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RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO SÉRIE B – 15ª RODADA

Ninguém do G4 venceu. Só um do Z4 perdeu. Essa é a Série B: uma competição que às vezes contraria a lógica, mas proporciona boas partidas e terá emoção garantida até a última rodada.

Vamos aos jogos.

 

VITÓRIA 0 X 0 MACAÉ

BARRADÃO

PÚBLICO: 7.551

Essa rodada teve dois “0x0”, mas cada um representou uma faceta de como um zero a zero pode ser. Vitória e Macaé fizeram o exemplo bom. Em um jogo muito movimentado, com certa predominância dos donos da casa, pressionados pela necessidade de um bom resultado para manter-se na briga no topo da tabela, não faltaram emoção e boas oportunidades. Destaque para o goleiro Rafael, dos visitantes, que foi o melhor em campo de frustrou os planos do Vitória de assumir a liderança. Mesmo assim, o rubro-negro subiu duas posições e é vice-líder. Já o alvianil praiano permanece na oitava posição.

 

MOGI MIRIM 2 X 3 BRAGANTINO

ROMILDO FERREIRA

PÚBLICO: 1.572

O Mogi vinha em um bom momento na competição e buscava a vitória pra embalar de vez. O Braga,por sua vez, vinha de duas derrotas e precisava da vitória para se restabelecer no campeonato. Resultado: um jogo franco e aberto, com muitos gols. O Braga abriu o placar com Alan Mineiro ainda no primeiro tempo. Na segunda etapa o Mogi empatou com Geovane, logo após ter um jogador expulso. Em seguida, Lincom colocou o Massa Bruta mais uma vez na frente. Mas o Mogi era valente e foi buscar outra vez o empate, de novo com Geovane. Tudo parecia se encaminhar para o empate até que, aos 47 do segundo tempo, o volante Everton Dias teve seu momento de herói e fez o gol que deu números finais à partida. A vitória do Braga garantiu a décima segunda colocação, enquanto o Mogi caiu para a vice-lanterna.

 

BOA ESPORTE 2 X 1 LUVERDENSE

MELÃO

PÚBLICO: 687

Na reestreia (bastante celebrada pelos poucos torcedores presentes) do técnico Nedo Xavier para sua oitava passagem pelo clube o BOA conseguiu uma vitória para conseguir um pouco de fôlego para brigar contra o Z4. O Luverdense começou na frente com gol de Ricardo, mas o Boa chegou à virada com dois gols (muito bonitos, por sinal) de Clebson. Com os três pontos os mineiros subiram para a décima sétima posição, enquanto a equipe de Lucas do Rio Verde está em décimo quinto.

 

 

PARANÁ 2 X 0 NÁUTICO

VILA CAPANEMA

PÚBLICO: 8.647

Em um campeonato marcado pelo equilíbrio, nada melhor do que uma sequencia de bons resultados para escalar na tabela. E olha que a sequência nem foi das maiores: duas vitórias e um empate já foram suficientes para afastar o Paraná da zona da degola. A vitória sobre o Náutico, com gols de Rafael Costa e Fernando Viana em apenas 18 minutos, serviu para confirmar o melhor momento do Paraná na competição, que chegou aos 19 pontos e ocupa a décima terceira posição. O Timbu é quarto.

 

PAYSANDU 2 X 0 AMÉRICA-MG

MANGUEIRÃO

PÚBLICO: 13.798

Papão e Coelho fazem campanhas parecidas na série B, com excelente aproveitamento dentro de casa mas sofrendo sempre que saem de seus domínios. E dessa vez não foi diferente. Com dois gols de Wellinton Júnior e uma situação quase apática dos visitantes, o Paysandu conseguiu voltar a vencer depois de quatro rodadas e subiu para quinta colocação. Já o América perdeu a chance de assumir a liderança provisória e de quebra ainda caiu para terceiro.

 

SANTA CRUZ 3 X 1 BAHIA

ARRUDA

PÚBLICO: 13.235

No confronto entre tricolores, melhor para o pernambucano. Em uma partida bastante movimentada, ambas as equipes criaram chances e os goleiros tiveram muito trabalho. Anderson Aquino abriu o placar para os donos da casa e Thales empatou logo em seguida. Mas no segundo tempo brilhou a estrela de Luisinho: o rápido atacante fez um verdadeiro carnaval fora de época na defesa do Bahia e garantiu seus dois primeiros gols na competição. Destaque também para o goleiro coral Tiago Cardoso que fez boas defesas e garantiu o resultado. Agora o Santinha é nono enquanto o Baha caiu para sétimo.

