Sul-Minas-Rio: O fio de esperança para o futebol brasileiro
José Eduardo
Em meio a tantas controvérsias, falcatruas, desonestidades, desvios de verba e conduta e muitas outras falhas na CBF e nas direções de clubes e federações, surge a Sul-Minas-Rio, liga interestadual que almeja um campeonato atraente ao torcedor e retira o poder dos velhos manda-chuvas do futebol.
Apesar da atratividade para o torcedor, o Sul-Minas-Rio vai muito além de um simples torneio. A importância deste é fazer com que os clubes voltem a deter o poder do futebol.
Desde a extinção do Clube dos 13, o futebol se tornou mercadoria das Federações, da CBF e, principalmente, da Globo. Com o alto valor que a rede de televisão paga aos clubes pelos direitos de transmissão de suas partidas, além, inclusive, dos patrocínios em suas camisas, os clubes se tornaram refém dos horários dos jogos e seu calendário de jogos. Exemplo disso é o alto número de jogos nos desinteressantes campeonatos estaduais, desgastando jogadores e impedindo descanso durante o ano, inclusive em datas FIFA, onde as seleções nacionais jogam no mesmo dia que os clubes do Brasileirão.
Portanto, a estratégia é mostrar tanto para a Globo quanto para a CBF que os clubes são maiores que estas instituições. Porque enquanto estão acontecendo os estaduais, a bola também pela Sul-Minas-Rio, o que quer dizer que veremos times reservas, às vezes juniores em campo pelos grandes clubes nos estaduais. Outro ponto é que a transmissão do torneio interestadual será negociado com outras emissoras, retirando o poder definitivamente da Globo.
Mas nem tudo são flores. Há dois riscos para o futebol brasileiro com a criação desta liga. O primeiro seria o preterimento destes clubes em relação aos filiados estritamente aos campeonatos estaduais por parte tanto da CBF quanto por seus tribunais. O que quer dizer que possam acontecer denúncias e resultados, no mínimo, extravagantes no STJD prejudicando tais equipes, como punições desproporcionais a jogadores.
Outro problema é entregar o poder a um grupo tão seleto de clubes, o que nos faz lembrar diretamente do Clube dos 13. O caso mais clássico da interferência do Clube dos 13, entidade que aglomerava os times mais poderosos do Brasil, foi a final da Copa União de 1987, em que em um campeonato confuso, a entidade recomendou que o Flamengo não entrasse em campo para a disputa contra o Sport. Desta forma, os clubes do Clube dos 13 proclamaram o Flamengo campeão brasileiro, enquanto a CBF proclamou o Sport. Entretanto, em 2007, com o pentacampeonato brasileiro pelo São Paulo, a questão voltou à tona quando o tricolor paulista se autoproclamou o primeiro pentacampeão brasileiro, obviamente, com apoio do Sport. A CBF mantém o título para o Sport e, agora, o Flamengo advoga sozinho em causa própria.
É interessante aguardar a Copa Sul-Minas-Rio sair do papel, mas tirar o poder da Globo, detentora de quase todos os torneios mais importantes do Brasil, favorecendo a trasmissão desigual de jogos e dinheiro a certos clubes, e da CBF, com seus tribunais e calendários esdrúxulos já é um avanço.
Futebol brasileiro: onde tudo pode
Por Lucas de Moraes
No dia 03 de Maio de 2015, o árbitro Guilherme Ceretta expulsou os jogadores Dudu e Geuvânio na final do campeonato Paulista. Os dois jogadores se agarraram antes da cobrança de uma falta e Ceretta interpretou como agressão e mostrou o cartão vermelho para os dois atletas. O juiz se equivocou um pouco, pois não houve agressão. Apesar disso, o que aconteceu depois da expulsão, foi inaceitável. Dudu, que é conhecido por perder facilmente a cabeça, partiu pra cima dele e o agrediu fisicamente. Além disso, xingou muito o “homem da lei”. O jogador do Palmeiras saiu chorando de campo.
O jogador palmeirense foi julgado no dia 18 de Maio pelo TJD e recebeu como punição uma suspensão de 180 dias sem disputar partidas de futebol. Após recursos, Dudu conseguiu diminuir sua pena de 180 dias para seis partidas. Sim, SEIS partidas. Ceretta se pronunciou sobre o caso por meio de um comunicado. Nele, o juiz paulista fala sobre o jeitinho brasileiro e afirma que essa redução de pena é um reflexo do trágico 7 a 1. Concordamos contigo.
Após a arbitragem desastrosa de Marcelo de Lima Henrique no jogo válido pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2015 entre Atlético Mineiro e Atlético Paranense, Alexandre Kalil, ex-presidente do Galo, atacou a arbitragem pelo Twitter. Chamou Marcelo de vagabundo e ladrão. Apesar de todos os erros que aconteceram na partida, Kalil passou dos limites e desrespeitou o árbitro. O juiz carioca vai processar o ex-dirigente atleticano.
