Arquivo por Autor | subindoalinha

Quero ver gol

Vinicius Prado Januzzi

Há pouco tempo aqui no Subindo A Linha, meu colega Pedro Abelin comentou sobre o início da Copa do Mundo de Futebol Feminino. O noticiário esportivo, com raras exceções (e eu falo isso como recurso estilístico, porque imagino que o negócio é pra lá de feio mesmo), veicula o torneio por obrigação moral, ou digamos assim, por expiação de consciência. É, é futebol, logo divulgamos, mas é futebol feminino, então…matérias de um minuto ou dois.

Mais surpreendente do que essa faceta extremamente grotesca é outra ainda pior. “Conheça as jogadoras que encantam (dentro e fora de campo)”, “As mais belas jogadoras por seleção nessa Copa do Mundo”, “Bola dentro! Veja as beldades que desfilam em campo.” Seria cômico, não fosse trágico.

Claro que podemos analisar esse fenômeno sob diferentes óticas. Podemos dizer que não é só o jornalismo que é sexista e estúpido, mas que a sociedade é, as pessoas em geral o são, logo os jornais e as mídias só produzem algo que é comercializável, que atrai público, que, enfim, possibilita renda.

Também podemos dizer que não é nada disso, que seja quem seja essa sociedade, claramente machista, o jornalismo de larga escala poderia se opor a essa tendência e produzir materiais de boa qualidade, ressaltando o futebol feminino pelos gols, pelas jogadas, pelas defesas e pelas táticas. Poderíamos ir mais além: jornalistas de todo o mundo, falem da política voltada ao futebol feminino, comentem sobre as políticas de exclusão, sobre os salários risíveis e sobre as precárias condições de trabalho. Engajem-se contra isso.

Há outros que dizem que não há problema nenhuma nessa cobertura. É o jeito como as coisas são; mulher joga bola, mas tem bunda, logo vejo os dois. Se ela está querendo se mostrar dessa forma e eu querendo vê-la assim, que mal há em ambos exercemos nossas liberdades e seguirmos nossos desejos?

Essas questões, é claro, não são reservadas ao mundo das boleiras e dos boleiros. Você já deve ter ouvido falar de Ana Cláudia Lemos, velocista brasileira. Ana Cláudia é medalhista do ouro dos Jogos Pan-Americanos de 2011, atual recordista brasileira sul-americana nos 100 metros rasos e é conhecida, sobretudo, por sua forma física. Em matéria risível de 2011 (http://globoesporte.globo.com/programas/globo-esporte/noticia/2011/05/musa-do-atletismo-promete-chamar-atencao-no-gp-de-uberlandia.html), o GloboEsporte nos brindou com a seguinte manchete: “Musa do atletismo promete chamar atenção no GP de Uberlândia. Além de ser a velocista mais rápida do Brasil, a atleta Ana Cláudia Lemos ostenta medidas bem distribuídas”. Acho que nem preciso argumentar onde se encontram os problemas dessa frase.

Temos uma velocista extremamente competente. Temos uma seleção feminina das melhores do mundo. Nosso time de handebol feminino foi o último campeão mundial. Contra tudo e contra todos, frise-se. Para a mídia esportiva, predominantemente masculina (infelizmente esse blog ainda é composto só por homens), e para o público televisivo, talvez importem outros atributos de nossas atletas. Sem apontar causas e efeitos com relação a essa postura cruelmente machista, porque imagino que o problema é de retroalimentação homicida, ofereço um desafio. Na próxima vez, entre uma bunda e um gol, veja o gol. Veja a atleta, a campeã, a heroína do esporte. Veja o sacrifício e a superação. Em alto e bom som, digo: eu quero ver gol!

Confira quem foram os campeões nacionais neste primeiro semeste

José Eduardo

O Subindo a Linha traz uma lista com as principais equipes campeãs nacionais neste primeiro semestre. Veja:

Alemanha
Bayern Muenchen v VfB Stuttgart - Bundesliga

O Bayern de Munique foi campeão pela 25ª vez, tricampeão seguido e é o maior campeão alemão, bem distante do 2º com mais títulos, o Nurenberg, com apenas 9 conquistas.
A supremacia do time da Baviera também foi gritante dentro do campeonato. O Bayern terminou o campeonato com 10 pontos de diferença para o vice-campeão, Wolfsburg.

Áustria

Bayern-Munich-Bundesliga-champion

O Red Bull Salzburg conquistou seu sexto título da Bundesliga autríaca, o segundo consecutivo. Ainda com o nome Austria Salzburg, o time ainda conseguiu mais duas conquistas, totalizando 8 canecos. Com isso, o time de Salzburg da empresa de energéticos é a segunda maior vencedora da Áustria, ficando atrás apenas do Austria Viena

Bélgica
Gent

O Gent conquistou seu primeiro título belga da história, desbancando os gigantes Anderlecht, Brugge, Standard Liege e o quase homônimo Genk. A equipe da cidade homônima ao time já tem mais de 115 anos e só agora conseguiu a maior glória de sua história. Com a conquista, o Gent está há apenas 32 taças de alcançar o maior vencedor da Jupiler League, o Anderlecht, com 33 canecos.

Bolívia
Bolivar

Se na Bélgica, deu a surpresa, na Bolívia, deu a lógica. O Bolívar se sagrou bicampeão boliviano, totalizando 20 títulos na era profissional e 26 no total. O clube é o maior campeão boliviano, com 12 conquista a mais que o segundo colocado, seu rival The Strongest.