 

ABC 0 X 1 CEARÁ

FRASQUEIRÃO

PÚBLICO: 2744

ABC e Ceará fizeram um duelo dos desesperados em Natal e quem levou a melhor foi o Vozão, que voltou a vencer depois de incríveis DOZE rodadas. A vitória, como não poderia deixar de ser, não veio de maneira fácil, já que no primeiro tempo o ABC dominou as ações e mandou até bola na trave. Mas na segunda etapa o Ceará voltou melhor e conseguiu, com Uillian Correia, o gol que terminou o jejum. Apesar da vitória, o Ceará segue na lanterna. Já o ABC chegou à quarta derrota consecutiva e está na beira do Z4, em décimo sexto.

 

OESTE 1 X 0 SAMPAIO CORREA

JOSÉ LIBERATTI

O bom segundo tempo dessa partida foi um prêmio para os torcedores que ficaram ou assistiram até o fim a partida, que teve um primeiro tempo mais do que sonolento. As duas equipes faziam uma boa apresentação até que o Rubrão conseguiu a vantagem, com golaço de Mazinho. Fazendo jus à alcunha de “Messi Black”, deixou dois adversários pra trás na habilidade e bateu por cima do goleiro. O Oeste ainda teve um jogador expulso, mas conseguiu segurar o resultado. O Rubrão agora é décimo e o Sampaio sexto.

 

BOTAFOGO 0 X 0 CRICIÚMA

NILTON SANTOS

PÚBLICO: 5.339

O segundo 0x0 da rodada foi o exemplo de como um jogo com esse resultado pode ser tenebroso. Botafogo e Criciúma fizeram uma partida muito fraca tecnicamente, em que prevaleceram os erros, as más escolhas de jogada e a mediocridade técnica. Os goleiros praticamente não foram acionados. Luís do Tigre apareceu duas vezes na partida toda e Jefferson foi exigido em uma cabeçada de Fábio Ferreira no final do jogo. No fim das contas, um 0x0 sem sal e com vaias da torcida. O Botafogo segue líder mas parece sem vontade alguma de ampliar sua vantagem. O Criciúma caiu para décimo primeiro.

 

ATLÉTICO-GO 1 X 0 CRB

SERRA DOURADA

PÚBLICO: 1.070

E o Dragão chegou à sua segunda vitória consecutiva! Jogando em seus domínios, o Atlético mostrou melhoras em relação ao time que vinha amargando péssimos resultados em sequência e mostra sinais de que pode escapar da degola. O artilheiro da noite foi Juninho, que marcou um minuto após entrar em campo e garantiu três pontos importantes. O Dragão é décimo sétimo e o CRB caiu para décimo quarto.

Aqui é sofrido sim

Lucas de Moraes

Era o dia 24 de julho de 2015. Comemorei meu aniversário no dia 16 desse mesmo mês, mas faltava um presente: um titulo da Libertadores. Mas essa história começou muito antes. O ano de 2012 foi inesquecível. Depois de cair e continuar brigando para não cair nos campeonatos seguintes, o Galo montou um bom time e terminou com o vice-campeonato do Brasileirão. Já foi um êxtase, pois era a primeira vez que eu iria acompanhar meu amado time na maior competição da América do Sul, visto que, infelizmente, só me apaixonei pelo futebol em 2007. E mais ainda por aquele time chamado Atlético Mineiro. Ele voltava pro lugar do qual nunca deveria ter saído: a primeira divisão.

Naquela minha primeira Libertadores, existia um entusiasmo imenso. Não queria perder um jogo sequer. Vi o time jogar muito bem e se classificar facilmente num grupo com o São Paulo, Arsenal de Sarandí e The Strongest. Mesmo assim, fiquei um pouco decepcionado com a derrota para o time paulista no último jogo da primeira fase. Já não dava pra terminar a competição invicto.  Um momento para lembrar foi o gol que começou com a esperteza de Marcos Rocha na batida de lateral  ao lançar para o R10, que bebeu um pouco da agua de Ceni e ficou por lá desmarcado. Quando recebeu a bola, correu para linha de fundo e jogou para o Jô fazer o gol.

Antes de começar o mata-mata, achava que seria fácil, pois o time se saiu muito bem no grupo. Classificou-se na primeira colocação geral com aproveitamento de 83%. E o pior segundo colocado geral foi o tricolor paulista. Foi o confronto mais tranquilo dessa fase final, já que o Galo conseguiu vencer dentro da casa do adversário. Não desmereço o tricampeão mundial, mas aquele ano era do galo mesmo. Foi um show do Ronaldinho Gaúcho com participação especial de Jô. Nesse confronto das oitavas, o que me marcou nesse jogo de volta foi o drible espetacular do craque do alvinegro mineiro em cima do Douglas, que acabou trombando com seu companheiro Wellington.