Emerson Sheik, personagem folclórico do futebol brasileiro, recebeu a suspensão de um jogo após ofensas a Wilton Pereira Sampaio no intervalo da partida válida pelas oitavas de final da Copa do Brasil contra o Vasco. Apenas UM jogo. Vale lembrar que Emerson é reincidente, levando em conta seus diversos exageros em declarações. O Flamengo, equipe pelo qual Sheik joga, conseguiu um efeito suspensivo liberando o jogador para o jogo de hoje a noite contra o Cruzeiro.
Desta maneira, mesmo com tantas polêmicas e equívocos, é necessário respeitar um pouco mais a arbitragem brasileira, para que ela possa tentar melhorar seu desempenho. Lembremos também que falta de respeito e qualquer tipo de agressão não são justificados por erros de algum juiz. Os árbitros brasileiros precisam melhorar muito, assim como outro setor ligado ao futebol: os tribunais. Infelizmente, como sabemos, o futebol também tem muitos problemas assim como o país em que vivemos.
Obs.: Não defendo a arbitragem (seus erros têm decidido resultados de algumas partidas). Apenas peço que respeitem os seres humanos que apitam os jogos.
Testa mais, Dunga!
Por Pedro Abelin
“A pergunta que nos fazemos é se usamos uma equipe para ganhar ou para observar e experimentar”. Esta frase, dita por Dunga em entrevista coletiva nos Estados Unidos, sintetiza o discurso do Técnico General da Seleção Brasileira. Aparentemengte, na visão de Dunga, vencer e experimentar são valores mutuamente excludentes. E essa mentalidade pode custar muito para o futebol brasileiro.
Existe uma ideia bastante difundida pela própria mídia esportiva de que a atual geração de jogadores brasileiros é ruim. Esse discurso, além de não ser coerente com a realidade do futebol mundial, se tornou escudo para os recentes péssimos trabalhos realizados com a Seleção Brasileira principal. Tudo bem, todos concordamos que a nossa geração não é tão recheada de craques como outras que passaram. Mas basta olhar o protagonismo de jogadores brasileiros na janela de transferências do futebol europeu para perceber que a nossa geração não está aquém da maior parte dos centros do futebol mundial. Depois das últimas desastrosas campanhas da Seleção Brasileira, esse é o momento de fazer o maior número de testes possíveis, utilizando principalmente jogadores novos. É a hora de fazer testes e se preocupar menos com o resultado. Convenhamos, será que uma vitória sobre a Costa Rica se faz tão imprescindível para o futuro do futebol brasileiro?
“Temos uma obrigação enorme que é ganhar. Por mais que todo mundo fale que temos que observar, jogar, montar uma equipe… Isso é muito de comentário. Quando se coloca em prática, as pessoas querem resultado e cobram por resultado”
Sou daqueles que acredita que o mais importante para a Seleção Brasileira é ter um time forte em 2018, na próxima Copa do Mundo. Sendo assim, jogos amistosos – e competições como a Copa América – devem ser utilizados como laboratório. Me perdoem, mas Kaká e Elias, jogadores que já ultrapassaram a barreira dos 30 anos, não deveriam fazer parte da seleção porque não terão condições de jogar a próxima Copa. Confesso que poderei ser acusado de ter uma postura um tanto quanto irresponsável. “Kaká veio para dar experiência e tranquilizar a garotada”, dirão alguns. Embora eu entenda o discurso, não acho que experiência é o que esteja faltando para essa garotada – que joga nos principais clubes do futebol mundial. Como já abordado exaustivamente nesse blog, os problemas do futebol brasileiro são bem mais profundos.
Dunga, caso venha a ler esse post, considere o que estou dizendo. Teste Lucas Lima, Lucas Silva, Casemiro, Felipe Anderson e Philipe Coutinho. Teste o time sem centro-avante, sem volante, mude as posições dos jogadores! Se preocupe menos em vencer e pense mais a longo prazo. Tente fazer o time jogar bonito primeiro. Quem sabe em 2018 não possamos ter uma equipe forte e que apresente um futebol vistoso? Eu sei que você disse que o brasileiro quer a vitória e cobra por ela e que isso o pressiona a jogar pelo resultado. Não se preocupe, depois do 7 a 1 nem estamos mais exigindo que o Brasil já tenha um time tão forte quanto o da Alemanha. Pelo menos não ainda. Aproveite esse período em que a torcida brasileira está anestesiada – para não dizer desiludida – e faça todas os ensaios possíveis com a Seleção Brasileira. Na atual conjuntura, precisamos de soluções mais ousadas e menos pragmáticas. Testa mais, Dunga!
Obs: O texto veio em tom de desabafo. Não acredito que Dunga irá mudar sua filosofia.
RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO – 23ª RODADA
Rodada de 28 gols e jogaços. O clássico paulista quase tirou a invencibilidade do líder Corinthians e o clássico carioca confirmou a ótima fase do Flamengo.
O Vasco continua sem somar pontos mas pelo menos fez um gol. O Galo, o Grêmio e o São Paulo diminuíram a distância para o líder.
E já se foram 23 rodadas do Brasileirão 2015!