Bulgária
PFC Ludogorets players celebrate with a trophy at end of their Bulgarian Championship final soccer match against CSKA Sofia in Razgrad

O Ludogorets conquistou o tetracampeonato búlgaro. O detalhe é que a equipe não tinha nenhum título sequer antes do tetra. O time que esteve na última Champions League e fez um bom papel contra o Real Madrid agora está há 27 títulos atrás do maior campeão da Bulgária, o CSKA Sofia

Chile
Cobresal

No Chile, outro time conquistou o título inédito. Por lá, o modesto Cobresal se sagrou campeão ao bater as potências Universidades Católica e de Chile e o Colo Colo.
O Cobresal, assim como o Cobreloa, foi fundado por mineiros do norte chileno e quase foi desativado por problemas financeiros. Com uma folha salarial muito menor que a dos rivais, foi campeão em uma rodada pra lá de emocionante, onde venceu seu jogo de virada e viu seu principal rival ao título, a Universidad Católica, abrir 3 a 0 em casa e sofrer o empate nos minutos finais.

Chipre
Apoel

No Chipre, o time recheado de brasileiros venceu mais uma vez. O APOEL, dos canarinhos João Guilherme, Vinicius, Kaká, Vander Vieira e Guilherme Choco faturou o tricampeonato, totalizando 24 conquistas, abrindo 4 de vantagem para o segundo em títulos, o Omonia Nicósia

Colômbia

FINAL COPA POSTOBON

O Deportivo Cali encerrou o jejum de 10 anos sem ganhar o campeonato colombiano e conquistou seu nono título ao bater o Independiente Medellín na final da Liga Postobon. O time verde agora está atrás do Atlético Nacional, outro alviverde, com 14 conquistas, Millonarios, também com 14, e do arquirrival que está pela terceira vez seguida na segunda divisão, o América, com 13 taças.

Croácia
Zagreb

Se existe um campeonato mais desequilibrado que o croata, eu desconheço. O Dinamo Zagreb conquistou nada menos que seu decacampeonato. 10 anos seguidos de hegemonia do time da capital. Desde a independência da Croácia, a equipe conta com 17 conquistas em 24 oportunidades. O campeonato só conta com 3 campeões, o próprio Dinamo (17), o Hajduk Split, com 6 e o NK Zagreb, com uma conquista.

Escócia
Celtic

Sem o rival Rangers, o Celtic continua sobrando. Foi o quarto título seguido da equipe católica. Sem o rival protestante, a equipe alviverde conseguiu diminuir a distância de títulos para 8 (54-46 para o Rangers). E deve continuar diminuindo a diferença, uma vez que a equipe de Ibrox não conseguiu o acesso à primeira divisão, perdendo para o Motherwell a chance de voltar à elite.

Espanha
FC BARCELONA VS DEPORTIVO

O Barcelona conquistou La Liga, com direito a tríplice cora. Campeão do campeonato, da Copa del Rey e da Champions League. Um ano memorável para a equipe catalã.
Agora o Barça tem 23 canecos, contra 32 do Real Madrid. Ainda tem muito chão para percorrer, mas a diferença vem diminuindo na última década.

França
PSG

A nova era do Paris Saint-Germain vai fazendo o clube sobrar na Ligue 1. O PSG conquistou seu tricampeonato, 5º título no total, e está se aproximando do líder em conquistas, o Saint-Etienne, com 10 canecos. Parece questão de tempo para o time da capital francesa se tornar o absoluto no país.

Grécia
Olympiakos

O Olympiakos, definitivamente, dominou a Grécia. O clube conquistou 17 dos últimos 19 campeonatos gregos e deixou seu rival Panathinaikos para trás. A conquista desse ano consagrou o alvirubro pentacampeão, somando 42 títulos contra 26 do alviverde. Detalhe que até 1996, os times estavam empatados em conquistas.

Hungria

O Videoton, ou Fehervar, como é conhecido, foi o campeão na Hungria. O time conseguiu seu modesto segundo título e ainda está muito longe do poderoso Ferencváros, com 28 conquistas.

Holanda
PSV

O PSV foi o grande campeão na Holanda. O clube encerrou o tetracampeonato do Ajax e recuperou a hegemonia. O Ajax, entretanto, ainda é o maior campeão holandês, com 33 troféus contra 21 do clube de operários da Philips.

Inglaterra
Chelsea

Outro novo rico campeão nacional foi o Chelsea. O clube dirigido por José Mourinho e que conta com uma legião de brasileiros conquistou seu quinto título mas ainda está muito longe do maior campeão inglês, o Manchester United, com 20 taças.

Itália
Juve

A Juve continua imparável na Itália. Sem a concorrência de Milan e Inter, a Vecchia Signora conseguiu seu tetracampeonato e acumula, agora, 31 scudettos, contra 18 da dupla milanesa. A torcida da Juventus ainda conta com outras duas taças que lhe foram tiradas por manipulação de resultados.

México

Santos Laguna

O Santos Laguna se sagrou campeão mexicano após uma final eletrizante contra o Queretaro, time do craque Ronaldinho. O Santos aplicou 5 a 0 na primeira partida e parecia estar com o título assegurado. O jogo de volta foi uma surpresa. O Queretaro conseguiu fazer 3 e ameaçou o coração do torcedores do Santos. Verdade seja dita, após o 5 a 0, o título esteve assegurado, mas valeu pelo susto. Este foi o quinto título do time de Laguna, o sétimo maior campeão nacional, com 7 título a menos que o maior detentor de taças, o América. E foi o primeiro vice-campeonato do Queretaro, a melhor participação do clube na Liga MX, justamente com Ronaldinho.

