marcação. Resultado: Cristiano Ronaldo tornou-se cada vez mais egoísta para manter suas estatísticas, Bale passou a ter mais incumbências defensivas e caiu bruscamente de rendimento, Toni Kross ficou sobrecarregado no meio-campo e o time começou a perder. Ao final da temporada, nenhum título. Com Di Maria, acredito que o Real Madrid conseguiria manter-se ainda muito mais competitivo e, possivelmente, teria sido campeão espanhol.
Sem nenhuma cerimônia, Carlo Ancelotti – que há um ano provara sua competência – virou bode expiatório e foi demitido. Para seu lugar, Rafa Benítez, treinador com retrospecto pra lá de duvidoso na última década. Uma decisão chocante para o mundo do futebol e comemorada pelos adversários. Agora, cabe ao novo técnico desenvolver dentro do clube – e rápido – um novo padrão tático, metodologia de treinamento, intimidade com o elenco, etc.
Florentino – um dirigente europeu com cérebro de brasileiro – parece não entender o mais importante em um time de futebol: o fator humano. Um jogador precisa de tempo para se adaptar ao clube, aos companheiros, aos métodos e táticas do técnico e até mesmo à torcida e à cidade onde vai viver. Políticas imediatistas e ausência de planejamento de longo prazo são sentenças de morte para qualquer clube. Um time vencedor se constrói ao longo de anos, não meses.
O exemplo está ao lado: o Barcelona alcança hoje um sucesso construído em mais de 40 anos! Então, para o bem do Real Madrid – o maior clube do Século XX –, é melhor seu Presidente desligar o FIFA e começar a viver o mundo real.
HISTÓRICO DE FLORENTINO E COMPARATIVOS
Florentino sabe como causar impacto. Bilionário do ramo de construção, iniciou a era dos galáticos no Real Madrid em 2000, com a contratação polêmica de Luis Figo – na época, astro do Barcelona. Contratou o melhor jogador à época, pagando a absurda cláusula de rescisão de 60 Milhões de Euros e contra a vontade dos rivais catalães. Caiu nas graças da torcida. Nos anos seguintes, chegaram Zidane, Ronaldo e Beckham para formar um time incrível. No papel.
Em seu primeiro mandato, 7 títulos em 22 disputados. Nada mal? Vamos analisar friamente: considerando apenas os “grandes títulos” (Champions, LaLiga e Copa do Rei), são 3 em 18 possíveis. Menos de 17% de sucesso. Muito pouco para um time com esse nível de investimento.
Já no segundo mandato – vigente desde 2009 – trouxe Kaká, Cristiano Ronaldo, Gareth Bale e James Rodrígues, entre outros. Tentando rivalizar com o agora demolidor Barcelona, em 6 temporadas Florentino trouxe a Madrid 7 títulos em 23 possíveis, sendo apenas 4 em 18 grandes. 22% de sucesso. Como comparação, o histórico Barcelona de Pep Guardiola ( 4 temporadas entre 2008-2012) ganhou 14 títulos em 19 possíveis, sendo 7 em 10 “grandes títulos”. Um aproveitamento absurdo de 70%.
Ainda comparando, o Atlético de Madrid na Era Simeone (desde 2009), conquistou 4 grandes títulos: 1 LaLiga, 2 Europa League e 1 Copa do Rei. A mesma quantidade que o Real, mas com apenas 30% do investimento merengue.
Será que todo o dinheiro gasto e as constantes mudanças de técnico valeram a pena? Eu acho que não.
