Arquivo por Autor | subindoalinha

Prévia Subindo a Linha – Copa América

Confira Falcão, João, José Eduardo e Rafael Montenegro comentando a Copa América que inicia hoje, a situação da CBF, Neymar, torcida e muito mais

Clique e ouça

Podcast – Subindo a Linha Comenta a Final da Champions League

Confira Falcão, João, José Eduardo e Rafael Montenegro comentando a final da Champions League e a atuação de Neymar no podcast:

Confira o Podcast na Íntegra

Guia do Brasileirão Subindo a Linha – Parte 2

José Eduardo

Os times de hoje são os supostos 16º,15º,14º,13º e 12º colocados. Os famosos coadjuvantes. Confira:

Chapecoense
Chapecoense
(A Arena Condá terá de funcionar para a Chape ficar na primeirona)

Ponto forte: fator mandante
Ponto fraco: fator visitante
Fique de olho: Camilo
Time base: Danilo – Apodi – Vilson – Rafael Lima – Dener Assunção – Abuda – Elicarlos – Gil – Camilo – Ananias – Roger

Após se salvar do rebaixamento no ano passado, a Chape vem para se firmar. Apostando em medalhões como Vilson, Apodi, Ananias, Roger, Edmilson, Abuda, Elicarlos e Gil e mantendo os maiores ídolos da atualidade do clube, Danilo, Camilo e Bruno Rangel, o time mostra que pode se manter de novo na primeira divisão.

O clube vem com uma excelente campanha nos seus domínios e uma campanha ridícula fora deles. São 3 vitórias e 3 derrotas até aqui. A pulga atrás da orelha incomoda porque das vitórias em casa, uma foi contra os frágeis Joinville e Coritiba e uma das derrotas foi contra o Flamengo, momentaneamente sem vitórias no Brasileirão.

O time não empolgou no catarinense mas não fez feio. Foi o terceiro colocado, no campeonato que contava com 4 times da elite nacional.

Mas se continuar vencendo em casa e perdendo fora, a Chape fica com 57 pontos e se livra tranquilamente do rebaixamento. Com um tropeço ou outro e, como os jogadores dificilmente sairão do clube por serem velhos conhecidos dos grandes brasileiros e não terem tido boas passagens por eles, a Chape se salva, mas com dificuldades.

PALPITE: SE SALVA POR POUCO

Figueirense
Figueirense v Sport - Brasileirao Series A 2014
(A sintonia Argel-Figueirense deu liga)

Ponto forte: Argel Fucks
Ponto fraco: Inexperiência
Fique de olho: Carlos Alberto
Time base: Alex Muralha, Leandro Silva , Marquinhos, Thiago Heleno, Cereceda, Paulo Roberto, Fabinho, Marquinhos Pedroso, Yago, Clayton, Everaldo

De virtual rebaixado a um time seguro, o Figueirense mudou completamente após a chegada de Argel Fucks no decorrer do campeonato brasileiro de 2014.
Argel deu uma cara ao time, assumiu as limitações e montou uma equipe que joga de forma segura na defesa e sai bem para os ataques.

Não é um time de encher os olhos, mas, com a folha salarial e qualidade técnica do time, o Figueirense é uma grata surpresa.

A incógnita, por enquanto muito positiva, é Carlos Alberto. Com passagens apagadas e/ou vergonhosas por Botafogo, Goiás e Vaco, o campeão mundial de 2004 com o Porto tem a chance de se re-erguer.

Além disso, o Figueira finalmente aprendeu a fazer valer seu mando de campo. A torcida não faz do estádio um alçapão, mas o próprio time conseguiu se sentir em casa. Vai ser difícil conseguir pontos no Orlando Scarpelli.

O Figueira tem duas opções no campeonato: manter a base e, principalmente, o técnico ou, quando vierem as derrotas, demiti-lo e, assim, cair. Por via das dúvidas, uma provável 14ª colocação para o time do continente de Florianópolis parece apropriada.