Paraguai

Cerro

Nada de surpresas no Paraguai. Mais uma vez, o Cerro Porteño foi o campeão nacional. O clube encerrou o bicampeonato do Libertad, e agora está a apenas 8 troféus do maior campeão, o Olimpia. O Libertad é o terceiro, com 18 conquistas.

Polônia
Lech Poznan

O Lech Poznan foi o grande campeão polonês. O clube encerrou o bicampeonato do Legia Varsóvia e vai se aproximando dos maiores campeões, o Ruch Chórzow e o Górnik Zabrze, clube que não são campeões desde 1989 e 1988, respectivamente. Desde o último título da dupla, o Lech levantou 5 canecos.

Portugal
Benfica

Mais uma taça para o Benfica. O maior campeão português, com 34 títulos, conseguiu mais um bicampeonato em sua história e abriu 7 de diferença para o Porto e 16 para o rival Sporting. Soberania vermelha.

República Tcheca
Viktoria

O Viktoria Plzen conquistou seu terceiro caneco e se juntou a Slavia Praga e Slovan Liberec como segundo maior campeão tcheco. O líder em conquistas é o soberano Sparta Praga, com 12 títulos. Detalhe para a ascenção do Plzen, que conquistou seus 3 títulos em 5 anos.

Romênia
Steaua

Mais um título para o único romeno campeão europeu. O Steaua Bucareste conquistou o tricampeonato nesta temporada e abriu 8 de diferença para o segundo maior campeão, o Dinamo Bucareste.

Rússia
Zenit

O Zenit encerrou o bicampeonato do CSKA e é o campeão russo. O clube é o terceiro maior detentor de títulos do jovem Russão. O Maior campeão continua sendo o Spartak Moscou, com 9 conquistas, mas que não é campeão ha 14 anos. O segundo maior é o CSKA, com 5 e aí aparece o Zenit, com 4 troféus.

Sérvia
Partizan

O Partizan Belgrado é, mais uma vez, campeão sérvio. O time de origem comunista, do exército da Sérvia, faturou o 26º título e empatou em número de conquistas com seu maior rival, o Estrela Vermelha, do exército sérvio. A rivalidade intensa fora e dentro dos campos continua forte na sala de troféus

Suiça
Basel

O domínio do Basel é imparável. O clube alcançou o hexacampeonato nesta temporada, 18º título no total e, de quebra, se tornou o segundo o maior campeão suiço. O time da Basileia ultrapassou o Servette e agora está atrás, apenas, do Grasshopper. O caminho ainda é longo, faltam 9 títulos para alcançar o maior campeão suíço. Mas, no embalo que o clube encontra-se, é possível sonhar.

Turquia
Galatasaray

O campeonato turco tem novo líder em títulos. O Galatasaray venceu a edição 2014/15 e é o líder em conquistas, com 20 troféus. O Fenerbahçe, com 19, continuou em segundo, enquanto o Besiktas estacionou nos 13.

Ucrânia
Dinamo

Fim de festa para o brasileiríssimo Shakhtar Donetsk. O clube que conta com 13 brasileiros no elenco viu o sonho do hexacampeonato acabar com a guerra civil na Ucrânica. O Shakhtar foi obrigado a jogar Lviv, a 1200 km de distância de sua cidade-sede. Quem não tem nada a ver com isso é o Dinamo de Kiev, que voltou a conquistar a taça após 6 anos e continua sendo o maior campeão do país, com 14 títulos, contra 9 do rival Donetsk.

Uruguai
nacional

O Nacional conquistou seu 45º título uruguaio de forma emocionante. O clube só precisava vencer o maior rival, o Peñarol para ser campeão do turno e, consequentemente, do campeonato, enquanto os carvoeiros precisavam vencer a partida para conquistar o turno e forçar mais duas, na final geral. Que incrível o que aconteceu.

O Nacional vencia por 2 a 0 quando os carvoeiros conseguiram diminuir. Mais tarde, Rodriguez, do aurinegro, foi excluído de jogo. 5 minutos depois e pênalti para o Peñarol. Gol e prorrogação. Na segunda etapa do tempo extra, o Nacional voltou a ficar na frente do marcador. Mais tarde, pênalti para o Nacional. A torcida aurinegra, enfurecida, atacava os policiais com pedaços das cadeiras do estádio. A partida foi paralisada por 11 minutos. Na volta ao jogo, o experiente Recoba errou a cobrança, dando sobrevida aos Carvoeiros. Mas já era tarde. O juiz encerrou a partida antes do tempo e o título ficou com o Nacional.

Os carvoeiros continuam sendo líderes em taças, com 49, mas viram seu rival encostar, com 45.

Venezuela
Táchira

O Deportivo Táchira sagrou-se campeão venezuelano pela oitava vez. O Táchira se tornou o segundo maior campeão do emergente Venezuelano superando, justamente o maior campeão, o Caracas, de 11 conquistas.

RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO – 7ª RODADA

Mas que beleza!
Dos 24 gols nos dez jogos da rodada, vários podem ser considerados golaços.
Tiveram os chutes no ângulo de fora da área. Os bicudos de rara felicidade do Souza e do Anderson Lopes e as faltas cobradas por Jadson, com muita categoria, e Rodrigo, com muita força.
Outras finalizações não foram tão plásticas, mas tiveram uma eficiência elegante: a cabeçada de Rafael Marques, o chute de Jean e o segundo gol de Maikon Leite.
E teve ainda a linda troca de passes que resultou no gol de Nilmar em Itaquera.
Palmas.

