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Mais uma chance, mais uma tragédia

José Eduardo

2004, campeão brasileiro com o Santos. Este foi o último título de expressão de Vanderlei Luxemburgo. E mesmo assim, 11 anos depois, é só um time grande do Brasil demitir seu treinador que o nome do Pofexô é ventilado. Foi assim com Santos (2006, 2009), Palmeiras (2008), Atlético-MG (2010), Flamengo (2010, 2014), Grêmio (2012), Fluminense (2013) e agora, Cruzeiro.

11 anos, nenhuma Libertadores, Brasileiro, Copa do Brasil, Mundial. Apenas 5 estaduais e péssimas passagens pelas equipes.

Seguindo o lema “Eu venci, nós empatamos, eles perderam”, Luxemburgo plantou discórdia nos clubes por onde passou e colheu péssimos resultados. Vale lembrar a passagem desastrosa pelo Real Madrid, onde o ponto forte foram suas entrevistas em péssimo – e cômico – portunhol.

Seu trabalho se destaca por uma boa arrancada quando assume os times em que passa, algumas partidas irregulares e a derrocada.

Em seus trabalhos mais recentes, foi demitido do Galo, em 2010, deixando o clube na zona de rebaixamento após goleada sofrida contra o Fluminense por 5 x 1.

No Flamengo, em suas últimas duas passagens, conseguiu um carioca e salvar o time do rebaixamento, mas nenhum campeonato de destaque, mesmo treinando seu clube do coração e em sua zona de conforto.

Em 2013, no Grêmio, o Pofexô se envolveu em confusão contra o Huachipato, do Chile, e foi suspenso por 6 partidas. Foi eliminado, nas oitavas, pelo Santa Fé, da Colômbia, ainda durante sua suspensão e, por isso e por ter perdido o Gaúcho para o maior rival, foi demitido.

Ainda em 2013, Luxemburgo assumiu o atual campeão brasileiro, Fluminense e admitiu que salvar o tricolor do rebaixamento seria uma conquista. Saiu do comando com 7 vitórias em 26 jogos e uma sequência final de 9 jogos sem triunfos.

A situação em 2015 é idêntica. Assumiu o atual (bi)campeão brasileiro, Cruzeiro, e já chegou com moral. 3 vitórias seguidas, inclusive vencendo o Atlético-MG, no Independência, quebrando dois longos tabus, de vitórias (11 jogos) e de vitórias na casa do rival, fato que não aconteceu desde a reinauguração do estádio.

Mas a face de Luxemburgo começou a cair imediatamente. 3 derrotas seguidas. E então, começa a derrocada do ultrapassado treinador.

Sem nenhuma criatividade e renovação, Luxemburgo imediatamente mudou o esquema tático celeste. Tirou o 4-2-3-1 consagrado no bicampeonato e foi à zona de conforto 4-3-1-2, tática que deu a Tríplice Coroa ao Cruzeiro em 2003. A diferença são apenas 11 anos de atraso da tática. E jogadores com características completamente diferentes.

A partir de então, o Cruzeiro assumiu o DNA Luxemburgo: derrotas em jogos facílimos, vitórias em jogos difíceis que ajudam a mascarar o mau trabalho e a enaltecer a figura do técnico, a figura do “EU VENCI”.

Hoje, o bicampeão brasileiro encontra-se na 14º colocação, 3 acima da zona de rebaixamento. O discurso de “tentaremos o tri” já mudou para “o foco é a Copa do Brasil”, como se o Brasileiro fosse luxo.

Luxo mesmo seria poder vencer algum time catarinense. Sob o comando de Luxa, o Cruzeiro perdeu em casa para a Chapecoense, empatou, em casa, com o Avaí e conseguiu ser goleado pelo Joinville.

Fato é, Luxemburgo é um bom motivador. Consegue vitórias em jogos importantes. Mas está ultrapassado. Acumula derrotas em jogos ridiculamente fáceis. Cria rachas nos times por onde passa, tem salário altíssimo e, incrivelmente, possui respeito por todos os dirigentes do Brasil. Por quê? Este texto deixa bem claro que não é pelo retrospecto recente.

*Em negrito, o destaque: REBAIXAMENTO, a tônica dos trabalhos de Luxemburgo

RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO SÉRIE B – 18º RODADA

Por José Guilherme

 

Sem mudanças nos integrantes do G4 nem no Z4; os times apenas trocaram de posições. Belos gols, lances polêmicos e curiosos.

Vamos aos jogos.

 

BAHIA 1 X 1 NÁUTICO

FONTE NOVA – 23.187 TORCEDORES

As duas equipes fizeram o duelo de G4 da rodada. O Bahia buscava continuar a boa campanha em casa e de quebra parar um adversário direto. Mas, apesar da pressão dos donos da casa, foi o Timbu quem abriu o placar com gol de Patrick Vieira. O Bahia partiu em busca do empate e conseguiu com um golaço de Vìtor, que acertou um petardo cruzado no ângulo. Depois da pintura, o Tricolor não conseguiu a virada e o jogo terminou em um empate ruim para ambos na briga no topo da tabela. O Bahia caiu para quarto e o Náutico permanece em sexto.