PALPITE: SE SALVA SEM SUSTOS

Atlético-PR
Arena
(A Arena cinza cada vez mais vermelha)

Ponto forte: Arena da Baixada
Ponto fraco: Walterdependência
Fique de olho: Douglas Coutinho
Time base: Weverton, Eduardo, Gustavo, Kadu, Natanael, Otávio(Deivid), Hernani, Nikão, Marcos Guilherme, Walter, Douglas Coutinho

Surpresa do campeonato brasileiro até aqui, o Atlético fez um Campeonato Paranaense ridículo. Teve de disputar o quadrangular de descenso, mas saiu fortalecido.

A vitória de 7 a 0 sobre o Nacional ainda na primeira fase do estadual fez surgir uma pitada de esperança no torcedor rubro-negro. Mas o time não fez mais nada até a chegada do maior atacante do Brasil, Walter.

O ex-jogador do Fluminense mostrou a que veio. Ele gosta de ser protagonista. Não quer ficar de coadjuvante, tocando bola para o Fred, ele quer os holofotes. E no Atlético, ele conseguiu encontrar seu futebol.

O problema do Furacão é justamente a Walterdependência. Sem ele, o time pode voltar a jogar o futebol pífio do estadual. O ataque é inexperiente, mas muito talentoso. Douglas Coutinho(21) e Marcos Guilherme(19) são a demonstração de um trabalho magnífico da base atleticana.

A falta de jogadores no banco e uma zaga menos confiável que o ataque fazem do futuro do Furacão uma queda. E metade das partidas não serão na Arena da Baixada. O Atlético-PR não seguirá no topo mas não passará sustos.

Previsão: COADJUVANTE

Ponte Preta
Cajá
(Com Renato Cajá, a Ponte Preta é muito mais inflamente)

Ponto forte: Guto Ferreira
Ponto fraco: Assédio pelos jogadores
Fique de olho: Renato Cajá
Time base: Marcelo Lomba, Rodinei, Tiago Alves, Pablo, Gilson, Josimar, Fernando Bob, Renato Cajá, Biro Biro, Felipe Azevedo, Diego Oliveira(Borges)

Sensação do campeonato até aqui, a Macaca promete muito no campeonato. Conhecida por tirar pontos dos grandes no campeonato paulista, a Ponte vem com o melhor seu melhor time desde, pelo menos, o início dos pontos corridos.

O técnico Guto Ferreira ficou conhecido pelo excelente trabalho de recuperação na Lusa em 2013, que livrou o time do rebaixamento no campo (tapetão à parte). Antes disso, havia levado o Mogi Mirim à série C do campeonato brasileiro e fora campeão do interior paulista com a mesma Ponte.

Voltou à Ponte Preta ainda no ano passado, quando se sagrou vice-campeão da série B, perdendo o título na última rodada. No campeonato paulista, foi às quartas-de-final, eliminado em jogo polêmico contra o Corinthians.

No Brasileirão, a Ponte iniciou de forma avassaladora. Renato Cajá marcou três golaços, o time jogou bem em todas as partidas no Moisés Lucarelli, humilhou o Vasco em São Januário e a expectativa é alta.

Como todo time de pequeno e médio porte, os principais jogadores já estão sendo sondados pelas equipes maiores e a Macaca terá de se contentar com o meio da tabela. O trabalho de Guto Ferreira deve suportar as adversidades e o clube continuará na série A.

Previsão: COADJUVANTE

Santos
LUCASGEUVANIO
(O Santos depende da dupla para a seguir sonhando alto)

Ponto forte: Lucas Lima
Ponto fraco: Cofres do clube
Fique de olho: Geuvânio
Time base: Vanderlei, Daniel Guedes, David Braz, Werley, Victor Ferraz, Lucas Otávio, Elano, Lucas Lima, Geuvânio, Robinho, Ricardo Oliveira

Um ataque poderoso, uma zaga questionável, dinheiro em caixa negativo. O Santos viveu, no início do ano, uma realidade delicadíssima. Desde a venda de Neymar e Ganso, o clube, ironicamente, se afundou em dívidas, e as cifras que o Peixe deveria ter jamais foram vistas. A troca de direção deixou o presidente Modesto Roma Jr. em maus lençóis.