QUARTA-FEIRA

ATLÉTICO-MG 2X2 SANTOS
INDEPENDÊNCIA – PÚBLICO: 10.536

O Peixe, que vinha tropeçando, conseguiu roubar um importante ponto no Horto, onde o Galo não tem tido sucesso – no Independência venceu apenas o agonizante Vasco. Depois de sair atrás com gol de Ricardo Oliveira, o Atlético conseguiu a virada, mas cedeu o empate a Gabigol, ainda no começo do segundo tempo. O resultado irritou os atleticanos, que chegaram a pedir a demissão do técnico Levir Culpi.

SÁBADO:

CORITIBA 0X1 FLAMENGO
COUTO PEREIRA – PÚBLICO: 12.043

Para um time que faz a campanha que faz o Coxa, 12 mil torcedores foi um excelente público. O Coritiba venceu apenas um jogo e perdeu todos os outros, campanha pífia que levou alguns torcedores a tentarem invadir o vestiário após a partida. A vitória rubro-negra – com gol de Eduardo da Silva no começo do jogo – foi a segunda seguida e é importante para o time de Cristóvão Borges, o primeiro acima da zona de rebaixamento.

CHAPECOENSE 0X1 SÃO PAULO
ARENA CONDÁ – PÚBLICO: 8.712

O São Paulo venceu a primeira fora de casa no BR 15, a primeira contra a Chapecoense em campeonatos brasileiros e assumiu a liderança do Campeonato Brasileiro. Após o golaço de Souza, aos 5 do primeiro tempo, o Tricolor se fechou e deu campo para a Chapecoense, que era perigosa principalmente pelos lados de campo. Foi a segunda vitória em dois jogos sob o comando de Juan Carlos Osorio.

CORINTHIANS 2X1 INTERNACIONAL
ARENA CORINTHIANS – PÚBLICO: 27.270

Um grande jogo e o maior público da rodada! Na despedida de Emerson Sheik, o Corinthians saiu atrás com um belo gol de Nilmar. A virada corinthiana foi contruída com também belos gols: a cobrança de falta perfeita de Jadson e o rebote que Vagner Love pegou após Renato Augusto dar uma caneta e carimbar a trave. Após o jogo, a provocação do telão da Arena (#poenodvd) gerou reclamação de Tite e constrangimento para o Timão.

VASCO 1X3 CRUZEIRO
SÃO JANUÁRIO – PÚBLICO: 5.505

O respeito voltou para longe do Vasco. Com mais que o dobro de torcedores que o último jogo na Colina (!), o time cruzmaltino foi presa fácil para o Cruzeiro 100% de Luxemburgo (três vitórias em três jogos). Foram dois gols de Leandro Damião e um de Charles antes de Rodrigo fazer um golaço de falta, que de nada serviu para o moral vascaíno. Esse é o pior início de Brasileiro do Vasco na história dos pontos corridos (E-E-E-D-D-D-D)

SPORT 2X1 JOINVILLE
ILHA DO RETIRO – PÚBLICO: 11.020

O Sport se mantém invicto e no G-4! Com dois gols de Maicon Leite (!!!), o Leão despachou o frágil Joinvile, que ao menos conseguiu fazer seu segundo gol na competição em cobrança de falta do eterno Marcelinho Paraíba. O time pernambucano é o único a frequentar o G-4 em todas as sete rodadas do BR-15

DOMINGO

PONTE PRETA 0X0 GOIÁS
MOISÉS LUCARELLI – PÚBLICO: 9.480

No Jogo Bosta da Rodada, a Macaca manteve a sua invencibilidade. O destaque do jogo foi a volta da torcida da Ponte, que fez um belo espetáculo (como costuma fazer) cantando até o fim do jogo. Para o Goiás, o ponto roubado fora de casa ficou de bom tamanho. Destaque para a fenomenal finalização de Roni, que entrou por uma das janelas da ambulância ao lado do campo e saiu pela outra.

PALMEIRAS 2X1 FLUMINENSE
ALIANZ PARQUE – PÚBLICO: 26.181

Outro bom jogo na rodada e outra boa virada do mandante paulista. No primeiro tempo o Fluminense foi superior e saiu na frente com o belo chute de Jean, mas o Palmeiras empatou com a cabeçada de Rafael Marques, após cobrança de Cleiton Xavier. O Verdão voltou melhor e, após duas expulsões para o Flu, conseguiu a virada aos 45 do segundo tempo. Cristaldo precisou pegar dois rebotes, mas conseguiu levar à loucura o numeroso público palestrino.

GRÊMIO 2X1 ATLÉTICO-PR
ARENA GRÊMIO – PÚBLICO: 19.625

Contra o então líder do campeonato, o Grêmio conseguiu a terceira vitória no campeonato – a terceira seguida em casa. Com uma atuação ruim do craque Walter, o Furacão até chegou a empatar, mas viu sua cria Rhodolfo (jogou no Atlético-PR entre 2002 e 2010) fazer o gol da vitória gremista. O Tricolor chegou à sétima posição e o rubro-negro paranaense ainda é o vice-líder.

AVAÍ 1X1 FIGUEIRENSE
RESSACADA – PÚBLICO: 8.041

Após a igualdade no clássico, jogadores do Avaí e o técnico Gilson Kleina reclamaram bastante de uma penalidade não marcada já no fim do jogo. A verdade é que o empate – com um gol de Marquinhos e um puta golaço de Anderson Lopes – não agradou a nenhuma das equipes, ambas candidatas ao rebaixamento. Por enquando, o Avaí ainda é o nono colocado; o Figueira é o 15º.

Dois Maracanãs

“Será” que o público do Maracanã mudou?

