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RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO – 10ª RODADA

Baile rubro-negro na quarta-feira: Leão ganhando com muita tranquilidade, Furacão ganhando com tranquilidade e Mengão ganhando.

22 gols e nenhum 0x0 na rodada! A média de público foi de 17.959 torcedores por jogo.

No G4, três times tem 20 pontos – e o líder tem 22.

QUARTA
VASCO 1X0 AVAÍ
SÃO JANUÁRIO
PÚBLICO: 8.008

No segundo jogo sob o comando de Celso Roth, o Vascão conseguiu a sua segunda vitória. Depois de conquistar três pontos em oito rodadas, os triunfos puseram o time a um ponto de sair do Z4. O Avaí, que vinha fazendo bons jogos como visitante, perde a segunda seguida. O gol da vitória veio num belíssimo chute de fora da área de Emanuel Bianchucchi. Agora o Vasco visita a Chapecoense e o Avaí recebe o Sport.

SPORT 3X0 INTERNACIONAL
ILHA DO RETIRO
PÚBLICO: 23.343

Sport é o grande líder! Depois de 10 rodadas, o único time do Nordeste na Série A está sobrando! Recebendo o vacilante Colorado, o Leão ganhou com dois gols de André, um de Maikon Leite e segue 100% jogando na Ilha do Retiro (seis vitórias), que recebeu um bom público. O Sport abriu dois pontos para os demais times do G4. O Inter, 11º, recebe o Galo na próxima rodada.

ATLÉTICO-MG 2X0 CORITIBA
INDEPENDÊNCIA
PÚBLICO: 12.309

Com dois belos chutes cruzados do competente atacante Thiago Ribeiro, o Galo venceu o vice-lanterna Coritiba e agora é o vice-líder. A vitória foi a terceira seguida do Atlético, que não contou com Jô e Guilherme, envolvidos em negociações. O Galo visita o Inter na próxima rodada e o Coxa recebe o Joinville no duelo dos desesperados.

PALMEIRAS 2X0 CHAPECOENSE
ALIANZ PARQUE
PÚBLICO: 32.742

Embalado depois da vitória acachapante no clássico, o Verdão alegrou sua torcida que canta e vibra – o maior público da rodada – , venceu e ultrapassou seu companheiro esmeraldino catarinense. Os gols foram marcados por Egideus, com sorte, e Cristaldo. Na próxima rodada o Porco (9º) visita a Ponte e a Chapecoense (10ª) recebe O Vasco.

GRÊMIO 1X0 CRUZEIRO
ARENA GRÊMIO
PÚBLICO: 24.656

Abençoado pelo talismã que é o terceiro uniforme, o Grêmio vence a quarta seguida (!) e se mantém no G4. Frente a uma excelente atuação do goleiro Fábio, o Tricolor venceu com gol de Douglas, de pênalti. Depois de três vitórias, o técnico Vanderlei Luxemburgo perde a terceira seguida e o Cruzeiro vê ficar cada vez mais distante o sonho do tricampeonato. Na próxima rodada o Grêmio visita o Santos e o Cruzeiro, 14º, recebe o Furacão.

ATLÉTICO-PR 2X1 SÃO PAULO
ARENA DA BAIXADA
PÚBLICO: 22.016

A freguesia se mantém! Diante de uma apaixonada torcida, o Furacão manteve a escrita de nunca perder na Arena da Baixada para o São Paulo. O Tricolor até começou bem, mas a falha de marcação na cabeçada de Gustavo abriu o Placar para o Atlético. O 2×0 no começo do segundo tempo fez parecer que o jogo estava resolvido, mas a falha de Weverton e a sagacidade de Centurión puseram o São Paulo de volta no jogo. O Tricolor ainda reclamou um pênalti no fim do jogo.

JOINVILLE 0X1 FLAMENGO
ARENA JOINVILLE
PÚBLICO: 12.731

Depois da derrota no Clássico dos Milhões, o Flamengo venceu o lanterna Joinville e saiu da zona de rabaixamento. O gol da vitória foi o primeiro de Emerson Sheik em sua volta ao rubro-negro. A vitória levou o Mengão à 14ª posição. Na próxima rodada, o time recebe o Figueirense. O Joinville continua com quatro pontos – já são oito derrotas -, um a menos que o Coritiba, sem próximo adversário.