Chegamos às quartas. Eu não conhecia o Tijuana e esperava que fosse fácil passar por eles. Lá no México, a maior dificuldade do time foi jogar em um campo sintético. Jogo muito difícil com o Luan (sim, ele mesmo, o menino maluquinho, um dos personagens principais da Copa do Brasil de 2014) empatando o jogo no finzinho. Dois a dois no placar e o jogo seria desempatado no Independência, mais conhecido como Horto. Animado com o jogo, falei com meu pai para irmos de carro para Belo Horizonte, pois eu precisava presenciar esse jogo na arquibancada. Era um sonho meu. Eu tinha ido ao velho Indepa quando era pequeno e nem lembrava como era. Guardo o ingresso desse jogo como se fosse uma barra de ouro. Os valores se equivalem, apesar da barra de ouro ter imenso valor material e esse ingresso, gigantesco valor sentimental pelo menos para mim. Victor salvou o time no pênalti batido por Riascos aos 47 minutos do segundo tempo.

Acho necessário fazer uma breve pausa para contar um causo que eu acho, no mínimo, interessante. Quando o lançamento de Arce foi feito e Marquez resvalou de cabeça, eu já senti um desconforto. Leonardo Silva estava muito atrasado no lance e a bola chegaria na área para Aguilar finalizar. Cenário perfeito para um gol que derrubaria o alvinegro mineiro naquela competição em que o time estava jogando muito bem. Sorte (achava que era azar, mas depois que acabou o jogo, percebi que estava enganado) que o zagueiro do Atlético Mineiro com a camisa número três derrubou o zagueiro do Tijuana. Todos olharam para o árbitro que apenas apitou marcando a penalidade. Na hora, eu fiquei em silêncio. O desespero da torcida foi geral. E eu pensei: “por que eu vim para BH ver esse jogo? Logo quando venho ver, meu time perde e é eliminado”. Enquanto eu xingava o mundo inteiro, um baiano que estava com uma camisa rosa e estava sentado atrás de mim e de minha família (meu pai e minha irmã) calmamente falou que o melhor jogador do time deles bateria no meio do gol e nosso goleiro pegaria. Eu pensei que não era possível. A penalidade é um modo muito fácil de fazer gol e o goleiro tem muita desvantagem nessas horas. Riascos correu para bater e o final todo mundo já sabe.

Agora era a semifinal contra o Newells Old Boys. Fora de casa mais uma vez, o alvinegro mineiro sofreu e acabou perdendo de 2 a 0. Era muito difícil reverter, mas eu não queria acreditar que o sofrimento que tinha passado nas quartas não serviria para nada. O jogo de volta foi muito sofrido, mas conseguimos fazer os dois gols. Lembro que foi difícil acompanhar o jogo, pois tive um aniversário e naquele estabelecimento tinha uma pequena televisão. Consegui que colocassem no jogo, pois, além de mim, havia mais três atleticanos. Vimos as cobranças de pênaltis sofrendo com as zoações de amigos que torciam para outros times. Os erros de Richarlyson e Jô fizeram parecer que o time cairia ali. Mas o time argentino também errou para nossa alegria. O último a bater foi aquele que fica muito nervoso quando está numa batida seja ela de falta, escanteio ou pênalti: Ronaldinho Gaúcho. Ele eu sabia que não erraria. A bola entrou e foi a vez do último jogador do time adversário: Maxi Rodríguez, melhor jogador daquele time. Victor apareceu mais uma vez e lá estava eu abraçando três atleticanos comemorando muito a vaga na final.

Agora era a final. Primeiro jogo e, novamente, derrota de 2 a 0. Não me preocupei tanto, pois já percebi que era um placar reversível. Além do mais, eu já tinha percebido que tava escrito que aquele título era nosso. O dia do jogo de volta parecia interminável. O tempo não passava e a hora do jogo não chegava. Quando chegou, foi uma descarga de emoções. O momento mais marcante do jogo foi quando El Tanque passou por Victor e preparou-se para bater. Quando ajeitou o corpo, escorregou. Não era algo que eu pudesse compreender. Era o atacante e o gol e ele não conseguiu chutar para botar a bola na rede. Acho que concordo com Alexandre Kalil. Devia ser o pai dele, Elias Kalil, puxando o pé do jogador para que a taça ficasse no Mineirão mesmo. Depois da cabeçada de Leo Silva para fazer o segundo gol, do sufoco nos pênaltis e do Victor nos salvando mais uma vez, veio a tão esperada conquista.

Meu pai fica indignado quando pensa que demorou 62 anos para ver seu time conquistar um campeonato tão importante assim, pois, seu filho, com apenas 18 anos, ganhou de presente de aniversário a Copa Libertadores da América de 2013.

Obs.: o baiano que foi citado no meu texto nem era torcedor do Atlético Mineiro mesmo. Naquele dia, contou que estava na capital de Minas Gerais apenas há umas três semanas e torcia para o Bahia. Mas ele decidiu apoiar um time daquela cidade e escolheu o meu time de coração.

O economista, o dançarino e o poeta.