 

CRICIÚMA 1X0 PAYSANDU

HERIBERTO HULSE – 5.215 TORCEDORES

Em um dos jogos mais emocionantes da noite, o Papão queria a vitória para evitar a queda na livre e até começou bem, mas Neto Baiano perdeu a grande chance de marcar em um pênalti agilmente defendido por Luiz. A sorte realmente estava do lado do Tigre. Em escanteio cobrado muito baixo, Everaldo, do Paysandu, emendou um peixinho rente ao chão, contra a própria meta, dando a vitória ao Criciúma. O resultado deixou o Tigre em nono, colado com o Papão – que agora é oitavo.

 

SAMPAIO CORRÊA 1 X 0 CRB

CASTELÃO-SÃO LUIS –

Em seu melhor momento, o Sampaio segue sua escalada na competição. A vítima da vez foi o CRB, que até fez um jogo duro, mas o golaço de Nadson em chute de fora da área garantiu os três pontos para os maranhenses. O Sampaio já está a um ponto do G4, em quinto. O CRB permaneceu em décimo terceiro.

 

SANTA CRUZ 2 X 1 MOGI MIRIM

ARRUDA- 13.660 TORCEDORES

O Mogi deu sinais de reação da série B após a estreia do presidente/jogador Rivaldo, mas já amargava três rodadas sem vencer. E foi com o espírito de retomar o bom momento que a equipe entrou em campo e conseguie surpreender o Santa ao abrir o placar com Geovane. O Santinha, porém, reagiu e chegou à virada com Anderson Aquino (de pênalti) e com o experientíssimo Grafite, mostrando estrela ao marcar seu segundo gol em dois jogos desde seu retorno ao Arruda. Os pernambucanos estão a três pontos do G4, em sétimo. Com a derrota o Mogi caiu para a vice-lanterna.

 

CEARÁ 0 X 2 AMÉRICA-MG

CASTELÃO – 11.594 TORCEDORES

E fez-se a lógica. O América vem na famosa “crescente” que os jogadores costumam citar, enquanto o Ceará é praticamente o dono da lanterna da série B, tamanha a sequência de rodadas nessa situação. Com tudo isso, fica fácil entender o resultado dessa partida. O América passeou em pleno Castelão construiu a vitória com certa tranquilidade, com gols de Marcelo Toscano e do experiente Mancini. O Coelho chegou à vice liderança e o Vozão segue em último e já vê a Série C no horizonte.

 

OESTE 0 X 0 ATLETICO-GO

JOSÉ LIBERATTI – 1175 TORCEDORES

Apesar de vir de cinco vitórias seguidas em casa, o Oeste demorou a se ligar na partida e acabou pecando pela falta de iniciativa. Diante de um Atlético mais interessado em aumentar a sequência sem derrotas do que propriamente buscar o jogo, nenhuma das equipes mostrou muito futebol para merecer que o zero saísse do placar. Com o empate, o Rubrão permanece em décimo primeiro e o Dragão em décimo quarto.

 

LUVERDENSE 0 X 2 VITÓRIA

ARENA PANTANAL – 2.323 TORCEDORES

 

A Arena Pantanal recebeu pela primeira vez um jogo do time do estado, mas os ares não fizeram muito bem ao Verdão do Norte. Sem quase nenhuma criatividade o time sucumbiu diante do Vitória, que também não demonstrou um belo futebol mas foi muito  eficiente. Os dois gols saíram quase que em sequência no final do jogo, com Vander e Diego Renan – este num contra ataque fulminante que finalizou a partida. O Vitória é líder. Já o Luverdense é apenas décimo sexto.

 

BOTAFOGO 3 X 1 ABC

ESTÁDIO NILTON SANTOS – 6.435 TORCEDORES

A ordem era clara: vencer ou vencer. O Botafogo foi a campo pressionado pela necessidade de conquistar os três pontos e não se ver distante dos líderes. Apesar disso, quem abriu o placar foi o ABC, com Edno em contra-ataque rápido. Depois disso o Fogão se ligou e chegou ao empate com um gol de Navarro, que misturou técnica, sorte e oportunismo ao encobrir o goleiro de cabeça da entrada da área. Neilton e Navarro mais uma vez, ambos com assistências açucaradas de Daniel Carvalho, fecharam o placar. O Botafogo foi para terceiro, o ABC segue despencando e é décimo oitavo.

 

BRAGANTINO 2 X 1 PARANÁ

NABI ABI CHEDID – 595 TORCEDORES

Diante de um público pífio, o Bragantino se impôs desde o início da partida, buscando a vitória. E o Massa Bruta conseguiu concretizar sua superioridade com gols, marcando com Everton Dias na primeira etapa, e após belo contra-golpe Thiago Santos ampliou para os donos da casa. O placar pareceu ter despertado o Paraná, que diminuiu com Paulo Henrique e seguiu pressionando e criou algumas oportunidades no final da partida, porém o Braga soube segurar a pressão e garantiu a vitória. O Bragantino é décimo e o Paraná décimo quinto.