Raphael Felice

O Maracanã, um dia, foi o maior estádio do mundo. Desde a sua construção, passou por uma série de obras. Por um bom tempo teve as famosas gerais, cadeiras azuis (no lugar do antigo setor de geral) colocadas para os jogos Pan Americanos, mas até aí, o estádio tinha sua identidade intacta.
Eis que 2014 o Brasil é escolhido para sediar a Copa do Mundo e claro, mais uma vez o emblemático Maracanã fora escolhido para ser o palco da final e novamente, passou por mais uma recauchutagem. As obras, tinham tudo para fazer o templo do futebol mundial ainda mais bonito e imponente. Mas a recauchutagem, se revelou uma mutilação e numa multiplicação ao mesmo tempo. O Maracanã havia virado dois. Após ficar pronto, ele se tornou o Novo Maracanã. O antigo foi mutilado, as únicas “semelhanças com o Maraca original são as lembranças, histórias e claro, sua localização. O estádio mais representativo do futebol brasileiro, (quiçá mundial) detentor do recorde de público em uma partida de futebol, teve sua essência perdida, por conta de exigências com fins totalmente corrupto-financeiros da FIFA e aceitas prontamente pela também nada honesta e incompetente CBF.
Mas isso não é o mais grave. As obras superfaturadas (assim como todos os estádios da Copa) do Maracanã, juntamente a administração “gourmetizada” do estádio foram sentidas. E advinha quem pagou, ou melhor, não está podendo pagar o pato de tamanho descaso e corrupção? O torcedor, os “geraldinos” os frequentadores “eternos” do Maracanã não podem mais acompanhar seu time do CORAÇÃO de forma assídua no estádio, devido ao preço elevado dos ingressos. Já não bastasse o futebol de baixo nível, o torcedor que mora nas favelas cariocas (que sempre foi grande frequentador dos estádios) muitas vezes não dispõe de 60 reais o ingresso mais barato) para ir ao jogo do seu time. O mesmo cara que pagava menos (bem menos) para assistir um jogo em épocas onde o campeonato brasileiro era o melhor ou um dos melhores do mundo, é “obrigado” a pagar um valor muito superior para assistir o seu time, num campeonato taticamente atrasado e de nível técnico baixo se comparado aos grandes centros da Europa.

Não estou dizendo que rico não sabe torcer e nem que os estádios não devam ser modernizados. O que eu, e todos os amantes do futebol queremos é que nossos costumes e a história dos nossos estádios sejam respeitados. Acima disso, desejamos que todo o torcedor tenha mínimas condições de prestigiar a sua grande paixão. Futebol não é apenas um espetáculo que as pessoas vão para admirar e aplaudir, não é uma peça de teatro ou um filme. Futebol envolve paixão, amor e todos os sentimentos existentes no mundo. “Apenas” por isso, cobrar preços justos e acessíveis para que todos nós, APAIXONADOS possamos apoiar, sentir e viver a emoção de jogar junto com nossos times do coração em qualquer estádio. Por um futebol com menos fãs e mais TORCEDORES.

Guia do Brasileirão Subindo a Linha – Parte 4

José Eduardo

Corinthians
Tite
(Tite vai ter trabalho difícil para remontar o time)

Ponto forte: Defesa
Ponto fraco: Ataque
Fique de olho: Malcom
Time base: Cássio, Fagner, Gil, Felipe (Edu Dracena), Fábio Santos, Ralf (Bruno Henrique), Elias, Renato Augusto, Jadson, Mendoza (Malcom), Vagner Love (Romero)

O sonho do corintiano durou pouco. Melhor time do Brasil no início, o Timão sofreu baixas irreparáveis e sofre para manter os craques que faltam.

A justificativa é simples: acabou o dinheiro. A conta dos gastos exorbitantes que o time fez para construir e manter o estádio e para fazer um time competitivo chegou. O dinheiro investido em Pato, Guerrero, Tite e outros faz falta agora.

Os heróis do glorioso ano de 2012 já foram embora, juntos, para o Flamengo. Ralf e Elias também podem sair.

Mas o Corinthians continua com três trunfos. O primeiro, o fator casa. O corintiano soube transformar Itaquera em sua casa. Tirar pontos do Timão lá será quase impossível.

O segundo trunfo é a zaga. Mantida a base desde 2011, mesmo com a troca de Alessandro e Paulo André por Fagner e Felipe, respectivamente, o time continuou com a mesma solidez e o mesmo espírito de jogo. E a dupla de volantes Ralf e Elias se conhecem muito bem e ainda apoiam o ataque. Fazer gols no Corinthians será quase impossível.

Por fim, no banco de reservas está Tite. Talvez o maior conhecedor dos meandros do clube, Tite teve um ano sabático, aprendeu, estudou, e vem ainda melhor para voltar a dar glórias ao Timão.

O ponto fraco é o ataque. O desmanche que tirou Sheik e Guerrero deixou Mendoza, Malcom, Vagner Love e Romero. À exceção dos dois primeiros, o ataque é mediano para ruim. Vagner Love não é mais o mesmo, lento e impreciso. E Romero é ainda mais impreciso.

Se mantiver Malcom, joia da base, o Corinthians pode fazer seus golzinhos. Mas deve desfalcar o Timão por mais algumas semanas, porque está no mundial sub-20. Mendoza é rápido e tático. Um bom ponta.

Se não vender ninguém, poucos gols, vitórias por 1 a 0 e jogos sonolentos serão, novamente, a tônica do Corinthians. Se vender, poucos gols e derrotas.

Aproveitando a fragilidade dos outros clubes, por enquanto, ficaria em um quinto lugar, torcendo para o Internacional vencer a Libertadores para abrir uma vaga na competição sulamericana.