QUINTA
FIGUEIRENSE 3X1 GOIÁS
ORLANDO SCARPELLI
PÚBLICO: 5.715

O jogo de menor público tinha tudo pra ser o Jogo Bosta da Rodada, mas foi um festival de golaços. Clayton, pelo Figueira, e Felipe Menezes, pelo Goiás, acertaram lindos chutes cruzados no ângulo. Paulo Roberto deu uma linda arrancada esbanjando recurso: dois chapéus e domínios de sola antes de finalizar com calma. O Figueira, 12º, visita agora o Flamengo e o Goiás, 17º, recebe o Corinthians.

FLUMINENSE 2X1 SANTOS
MARACANÃ
PÚBLICO: 11.437

O Fluzão ganhou a terceira consecutiva e é um dos times com 20 pontos no G4. O Peixe, que vinha de derrota, era o único grande brasileiro que não tinha tomado gol de Fred, mas o atacante quebrou o tabu aos 39 do primeiro tempo. Ricardo Oliveira, após cruzamento de Gabigol, e Lucas Gomes, após cruzamento de Gustavo Scarpa, fizeram os demais gols. O Fluzão, 3º, agora visita o São Paulo e o Santos, 16º, recebe o Grêmio.

CORINTHIANS 2X0 PONTE PRETA
ARENA CORINTHIANS
PÚBLICO: 26.649

O Corinthians chegou à sexta posição com boa presença da fiel torcida. Os gols foram frutos do contra-ataque rápido – com boa conclusão de Jadson – e da sacagacidade de Vargner Love, após falha da zaga. Foi a segunda vitória seguida do Timão, quarta vitória em cinco jogos na Arena. Já a Macaca, que vinha nas primeiras posições do campeonato, caiu para 8º. O Corinthians na próxima rodada visita o Goiás e a Ponte recebe o Palmeiras.

Por que o Flamengo deve jogar com dois atacantes

Raphael Felice

A torcida rubro-negra estava animada com a sequência de duas vitórias do Flamengo contra Chapecoense e Coritiba. Porém, muita gente já desanimou bastante após a derrota de 2×0 sofrida ontem contra o Altético-MG. Depois da derrota para o Vasco, então…

Animar-se muito pelas vitórias citadas era de certo um exagero, assim como achar que vai tudo por água abaixo por conta da derrota contra uma forte equipe contra a do Galo, uma partida que o Flamengo começou bem, pressionando o adversário, mas depois perdeu um pouco da pegada e se puniu através de um gol contra de Samir. A partir daí, a equipe não se encontrou mais na partida, devido a compactação da defesa atleticana.

Mais uma vez, o Fla esbarrou na ausência de um jogador criativo para criar boas jogadas ofensivas. Apesar de Sheik ter jogado bem e ter dado bons passes, era muito pouco para o time. Everton, Gabriel ou correm ou pensam e como eles só correm, o Fla não consegue criar jogadas quando o adversário está compactado, portanto, jogar com 2 atacantes talvez seja a melhor opção para os rubro negros.

Se o time entrar em campo num 4-4-2 com dois volantes e dois meias mais centralizados como Arthur Maia e Alan Patrick a equipe vai ganhar o meio de campo e com Sheik e Guerrero compondo a dupla de ataque, o Flamengo tem tudo para melhorar e vai ter 4 jogadores com mais qualidade para criar do que o time vem tendo, uma vez que as jogadas pelas laterais já estão manjadas e vem sendo facilmente marcadas pelos adversários. Outra opção seria um 3-5-2 com dois alas, dois volantes e um meia. Dessa forma, o meio de campo vai ficar ainda mais povoado e o time ainda terá opção de jogadas pelas laterais por intermédio de seus alas.