O clube teve de se desfazer de Arouca, Aranha, Edu Dracena, Mena, Leandro Damião e a pressão dos torcedores para usar jogadores da base fizeram Thiago Ribeiro procurar outro clube. Damião, que custou 40 milhões de reais ao Santos ainda saiu de graça para o Cruzeiro, após rescisão de contrato na justiça.

A expectativa é de venda dos principais jogadores, Lucas Lima, Geuvânio e Robinho. Este último, para piorar, ainda desfalca o time da Vila por, pelo menos, um mês, pois disputará a Copa América com a Seleção Brasileira.

Sem eles, o Peixe se torna comum. Com eles, um esquadrão.

Outra incógnita é a torcida, que não vai à Vila, e, por isso, a diretoria planeja vender algumas partidas para outros estádios, a fim de fazer caixa.

A expectativa para o Santos não poderia ser outra:

Previsão: COADJUVANTE

Contra tudo e contra todos: avante, guerreiras!

FBL-WC-2015-WOMEN-MATCH9-BRA-KOR-GPB2849TC.1

Foto por Nicholas Kahn/AFP

Pedro Abelin

Começou a Copa do Mundo de 2015. Sim, a Copa do Mundo de Futebol Feminino teve mais uma edição iniciada, dessa vez no Canadá. E o esquadrão Canarinho, liderado pela craque Marta, começou sua trajetória na noite de ontem em busca do inédito título mundial. Em partida marcada pelo domínio brasileiro, o Brasil venceu a Coreia do Sul por 2 a 0 e assumiu a liderança do Grupo E da Copa.

Ainda que o Brasil tivesse amplo controle da posse de bola, as jogadoras brasileiras apresentaram dificuldade para furar a defesa coreana. O primeiro gol veio apenas aos 33 minutos da primeira etapa, quando Formiga aproveitou falha da zaga adversária para colocar a bola na rede. Com o tento marcado, Formiga entrou definitivamente para a história. A brasileira se tornou a jogadora mais velha a fazer um gol em Copas do Mundo. Marca mais do que merecida para uma atleta que dedica sua carreira a seleção brasileira há vinte anos, e sempre teve como característica a luta e a total entrega dentro de campo. Além disso, Formiga acumulou mais um recorde: a jogadora chegou ao incrível número de seis participações em Mundiais e divide o recorde com a japonesa Homare Saw.

No segundo tempo, a seleção brasileira voltou com ainda maior intensidade. Logo aos 8 minutos, Formiga – o nome do jogo – entrou na área adversária e foi derrubada por Cho. Pênalti claro. Marta, recordista de Bolas de Ouro da FIFA, cobrou com a categoria de costume e marcou o segundo gol brasileiro. Se perdeu com tantos recordes? Calma que tem mais. Ao colocar a bola na rede pela 15º vez em uma Copa do Mundo, a craque Marta se tornou a maior artilheira da história dos mundiais. Depois do segundo gol, o Brasil controlou a partida até o final e confirmou a ótima vitória na estréia da competição. As outras adversárias do Grupo, Costa e Rica e Espanha, empataram seu jogo em 1 a 1, possibilitando que as brasileiras já sejam líderes isoladas do grupo.