SÁBADO
SÃO PAULO 2×0 INTERNACIONAL
MORUBI
Antes do jogo começar, homenagens para os 25 anos de Rogério no São Paulo – o M1to não jogou por contusão. Com a bola rolando, estréia de outro Rogério, o “Neymar do Nordeste” vindo dom Náutico. E ele jogou muito! Três minutos e uma linda finalização, canetas, belos dribles, eficiência e um gol. Quem também jogou muito bem foi Paulo Henrique Ganso – linda jogada no primeiro gol e assistência para o segundo, de Michel Bastos. O Inter jogava com o time titular contra 11 desfalques do Tricolor, mas jogou muito mal, pouco criou e foi a decepção da rodada. Agora o São Paulo é o quarto colocado e o Inter é o décimo primeiro. Na próxima rodada o Tricolor visita o Santos enquanto o Colorado recebe o Palmeiras.
VASCO 1×2 ATLÉTICO-MG
MARACANÃ
Justiça seja feita: o Vasco não jogou tão mal assim. Mas haja mimimi. Jogadores do Vasco reclamaram da arbitragem nos dois gols do Galo. No primeiro, o pênalti foi claro – e convertido por Lucas Pratto. No segundo, Jorge Henrique teria sofrido falta na origem do lance (ele já está se jogando antes de chegar para dividir a bola), mas o Atlético recuperou a bola, trocou bons passes com muita calma até Dátolo fazer um golaço de canhota no ângulo. O lance mais questionável foi o pênalti marcado para o Vasco. Nenê converteu e acabou com um jejum vascaíno de 7 jogos sem marcar. Agora o vice-líder Galo encurtou a distância para o Corinthians para 5 pontos, enquanto o Vasco segue na lanterna com 13 pontos e menos de 10 gols marcados. Na próxima rodada o Vasco enfrenta a Ponte em Campinas enquanto o Galo recebe o Avaí.
ATLÉTICO-PR 0x0 JOINVILLE
ARENA DA BAIXADA
Não se deixe enganar pelo placar: ainda que o jogo tenha sido fraco no futebol, foi um espetáculo de cenas lamentáveis. Uma partida com muitos chutões, chances perdidas e passes erradas, mas o JEC terminou a partida com 8 jogadores em campo e o Furacão com 10. Destaque para Marcos Guilherme tentando cavar um pênalti, Alef tirando satisfação e sendo respondido com um soco – vermelho para os dois – e para a várzea com duas bolas em campo aos 53 do segundo tempo (!). Gostamos. O Furacão caiu para quinto enquanto o JEC segue na vice lanterna. Na próxima rodada o Atlético visita o Figueirense enquanto o Joinville recebe a Chapecoense.
DOMINGO
CRUZEIRO 5×1 FIGUEIRENSE
MINEIRÃO
Foi só demitir Luxemburgo que o Cruzeiro ganhou duas partidas. Na estréia de Mano Menezes, a Raposa fez sua melhor partida no ano. Logo aos 3, William fez o primeiro, depois de dominar com o braço. Ainda no primeiro tempo ele fez outro – dessa vez uma linda finalização da meia lua. Na volta do intervalo, Vinicius Araújo desviou cruzamento e fez o terceiro. Marquinhos Pedroso aproveitou falha da zaga e descontou para o Figueira. Mas, em lances parecidos, Marquinhos foi à linha de fundo e serviu William duas vezes: o Bigode fez impressionantes 4 gols no jogo. O Figueira conseguiu ser goleado sem jogar mal, só teve a infelicidade de pegar um atacante que não marcava há 3 meses inspirado. Agora a Raposa, décima terceira, visita o Flamengo enquanto o Figueirense, décimo quinto, recebe o Atlético Paranaense.
CHAPECOENSE 0x0 PONTE PRETA
ARENA CONDÁ
O Jogo Bosta da Rodada. No primeiro tempo, domínio da Chapecoense que teve duas bolas na trave e exibiu boas intervenções do goleiro Marcelo Lomba. Na volta do intervalo, a Ponte conseguiu equiparar as forças e o jogo foi mais equilibrado. Mas ninguém conseguiu converter as chances em gol e agora as equipes vão chegando mais perto da degola. A Chapecoense segue na décima segunda colocação, mas a Ponte dia é a décima quinta. Na próxima rodada a Chape visita o Joinville enquanto a Ponte recebe o Vasco.
AVAÍ 0x2 CORITIBA
RESSACADA
Boa vitória do Coxa! Jogando fora de casa contra um adversário da parte de baixo da tabela, o Coritiba conseguiu uma vitória importante para a luta contra a degola. Os dois gols foram marcados pelo atacante Henrique, executando bem a função de pivô e finalizando com qualidade. O Coritiba já chega a 6 jogos de invencibilidade e ultrapassou o próprio Avaí. Na próxima rodada o Time catarinense, décimo oitavo, visita o Galo enquanto o Coritiba, primeiro fora da zona de rebaixamento, recebe o Fluminense.