Deixa o menino jogar
Lucas de Moraes
Neymar começou a Copa América como possível herói do Brasil. Os jogos da primeira fase mostraram como o jogador do Barcelona seria determinante para as exibições da seleção canarinho. Contra o Peru, um gol e uma assistência no final do jogo para confirmar a vitória. Na derrota pra Colômbia, ele não conseguiu ir bem no jogo e ainda perdeu a cabeça ao chutar a bola depois do apito final. O destino da bola foi Armero, que caiu como se tivesse tomado um tiro de pistola. Na confusão, o craque brasileiro tentou dar uma cabeçada em Murillo e foi empurrado por Bacca na sequencia. Resultado da confusão: expulsão mesmo com o término do jogo e suspensão de quatro jogos, sendo que, como o Brasil não chegou à final, terá que cumpri-los nas eliminatórias. Contra a Venezuela, o Brasil jogou o necessário pra ganhar da Venezuela e garantiu o primeiro lugar do grupo C.
Após a derrota pra Colômbia, Asprilla, ídolo colombiano, escreveu no Twitter que o jogador brasileiro é uma farsa no futebol e que ele deveria ir para Hollywood. Pronto, Neymar deixou de ser o jogador de futebol que é pra ser um mau caráter, egoísta, mesquinho e cabeça quente. Começaram a questionar a preparação do jogador, tendo em vista certo descontrole emocional apresentado no jogo.
Agora, o jovem jogador de 23 anos, campeão espanhol, da Champions League e da Copa da Espanha com o Barcelona, virou um pereba, um vilão brasileiro. Não sabe se controlar e deve ser punido por isso. Quem sabe não ser convocado pela seleção ou um banco lá. Talvez ele aprenda com isso. Ah, vamos pedir pra Fifa bani-lo dos jogos da sua seleção logo. Nossa, e ele ainda está envolvido com um escândalo na sua transferência pro time espanhol. Ah, é o Neymídia mesmo.
No começo do paragrafo anterior, escrevi um detalhe importante : Neymar tem 23 anos. Sim, isso mesmo. Ele ainda não é um jogador já consagrado, com muitas atuações pela seleção brasileira. Ele ainda tem muito tempo pra ficar marcado de vez na História do futebol mundial. Seu potencial é imenso. Com 23 anos, ele já é o quinto maior artilheiro da sua seleção. Ele tem muito pra aprender no mundo do futebol. Portanto, vamos deixar o menino jogar.
Peça Chave
André Porto
Minha mãe tem a incrível capacidade de sempre achar tudo que estou procurando por horas. A chave de casa, a chave do carro, o carro, os óculos. Sem ela, pode saber: caos. Passo horas insistindo em algo que eu já sei que não tenho a menor habilidade. Achar essas coisas que sempre desaparecem não é pra mim (controles remotos tem vida própria). Com sorte e a duras penas, às vezes, até consigo.
Mas nada como saber que ela tá por perto. Não sei se é a energia sherlockiana que contagia, ou se é um esforço inconsciente e redobrado que faço pra mostrar que também sei fazer isso. Ou até mesmo uma certa tranquilidade, de saber que se eu já tiver revirado a casa toda, tenho a quem recorrer antes que tudo vá ao chão.
Paolo Guerrero chegou assim ao Flamengo.
Com a serenidade de quem sabe o que faz, e que faz como poucos. Trata a bola com carinho diferente, com intimidade de bodas de diamante. Joga fácil, deixa difícil pra quem tenta, sem sucesso, roubar a bola que ele protege como ouro. Por enquanto, parece não precisar de bondes sem freio, selfies desenfreadas ou algo do tipo para se destacar. Ostenta técnica do começo ao fim do jogo. Joga pro time.
Ontem, até mesmo sem precisar abusar muito do seu espírito de guerra, Paolo estreou com gol, assistência e culpa total numa vitória que nem mesmo o mais neurótico dos flamenguistas conseguiu prever na hora da novela. Contagiou o resto do time, que teve uma atuação acima da baixíssima média dos jogos anteriores. Menos erros, menos chutões, um pouco mais de inspiração. Certamente, Guerrero teve grande influência nisso tudo. Ajudou a quebrar um tabu de 13 anos, e mostrou que tem tudo pra ter sido um tiro certeiro.
Uma esperança para os flamenguistas que já enxergavam esse campeonato de cabeça baixa. Parece que não estamos tão perdidos.