A nota negativa vai para a imprensa esportiva brasileira, que mais uma vez dedicou pequeno espaço para a cobertura do jogo. Mesmo após a grande vitória das brasileiras, as notícias do jogo não foram manchete nos principais jornais do Brasil. Essa situação só comprova o porquê das mulheres serem as verdadeiras guerreiras do futebol brasileiro. Apesar do descaso da CBF – que há anos promete um calendário e uma liga que seja coerente com a luta das futebolistas – e a ridícula cobertura dos meios de comunicação, as jogadoras brasileiras continuam lutando contra um contexto que nunca foi favorável para o futebol feminino. Mesmo com todos esses contra-incentivos, as mulheres do futebol brasileiro ainda trazem resultados fantásticos, acima das condições que lhes são propiciadas. Para ser sincero, as nossas futebolistas vem trazendo mais alegrias do que o futebol masculino (aniversário do 7 a 1 ta chegando!). Sendo assim, torço muito pelas mulheres do futebol brasileiro, e espero que independente dos resultados dessa Copa, o futebol feminino receba maior suporte da sociedade e das confederações brasileiras. Por isso mais do que nunca, avante, meninas!

O próximo compromisso brasileiro será no próximo sábado, às 17h, contra a seleção espanhola. As brasileiras, favoritas, poderão encaminhar a classificação se confirmarem a vitória. O jogo será transmitido pela TV Brasil. O guia feito pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) com instruções de como sintonizar o canal pode ser acessado aqui

O time escalado pelo técnico Vadão na vitória contra a Coréia do Sul:

Brasil: Luciana, Fabiana, Mônica, Rafaelle (Géssica) e Tamires; Formiga, Andressa (Raquel Fernandes) e Thaisa; Marta, Cristiane e Andressa Alves (Rafaela). Técnico: Vadão

Os gols da vitória brasileira:

Guia do Brasileirão Subindo a Linha – Parte 1

José Eduardo
Durante esta semana, o Subindo a Linha publica o Guia do Campeonato Brasileiro, para você acompanhar as previsões, táticas, pontos forte e fraco das 20 equipes da primeira divisão

Serão quatro postagens  com cinco equipes em ordem crescente de posição provável. Hoje começaremos com os 5 últimos, que julgamos os mais prováveis rebaixados. Confira:

Coritiba:
Van Damme
(Van Damme, em ação publicitária foi a única atração do Coxa até aqui)

Ponto forte: Ataque de nome
Ponto fraco: Meio-campo
Fique de olho: Rafhael Lucas
Time base: 4-4-2, com Bruno, Norberto, Luccas Claro, Leandro Almeida, Henrique, Helder, João Paulo Ruy, Thiago Galhardo, Wellington Paulista e Rafhael Lucas

O Coritiba foi longe no estadual, chegando à final jogando um futebol muito melhor que seu arquirrival, Atlético, que teve que decidir sua permanência no quadrangular do descenso.

Mas a decisão contra o Operário de Ponta Grossa fez o time ruir e descer em queda livre. Duas derrotas, com direito a um 3 a 0, no Couto Pereira, colocaram o Coxa na condição de favorito à queda no campeonato brasileiro. E as 6 primeiras rodadas da competição reforçaram a esta condição.

Com reforços de peso para o ataque, o Coxa deu pinta de que ia fazer um bom campeonato paranaense. Com 25 gols nas primeiras 15 partidas e líder da primeira fase, o time se mostrou forte em casa e inteligente fora.

A questão escondida era a fragilidade dos adversários, que ficou clara quando começou o campeonato brasileiro.

Após a derrota na final do paranaense, a torcida abandonou o time. O ataque só marcou 4 gols em 6 partidas e a defesa é a segunda mais vazada. O time desandou.

O time perdeu as principais peças: Alex, Joel, Vanderlei e Germano, além da passagem relâmpago de Pedro Ken. A zaga continua a mesma mas os problemas são outros. Sem a genialidade de Alex, O problema fica, em suma, no meio de campo. Volantes que falham na marcação e falta de criação. O Coxa aposta na chegada do experiente Lúcio Flávio para servir mais os atacantes.

O Coritiba acabou de mudar de técnico. Sai Marquinhos Santos, que conhece tudo de Coxa, entra Ney Franco. As expectativas não são boas e, sem o apoio da Nação Coxa Branca, será difícil a permanência do Coritiba na primeira divisão.