Palpite: BRIGA PELA LIBERTADORES

Palmeiras

(A torcida abraçou o time)

Ponto forte: Dinheiro
Ponto fraco: Retrospecto
Fique de olho: Dudu
Time base: Fernando Prass, Lucas, Victor Ramos (Jackson), Vitor Hugo (Tobio), Egídio (Zé Roberto), Gabriel (Amaral), Arouca (Robinho), Zé Roberto (Cleiton Xavier), Dudu (Valdívia), Rafael Marques (Leandro Pereira), Kelvin (Alecsandro)

Incrível o que a diretoria alviverde fez neste início de ano. Foram nada mais, nada menos que 22 jogadores contratados. Dois times completos.

Reflexo disso é a dúvida de qual será o time titular do Palmeiras com a chegada de Marcelo Oliveira, que vem substituir o recém-demitido, Oswaldo de Oliveira

No início do ano, as expectativas não poderiam ser melhores. Ótimos jogadores, contratações atravessando os rivais, como o caso de Dudu, dirigente e técnico bicampeões brasileiros.

Mas o que se viu em campo com Oswaldo foi o oposto. O time não entrosou e a torcida, nervosa, espera pelos resultados. A defesa ainda comete erros bobos. O ataque não produz. O meio-campo não fornece jogadas para os homens de frente.

Com a chegada de Marcelo, o time volta a figurar entre os favoritos. A sintonia com Alexandre Mattos já deu resultado. O desafio do treinador é mostrar para a torcida palmeirense que é possível ser campeão. O palestrino mais otimista está cansado de fazer boas campanhas e morrer na praia. Ou pior, lutar contra o rebaixamento.

A torcida já abraçou o clube. A média de público é a mais alta do futebol brasileiro. E ela merece ambições maiores, assim como Marcelo Oliveira. Chutado após subir o Cruzeiro de patamar no futebol sulamericano, o competente treinador tem a faca e o queijo para continuar sua carreira de sucesso. Basta mostrar para os jogadores, como disse Zé Roberto, que o Palmeiras é grande.

Palpite: VAGA NA LIBEERTADORES

São Paulo
M1to
(O Mito quer se despedir com mais uma taça)

Ponto forte: Elenco
Ponto fraco: Diretoria
Fique de olho: Rogério Ceni
Time base: Rogério Ceni, Bruno, Rafael Tolói, Dória, Reinaldo (Carlinhos), Hudson (Wesley), Denílson, Michel Bastos, Souza, Ganso, Luís Fabiano (Pato)

Time de vídeo game. O São Paulo é, no papel, o melhor time do campeonato brasileiro. Tem jogadores de copa do mundo: Rogério Ceni, Michel Bastos, Luís Fabiano; tem jogadores de seleção Olímpica: Rafael Tolói e Dória; tem jogadores apontados como gênios mas que não vingaram: Ganso e Pato. Mas não tem tranquilidade.

Desde o tricampeonato brasileiro 2006-08, o São Paulo não sabe o que é jogar tranquilo. A pressão veio das arquibancadas, da diretoria e dos próprios jogadores. O clube alcançou um patamar jamais igualado no futebol nacional. E é assim que o tricolor chega para mais uma tentativa de ser o melhor time brasileiro.

O presidente Carlos Miguel Aidar já havia dado o recado para o ex-técnico, e ídolo, Muricy Ramalho: “Nós vamos ser campeões com ele. Está devendo essa para gente. Nós montamos o time que ele quis. Ainda quer um “jogadorzinho”, mas com o que tem agora ele precisa ganhar. Quem vai cobrar publicamente dele sou eu. Não é mais ele que cobra da diretoria”.

Mas não é só com 11 jogadores que se faz um time. É com o apoio da torcida, confiança dos jogadores, alegria. E isso está difícil de se ver no São Paulo.

A fórmula é simples: se o time conseguir confiança, pode ser campeão. Se a diretoria continuar interferindo no moral dos jogadores, problemas à vista. Basta o melhor time no papel se transformar no melhor em campo.

Para isso, o papel da torcida é fundamental. Mas a diretoria também não enxerga isso. Preços exorbitantes afastam o torcedor, que comparecem em baixo número no Morumbi.

Rogério Ceni já disse que só joga até o final do ano. O maior jogador da história tricolor merece se aposentar com um título. Cabe à diretoria entender o que precisa ser feito.

Palpite: BRIGA PELO TÍTULO

Atlético-MG
galo
(O Caldeirão do Horto vai embalar o Galo)

Ponto forte: Raça
Ponto fraco: Retrospecto
Fique de olho: Luan
Time base: Victor, Marcos Rocha (Patric), Leonardo Silva, Jemerson, Douglas Santos, Rafael Carioca, Giovanni Augusto (Guilherme), Dátolo, Luan, Lucas Pratto, Carlos(Thiago Ribeiro)

O Galo encantou o Brasil com decisões impressionantes, viradas espetaculares e títulos brilhantes. O futebol era ora vistoso ora dúbio. Mas em competições mata-mata, não tinha jeito, era Galo na cabeça.

Nos pontos corridos, entretanto, a raça não era suficiente. Pontos perdidos, erros bobos e irregularidade ameaçavam a supremacia do time alvinegro. E o Galo, que não é campeão brasileiro desde 1971, chega nesta edição do Brasileirão desconfiado.

A torcida já está impaciente após derrota para o Cruzeiro e empate com o Santos, em casa. A ideia de mais uma vez ter um timaço e passar em branco no campeonato assombra os atleticanos.

O time é excelente, novamente. Rápido e criativo, o time conta com Luan e Dátolo na criação e saída de jogo, uma zaga quase impecável e um lateral direito que já foi convocado para a seleção. Com uma lesão, Marcos Rocha não pode jogar e é seu substituto que sofre com a pressão da torcida.