Por Rafael Montenegro

Naquela mesma mesa daquele mesmo bar, vestindo as mesmas cores, sentam-se, duas vezes por semana, o economista, o dançarino e o poeta.

Ao economista fascina o jogo: os números, o planejamento, as táticas, o pragmatismo, o pensamento cartesiano. Ele reconhece o talento do estrategista, as palavras de Sun Tzu, os tabuleiros de xadrez.

Saltam aos olhos do dançarino o trabalho corporal: o balé, o baile, a ginga, a capoeira, o contrair e relaxar dos músculos. Ele executa e vê executar o fluir, o soar, a leveza, a finta.

O poeta suspira frente à arte: as cores, os sons, a genialidade, o que foge da rotina. Ele regozija-se no místico, no metafísico, no sobrenatural, no ecumênico, no transcedental, no inexplicável.

E é por isso que os três se sentam juntos àquela mesa de bar. Aproveitam um raro denominador comum, um momento compartilhado. Cada um no seu nicho; os três igualmente imersos no futebol.

RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO SÉRIE A – 15ª RODADA

Por Rafael Montenegro

 

Após o sucesso de público e crítica, o horário de 11h de domingo agora conta com DUAS partidas!

 

Dos 20 gols da rodada, 25% saíram no clássico entre Palmeiras e Vasco. O Verdão atropelou e finalmente chegou ao G4!

 

Na ponta da tabela, o Galo aproveitou o tropeço corinthiano e se isolou na liderança.

 

Flamengo sobe, São Paulo reage, a dupla GreNal tropeça e Santa Catarina só consegue marcar pontos com a vitória da Chapecoense.

 

E ainda teve um desfile de belos dribles: As lindas canetas de Alan Santos e Pato, os chapéus de John Cley, Nilson e Michel Bastos e o elástico de Malcom.

 

Leia abaixo, jogo a jogo:

 

SÁBADO

AVAÍ 1X2 ATLÉTICO-PR

RESSACADA

PÚBLICO: 6.258

 

Abrindo a rodada, o Furacão visitou o Avaí e conseguiu a vitória em uma partida com final eletrizante. O jogo começou equilibrado, com duas boas oportunidades para cada lado. Aos 42, Crysan deu um lindo passe para Marcos Guilherme deslocar o goleiro e abrir o marcador. Aos 38 do segundo tempo, após boa troca de passes dentro da área, Romulo bateu no canto e empatou a partida. Aos 44, Marcos Guilherme pegou rebote na pequena área e fez o segundo do Atlético. Dois minutos depois, o Avaí teve um pênalti. O técnico Gilson Kleina pediu para Renan Oliveira cobrar, mas Juninho pegou a bola e bateu no peito. Cobrou no canto esquerdo, para onde voou o goleiro Wéverton, que garantiu a vitória do Furacão. O Atlético é o 8º colocado e visita o Palmeiras na próxima rodada. O Avaí é o 14º e encara o Joiville fora de casa.

 

GRÊMIO 1X1 SPORT

ARENA GRÊMIO

PÚBLICO: 33.437

 

Nos embalos de sábado à noite, Grêmio e Sport se enfrentaram em disputa direta pelo G-4. E o Leão conseguiu roubar um ponto importante em Porto alegre. O Tricolor abriu o placar no fim do primeiro tempo. Walace dominou na lateral da grande área e achou um lindo passe para Pedro Rocha; o garoto quase perdeu o domínio da bola, mas conseguiu fintar o zagueiro e bater com força. O Sport, que não tem jogado tão bem fora de casa, pouco atacou, mas contou com a colaboração do goleiro adversário. Tiago saiu mal, não achou nada e Diego Souza não teve dificuldades em fazer o gol. Ex-jogador do Grêmio, Diego Showza não quis nem saber e comemorou tirando muita onda. Com o empate, o Imortal agora é o 6º e pega o Fluminense no Maracanã. Já o Sport garantiu a 4ª colocação e recebe o Cruzeiro no próximo domingo.

 

ATLÉTICO-MG 1X0 FIGUEIRENSE

INDEPENDÊNCIA

PÚBLICO: 16.056

 

O líder magnânimo Atlético-MG encontrou muitas dificuldades contra a retranca do Figueira, mas conseguiu sair com os três pontos. Pressionando muito e com esmagadora vantagem na posse de bola, o Galo só conseguiu fazer seu gol aos 17 minutos da segunda etapa. Após cruzamento, Marcos Rocha sofreu falta dentro da área. Lucas Pratto cobrou o pênalti deslocando o goleiro e garantiu uma vantagem de dois pontos do Atlético para o vice-líder da competição, o Corinthians. Já o Figueirense agora está à beira da zona de rebaixamento: é o 16º colocado. Na próxima rodada, o Galo manda o jogo no Mineirão, contra o São Paulo. Já o Figueirense recebe a Ponte Preta.