 

BOA ESPORTE 2 X 1 MACAÉ

MELÃO – 509 TORCEDORES

O jogo se encaminhava para o empate sem gols, apesar de movimentado e com chances criadas. Porém, no meio do segundo tempo CHAPINHA entrou para mudar o panorama da partida. O meia, que vem sofrendo com lesões desde o início do campeonato, marcou poucos minutos depois de sua entrada. Aos 45’ da segunda etapa o juiz assinalou pênalti para o Macaé, muito contestado pelos mineiros, mas convertido po Aloísio. Tudo parecia perdido, menos para o herói Chapinha, que aos 47’ guardou seu segundo da noite e assegurou a vitória do BOA. A equipe de Varginha subiu para décimo sétimo e o  Macaé é décimo segundo.

Uma doença chamada Eurico Miranda

Por Lucas de Moraes

O Vasco voltava à série A do campeonato brasileiro. Era necessário reforçar o time para montar um elenco que representasse a força do Vasco da Gama e tivesse ambições dentro do brasileirão. Agora na série A, o Vasco está em uma péssima fase. O time está em último na tabela com a pior defesa e o pior ataque da competição. Sua média de gols é de 0,44 gols por partida (menos de um gol a cada duas partidas). O erro da diretoria foi manter um elenco de nível de série B. O técnico Doriva foi uma boa aposta, mas ele precisava de elenco para conseguir alguma meta nesse ano. O pior veio nas eleições para presidente no fim de 2014. Em dezembro, uma doença gravíssima infectou o pobre cruzmaltino. Essa doença é chamada de Eurico Miranda.

 

Já estamos no segundo semestre do ano e o Vasco ainda não mostrou um bom futebol. Contratações que não deram certo são o que mais aparecem no time carioca. Riascos, Marcinho, Dagoberto, Diguinho, Júlio César e por aí vai. São tantas contratações que não é possível colocá-las aqui. Problemas também não faltam. O clube contratou mais atacantes (8) do que marcou gols no campeonato. Apesar do apoio do presidente do clube, o técnico Celso Roth tem sua vaga ameaçada pela maioria dos dirigentes. Agora chegam Jorge Henrique, Nenê e Felipe Seymour na tentativa desesperada de fazer o time subir na tabela. A péssima fase do time sub-20 (lembre-se que o diretor de futebol do time júnior é o filho do Eurico) do Gigante da Colina realça a raiz de todo o problema: a diretoria. A culpa não é apenas só dos jogadores e do técnico.

 

Portanto, procura-se um remédio para essa enfermidade que atingiu o Vasco. Todos esperam que a saúde volte e o time continue brigando por títulos como os já conquistados em sua história de 114 anos. Meus parabéns adiantados pelos 115 anos que serão completados no dia 21 de agosto vêm acompanhados pelo desejo de saúde ao clube e pelo fim da doença que tanto o preocupa. Boa recuperação, Clube de Regatas Vasco da Gama.

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Eurico chegou a dizer que o Carioca é mais importante que o Brasileiro. Então o Vasco já conquistou seu maior título de 2015. Foto: ANTONIO SCORZA / Agência O Globo

O manto não está à venda

Por Pedro Abelin

Hoje foram divulgadas imagens dos novos uniformes do Corinthians. Dentre as camisas lançadas, uma delas me chamou mais atenção: a camisa laranja. De acordo com os marqueteiros – que sempre arranjam alguma justificativa esdrúxula para essas camisas – a cor laranja faz alusão ao mítico terrão do Parque São Jorge, por onde passaram diversos ídolos da história corinthiana. Não venho aqui me opor ao lançamento de terceiros uniformes pelos times brasileiros, e muito menos condenar quem as compra. Eu, mesmo que nunca as use, já comprei uma ou outra. Mas pretendo fazer um desabafo, pois creio que os mantos sagrados dos nossos times vêm sendo muito mal tratados nos últimos tempos.

Sei que dizem que há uma necessidade dos clubes venderem camisas e que o mercado demanda uma diversificação de produtos. Também sei que dizem que a tendência é que os clubes tenham cada vez mais uniformes alternativos distintos de suas cores tradicionais. Apesar disso, confesso que me incomodo extremamente em não reconhecer visualmente determinado time – principalmente o meu – em uma partida de futebol. Então que vendam essas camisas, mas não precisa usar elas dentro de campo. E se for usar, que usem bem longe do nosso estádio!