Se o Galo se mantiver raçudo, consegue ir muito longe. E o trabalho de Levir Culpi dá esperanças ao torcedor.

Para facilitar seu trabalho rumo ao título, o atleticano pode estar torcendo para o Internacional vencer a Libertadores e deixar o caminho livre para o bicampeonato alvinegro.

Palpite: BRIGA PELO TÍTULO

Internacional
Valdivia
(Com o xodó Valdívia, este é o ano do Inter)

Ponto forte: Elenco
Ponto fraco: Libertadores
Fique de olho: D’alessandro
Time base: Alisson, William, Juan, Ernando, Geferson, Rodrigo Dourado, Aránguiz, D’alessandro, Eduardo Sasha, Nilmar(Valdívia), Lisandro López

O que é este Internacional? Semifinalista da Libertadores, pentacampeão gaúcho, o Colorado vem, mais uma vez, cotado como favorito ao título. Mas desta vez é diferente.

O Colorado realmente é o melhor elenco do país. Diferentemente do São Paulo, que tem o melhor time no papel, o Inter tem um excelente time no papel, e um melhor ainda em campo. E um banco de reservas invejável.

Imagine você em que colocação estaria este time no brasileiro: Muriel, Claudio Winck, Réver, Paulão, Alan Ruschel, Nicolás Freitas, Nilton, Wellington, Alex, Anderson, Valdívia. No banco, ainda, Dida, Alan Costa, Léo, Martin Luque, Jorge Henrique e Rafael Moura. Eu diria que no g4 ele estaria. E este é o time reserva.

Realmente, o elenco colorado é um esquadrão. A força na Libertadores, graças a esse calendário esdrúxulo, é o ponto negativo do Inter no Brasileirão. O time está nas semifinais e terá difícil batalha contra o Tigres do México, podendo chegar à final contra o River Plate. O desgaste e um possível relaxamento após um título provável Colorado podem inviabilizar a conquista nacional. Mas com um elenco tão forte, o time ainda pode sonhar alto. Ser campeão estadual, nacional e continental no mesmo ano. Quem sabe até ser campeão mundial.

A expectativa é alta e a torcida sabe disso. Colocou mais de 40 mil torcedores em pleno domingo às 11h da manhã. É o ano colorado.

O time ainda pode contar com uma torcida extra para a conquista da Libertadores. Isto porque, com o triunfo, abriria, assim, uma vaga para a competição do ano seguinte para o quinto colocado do Campeonato Brasileiro. E o Inter poderia acabar esquecendo da disputa do nacional.

O palpite não poderia ser diferente:

Palpite: FAVORITO AO TÍTULO

Podcast – Prévia Timão x Inter, Coxa x Fla

O Subindo a Linha faz a prévia dos jogos Corinthians x Internacional, comentando a situação atual dos clubes e Coritiba x Flamengo, com um debate sobre a maior necessidade do Fla: um camisa 10.

Confira o Podcast na Íntegra

Guia do Brasileirão Subindo a Linha – Parte 3

José Eduardo

Os times de hoje são Fluminense, Flamengo, Cruzeiro, Sport e Grêmio. Os times devem integrar a lista dos coadjuvantes da parte de cima da tabela. Vai ser difícil tirar pontos deles, mas não impossível.

Fluminense
Fred
(O ídolo Fred terá de comandar a meninada do Flu rumo ao topo)

Ponto forte: Fred
Ponto fraco: Dinheiro, ou falta dele
Fique de olho: Gerson
Time base: Diego Cavallieri, Renato, Gum, Antônio Carlos, Giovanni, Edson, Jean, Wagner, Gerson, Vinicius, Fred

Outro clube que viveu um início de temporada terrível por motivos financeiros foi o Fluminense. O tricolor encerrou uma parceria de 15 anos com a patrocinadora Unimed, principal aliada do clube para trazer jogadores.

Sem a Unimed, o Nense teve de vender grande parte do seu Time de Guerreiros. Conca, Sóbis, Chiquinho, Bruno, Valencia, Cícero e Walter deixaram o clube que encontrou dificuldades para contratar jogadores bons e baratos.

Uma dessas boas contratações foi Vinicius. O jogador ex-Náutico se encaixou bem no meio-de-campo. Unindo os ídolos restantes, como Cavallieri, Gum e Fred, com jogadores da base, o Flu, que poderia ser apontado como possível rebaixado no início do ano, busca a parte de cima da tabela.

O jovem Gerson é a promessa do clube. O jogador já está sendo procurado por Juventus e Barcelona e, se ficar pode ajudar bastante o time das Laranjeiras.

Palpite: MEIO DA TABELA

Grêmio
Roger
(Roger tenta repetir o sucesso que teve como jogador, agora no banco)

Ponto forte: Roger Machado
Ponto fraco: Banco de Reservas
Fique de olho: Luan
Time base: Marcelo Grohe, Rhodolfo, Pedro Geromel, Marcelo Oliveira, Walace (Fellipe Bastos), Maicon, Luan (Douglas), Giuliano, Pedro Rocha, Yuri Mamute

O tricolor gaúcho perdeu as principais peças para a temporada. Com a política de reduzir a folha de pagamento, o Grêmio negociou Barcos, Marcelo Moreno, Kléber (que estava afastado), Matias Rodríguez, Riveros, Werley, Bressan, Zé Roberto, Pará e Dudu.