Palpite: REBAIXADO

Joinville:
JEC
(A torcida tricolor quer continuar sua ascensão)

Ponto forte: Arena Joinville
Ponto fraco: Ataque
Fique de olho: Os folclóricos Marcelinho Paraíba e Jael, o Cruel
Time base: Oliveira, Sueliton, Bruno Aguiar, Guti, Rogério, Anselmo, Augusto César, Marcelo Costa, Marcelinho Paraíba, Willian Henrique (Willian Popp), Tiago Luís (Kempes)

Após o título da série B, o Joinville parecia ser o grande favorito, dentre os catarinenses, a fazer a melhor campanha na série A. E o título do estadual reforçou esta condição.

O Joinville manteve as principais peças do título da segundona, com Bruno Aguiar, Marcelo Costa e Jael, mas com o início do Brasileirão, o time começou a desandar.
O técnico Hemerson Maria não conseguia escalar a mesma equipe e o time foi mudando muito nas cinco primeiras partidas.

Com 1 ponto em 15 disputados, 1 gol feito e 9 sofridos, a diretoria preferiu mudar o comandante.

Chegou Adílson Batista e, na única partida que esteve à frente do Joinville, o time fez a melhor exibição no campeonato brasileiro. Perdeu, é verdade, mas por 1 a 0, em casa, para o forte Corinthians. O time se mostrou valente e criou boas jogadas.

Com a torcida apaixonada ao seu lado, o JEC promete melhorar o pífio desempenho até aqui. Mas, ainda assim o time é fraco. Depende muito dos medalhões Marcelo Oliveira e Marcelinho Paraíba, que nem sempre estarão à disposição.

Palpite: REBAIXADO

Goiás
Serra Dourada
(Sem torcida será difícil se manter na elite)

Ponto forte: O goleiro Renan
Ponto fraco: Torcida
Fique de olho: Bruno Henrique
Time base: Renan, Everton, Felipe Macedo, Alex Alves, Rafael Forster, Péricles, Rodrigo, Patrick, Felipe Menezes, Bruno Henrique, Erik

O Goiás perdeu dois dos seus principais jogadores para o futebol paulista. As saídas de Amaral e Thiago Mendes abalaram a solidez defensiva do Esmeraldino.

Sem dinheiro para recompor o elenco, o Goiás teve que se virar com o que tinha, os jogadores da base. E foi assim que o time foi montado. Felipe Menezes ainda foi repatriado, mas o Goiás ainda é um time muito fraco.

Campeão goiano, o Esmeraldino não enfrentou adversários à altura e ainda viu sua torcida abandonar o time. Contra o Avaí, os borderôs registraram pífios 1105 torcedores, o pior público do campeonato.

Tudo parece estar encaminhado para dar errado para o Goiás. As salvações são o excelente goleiro Renan e o ataque jovem de Bruno Henrique e Erik, a revelação do campeonato passado.

Palpite: REBAIXADO

Vasco da Gama
"</a

(O Ditador Voltou)

Ponto forte: O goleiro Martin Silva
Ponto fraco: O presidente Eurico Miranda
Fique de olho: Gilberto
Time base: Martin Silva, Madson, Rodrigo, Luan, Christianno, Guiñazu, Serginho,Julio dos Santos, Jhon Cley, Dagoberto, Gilberto

Primeiro clube dos chamados 12 grandes a cair sozinho e não ser campeão da Série B. Nem mesmo vice. Este é o Vasco da Gama.

Sob nova-velha direção, o Vasco vem com o lema “o respeito voltou” do presidente/ditador Eurico Miranda. Triste ver o clube ser dirigido, de novo, por esta máfia.

Falando de futebol, o Vasco foi campeão carioca mas com um time pra lá de questionável. O lateral Christianno não agrada a torcida, o meio de campo sofre com a inconstância dos jogadores e a escalação muda de jogo a jogo. Há quem duvide da integridade do campeonato estadual do Vasco por uma série de erros de arbitragem. Os holofotes foram para a Federação e para a diretoria.