 

DOMINGO

CHAPECOENSE 2X1 FLUMINENSE

ARENA CONDÁ

PÚBLICO: 8.494

 

Um bom jogo no sábado de manhã! O Fluminense, vivendo a expectativa da estreia de Ronaldinho Gaúcho, criou bem e agrediu bastante a Chapecoense no primeiro tempo. Mas foram os donos da casa que abriram o placar. Após bom passe de Elicarlos, Bruno Rangel finalizou com força: 1×0. Dois minutos depois, porém, o goleiro Danilo cortou um cruzamento que caiu nos pés de Edson, o volante chutou de primeira, com muita categoria e empatou o jogo. O Fluminense chegou a virar o jogo com Marcos Júnior, mas o árbitro, depois de muita confusão, anulou corretamente o gol, que foi marcado com a mão. O Fluminense dominou o jogo até que, aos 44 do segundo tempo, Bruno Rangel foi derrubado na área por Antônio Carlos. O próprio Bruno bateu e deu a vitória ao time de Chapecó, que agora é o 9ª. Na próxima rodada a Chape visita o Internacional e o Fluzão, 7º, recebe o Grêmio.

 

SANTOS 2X0 JOINVILLE

VILA BELMIRO

PÚBLICO: 12.974

 

O Peixe não teve dificuldades para despachar o lanterna da competição: após 20 minutos o jogos já estava decidido. Logo aos 3, Zeca cruzou, a bola passou por todo mundo e Gabigol deu um carrinho para empurrar pra dentro. Aos 18, após saída errada do JEC, Nilson tocou para Marquinhos Gabriel, que deu um lindo passe para Gabigol. Ele deu um toque para dominar e outro pra finalizar com muita categoria: 2×0 Santos. Ainda no primeiro tempo, o mesmo Gabriel que fez os dois gols sentiu a coxa puxando um contra-ataque e teve que ser substituído. O segundo tempo foi bem parado, à exceção de algumas chances perdidas pelo ataque santista. O Peixe, 15º, visita o Flamengo na próxima rodada enquanto o lanterna Joinville recebe o Avaí.

 

CORITIBA 1X1 CORINTHIANS

COUTO PEREIRA

PÚBLICO: 20.467

 

O Timão precisava vencer para manter a caça ao líder Atlético, que já havia vencido no sábado. Apoiado por um bom número de corinthianos em Curitiba, o time do Parque São Jorge saiu na frente: Jadson cobrou escanteio e Felipe cabeceou; a bola desvia em João Paulo e engana o goleiro, que nada pôde fazer. O Corinthians dominou a partida e deixou pouco espaço para o Coritiba, que tinha muitas dificuldades na criação. Mas aos 48 do segundo tempo Negueba toca para Rafhael Lucas, que cruza rasteiro e Evandro completa para o gol. O Coxa é o penúltimo colocado e recebe o Goiás na próxima rodada. O Corinthians viu o Galo disparar, mas continua na segunda colocação. Na próxima rodada, recebe o Vasco.

PS: Destaque para o goleiro Cássio jogando DE BONÉ! GOSTAMOS

 

GOIÁS 0X1 FLAMENGO

SERRA DOURADA

PÚBLICO: 10.298

 

Mais uma vez, Paolo Guerrero foi determinante e responsável pelo gol da vitória rubro-negra. O primeiro tempo foi bem truncado, com o Goiás pressionando um Flamengo que pouco assustava. O fim da primeira etapa teve boas chances do Goiás, que só não marcou por boas intervenções do goleiro César. O time esmeraldino voltou do intervalo melhor, mas o Flamengo cresceu na partida com Guerrero fora da área e Cirino pelos dois lados de campo. Aos 26, bom passe do peruano, o camisa 7, livre, só teve o trabalho de deslocar o goleiro e comemorar. Nos três jogos com Guerrero no Brasileirão, três vitórias rubro-negras. O Mengão agora é o 11º e recebe o Santos no domingo. Já o Goiás entrou na zona de rebaixamento e visita o Coritiba.

 

PONTE PRETA 0X0 INTERNACIONAL

MOISÉS LUCARELLI

PÚBLICO: 10.298

 

Por mais que tenha sido 0x0, o jogo teve muitas chances criadas. E o zero persistiu mais por qualidade dos goleiros do que por incompetência dos atacantes. Com boas chances criadas pelo Colorado, o goleiro Marcelo Lomba teve que intervir saindo nos pés dos atacantes, defender por puro reflexo e encara o xis um. Já o goleiro Alisson esteve seguro e bem colocado nas chegadas da Macaca.

O resultado foi ruim para ambas as equipes. A Ponte não ganha há seis jogos e está na 12ª posição. Já o Inter, eliminado da Libertadores no meio de semana, é o 10º. A Macaca agora enfrenta o Figueirense fora de casa enquanto o Inter recebe a Chapecoense.