FLUMINENSE 1×3 FLAMENGO
MARACANÃ
Que fase do Flamengo! O Fla segue na arrancada, ganha o clássico e segue 100% no returno. O primeiro gol saiu após um obsceno passe de braço de Walace para a finalização potente de Emerson. Ainda no primeiro tempo, Kayke fez seu terceiro gol em dois jogos e ampliou. Na segunda etapa, Jean diminuiu de pênalti, mas após confusão na área, Paulinho empurrou de cabeça e garantiu a vitória para o Fla. O Fluminense chegou à quarta derrota seguida e o Fla à quarta vitória seguida. O Fluminense caiu para a nona posição e o Fla já é o sexto, a três pontos do G4. Na próxima rodada o Flu visita o Coritiba enquanto o Fla recebe o Cruzeiro.
GRÊMIO 2×1 GOIÁS
ARENA GRÊMIO
Depois de muita emoção, o Grêmio conseguiu a virada e manteve sua folga na terceira posição do campeonato. Quando o jogo estava 0x0, o craque Douglas (merecedor da 10 da seleção) carimbou a cobrança de pênalti na trave – no lance do penal, Felipe Macedo foi expulso. E com um a menos o Goiás abriu o placar, com Bruno Henrique de cabeça. Aos 6 da segunda etapa, Douglas apareceu bem na área para se redimir do pênalti e empatar. E aos 37, Éverton bateu na saída do goleiro Renan e virou o jogo. Agora o Grêmio, terceiro, visita o Corinthians enquanto o Goiás, primeiro do Z4, recebe o Sport.
PALMEIRAS 3×3 CORINTHIANS
ALLIANZ PARQUE
Um puta jogaço na arena do Palmeiras! Na estréia do seu novo uniforme, o Corinthians esteve atrás no placar por três vezes, mas conseguiu preservar a invencibilidade que vem desde a oitava rodada. O Porco abriu o placar com Lucas, mas Guilherme Arana empatou seis minutos depois. Dois minutos depois, Robinho desviou cruzamento e fez 2×1, mas aos 38 Amaral acabou fazendo contra. Depois de confusão na área aos 41, Dudu empurrou pro fundo do gol e deixou o Palmeiras em vantagem no intervalo. No segundo tempo o Porco jogou bem mais que o líder, mas não conseguia concretizar o gol. E aos 33, com a devida dose de sorte, Vagner Love viu a bola bater em sua cabeça e entrar. 3×3, jogão, mas um resultado não tão bom para as duas equipes. O Palmeiras caiu para sétimo e está a 3 pontos do G4, enquanto o Timão viu a diferença para o Galo cair para 5 pontos. Na próxima rodada o Verdão visita o Internacional enquanto o Corinthians recebe o Grêmio.
SPORT 1×1 SANTOS
ILHA DO RETIRO
O Santos vinha de excelentes jogos, grandes atuações do seu ataque e estava embalado, mas precisou da contribuição do bandeirinha para sair na frente do placar. Ricardo Oliveira estava bem impedido quando pegou o rebote e fez seu décimo quinto gol na competição. Apoiado por sua torcida, o Leão conseguiu empatar ainda no primeiro tempo com André (ex-Santos). Agora o Sport, décimo, visita o Goiás enquanto o Santos, oitavo, recebe o São Paulo.
Do nosso esporte, o mais “novo” esquadrão
Por Arthur de Souza
A ascensão do Sampaio Corrêa dentro do cenário nacional pode ser considerada como exceção, considerando o nível que se encontra o futebol maranhense. Desde 2012, a equipe vem subindo de série até chegar onde está, quinta colocação no Campeonato Brasileiro da série B.
Apesar de sua estrutura estar bem abaixo do que é considerado aceitável nos padrões nacionais, o “Tubarão ou Bolívia Querida”, como é chamado carinhosamente por sua torcida, consegue apresentar bom futebol, disciplina tática, preparo físico, etc., em praticamente todas as partidas.
Além disso, a diretoria entendeu a necessidade de buscar patrocínios pontuais, que compensam a falta de estrutura, como o Hospital São Domingos, que cuida dos atletas lesionados. Outra sacada, foi a criação do seu programa de sócio torcedor, o Sócio Torcedor Tricolor, que vem ajudando financeiramente o clube e também a sua bela torcida, que sempre aparece em bom número na maioria dos jogos realizados dentro de casa.
É lógico que ainda há muito trabalho a se fazer, porém não há dúvidas que todo o esforço feito para erguer novamente o Sampaio Corrêa Futebol Clube, é digno de aplausos, pois em um estado onde o incentivo ao esporte não é prioridade, o tricolor maranhense consegue ser destaque positivo, enchendo de orgulho todos os que torcem por um bom futebol.
Por que ir a jogos da série A em Brasília
Por Rafael Mota
Historicamente os times da capital não costumam frequentar a primeira divisão do futebol brasileiro . O Brasiliense (clube de apenas 15 anos de idade) , por mais que já tenha algumas glórias em seu histórico (como um vice campeonato da Copa do Brasil , um título da série B e vários campeonatos regionais) , só participou da primeira divisão uma vez , em 2005 . Já o Gama se aventurou na elite do futebol brasileiro por quatro anos (de 1999 à 02) , sendo inclusive o único time da história do futebol mundial a jogar um campeonato sob a força de uma decisão judicial (Copa João Havelange , que serviu como Campeonato Brasileiro no ano de 2000) , graças a um rebaixamento ilegal . Os dois times , únicos da cidade a já participarem da série A , somam um total de cinco participações na primeira divisão , ou seja , somente em cinco anos a população de Brasília pode presenciar o que há de melhor no futebol brasileiro de forma regular . O número é baixo mesmo se comparado com centros de menor expressão no Brasil como Belém , Santa Catarina e Goiás.