Na minha cabeça, nós temos que identificar prontamente a camisa dos times que assistimos, mesmo que não sejam os nossos. Quando assisto um jogo em La Bombonera, espero que o Boca esteja utilizando uma camisa azul com uma faixa amarela horizontal. Poxa, o Flamengo é rubro-negro, o Cruzeiro é celeste e o Inter é colorado! Além disso, tenho a impressão que a onda das terceiras camisas está poluindo a identidade visual dos estádios. Por exemplo, as torcidas de Santos e Corinthians têm cada vez mais dificuldade de realizar os chamados “mar branco” e “mar preto” em seus estádios, dadas a quantidade de camisas coloridas presentes nas arquibancadas. Por mais que me considere um cara progressista, sou obrigado a admitir meu conservadorismo em relação uniformes de futebol. O mercado não deve pautar as tradições dos nossos clubes, por isso acredito que usar os uniformes tradicionais é uma forma de resistência. Que se danem os marqueteiros, mas meu Corinthians é preto e branco e é assim que eu quero ver ele em campo!

RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO – 17ª RODADA

Rodada de clássicos, rodada caseira e rodada de casa cheia.

 

Nos clássicos: empate no Majestoso, empate em Chapecó e massacre gremista no Grenal.

 

Rodada caseira porque nenhum visitante ganhou. Foram cinco vitórias do time da casa e cinco empates.

 

Rodada de casa cheia por causa dos bons públicos, com mais de 40 mil torcedores no Rio e em Porto Alegre e uma média de quase 24 mil pessoas por jogo.

 

SÁBADO

AVAÍ 1X0 FLUMINENSE

RESSACADA

PÚBLICO: 11.033

 

No sábado, o Leão de Santa Catarina recebeu o Tricolor. Logo no começo do jogo, Rômulo dribla e chuta com veneno de fora da área e complica para Diego Cavalieri, que rebate para o meio da área. André Lima divide com o zagueiro e encobre o goleiro Tricolor para fazer o único gol do jogo. O Fluminense teve muita dificuldade na criação. Ronaldinho Gaúcho só fazia bons passes à distância, principalmente em jogadas de bola parada. Mesmo com a derrota, o Fluminense segue no G4: é o quarto colocado e agora enfrenta o Inter no Beira-Rio. Já o Avaí é o 16º e visita a Ponte Preta na quinta-feira.

 

SANTOS 3X0 CORITIBA

VILA BELMIRO

PÚBLICO: 12.657

 

Sem a mínima dificuldade, o Santos bateu o lanterna Coritiba nos embalos de sábado a noite e conseguiu sua segunda vitória nos últimos três jogos. Lucas Lima abriu o placar com um belo chute de canhota. Após cruzamento da direita, Ivan foi cortar e marcou contra. E Ricardo Oliveira fechou o placar marcando seu décimo gol na competição: o veterano capitão santista é o artilheiro isolado do campeonato brasileiro. Agora o Santos, 14º colocado, recebe o Vasco da Gama. Já o lanterna Coritiba mede forças contra o Palmeiras no Couto Pereira.

 

DOMINGO

ATLÉTICO-PR 1X1 SPORT

ARENA DA BAIXADA

PÚBLICO: 27.327

 

Na manhã de domingo, um jogaço. Logo no começo, Diego Showza leva três zagueiros e, quando entrava na área para chutar, Marlone rouba sua finalização para fazer 1×0 para o Leão. Seria a primeira vitória fora de casa do único time do Nordeste na Série A, que faz boa campanha. Mas, provando que o futebol é repleto de emoção, o Furacão chegou ao empate aos 52 minutos do segundo tempo, depois pressionar muito. Após cobrança de escanteio, quando até o goleiro estava na área, o zagueiro Vilches cabeceou e levou a Arena da baixada à loucura. O Furacão agora é o 6º colocado e enfrenta o Flamengo no Maracanã. Já o Sport, 5º, visita o Corinthians.

 

VASCO 0X0 JOINVILLE

MARACANÃ

PÚBLICO: 41.581

 

No encontro dos dois piores ataques da história dos pontos corridos, o placar não poderia ser diferente. Para um bom público no Maracanã, Vasco e Joinville fizeram um jogo ruim, o verdadeiro Jogo Bosta da Rodada. Apesar do time cruzmaltino ter chegado perto com Dagoberto, quem esteve mais próximo de marcar foi o JEC. Num lance bisonho, os dois zagueiros do Vasco – Rodrigo e Jomar – quase marcaram contra. Nada que alterasse o placar. Agora os dois times seguem abraçados na zona de rebaixamento com os mesmos 13 pontos. O Vasco é o 19º e enfrenta o Santos na Vila na próxima rodada. Já o Joinville, 18º, recebe o Cruzeiro na quinta-feira.