 

SÃO PAULO 1X0 CRUZEIRO

MORUMBI

PÚBLICO: 29.719

 

Num jogo morno, a freguesia cruzeirense se manteve. O São Paulo mostrou, ao longo da partida, uma dificuldade extrema de criar e qualidade na marcação, enquanto o Cruzeiro pouco criava e pouco marcava. Dos desfalques, o Tricolor parece ter sentido mais a falta de Osorio: nem Luis Fabiano nem Ganso deixaram saudades. No final do primeiro tempo, Carlinhos corta para a perna direita e cruza; Alexandre Pato aparece sozinho e (supostamente) desvia a bola. Os cruzeirenses reclamam muito de impedimento, mas Manoel claramente dá condições. O Tricolor colou no G-4 e é o quinto, já o Cruzeiro segue cambaleante e é o 13º. Na próxima rodada o São Paulo visita o líder Galo e a Raposa visita o Sport.

 

VASCO 1X4 PALMEIRAS

SÃO JANUÁRIO

PÚBLICO: 14.875

 

Com uma campanha incontestável, o Palmeiras finalmente chegou ao G-4! O Verdão conquistou 19 dos últimos 21 pontos e construiu a goleada desde o começo do jogo. Logo aos três minutos, Leandro pereira chuta e o goleiro Martin Silva, mal colocado, aceita. Aos 17, Dudu chutou forte para fazer o segundo. Victor Ramos, após falha da defesa, não teve o mínimo trabalho para fazer o terceiro. Aí Herrera recebeu, se livrou bem da defesa, deixou o goleiro no chão, ajeitou a bola na entrada da pequena área, respirou fundo e… FUZILOU A BOLA DO TRAVESSÃO!! Gol incrível e ridiculamente perdido. Na segunda etapa, Robinho Cruzou para Leandro Pereira fazer de cabeça. Depois, Riascos recebeu lançamento e deslocou Fernando Prass para fazer o gol de honra. O Verdão agora é o terceiro colocado enquanto o Vasco é o 18º.

RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO SÉRIE B – RODADA 14

Por José Guilherme

Mais uma rodada marcada pelo equílibrio, em que uma vitória significa pular várias posições na tabela e uma derrota pode afundar uma equipe ainda mais: essa foi a 14a rodada desta emocionante e disputada série B. Vamos aos jogos:

 

MACAÉ 0 X 0 PARANÁ

MOACYRZÃO

PÚBLICO: 2.557

O Paraná tenta sua recuperação na série B e foi quem mais procurou o jogo e criou algumas oportunidades ao longo da partida diante de um apático adversário. O Macaé em nada lembrou o time que vinha fazendo boas partidas na competição. No fim das contas o sono e a satisfação de ambas as equipes com o resultado acabou prevalecendo e o zero não saiu do placar. O tricolor é décimo quarto enquanto o alvianil praiano é oitavo.

 

AMÉRICA-MG 2 X 0 BOA ESPORTE

INDEPENDÊNCIA

PÚBLICO: 1.612

No duelo entre mineiros, melhor para o único time de BH que tem estádio próprio. O Coelho chegou a mais uma vitória no Independência e segue a sua boa campanha na Série B. A equipe de Varginha até tentou assustar, criando algumas oportunidades no início da partida, porém com o tempo prevaleceu a superioridade técnica do América. A vitória foi construída com gols de Alison e Wendel (contra). Com o resultado o Coelho ocupa a vice-liderança e o BOA é o penúltimo.

 

BRAGANTINO 0 X 1 ATLÉTICO-GO

NABI ABI CHADDAD

PÚBLICO: 354

O Dragão conseguiu sair de um longo período sem vitórias ao superar o Massa Bruta na última sexta-feira. E com direito a gol de estreante: Júnior Viçosa mostrou ter estrela e marcou no seu retorno à equipe do centro-oeste, que subiu uma posição mas segue no Z4, agora em décimo oitavo. Já o Braga é décimo terceiro.

 

BAHIA 1 X 1 BOTAFOGO

FONTE NOVA

PÚBLICO: 31.550

As duas equipes protagonizaram um dos melhores e mais equilibrados jogos da competição até o momento. Diante de um bom público e até então com 100% de aproveitamento em casa, o Bahia buscava o ataque sem muita eficiência, enquanto o Botafogo, mais uma vez recheado de jovens provenientes das suas categorias de base, tentava algumas investidas. Em uma delas conseguiu o gol nos pés de Luís Henrique. No segundo tempo o Tricolor chegou ao empate com Kieza, mas parou na bem postada defesa carioca e o jogo terminou em igualdade. Bom resultado para o Fogão, que permanece na liderança. O Bahia caiu para a sexta colocação.