Recentemente com a conclusão da reforma do estádio Mané Garrincha (principal palco do futebol em Brasília) a capital passou a receber um grande volume de jogos do campeonato brasileiro , 18 desde a conclusão da reforma . Os jogos foram trazidos para a cidade por diversos motivos , porém o que essas partidas tem em comum são um contexto atrativo que possibilita aos clubes uma maior arrecadação ao trazer o jogo para a cidade .
Como por exemplo o primeiro jogo de campeonato brasileiro no estádio pós reforma (segundo jogo no geral) , o empate sem gols entre Santos e Flamengo . O jogo marcava a despedida de Neymar da equipe santista e ocorreu as vésperas do início da Copa das Confederações , servindo de teste para o evento . A curiosidade em conhecer um estádio de Copa do Mundo era grande , isso aliado a despedida de Neymar e ao time do Flamengo , que possui uma volumosa torcida na cidade e com capital para bancar os salgados preços dos ingressos , fez do jogo um evento que chamou atenção de toda a cidade levando um total 63.501 pagantes e gerando quase 7
milhões de renda , um sucesso .
O time do Flamengo percebendo o sucesso do jogo decidiu arriscar e começou a trazer mais alguns jogos para a cidade , jogos sempre interessantes diga – se de passagem , como o empate em 2×2 contra o Curitiba de Alex e então líder do campeonato , o clássico dos milhões (Flamengo x Vasco) ,vencido pelo placar mínimo pelos rubro negros e o jogo contra o futuro campeão da américa , Atlético Mineiro , também vencido pelos rubro negros . Todos os jogos deram bom público e boa arrecadação tanto que a equipe rubro negra ainda traria mais quatro jogos para a capital naquele ano(contra São Paulo , Portuguesa , Grêmio e Vasco mais uma vez) .
Botafogo e Vasco , também se arriscaram e trouxeram alguns jogos para a cidade , a estrela solitária trouxe o empate por 1×1 com o Goiás , enquanto o gigante da colina empatou pelo mesmo placar com o Corinthians , além de jogar duas vezes com o Flamengo , todos esses jogos somam um total de 10 partidas da série A do campeonato brasileiro disputadas na capital em 2013 , número de partidas que representa metade de um turno que uma equipe disputa no campeonato .
O ano de 2014 foi mais fraco para Brasília , tendo apenas seis jogos realizados . Os times cariocas perceberam que possuem grande torcida na cidade e continuaram a trazer jogos para a cidade , Botafogo foi quem mais trouxe , 3 no total , contra São Paulo (derrota por 4×2) , Alético Mg ( empate 0x0 ) e o clássico contra o Fluminense ( vitória por 2×0 ) , o tricolor carioca por sua vez também mandou um jogo na capital , empate por 1×1 com o Bahia . O Vasco , na série B naquele ano , não mandou nenhum jogo na cidade , e o Flamengo trouxe um empate sem gols contra o Goiás para o DF . Além disso , o então campeão brasileiro , Cruzeiro , veio jogar na cidade em um jogo com mando do Atlético Paranaense , com vitória de 3×2 para os mineiros .
Por vários motivos a capital recebeu menos jogos em 2014 . Um ano de copa por ter um calendário mais enxuto , para conseguir acomodar a parada para o evento , faz com que os times evitem viagens desnecessárias para não se desgastar demais , logo a cidade já receberia menos partidas naturalmente , a perda do interesse em conhecer o novo estádio (visto que no ano anterior o Mané recebeu 10 jogos de série A , um jogo do Brasil na Copa das Confederações e a final do candangão) , somado a falta de interesse por futebol pós 7×1 , além da enorme diferença de qualidade entre jogos do campeonato brasileiro com os da Copa do Mundo , muitos vistos pelos moradores “in loco“ ( Brasilía foi junto com o Rio a sede que recebeu mais jogos da copa , sete , sendo dois do Brasil , além de receber craques como Messi , Cristiano Ronaldo , Robben , James Rodriguez e Neymar ) , fizeram com que o público da cidade desanimasse em ir ao estádio para ver jogos da série A , o que fêz com que os públicos no pós copa fossem menores , fazendo com que o desejo dos times em trazer jogos diminuísse .
Até agora em 2015 , Brasília recebeu duas partidas da série A , o galo trouxe o jogo contra o Fluminense para a capital e amassou o time carioca por 4×1 , e o Vasco trouxe a partida contra o São Paulo e foi goleado por 4×0 . Além disso a capital recebeu um jogo da série B , Botafogo contra Atlético Goianiense , empate sem gols , e duas partidas de pré temporada de Flamengo e Cruzeiro contra a equipe ucraniana do Shakhtar Donetsk , empate sem gols dos cariocas e empate por 1×1 dos mineiros . A vinda de jogos de pré temporada contando com um time estrangeiro , mostra que ainda há interesse em trazer jogos para a cidade , além disso os jogos da série A renderam melhor que os do período pós copa.