 

SÃO PAULO 1X1 CORINTHIANS

MORUMBI

PÚBLICO: 31.384

 

Assim como na partida contra o Galo, o São Paulo começou jogando melhor e dominou o jogo, mas sofreu um gol aos 21. Após belo drible em Tolói, Uendel rolou para Luciano marcar. Mas o Corinthians não tem o poderio ofensivo do Atlético e não conseguiu definir o placar, apesar das chances criadas. Logo no começo do segundo tempo, após uma mão-de-alfaçada de Cássio, Luis Fabiano (que já havia acertado a trave duas vezes e foi o melhor em campo) fez seu décimo gol contra o Corinthians. Destaque negativo para Vuaden: o árbitro deu um questionável segundo cartão para Felipe e não marcou pênalti em mão de Uendel no último lance do jogo. O Tricolor caiu para a oitava posição e agora visita o Figueirense, enquanto o Corinthians segue vice-líder e recebe o Sport.

 

CRUZEIRO 2X1 PALMEIRAS

MINEIRÃO

PÚBLICO: 20.839

 

Homenageando o dia em que representou a Seleção Brasileira, o Palmeiras entrou em campo com seu uniforme canarinho. Mas Brasil no Mineirão lembra 7×1. O jogo não foi tão glorioso e nem tão trágico: no reencontro de Marcelo Oliveira com sua antiga equipe, melhor para o Cruzeiro em seu melhor jogo no ano. Alisson fez o primeiro após jogada pela direita. Ainda no primeiro tempo, bola na mão de Victor Ramos dentro da área. Marinho perdeu o pênalti contra Fernando Prass. Cristaldo entrou e empatou logo no seu segundo toque na bola. Mas de Arrascaeta apareceu bem dentro da área, completou pro gol e deu a vitória para a Raposa. O Cruzeiro agora é o 11º colocado e visita o Joinville. Já o Palmeiras é o 7º e visita o lanterna Coritiba.

 

GOIÁS 0X0 ATLÉTICO-MG

SERRA DOURADA

PÚBLICO: 7.762

 

No Serra Dourada, Goiás e Galo fizeram um jogo truncado, bem disputado mas deficiente em gols. O time Esmeraldino deu a bola ao adversário e tentou pressionar na segunda etapa, enquanto o Atlético via o jogo ficar mais aberto mas não consegui encaixar boas jogadas. Para o Galo, o empate não foi mal resultado: com o empate do Corinthians, o Atlético segue com dois pontos de vantagem na liderança. Já o Goiás é o time que abre a zona de rebaixamento, na 17ª posição. Na próxima rodada o Goiás recebe a Chapecoense enquanto o Galo recebe o Grêmio.

 

PONTE PRETA 1X0 FLAMENGO

MOISÉS LUCARELLI

PÚBLICO: 11.694

 

Primeira derrota do Guerrero com a camisa do Flamengo. Após levar bola na trave e ver o Mengão chegar algumas vezes, a Macaca achou seu gol aos 26 do segundo tempo. Após escanteio pela esquerda, Pablo cabeceou na fuça de Márcio Araújo. A bola desviou, enganou o goleiro César e fez a festa da torcida campineira. O Flamengo, que chegou a ser creditado como “candidato ao G4” pela nada tendenciosa mídia esportiva, é o 13º colocado. A Ponte, sem holofotes, é a 10ª. Agora a Macaca recebe o Avaí enquanto o Rubro-Negro recebe o Atlético-PR.

 

GRÊMIO 5X0 INTERNACIONAL

ARENA GRÊMIO

PÚBLICO: 46.010

 

O grande vencedor da noite foi o Grêmio: 55 anos depois, fez 5 gols num GreNal e subiu 5 posições na tabela. Douglas perdeu um pênalti antes dos 10 minutos de jogo. Mas aí Giuliano fez um golaço de primeira, Luan fez um belo gol a la Oscar contra a Croácia e outro no começo do segundo tempo e Fernandinho fez o quarto depois de deixar o goleiro no chão. Para completar o pesadelo Colorado e o orgasmo Tricolor, o último gol foi contra, do zagueiro Réver. Agora o Grêmio é o terceiro colocado, enquanto o Inter vive crise, não ganha há três rodadas e amarga a 12ª colocação. O Imortal agora visita o líder Atlético-MG enquanto o Inter recebe o Fluminense.

 

CHAPECOENSE 2X2 FIGUEIRENSE

ARENA CONDÁ

PÚBLICO: 8.728

 

Um excelente jogo no clássico catarinense. Bruno Rangel abriu o placar no começo do segundo, após a zaga cortar mal um cruzamento e enganar o goleiro. Após cobrança de falta de Tiago Luís, a bola desviou e o goleiro do Figueira não conseguiu evitar o 2×0. Aí veio a sensacional reação do Figueirense. Aos 37, Dudu recebeu um cruzamento, deu um belo voleio que mandaria a bola bisonhamente para longe, mas ela acertou em cheio o rosto de Apodi e entrou. Aos 43, Marcão arriscou um chute cruzado e colocado de fora da área e marcou um golaço para empatar o jogo. Agora a Chapecoense é a 9ª colocada e visita o Goiás. Já o Figueirense, 15º, recebe o São Paulo na quarta-feira.

RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO – 16ª RODADA

A rodada, desmembrada entre o meio e o fim da semana, trouxe boas momentos.