Mas por que o time deveria jogar com dois atacantes?
Bom, uma equipe que tem como seu maior problema a criação de jogadas e tem dois atacantes que além de finalizar, sabem jogar fora da área, a melhor opção é jogar com os dois. O time vai ter dinamismo, tanto pelas pontas quanto pelo meio. Guerrero sabe cair pelos lados, tanto que chegou a jogar aberto na esquerda no Corinthians de Mano Menezes e era um dos donos do time e Sheik, que fez muito sucesso na equipe corinthiana jogando de ponta, jogava como segundo atacante no Flamengo ao fazer dupla com o Imperador de obteve muito sucesso, disputando inclusive a artilharia da equipe com ele.

Então, Emerson e Paolo Guerrero jogando juntos no ataque podem fazer muitas tabelas e muitos gols, tendo tem tudo para reeditar o sucesso que obtiveram no Parque São Jorge.

RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO – 9ª RODADA

Passamos pelo primeiro quarto do campeonato em uma rodada com apenas um empate em dez jogos, nenhum 0x0 e 22 gols.

Nos clássicos estaduais, vitória dos mandantes: o Palmeiras atropelou o São Paulo e o Vasco venceu a primeira no campeonato!

E o ainda invicto Sport manteve a liderança!

SÁBADO
AVAÍ 1X2 GRÊMIO
RESSACADA – PÚBLICO: 11.221

O Avaí segue encontrando dificuldades quando joga em casa no campeonato – apenas uma vitória, contra o Flamengo – e o Grêmio mantém a boa fase de seu terceiro uniforme vencendo a primeira como visitante. O Tricolor abriu o placar logo no segundo minuto de jogo, em falha da defesa catarinense. Luan de falta e Anderson Lopes de pênalti marcaram os demais gols. O Avaí agora é o 12º e o Grêmio é o 5º

CHAPECOENSE 1X1 SPORT
ARENA CONDÁ – PÚBLICO: 7.203

O Leão esteve bem perto de conseguir uma importante (difícil?) vitória em Chapecó, mas Bruno Rangel empatou aos 43 do segundo tempo e pretigiou os torcedores na Arena Condá. O Sport se mantém na liderança da competição – dois pontos à frente dos segundo, terceiro, quarto e quinto colocados, todos com 17 – e o Chapecoense se firma na parte de cima da tabela, na 9ª posição.

CORINTHIANS 2X1 FIGUEIRENSE
ARENA CORINTHIANS – PÚBLICO: 25.063

Numa boa exibição de Vágner Love (fez gol e sofreu pênalti), o Timão venceu o Figueirense e “se vingou” da vitória dos catarinenses no primeiro jogo oficial do Itaquerão. Destaque negativo para os senhores que retiraram a faixa da torcida corinthiana que manifestava indignação quanto a Carlos Amarilla. O Corinthians hoje é o 7º colocado e o Figueirense é o 16º

DOMINGO
ATLÉTICO-MG 1X0 JOINVILLE
MINEIRÃO – PÚBLICO: 55.987

O Galo conseguiu, sem brilho, resistir à maldição das 11h. No horário onde outros grandes haviam tropeçado, o Atlético-MG venceu o lanterna por um placar magro diante do maior público do campeonato. O jogo prometia ser fácil, mas o Galo passou sufoco e só venceu graças à cabeçada do zagueiro Leonardo Silva em lance de bola parada. O Atlético agora é o vice-líder e o JECão da massa voltou à lanterna.

CORITIBA 1X0 CRUZEIRO
COUTO PEREIRA – PÚBLICO: 14.813

O Coxa não vencia desde a segunda rodada. O Cruzeiro precisava se recuperar depois do tropeço para a Chapecoense em casa, mas não conseguiu. Com gol do jovem da base Rafhael Lucas, que entrou no lugar de Kléber Gladiador, o Coritiba fez as pazes com a vitória. O time paranaense, contudo, continua na 18ª posição, com apenas sete pontos. O Cruzeiro, vacilante, estacionou nos dez pontos, na 13ª posição.

GOIÁS 1X2 FLUMINENSE
SERRA DOURADA – PÚBLICO: 2.419

Com o pior público da rodada, o Goiás até conseguiu sair na frente com gol do bom e jovem Erik. Mas o Fluminense, com um gol sagaz de Wagner e outro de Edson, conseguiu a virada. O Fluzão terminou o jogo com dois jogadores a menos. O Goiás, 15º colocado, não vence desde que enfrentou o Palmeiras em São Paulo, na terceira rodada. O Fluminense ganhou a segunda seguida e terminou a rodada no G4 – 4º colocado com 17 pontos.