Entre os anos de 2006 (ano em que o Brasiliense voltou a série B , deixando a capital sem representate na série A) e 2012 (ano que antecede a reabertura do Mané Garrincha), Brasilía recebeu apenas 3 jogos de primeira divisão , uma vitória do Botafogo por 2×0 sobre o Atlético Paranaense , um empate por 1×1 entre Fluminense e Figueirense , ambas as partidas realizadas em 2007 , e a “decisão”do campeonato brasileiro de 2008 vencida pelo São Paulo por 1×0 sobre o Goiás disputada no Bezerrão .
O Número é irrisório se comparado com os números pós reforma , porém é um retrato de como os clubes tratavam a capital quanto a receber suas partidas , não havia interesse em trazer jogos para a cidade . As partidas vinham por acaso , por motivos aleatórios e não porquê os times tinham interesse em explorar suas torcidas na cidade (*o jogo entre São Paulo e Goiás , teve mando do time goiano , que por sua vez , soube explorar o potencial do jogo e da grande torcida do time paulista na cidade ao fixar o preço do ingresso em R$ 400,00 ) .
O fato novo é que com a reinauguração do Mané Garrincha , os times perceberam o potencial de Brasília em receber jogos , perceberam que a capital é capaz de gerar uma boa renda e um bom público com frequência , mesmo quando o jogo não é muito atrativo e mesmo com ingressos caros . Ao contrário dos cariocas , dos paulistas e dos mineiros , os brasilienses não estão acostumados a ver seus times do coração e vão ao estádio quando seus times vem a cidade por mais caro que seja o ingresso e por pior que seja o jogo , tendo um estádio de Copa do Mundo o interesse só aumenta . Além disso , os clubes visando aproveitar ao máximo o potencial da cidade costumam trazer partidas interessantes à ela , como jogos envolvendo times que estão na parte de cima da tabela , clássicos regionais , grandes jogadores e grandes times , gerando um evento mais rentável do que se mandassem os jogos em seus estádios (onde os grandes jogos são mais comuns) , visto que podem cobrar um ingresso mais caro , explorar a paixão do torcedor que mora longe do time , além de despertar a curiosidade em amantes de futebol para ver um jogo da série A .
É importante que os torcedores compareçam ao estádio quando seus times vierem jogar em Brasília , pois dessa forma os times continuarão com o interesse em trazer jogos para a cidade e trarão jogos cada vez mais interessantes para ela .
Um dos grandes problemas dos jogos são os altos preços das entradas , pois além de assustar o torcedor com mais condições , claramente renega o mais humilde. Para as partidas na capital , além dos usuais camarotes , são vendidos ingressos com preços fixos para ambas as torcidas nas cadeiras inferiores e se há demanda a venda da cadeira superior é aberta . Resolver o problema do preço dos ingressos é bastante simples : venda de ingressos para os dois setores com diferença de preço , o preço das cadeiras inferiores pode ser o mesmo que já seria cobrado e o das cadeiras superiores seria um pouco mais barato , dessa forma mais ingressos seriam vendidos , maior seriam público e renda . Porém , como a prática não dá sinais de que irá parar e como é comum em todo o país , é melhor ir se prevenindo . Poupar dinheiro quando der e ir juntando para quando aparecer um jogo do seu time é a melhor opção .
Esse inclusive é o outro problema dos jogos na capital , eles sempre são anunciados em cima da hora , deixando o torcedor na mão . Resolver esse problema também não é difícil , basta que antes do começo das competições os times olhem a tabela e marquem os jogos na cidade com antecedência , claro que dessa maneira jogos contra os times da parte de cima da tabela tendem a ser mais difíceis de acontecer , porém o torcedor poderia se programar e gerar um grande público mesmo que o jogo venha a ser fraco , além do mais jogos contra adversários tradicionais sempre gerarão bom público , independente das posições dos times envolvidos , alguns desses jogos poderiam vir para a capital . Mas como isso também não deve acontecer , ir sempre poupando dinheiro onde der é a melhor saída para não perder o jogo .
O fato é que mesmo com todos os problemas , ir a um jogo do seu time , é uma experiência incrível para amantes de futebol de todas as idades . Os jogos em Brasília costumam ser partidas interessantes e que poucas vezes acabam sem gols , além disso , ocorrem de uma forma tão esporádica que desperdiçar a chance de ir em um é bobagem , pois além de perder um bom jogo , é contribuir para que os times percam o interesse em jogar na cidade . De fato os torcedores da cidade não podem ficar reféns dos altos preços e nem aprender a lidar com isso , porém os ingressos tendem a diminuir quando a cidade se firmar como uma casa alternativa para os times e for capaz de gerar uma receita padrão, pagar os altos preços agora seria uma forma de investimento a longo prazo .