O futebol, antes em segundo plano, agora parece mostrar o que é o time do Vasco. Um time que joga muito mal, com pouca criação e muitos problemas ofensivos. Foram 9 gols sofridos e 1 feito nas 6 primeiras partidas. A torcida abandonou o time. Contra a Ponte Preta, apenas 2499 torcedores compareceram em São Januário.

As incertezas sobre quem joga fazem a torcida ficar desconfiada. Há campeões nacionais, como Júlio César, Diguinho, Martin Silva, campeões da Libertadores, como Guiñazu e Nei, pentacampeão brasileiro, caso de Dagoberto. Mas nenhum dos títulos foi com o Vasco, o que aumenta a pressão sobre os jogadores.

Para piorar, o time ainda se desfez de Marcinho e afastou Bernardo, os jogadores de criação, tudo para abrir espaço para uma possível vinda de Ronaldinho Gaúcho.  Além disso, o ditador Eurico Miranda já deu o recado: “Nenhum jogador do Vasco tem uma opinião diferente da minha.”

É nesse clima que o Vasco entra na disputa do campeonato brasileiro. O técnico inexperiente Doriva terá muito trabalho para segurar os egos.

Palpite: REBAIXADO

Avaí
Avaí
(A bandeira na Ressacada vai continuar tremulando)

Ponto forte: Ressacada
Ponto fraco: Média de idade alta
Fique de olho: Hugo
Time base: Vagner, Nino Paraíba, Antônio Carlos, Emerson (Jeci), Eltinho, Renan, Uelliton, Renan Oliveira, Marquinhos(Pablo), Hugo(André Lima), Anderson Lopes

O Avaí iniciou o ano tragicamente. Teve que disputar o quadrangular de descenso no campeonato catarinense para se manter na primeira divisão estadual e se salvou por pouco.

Mas, com os mesmos jogadores, o time parece outro no Brasileirão. Jogando com muita vontade e valente, inclusive fora de casa, o Leão parece ter encontrado o futebol necessário para mantê-lo na primeira divisão.
Marquinhos continua brilhante, como sempre foi no clube e o ataque tem correspondido.

Ainda assim, o time se mostra longe de almejar alguma coisa além de sua permanência na elite.

A grande incógnita do Avaí é manutenção do time. Os principais jogadores estão com idade avançada e podem desfalcar o Leão em algumas partidas decisivas. São eles Jéci (35), Emerson (32), Eduardo Costa (32) e Marquinhos (33). Além disso, alguns jogadores ainda não vingaram além de apostas, como Renan Oliveira e Hugo.

Palpite: SE SALVA POR POUCO

RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO – 6ª RODADA

Por Rafael Montenegro

 

Rodada marcada pela organização questionável: jogos às 22h do sábado para agradar à televisão e a recomendação dos árbitros para amarelarem todo e qualquer jogador que cometer a pachorra de lhe dirigir a palavra.

Teve também homenagem ao ídolo colorado Fernandão, que faleceu há um ano em desastre aéreo.

Tivemos bons jogos e 20 gols em dez partidas.

 

SÁBADO

 

FLAMENGO 1 x 0  CHAPECOENSE

MARACANÃ – PÚBLICO: 20.156

 

O Mengão finalmente venceu a primeira no campeonato brasileiro! Dois minutos após a expulsão de Vilson, da Chapecoense, Gabriel aproveitou a saída errada do goleiro Danilo e fez o único gol da partida. A semana é de substituição no ataque flamenguista: a saída confirmada de Alecsandro para o Palmeiras abre vaga para a provável chegada de Emerson Sheik.

 

SANTOS 2X2 PONTE PRETA

VILA BELMIRO – PÚBLICO: 5.508

 

O Peixe segue sem convencer depois do título paulista. Pelo terceiro jogo consecutivo, o Santos tinha 2×1 no placar e não saiu com a vitória. E pela quarta vez no campeonato, Renato Cajá balançou as redes e é agora o artilheiro isolado do BR 15. Destaque para o baita golaço de Geunvânio, de canhota.