PALMEIRAS 4X0 SÃO PAULO
ALIANZ PARQUE – PÚBLICO: 29.233

O massacre da rodada foi a maior goleada do campeonato até agora. Em dois jogos no seu estádio, o Palmeiras meteu 7×0 no São Paulo. O Palmeiras ganhou com muita moral os dois clássicos que fez no campeonato – o outro foi 2×0 contra o Corinthians em Itaquera. Numa atuação de gala de Egídio (três assistências), o Porco fez 2×0 em cada tempo e não foi incomodado pelo apático, sem brio e decepcionante Tricolor – cadê o Ganso? O Verdão chegou à 11ª posição. O São Paulo é o terceiro.

PONTE PRETA 2X1 ATLÉTICO-PR
MOISÉS LUCARELLI – PÚBLICO: 4.858

Sensações do campeonato até aqui, Macaca e Furacão se enfrentaram em Campinas. Quando o Atlético fez o primeiro gol, com o ex-jogador da Ponte Nikão, assumiu provisoriamente a liderança do campeonato. Mas a Ponte, com gols do artilheiro Renato Cajá e Felipe Azevedo, virou e levou os três pontos. Ambos os times têm agora 16 pontos, três a menos que o líder Sport. O Furacão é o 6º e a Ponte é a 8ª.

VASCO 1X0 FLAMENGO
ARENA PANTANAL – PÚBLICO: 16.602

O Vasco finalmente venceu a primeira no campeonato brasileiro! Depois de nove rodadas, o Vasco conseguiu somar três pontos e largou a última posição – agora é o (caham) vice-lanterna. O jogo foi um belo Jogo Bosta da Rodada e chegou a ter 30 minutos sem finalizações (!). O gol da vitória vascaína foi marcado de peixinho por Riascos, que comemorou com muito estilo novamente. O Flamengo é o 17º colocado.

INTERNACIONAL 1X0 SANTOS
BEIRA-RIO – PÚBLICO: 26.143

Com um puta golaço – ainda que sem querer – do puta craque que é Valdívia, o Colorado venceu o clássico e manteve o Santos numa irregularidade que incomoda. Ainda sem ter que pensar em Libertadores, o Inter vai fazendo lastro agora para não se comprometer mais adiante no campeonato. Já o Santos vai assumindo um papel de coadjuvante. O Inter assumiu a 10ª posição e o Peixe, a 14ª.

À caça

Vinicius Prado Januzzi

Há pouco tempo escolhemos o Corinthians. Um pouco depois, parecia ser o Cruzeiro. Talvez a bola da vez seja o Inter. No fim de 2014, além da Raposa, o São Paulo estava em nossa mira. Antes, o Atlético Mineiro tomou o cenário esportivo. Times e mais times se tornaram alvo de especulação e de um desejo, ao menos por parte (de parte) de nossos torcedores: seriam eles uma esperança para o nosso futebol?

Não é preciso gastar muitos neurônios para perceber que não. Não precisamos nem ir tão longe para perceber que esses clubes não representam um retorno idílico ao que queremos para o futebol, para a seleção brasileira e para os/as nossos/as jovens craques.

O reinado de cada um dos clubes que amamos adorar por breves semanas não dura muito; não passam de dias, no mais das vezes. Estouram, arrebatam corações e logo pipocam, sem mais nem menos. Seus craques logo somem ou vão para centros futebolísticos sem muita expressão. Esse texto, no entanto, não é uma crítica direta aos jogadores e aos clubes. Não são somente eles os responsáveis por toda a treta que vivemos nos nossos gramados.

O que estamos atualmente vivendo no futebol é um pouco exemplar desses problemas todos. Alguns dos principais dirigentes da FIFA são acusados de fazer pactos demoníacos, a CBF está envolvida no meio, algumas federações se posicionam a favor e contra, o FBI assume a postura de uma agência da Cruzada internacional e aí os louvamos por nos salvarem dos mouros. É uma briga de cachorro grande. E Blatter foi reeleito. E também renunciou.