O que ninguém quer que aconteça é o que aconteceu entre 2006 e 2012 , onde a capital só recebeu 3 míseras partidas da primeira divisão do brasileirão . Só há duas maneiras para evitar que isso aconteça , a primeira é frequentar os estádios mesmo com os preços altos e com a falta de programação dos jogos , a segunda é torcer para que Gama , Brasiliense , Legião , Brasília e os demais times da cidade se reabilitem e cheguem a série A , porém como o time em melhor situação é o Gama , que esta na série D , ir aos jogos da série A é a melhor opção á curto , médio e longo prazo para firmar Brasília na rota dos grandes jogos do Brasil.
RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO – 22ª RODADA
Para não gastar o curto espaço reservado aos jogos, falarei da caótica arbitragem aqui na introdução.
No Independência, Marcelo de Lima Henrique e o assistente Sério Correa tiveram um desempenho desastroso. O árbitro expulsou Marcos Rocha depois que ele reclamou (na súmula consta a palavra “pô”) e socou o ar (uau), além de faltar em critério em lances parecidos para os diferentes Atléticos. Mas quem mais prejudicou o Galo foi Sérgio, que bandeirava pela primeira vez um jogo de primeira divisão. O bandeira marcou equivocadamente pelo menos três impedimentos que prejudicaram muito o Galo.
Enquanto isso, em Itaquera, o Corinthians sorria. Ressalva importante: o futebol do Timão é muito bom e o time merece estar na liderança. Mas esses 7 pontos de vantagem só vieram graças ao bandeira, que anulou um gol de Cícero quando o jogo estava 1×0. O único jogador do Fluminense impedido perto do lance faz o movimento para longe da bola, exatamente para não participar do lance. Pelo menos três jogadores do Corinthians davam condições para Cícero, em lance muito parecido com o gol (também mal) anulado do Fluminense naquela mesma área em Itaquera.
Em Goiânia, o Palmeiras teve um gol de Lucas Barrios mal anulado e cada time reclamou um toque de mão dentro da área. Nenhum pênalti foi marcado.
Em Campinas, Cruzeiro e Ponte se enfrentaram em outro jogo de arbitragem desastrosa. Teve lance em cima da linha que foi marcado falta fora da área, falta dentro da área totalmente ignorada e um gol completamente legal de Borges que foi anulado pelo bandeira. O QUE A ARBITRAGEM ESTÁ FAZENDO COM O CAMPEONATO?
Dito isso, vamos aos jogos.
QUARTA
JOINVILLE 0X0 SÃO PAULO
ARENA JOINVILLE
PÚBLICO: 13.064
Esse jogo não merecia ser 0x0. Numa partida divertida e movimentada, o São Paulo jogou mais no primeiro tempo e o JEC jogou mais no segundo. O zero não saiu do placar graças a dois fatores: a trave contra o Joinville e a afobação de Pato contra o São Paulo. O JEC acertou a trave três vezes ao longo da partida, mas quem mais chegou perto de marcar foi Alexandre Pato no último lance do jogo. O atacante recebeu passe de Ganso na pequena área e só precisava desviar para dentro, mas chutou em cima do goleiro que operou um pequeno milagre. O JEC ainda é o vice-lanterna e visita o Atlético-PR na próxima rodada. Já o São Paulo pulou para 5º e recebe o Internacional.
INTERNACIONAL 6X0 VASCO
BEIRA-RIO
PÚBLICO: 15.021
O Inter tinha sofrido a maior goleada do campeonato (justo no GreNal), mas conseguiu se redimir contra o Vasco em coma. A crueldade maior vem do fato de que o Inter não jogou um futebol de 6×0 – foram apenas 10 finalizações. Com gols de Ernando, Eduardo Sasha e Lisandro López (2) e golaços de Valdívia e Nilton (sim…) o Colorado levou o time cruzmaltino a 41 gols sofridos em 22 rodadas. O Vasco tem 13 pontos e apenas 8 gols marcados. É praticamente impossível fugir do rebaixamento. O Colorado é o 11º e agora visita o São Paulo no sábado, enquanto o lanterna Vasco recebe o Galo no mesmo horário.
PONTE PRETA 1X2 CRUZEIRO
MOISÉS LUCARELLI
PÚBLICO: 5.343
Dirigido por Deivid, a Raposa perseverou até os 48 do segundo tempo para sair com a vitória contra a Macaca. Observada das arquibancadas pelo novo técnico Mano Menezes – e com um uniforme que parece as páginas amarelas – o Cruzeiro saiu na frente com um belo chute do volante Williams. No segundo tempo, Biro Biro chutou firme e empatou aos 13. Mas, no finzinho do jogo, Vinicius Araújo pegou o rebote e cabeceou para dar a primeira vitória da Raposa desde a 17ª rodada. Agora a Ponte, em queda, é a 13ª – o Cruzeiro subiu para 15º. Na próxima rodada a Macaca visita a Chapecoense enquanto o time mineiro recebe o Figueirense.