 

A começar pelo público: metade dos jogos tiveram mais de 30 mil torcedores presentes. A média foi de quase 30.393 torcedores por jogo e a torcida do Mengão lotou o Maraca pra o clássico contra o Santos, batendo o recorde de público do campeonato, com mais de 60 mil torcedores.

 

Apesar dos dois 0x0, tivemos jogaços essa rodada. Galo x Sp, no Mineirão, e Fla x San, no Maraca, foram partidas bem movimentadas com quatro gols cada.

 

E quantos golaços! Gil, Pratto, Alan Patrick, Lucas Lima…

 

O Galão segue líder, seguido de perto pelo Corinthians. O G4 se completa com Fluminense e Sport. Palmeiras e São Paulo perderam posições para o Atlético-PR. Apesar de todo o hype da imprensa esportiva, o Flamengo segue na parte debaixo da tabela e ainda está distante do G4. O Joinville finalmente saiu da lanterna! O novo-último-colocado é o Coxa. O Vasco é o vice-lanterna.

 

QUARTA

CORINTHIANS 3X0 VASCO DA GAMA

ARENA CORINTHIANS

PÚBLICO: 30.340

 

Na quarta-feira o Timão, que vinha de tropeço contra o Coritiba, recebeu o Vasco, ainda atordoado pela goleada contra o Palmeiras. O Corinthians conseguiu uma vitória sólida contra um dos adversários mais frágeis do campeonato, mas depois de um primeiro tempo muito difícil. O Timão abriu o placar logo no início do segundo tempo com Renato Augusto, após linda jogada de Elias. Mas lindo mesmo foi o segundo gol: a bola sobrou na direita da área e o zagueiro Gil aplicou um belo voleio, acertando o ângulo oposto. E Elias fechou a conta com uma bela finalização de fora da área. O Corinthians, vice-líder, volta a campo no domingo, quando joga o Majestoso contra o São Paulo, no Morumbi. O Vasco, vice-lanterna, recebe o companheiro de Z4 Joinville em São Januário.

 

ATLÉTICO-MG 3X1 SÃO PAULO

MINEIRÃO

PÚBLICO: 47.606

 

Um excelente jogo onde o placar não reflete o domínio em campo. Nos primeiros 18 minutos de jogo, o São Paulo propôs o jogo, envolveu e dominou o Galo. No 19º minuto, belo passe de Marcos Rocha, Lucas Pratto desvia, Rogério defende mas joga a bola no ombro do argentino: 1×0. O São Paulo tentou achar o empate e voltou a criar chances, mas, após cruzamento da esquerda, Pratto finalizou com cruel categoria e explodiu o Mineirão. No fim do primeiro tempo, (mais uma) linda assistência de Giovanni Augusto para Lucas Pratto: 3×0 com direito a hat-trick. O Tricolor jogou bem, mas perdeu muitas chances com Pato (autor do gol) e uma com Ganso, que acertou a trave. Implacável e eficiente, o Galão da Massa mostrou porque é o melhor time do campeonato. Menção honrosa à festa da torcida alvi-negra! O líder agora visita o Goiás enquanto o Tricolor, 7º, recebe o Corinthians.

 

SÁBADO

FLUMINENSE 1X0 GRÊMIO

MARACANÃ

PÚBLICO: 33.288

 

Nos embalos de sábado à noite, o duelo de Tricolores marcou a estreia de Ronaldinho Gaúcho! O plano era que R10 começasse como titular e jogasse pouco mais de 45 minutos, mas ele jogou os 90. E iniciou o lance do gol! Após um lindo passe do duas-vezes-melhor-do-mundo, Wellington Paulista escorou de cabeça, Marcos Júnior driblou o goleiro e fez o único gol do jogo. Mais uma vitória do craque contra o clube que o revelou e vitória para o Fluzão depois de duas derrotas seguidas (contra Vasco e Chapecoense). Já o Grêmio, que flertava com o G4, não vence há três rodadas e já despencou para a oitava posição. Na próxima rodada o Fluzão, 3º colocado, visita o Avaí. O Grêmio faz o clássico com o Internacional em casa.

 

DOMINGO

PALMEIRAS 0X1 ATLÉTICO-PR

ALIANZ PARQUE

PÚBLICO: 38.794

 

O Palmeiras vinha numa sequência incrível: conquistou 19 dos 21 pontos anteriores e chegou à zona de classificação à Libertadores. Mas, assim como fez contra o Goiás, tropeçou no domingo de manhã em frente aos torcedores, que lotaram o Alianz Parque (como tem sido quando o Verdão joga em casa). O gol foi do maior atacante do Brasil, Walter, após focinhada bizarra de Lucas na bola. O camisa 18 do Furacão ainda aplicou uma senhora caneta perto da bandeirinha de escanteio. Com a vitória o Atlético ultrapassou o Palmeiras e está à beira do G4, na quinta posição. Já o Porco caiu para sexto. Na próxima rodada o Furacão faz o duelo de rubro-negros contra o Sport, na Arena da Baixada. Já o Palmeiras vai a Belo Horizonte enfrentar o Cruzeiro.