 

ATLÉTICO-MG 1X3 CRUZEIRO

ARENA INDEPENDÊNCIA – PÚBLICO: 20.092

 

Noite de regozijo celeste. Depois de 11 jogos, o time voltou a vencer um clássico contra o Galo, de virada, com gol contra e em plena Arena Independência. Parece que o Cruzeiro e Luxemburgo fizeram muito bem um ao outro e, juntos, saíram da lama. Destaque para o belo gol de Marquinhos em jogada de Willians Mustache e Leandro Damião.

 

ATLÉTICO-PR 2X0 VASCO DA GAMA

ARENA DA BAIXADA – PÚBLICO: 16.750

 

O Atlético segue líder e 100% em casa! Sem a mínima dificuldade, passou por cima do Vasco, que faz pífia campanha. Após o título estadual, a frase usada pelos cruzmaltinos era “o respeito voltou”, mas o time marcou um mísero gol em seis rodadas – o pior ataque, junto ao lanterna Joinville. O Vasco tem que mudar muita coisa se não quiser voltar para a Série B em 2016.

 

SÃO PAULO 2X0 GRÊMIO

MORUMBI – PÚBLICO: 16.952

 

Na estreia de Juan Carlos Osorio, o São Paulo jogou um futebol envolvente e dinâmico contra o apático e jovem Grêmio. Com gols de Luis Fabiano (que tomou um amarelo, lógico) e Rogério Ceni (129º e contando), o São Paulo chegou à quarta vitória em quatro jogos no Morumbi – e a décima segunda vitória seguida em casa na temporada, melhor marca histórica.

 

JOINVILLE 0X1 CORINTHIANS

ARENA JOINVILLE – PÚBLICO: 14.131

 

Atravessando fase ruim, o Corinthians pegou o lanterna e conseguiu interromper a sequência de três jogos sem vencer. O jogo começou surpreendentemente movimentado e Jadson, num belo chute, fez um golaço que definiu o jogo ainda no primeiro tempo. O JEC continua – não tão surpreendentemente assim – fazendo uma campanha triste e encaminha sua volta à segunda divisão (da qual é o atual campeão)

 

DOMINGO

 

INTERNACIONAL 2X0 CORITIBA

BEIRA-RIO – PÚBLICO: 41.954

 

Um bom público no domingo de manhã homenageou o ídolo Fernandão, morto em acidente aéreo há um ano, e o time incorporou o espírito. Contra o cambaleante Coritiba e seu tenebroso uniforme azul-bebê (por que, senhor?), o Colorado ganhou tranquilamente com um golaço de Vitinho (um petardo de canhota) e um gol de Nilmar. Destaque para a expulsão de Lisandro López por dizer ao árbitro “eu não fiz nada”.

 

GOIÁS 0X1 AVAÍ

SERRA DOURADA – PÚBLICO: 1.105

 

O Goiás vinha de longa invencibilidade em casa (15 jogos – 10 vitórias e 5 empates) e o Avaí tinha um retrospecto desfavorável atuando como visitante (seis derrotas, quatro empates e três vitórias em 2015). O futebol mandou às favas a tendência e o time de Floripa venceu com gol aos 48 do segundo. O Goiás agora é o 8º e o Avaí, o 7º.

 

FIGUEIRENSE 2X1 PALMEIRAS

ORLANDO SCARPELLI – PÚBLICO: 9.575

 

O Palmeiras segue decepcionando. Em jogo que pode culminar na demissão do técnico Oswaldo de Oliveira, o Verdão perdeu a segunda no campeonato e é o 15º colocado . Fernando Prass saiu mal e falhou no primeiro gol. Gabriel até descontou com um belo chute, mas a vitória ficou com o Figueirense, agora 14º.