FLAMENGO 3X0 AVAÍ
ARENA DAS DUNAS
PÚBLICO: 22.825
Deixou chegar? Mandando o jogo em Natal – e, consequentemente, com boa presença da torcida – o Mengão ganhou o terceiro jogo em três disputados no returno. Torcedores e jornalistas já falam em G-4(…). Alan Patrick recebeu passe de calcanhar dentro da área, cortou o goleiro e abriu o placar no primeiro tempo. No segundo tempo, após linda troca de passes, Kayke fez o segundo. Ainda teve tempo para receber na área, sambar com o goleiro, deixa-lo no chão e fazer seu segundo gol. Agora o Fla é o 9º e faz o Fla-Flu no domingo, enquanto o Avaí é o primeiro da zona de rebaixamento e recebe o Coxa na próxima rodada.
ATLÉTICO-MG 0X1 ATLÉTICO-PR
INDEPENDÊNCIA
PÚBLICO: 12.064
Já mencionamos acima a polêmica envolvendo a arbitragem que decidiu o jogo. O único gol saiu de um pênalti cometido por Victor em Ewandro – o jogador do SP emprestado ao Furacão jogou bem e infernizou a defesa do Galo. Walter cobrou com força e marcou. A derrota deixou o Galo sete pontos atrás do Corinthians – a vantagem do líder nunca foi tão grande nesse campeonato. E a vitória levou o Furacão, graças à derrota do Palmeiras e ao empate do São Paulo – ao G4. Agora o Galo visita o Vasco enquanto o Furacão recebe o Joinville.
CORITIBA 0X0 SPORT
COUTO PEREIRA
PÚBLICO: 10.000
Esperava-se mais do Coritiba, que vinha em crescente, mas o jogo foi decepcionante e nada aconteceu. Já o Sport, que não venceu fora de casa no campeonato, segue sem vitórias há oito jogos e está longe daquele futebol eficiente e envolvente do começo do campeonato. A partida foi morna, sem emoções e foi um verdadeiro Jogo Bosta da Rodada. Agora o Coxa segue na zona de rebaixamento, em 18º, enquanto o Sport chegou à décima posição. Na próxima rodada, o Coritiba visita o Avaí enquanto o Leão recebe o Santos.
CORINTHIANS 2X0 FLUMINENSE
ARENA CORINTHIANS
PÚBLICO: 29.328
Comemorando seus 105 anos, o Corinthians estreou seu novo terceiro uniforme, (segundo a Nike, numa bela justificativa prum bizarro uniforme laranja) em homenagem ao templo da base, o Terrão. E foi justamente uma cria do Terrão que abriu o placar: em bela jogada, o garoto Marciel fez seu primeiro gol como profissional. Na segunda etapa, após o gol de Cícero bizarramente anulado, Jadson cobrou a falta na cabeça de Ralf, que testou no canto. O Timão vai caminhando a passos largos rumo ao título enquanto o Flu, que divide atenções com a Copa do Brasil, fica longe do G4. Agora ambos os times jogam clássicos: o Corinthians visita o Palmeiras enquanto o Flu (7º) joga contra o Fla.
GOIÁS 1X0 PALMEIRAS
SERRA DOURADA
PÚBLICO: 16.024
O Palmeiras teve um gol mal anulado, um pênalti não marcado e perdeu sua posição no G4. Já o Goiás, que já havia feito 1×0 no Porco no turno, voltou a vencer com um belo gol de Bruno Henrique. O atacante deu o corte, deixou o zagueiro no chão e bateu com muita categoria para fazer o gol do jogo. O Goiás agora é o primeiro fora da zona de rebaixamento enquanto o Palmeiras caiu para a 6ª posição. Na próxima rodada o Verde do cerrado visita o Grêmio enquanto o Verde da pauliceia recebe o Corinthians.
QUINTA
SANTOS 3X1 CHAPECOENSE
VILA BELMIRO
PÚBLICO: 8.047
O Santos não teve dificuldades para bater a Chapecoense e conquistar a quinta vitória seguida. A vitória foi construída com dois gols do artilheiro Ricardo Oliveira – que ainda perdeu um pênalti mal marcado – e um puta golaço de Geuvânio, de canhota no ângulo. Neto descontou aos 37 do segundo tempo. O Santos está 100% no returno: três jogos, três vitórias. Essa campanha levou o time à oitava posição, a apenas três pontos do G4. A Chapecoense está em 12º. Na próxima rodada o Peixe visita o Sport enquanto a Chape recebe a Ponte.
FIGUEIRENSE 0X2 GRÊMIO
ORLANDO SCARPELLI
PÚBLICO: 11.258
Tendo que lidar com desfalques importantes – Grohe, Douglas, Luan e Erazo – o Grêmio cumpriu bem sua parte, venceu o Figueirense fora de casa e colou no Galo, vice-líder. Bobô abriu o placar logo aos 5 minutos, de cabeça, após cobrança de escanteio. No segundo tempo, Pedro Rocha bateu com categoria após belo passe e foi comemorar com a massa gremista no Orlando Scarpelli. Agora o Figueira é o 14º e visita o Cruzeiro enquanto o Grêmio, terceiro, recebe o Goiás.