 

CORITIBA 1X1 GOIÁS

COUTO PEREIRA

PÚBLICO: 24.595

 

Completando 30 anos do seu título brasileiro, o Coxa amarga a última posição da Série A. E teve trabalho para arrancar um empate contra o Goiás. O esmeraldino do cerrado saiu na frente com uma bela finalização de primeira de Lineker, de dentro da área, no ângulo esquerdo de Wilson. Mas aos 46 do segundo tempo, após cruzamento da esquerda, Evandro dominou e chutou. A bola desviou em Rafael Lucas e enganou Renan, que até conseguiu a defesa, mas a pelota já havia cruzado a linha. Destaque para o bom público presente no estádio na manhã de domingo. O Coxa agora visita o Santos enquanto o Goiás, primeiro da zona de rebaixamento, recebe o líder Atlético-MG.

 

FLAMENGO 2X2 SANTOS

MARACANÃ

PÚBLICO: 61.421

 

O Peixe frustrou o maior público do campeonato. Sob os olhos da campeã do UFC, Ronda Rousey, Guerrero não criou gols e perdeu seus primeiros pontos com a camisa do Flamengo. O Mengão saiu na frente com um golaço de Alan Patrick, em chute de fora da área. Pouco depois, Emerson Sheik aumentou a vantagem e levou a massa rubro-negra a acreditar em goleada. Logo na volta do intervalo, porém, Ricardo Oliveira se antecipou à zaga em cobrança de escanteio e diminuiu. Aos 26, a bola sobra na frente de Lucas Lima, que, com muita categoria, coloca a gorduchinha no ângulo. O empate mantém Flamengo e Santos na metade de baixo da tabela: o Mengão é o 11 e o Santos é o 15º. Na próxima rodada o Fla visita a Ponte Preta enquanto o Peixe recebe o Coritiba.

 

INTERNACIONAL 0X0 CHAPECOENSE

BEIRA-RIO

PÚBLICO: 21.253

 

Vivendo uma fase ruim na temporada, o Inter tropeçou novamente e, ao que tudo indica, vai decepcionar mais uma vez aqueles que põem o Colorado como favorito ao título no começo da temporada. Com o trio Valdívia-D’Alessandro-Sasha voltando a jogar, o Inter não conseguiu vingar os 5×0 do ano passado. E o prejuízo poderia ser bem maior. Aos nove do segundo tempo, Tiago Luis foi lançado e saiu cara a cara com Alisson, que não saiu do gol. Dentro da área, chutou com categoria no canto, mas o goleiro colorado, esbanjando reflexo, conseguiu uma defesa espetacular. O empate manteve as equipes no meio da tabela: o Inter é o décimo e a Chape é a 9ª colocada. Na próxima rodada tem o GreNal na Arena do Grêmio enquanto a Chapecoense recebe o Figueirense.

 

JOINVILLE 2X0 AVAÍ

ARENA JOINVILLE

PÚBLICO: 11.245

 

O JECão da massa finalmente largou a lanterna! E ainda ultrapassou o Vasco! Jogando contra o conterrâneo Avaí – adversário que não vencia em casa desde 2013 – o Joinville chegou à terceira vitória no campeonato. Aos 31 do primeiro tempo, após cruzamento da direita, o zagueiro Jéci se atrapalhou com o goleiro e a bola foi pro fundo do gol. No segundo tempo, cobrança de escanteio e Guti aparece sozinho para testar para o gol. O Joinville agora visita o Vasco, que tem os mesmo 12 pontos. Já o Avaí, primeiro fora da zona de rebaixamento, recebe o Fluminense no sábado.

 

FIGUEIRENSE 3X1 PONTE PRETA

ORLANDO SCARPELLI

PÚBLICO: 7.369

 

Depois de quatro jogos, o Figueira reencontrou a vitória. E a Macaca segue em queda livre no campeonato. Logo no começo do jogo, João Vitor abriu o placar em chute colocado da entrada da área após confusão. Renato Chaves empatou de cabeça após cobrança de escanteio aos cinco do segundo tempo. Mas, também após escanteio, Marquinhos pôs o Figueirense de volta à frente no placar. E já nos acréscimos, após jogada em velocidade, a bola foi rolada para Dudu somente empurrar para fechar o placar. Agora o Figueirense é o 12º e a Ponte , que não vence há seis jogos, a 13ª. Na próxima rodada o Figueira visita a Chapecoense enquanto a Ponte Preta joga em casa contra o Flamengo.