 

FLUMINENSE 0X0 SPORT

MARACANÃ – PÚBLICO: 15.411

 

Em disputa direta pelo G-4, o empate sem gols favoreceu o Leão. Ainda invicto no campeonato, o Sport não criou muitas oportunidades e se contentou com um ponto. O Fluminense também não foi criativo, mas foi prejudicado em lance dentro da área envolvendo Marcos Júnior, no qual deveria ter sido marcado pelo menos o jogo perigoso. Castigo pelo uniforme – o verde até vai, mas de onde surgiu esse short e meião azuis?!

Globo prova que a CBF lhe pertence

José Eduardo

Campeonato Brasileiro, Seleção, contratos. A Globo divulga o que é de seu interesse mas esconde as falcatruas que faz com sua maior aliada (ou fantoche) no futebol, a CBF. Mas neste fim-de-semana, resolveu deixar bem claro o seu poder. E sua falta de respeito com o torcedor.

No último mês, o jornalista Jamil Chade, do Estado de São Paulo, publicou uma série de contratos que provavam a venda dos jogos da seleção brasileira para um grupo de investidores. Comentado aqui, no Subindo a Linha, ficou evidente o descaso da CBF com o desenvolvimento do futebol no país. A Globo se manteve calada. Não noticiou absolutamente nada sobre o assunto.

Ainda no mês passado, o ex-presidente da CBF, José Maria Marin – assim como vários dirigentes da FIFA – foi preso acusado de extorsão, fraude eletrônica, conspiração para lavar dinheiro entre outros crimes. A CBF, então ataca. Se faz de sonsa, julga Marin e se esquiva de críticas e culpa. A maior aliada da Entidade agora se vira contra seus dirigentes. Sua imagem parece intacta.

Neste fim-de-semana, a Globo admitiu, o que ficou provado com os casos anteriores: a falta de interesse no desenvolvimento do futebol local. Não publicamente, mas por meio de artimanhas que fazem desmerecer o Campeonato Brasileiro e manipulando o horário do jogo da seleção.

O cenário pode ser descrito em três atos.

O primeiro: jogo da seleção. O Brasil iria jogar contra o México, em um amistoso em São Paulo. Detentora dos direitos de imagem, a Globo agendou a partida para as 17 horas, e não às 16, como costuma fazer a emissora. Isso porque, no mesmo dia, estaria acontecendo o Grande Prêmio do Canadá de Fórmula 1, com início às 15 horas e final previsto para 16h40. A emissora definiu o horário da partida da Seleção.

O segundo: final da Champions League. Quando as partidas do campeonato brasileiro não são transmitidas no domingo por conta do jogo da Seleção, tradicionalmente, a Globo reagenda os confrontos para sábado, às 16h. Entretanto, a final da Champions League entre Barcelona e Juventus também teria transmissão Global, às 15h45.
Desta vez, portanto, a emissora parecia viver um dilema: transmitir a Champions League ou o Campeonato Brasileiro. A emissora preteriu o Campeonato Brasileiro à Champions League

O terceiro: Nada de dilema. Outra vez, a Globo utilizou o seu poder para interferir no horário dos jogos do campeonato. E, desta vez, tomou a decisão mais injusta com o torcedor. As partidas poderiam ser reagendadas para sábado após a partida da Champions League, poderia começar entre 18 e 21 horas. Poderia ser no domingo, após o jogo da seleção. Mas a emissora não queria perder a audiência de suas novelas e telejornais. Ela optou por agendar as partidas para 22 horas do sábado. Em um final de semana, em que o serviço público é mais precário, em um horário em que as temperaturas são mais baixas, em um dia de descanso ou mesmo de festa. O torcedor de Curitiba, por exemplo, teve que enfrentar todos estes desafios para assistir a Atlético Paranaense e Vasco, um jogo sem maiores pretensões. O desrespeito com o torcedor não poderia interferir na novela.

Para completar, o horário absurdo de partidas às 11h de domingo foi mantido neste fim de semana, provando, de todas as formas, que a Globo quer fazer dinheiro. E quer fazer em cima do esforço, da loucura do torcedor.