 

CRICIÚMA 0 X 0 SANTA CRUZ

HERIBERTO HÜLSE

PÚBLICO: 4.471

Temperatura baixa e nível de emoção mais baixo ainda. Tigre e Santinha fizeram um jogo com poucas oportunidades criadas e muitos bocejos daqueles que assistiram. O empate frio acabou também “congelando” as duas equipes nas suas respectivas posições no campeonato, com os pernambucanos em nono e os catarinenses em décimo.

 

SAMPAIO CORRÊA 3 X 2 ABC

CASTELÃO

PÚBLICO: 10.472

Um duelo recheado de gols e bons momentos. Sampaio e ABC fizeram um jogo franco em que ambas as equipes buscaram o ataque durante toda partida. Os maranhenses abriram o placar com gol de Diones, mas viram os visitantes acordarem e empatarem com Bismarck. No segundo tempo, mais gols. O Sampaio pressionava e chegou ao segundo gol com Válber e em seguida o terceiro após belo contra ataque, finalizado por Nadson. Vendo a derrota iminente, o ABC lançou-se ao ataque e descontou com Rafael Oliveira e depois ainda iniciou uma pressão, mas não logrou êxito. O Sampaio ficou na beira do G4, em quinto, enquanto o ABC é décimo quinto.

 

NÁUTICO 2 X 1 VITÓRIA

ARENA PERNAMBUCO

PÚBLICO: 7.848

Era uma partida em que ambas as equipes precisavam da vitória para seguir na cola dos líderes e em apenas 5 minutos a “Lei do ex” entrou em ação com Rhayner, ex jogador do alvirrubro que abriu o placar para os visitantes. O Timbu se viu na necessidade de buscar o resultado mas nada conseguiu na primeira etapa, apesar das chances criadas. No segunto tempo, no entanto, o Náutico conseguiu transformar em gols as boas oportunidades e chegou à virada com gols de Douglas e Rafael Pereira. O Timbu é terceiro e o Vitória vem logo atrás em quarto.

 

CRB 3 X 0 PAYSANDU

REI PELÉ

PÚBLICO: 2.823

O CRB fez o que não fazia há tempos nessa série B: venceu e convenceu! Em tarde inspirada, Zé Carlos só não fez chover. O o Zé do Gol fez dois gols logo no primeiro tempo, com direito a mais um pra fechar o show no segundo. E ainda teve um anulado que completaria a tarde mais do que gloriosa do centroavante. Sem problemas para o Galo, que conseguiu dar uma respirada com essa vitória e é agora décimo primeiro, enquanto o Papão caiu para sétimo.

 

CEARÁ 2 X 3 MOGI MIRIM

CASTELÃO

PÚBLICO: 18.914

O Mogi confirmou seu bom momento na série B ao vencer o Vozão, que não vence fora de casa há incríveis 12 rodadas. E adivinha quem decidiu para o Mogi? Isso mesmo, Rivaldo! Mas desta vez foi apenas o Júnior, já que o pai foi poupado. Rivaldinho marcou dois e Eduardo Ratinho completou, com Ricardinho marcando os dois dos donos da casa. Apesar do bom momento o Mogi ainda está no Z4, em décmo sétimo e o Ceará segue segurando a lanterna.

 

LUVERDENSE 1 X 1 OESTE

PASSO DAS EMAS

Dos 90 minutos de jogo, apenas os 10 finais serviram para dar emoção. Aos 38 do segundo tempo, Mazinho abriu o placar com um belo gol para os visitantes e tudo parecia se encaminhar para que a partida terminasse assim. Até que ao 43 surge o herói Tozin para empatar para os donos da casa e garantir o empate. Resultado nada bom para ambas as equipes, que seguem razoavelmente próximas da zona da degola, sendo o Luverdense décimo quinto e o Oeste décimo segundo.

Como o esporte consegue nos cegar?

José Eduardo

Em época de competições esportivas internacionais, o Brasil para e acompanha os atletas canarinhos com tamanha intensidade, como se fossem nossos conhecidos. Ignoramos ou desconhecemos o passado do atleta, suas atitudes políticas, financeiras e vibramos com suas vitórias.

Este texto não é uma crítica, mas uma reflexão de como podemos ficar cegos quando vemos nossa bandeira – a mais bonita, diga-se de passagem – e nos emocionamos ao ouvir nosso hino – o mais bonito, diga-se de passagem.

O exemplo que posso descrever mais claramente, é o da CBF. Uma instituição corrupta, cheia de falcatruas conhecidas por todos e que, mesmo assim, é capaz de gerar uma união no país como nenhum outro evento, esportivo ou político, consegue. Até os mais profundos entendendores de futebol, mesmo com suas críticas ferrenhas à Instituição, se rendem à camisa amarela.