 

SPORT 0X0 CRUZEIRO

ARENA PERNAMBUCO

PÚBLICO: 28.018

 

No Jogo Bosta da Rodada, o melhor mandante da competição Sport e o cambaleante Cruzeiro não conseguiram tirar o zero do placar. O bom público na Arena Pernambuco esperava mais uma boa exibição do Leão, que briga pelas posições de cima da tabela. A partida também marcou a estreia de Hernane, o brocador. O jogo começou intenso e as duas equipes criaram suas chances, sendo que o Cruzeiro chegou a reclamar um pênalti aos 22. Daí até o final do jogo, praticamente nada aconteceu. Mesmo com o empate, o Sport fica no G4 graças aos tropeços de Palmeiras e São Paulo. O decepcionante Cruzeiro é apenas o 14º colocado. Na próxima rodada o Leão visita o Atlético-PR em Curitiba enquanto o Cruzeiro recebe o Palmeiras no Mineirão.

A melhor derrota do ano

Por Rafael Montenegro

 

O São Paulo tem duas facetas na temporada. A positiva é sua campanha dentro de casa. Em determinado momento, o Tricolor conseguiu estabelecer a melhor marca histórica, com 12 vitórias consecutivas. A faceta negativa causa arrepios em qualquer são-paulino com apenas cinco palavras: São Paulo fora de casa.

 

O primeiro grande evento da temporada Tricolor foi seu primeiro grande revés. No dia 18 de fevereiro o São Paulo visitava o Corinthians em Itaquera, ambos estreando na fase de grupos da Libertadores. Foi o primeiro Majestoso da história da maior competição sulamericana e a vitória corinthiana veio fácil, com requintes de crueldade. O golaço de Elias logo no começo do jogo, a fraca atuação Tricolor e o gol de Jadson, ex-jogador do São Paulo – assim como Danilo e Emerson, também envolvidos nos lances de gol – puseram as primeiras interrogações acerca do badalado elenco. Uma vitória grande o suficiente para redimir viria apenas na última rodada da fase de grupos, quando o São Paulo foi superior e marcou os mesmos 2×0 no Corinthians. No Morumbi, claro.

 

No decorrer da temporada, o São Paulo intercalava bons jogos em casa com derrotas inexplicáveis fora, como para o Botafogo, em Ribeirão Preto, pelo Paulista. No mata-mata, morre na Vila para o Santos, pela semi do paulista (2×1) e no Mineirão para o Cruzeiro pelas quartas da Libertadores (nos pênaltis).

 

Com o começo do Campeonato Brasileiro vieram mais jogos em que o visitante São Paulo pouco agrediu o adversário e foi preza fácil. Foi no Brasileirão que o Tricolor fez o pior jogo da temporada, quando tomou 4×0 contra o Palmeiras, no Alianz Parque. O time ainda jogou mal nas quatro primeiras derrotas da competição, todas fora de casa: contra o Sport na Arena Pernambuco (2×0), contra a Ponte no Moisés Lucarelli (1×0) e contra o Furacão na Arena da Baixada (2×1).

 

Levantando o prognóstico, qualquer um diria que o São Paulo não seria páreo para o líder Atlético-MG, no Mineirão. E analisando somente o placar, podem até chegar à equivocada conclusão que foi um passeio do Galo, mas essa não foi a realidade do jogo.

 

Durante os vinte primeiros minutos quem ditou o ritmo foi o São Paulo. Marcando pressão, movimentando com velocidade e criando espaços, o Tricolor criou mais nesse começo de jogo que em todas as outras partidas como visitante. As grandes falhas foram nos extremos do ataque e da defesa: a qualidade na finalização e a firmeza na marcação do último toque do adversário. Lá na frente São Paulo criou muito mas chutou mal; lá atrás, não soube marcar Lucas Pratto.

 

O primeiro gol do camisa 9 expõe um dos dois pecados tricolores no jogo. Além do grande passe de Marcos Rocha, da sorte de Pratto, que fez o gol de ombro, e da infelicidade de Rogério, que fez a defesa difícil jogando a bola no atacante argentino, o gol saiu na falha de cobertura dos zagueiros. A cobertura frouxa se repetiu no segundo gol, mais fruto da competência de Lucas Pratto em finalizar. Já no terceiro, falha de Hudson, falha (consideravelmente relevável) do bandeira e, mais uma vez, mérito do 9 do Galo.

 

O Tricolor começou jogando melhor e ainda tentou reagir após o primeiro gol. Após o segundo, sentiu o golpe. E perdeu as esperanças após o terceiro, no fim do primeiro tempo. O gol de honra saiu ainda aos 13 do segundo tempo; havia tempo para reagir. Mas, golpeado, o Tricolor não conseguiu transformar sua esmagadora posse de bola em chances concretas.

 

A questão é: o São Paulo foi para Minas como um dos piores visitantes do campeonato e envolveu o líder Atlético. Antes o time tinha a obrigação de começar a jogar bola longe do Morumbi. Conseguiu. Falta aprimorar os extremos ofensivos e defensivos. Falta concluir com qualidade as chances criadas e parar de tomar gols com tanta facilidade. Passados quase três quartos da temporada, o Tricolor conseguiu uma boa atuação fora de casa (ainda que o placar diga o contrário) para servir de lição para o resto do Campeonato Brasileiro e para a Copa do Brasil.