A missão do ex-técnico Luiz Felipe Scolari era quase impossível. E o comandante do 7 a 1 fez jus ao passado recente. Abandonou o time e foi ao vestiário com a bola ainda rolando, contra o Veranópolis, pelo campeonato gaúcho, perdeu a decisão para o Inter e foi demitido.

Mas a chegada de Roger, campeão da Libertadores 1995 com o clube, deu ânimo o Imortal.
Considerando as limitações do time, Roger conseguiu incentivar os jogadores da base que, com velocidade, fazem do ataque sempre morno do Grêmio uma boa opção.

A zaga se manteve como no ano anterior. Sólida e difícil de ser penetrada.

O jovem Luan é quem controla as saídas de bola e criação do Grêmio, com ajuda do ex-colorado Giuliano. O experiente Douglas, com Roger, acabou sacado dos 11 titulares mas ainda é uma boa opção.

Mas a falta de cancha e rodagem dos jogadores pode pesar em jogos fora da Arena (confesso que havia escrito Olímpico e corrigi. Saudades!)

Palpite: MEIO DA TABELA

Sport
Leão
(O rugido do leão cada vez mais alto)

Ponto forte: Eduardo Baptista
Ponto fraco: Banco de Reservas
Fique de olho: Diego Souza
Time base: Magrão (Danilo Fernandes), Samuel Xavier, Matheus Ferraz, Durval, Renê, Rithely, Wendel, Diego Souza, Élber(Neto Moura), Maikon Leite, Mike

Único representante do Nordeste na Série A, o Sport tem que estar confiante. A diretoria agiu com profissionalismo invejável e entra na competição empolgando o Brasil.

O primeiro acerto foi a manutenção do técnico Eduardo Baptista. O comandante entra na sua segunda temporada à frente do Leão com o sentimento de que se pode fazer história.

O Leão iniciou a temporada avassalando o Campeonato Pernambucano. O terceiro lugar após a final com o Salgueiro esconde a campanha do time na primeira fase (ou segundo turno, onde os times que disputam a Copa do Nordeste entram). Foram 10 jogos, com 8 vitórias, duas delas contra o Náutico e uma goleada pra cima do Santa Cruz.

Na Copa do Nordeste, o time chegou às semifinais, sendo eliminado pelo Bahia na Fonte Nova.

Mas no Campeonato Brasileiro, o time entra na 7ª rodada invicto e com um grande futebol. Diego Souza chama a responsabilidade e a experiência de Durval e Wendel segura a defesa.
A nota triste é a negociação do jovem Joelinton para o Hoffenheim, da Alemanha. Por isso, o Leão não chegará ao g4 mas fará uma excelente campanha, representando muito bem o Nordeste

Palpite: VAI DAR TRABALHO

Flamengo
Shiek
(Sheik volta para tentar, novamente, fazer história)

Ponto forte: Guerrero
Ponto fraco: Defesa
Fique de olho: Alan Patrick
Time base: Paulo Victor, Pará (Luiz Antônio), Wallace, Samir, Armero, Jonas, Márcio Araújo, Canteros, Alan Patrick (Gabriel), Emerson (Eduardo da Silva), Guerrero (Marcelo Cirino)

As contratações neste meio de ano elevaram o Flamengo de um possível rebaixado para um time que busca o topo.

O Fla iniciou a temporada criticado por ter contratado apenas Jonas e Marcelo Cirino para reforçar o time que passou dificuldades na temporada passada.

No Carioca, não convenceu. Chegou às semifinais mas foi eliminado pelo Vasco. Mas a diretoria, que vem fazendo um bom trabalho de re-estruturação financeira, resolveu abrir os cofres e contratar os herói da Libertadores do Corinthians – Sheik – e do mundial do Timão – Guerrero. Além deles, Alan Patrick promete dar um jeito no meio campo flamenguista que sofre dificuldades para criar jogadas.

O problema é que o trio deve demorar a estrear. Até lá, a maior torcida do mundo deve ficar preocupada com os gols bobos que o time vem sofrendo e com a falta de tentos marcados.

Se o time der liga, empolga. Se não, problemas à vista. Mas a lógica é o time demorar para entrosar mas ganhar respeito e pontos ao longo do campeonato.

Palpite: VAI DAR TRABALHO

Cruzeiro
Fábio
(O bicampeão brasileiro é passado)

Ponto forte: Retrospecto
Ponto fraco: Diretoria Amadora
Fique de olho: De Arrascaeta
Time base: Fábio, Mayke, Manoel (Dedé), Bruno Rodrigo, Mena (Fabrício), Henrique, Willians, Arrascaeta(Alisson), Marquinhos, Willian, Leandro Damião

O atual bicampeão brasileiro entra com o moral baixo no Brasileirão. Após ver a diretoria vender 5 titulares do bicampeonato e mais os principais reservas, e dispensar o técnico Marcelo Oliveira, o Cruzeiro busca fazer um papel digno na edição deste ano.

O destaque vai para o jovem de Arrascaeta, que, com apenas 20 anos, é o destaque das contratações, ao lado de Leandro Damião.

Outro ponto positivo foi o fim do tabu de 11 jogos sem vencer o rival, que foi findado na última rodada, em pleno Horto.

A vida do Cruzeiro será complicada neste campeonato, já que de Arrascaeta desfalca o Cruzeiro para vestir outro manto celeste, o do Uruguai pela Copa América.

Sem o craque, o recém-chegado Vanderlei Luxemburgo terá de quebrar a cabeça para montar o time.

O treinador campeão da tríplice coroa em 2003 com o clube já conseguiu 2 vitórias nas duas primeiras rodadas. Mas o trabalho será de recuperação, na tabela e do ego do time, acostumado com o topo.

Palpite: BRIGA PELA LIBERTADORES