Mas escrevo este texto pensando no Pan e, consequentemente, na Olimpíada que se avizinha. Dispondo de um arsenal de atletas militares, o exército aconselhou alguns atletas a prestar continência no pódio, como disse a judoca Mayra Aguiar em entrevista ao portal Terra. A continência é um ato político, disso não há dúvidas. Em época de instabilidade política no país, com a volta da ideia de extrema-direita da retomada da ditadura militar, a continência dos atletas em seu momento de glória, no topo do pódio, referencia a ideia de superioridade do Exército.

Mas, como havia dito, este texto não é uma crítica. Porque mesmo sabendo que aqueles atletas iriam totalmente contra meus ideais neste aspecto, torci para eles. E imagino que quase a totalidade dos brasileiros nem buscaram saber quais eram os ideais dos atletas. Porque isso pouco importa.

Imagino se Bolsonaro ou Eduardo Cunha estivessem disputando uma competição. Com certeza, estaria torcendo para eles. Estariam representando esta nação. E, na verdade, são completamente imbecis. Mas brasileiros.

E reflito: quero ver nossa nação bem representada no esporte. Mesmo que os governos não tenham feito investimento, dado apoio, ajudado a desenvolver o esporte. Mesmo que os patrocinadores só apoiem o atleta na vitória e o abandone na derrota. Mesmo que o esportista seja um corrupto, sonegador de impostos, apoiador da ditadura. Queremos nos emocionar. Coisas que só o esporte podem nos proporcionar.

Um Corinthians com cara de Corinthians

Pedro Abelin

Meu pai, corinthiano roxo, costuma dizer que sente falta “daquele Corinthians”. Todos que têm pais que gostam de futebol já ouviram algo parecido. “Na minha época, o futebol era muito mais bonito”; “Sou do tempo em que a seleção brasileira tinha craques de verdade; “Nixon? Não joga 10% do Zico”. Embora essas frases estejam recheadas de muito saudosismo, e diversas vezes sejam pautadas por comparações anacrônicas, elas têm seu fundo de verdade. No caso do meu pai, sou obrigado a dizer que seu sentimento tem bastante fundamento.

“Aquele Corinthians” que meu pai tanto fala, não tem período muito bem definido. Mas segundo meu velho, era o time que jogava pra frente, pressionava o adversário do início ao fim, em algumas de forma até imprudente. “Tomava 2, mas fazia 5”, diz ele. Por essa descrição, acredito que ele possa estar se referindo ao esquadrão bi campeão brasileiro de Marcelinho Carioca e cia, ou mesmo ao histórico time da Democracia Corinthiana, equipes famosas por sua vocação ofensiva e futebol bonito. O fato é que independente da qualidade e ofensividade de suas equipes, muitos torcedores corinthianos sentem falta de um Corinthians mais passional.

A importantíssima vitória sobre o Atlético Mineiro na rodada passada colocou de vez o Corinthians na briga pelo título brasileiro. A equipe mineira, contudo, jogou melhor do que o Corinthians. Teve diversas chances de gol, e obrigou os comandados de Tite a passar praticamente toda a segunda etapa no seu campo de defesa. Entretanto, se engana quem acredita que o Corinthians não mereceu a vitória, afinal de contas, o time corinthiano superou uma equipe melhor, e contou com mais uma apresentação perfeita de seu sistema defensivo – já são 5 jogos em que a defesa corinthiana não é vazada. E por incrível que pareça, essa apresentação deu indícios fortes de que Tite está remontando uma equipe competitiva. Estão lá os ingredientes que o corinthiano se acostumou a ver nos últimos anos: vitória magra, defesa sólida e equipe cerebral. Tudo que meu pai critica, mas é inegável que foi com essa fórmula que o Corinthians conseguiu muito sucesso nos últimos anos, mais especificamente no Brasileirão de 2011. Por mais que a vontade de voltar a ver um Corinthians forte e ofensivo seja sempre uma ideia atrativa no imaginário corinthiano, é necessário admitir que o DNA – extremamente vencedor – do Corinthians nos últimos anos é de um time eficiente, cerebral, e que não apresenta o menor constrangimento em se defender excessivamente para conseguir o resultado.

Depois de passar um ano sem treinar nenhuma equipe, Tite estudou e se renovou. No seu retorno ao Parque São Jorge, o treinador gaúcho tentou colocar em prática uma nova mentalidade de esquema de jogo, mais ofensiva e vistosa, e que deu certo por um breve período. No entanto, parece que um saudoso conservadorismo devolve o Corinthians para o caminho mais familiar. Dessa forma, não deveremos voltar a ver tão cedo “aquele Corinthians” passional que tanto fez meu pai feliz, mas é fato que estamos presenciando a reconstrução de uma equipe competitiva, segura e com a cara do Corinthians dos últimos anos. E essa cara, gostemos ou não, coloca o Corinthians na briga pelo título brasileiro.