Nessa confusão de bons samaritanos e feras insaciáveis, em suas constantes trocas de posição, inspiradas provavelmente na Holanda de 74 ou nos times de Guardiola, damos todos as mãos e felizes vamos todos ao fundo do poço. E logo que um time se destaca no cenário nacional, fazemos dele a nossa expiação, do seu jogo os nossos sonhos, de suas táticas análises mirabolantes a constatar inovações revolucionárias. Como diria uma filósofa da última metade do século XX: “Uhum, senta lá, Cláudia!”

Poucos discordarão se disser que o futebol brasileiro não é mais brilhante; se dissesse que é o melhor do mundo, como alguns ainda fazem, seria alvo de chacota. Ganhamos uma Copa do Mundo há 13 anos? Sim. Ganhamos algumas das últimas Copas das Confederações? Sim. Vencemos alguns torneios de categorias de base? Também. Enfim, estão todos bem? Alguém acredita na seleção brasileira e em nossos clubes?

Sintomáticas nesse sentido são muitas das frases que ouvimos quando um time brasileiro perde em competições sul-americanas ou mesmo quando um time considerado grande perde de algum considerado pequeno. “Zebra no estádio X”. Será que derrotas como a do Corinthians para o Guaraní ou a vitória do São Lorenzo na Libertadores do último ano são resultados improváveis?

Não é possível negar a superioridade financeira dos clubes brasileiros em relação aos demais times sul-americanos e seria má-fé esconder a desigualdade brutal entre os próprios times nacionais. Ainda assim, a despeito disso, times grandes caem e times brasileiros perdem de forma bisonha. Há muitas e muitas coisas para se pôr no papel antes de qualquer diagnóstico. Agora, há algo muito claro: não somos a pátria de chuteiras, ou qualquer outra coisa grotesca parecida com isso; não somos os melhores em campo e em gestão. Nossas torcidas, se nos dão um alento, estão sendo transformadas em seu perfil. E o problema do Brasil em julho de 2014 foi um maldito boné.

Estamos perdidos. Completamente desorientados. Ou melhor dizendo, seguimos uma orientação específica: excluímos, espancamos e fazemos de boa parte de nossos times um misto de volâncias brutas e ataques dos mais sem graça que possamos imaginar. Seguimos na fé, à caça de algo e alguém que nos salve, enquanto os predadores se sentam mesmo ao nosso lado, acompanhando sorridentes as zebras que vez ou outra surgem e os times revolucionários que são tão duradouros como a saga brasileira contra a Alemanha.

RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO – 8ª RODADA

Entre quinta e domingo aconteceram nove dos dez jogos dessa rodada, com uma média de público de mais de 20.892 torcedores por jogo. Ainda falta ser realizada a partida entre Fluminense e Ponte Preta, no Maracanã, quarta-feira.
A rodada teve dois clássicos estaduais, dois interestaduais, o confronto do líder com o lanterna e dois times grandes tropeçando em casa.
O campeonato vai superando seu primeiro quarto e tem muito time desperdiçando pontos importantes.

QUINTA-FEIRA
FIGUEIRENSE 0X0 INTERNACIONAL
ORLANDO SCARPELLI – PÚBLICO: 6.244

Abrindo a rodada, o Figueira recebeu o Colorado, que tem um bom retrospecto jogando no Orlando Scarpelli. O jogo, porém, foi pouco movimentado. O Inter pouco criou ao longo da partida e segue sem vencer fora de casa – semifinalista da Libertadores, é apenas o 13º no BR-15. O Figueirense atacou mais, mas não conseguiu marcar graças à boa atuação do goleiro Colorado Alisson e à incompetência na finalização, principalmente com Elias.

SÁBADO
FLAMENGO 0X2 ATLÉTICO-MG
MARACANÃ – PÚBLICO: 42.318

Na estreia de Sheik, o Galo venceu um dos maiores clássicos interestaduais do Brasil e jogou o Flamengo de volta à zona de rebaixamento. O Flamengo vinha de duas vitórias seguidas e o Atlético não vencia há dois jogos. O resultado segue a lógica que imperava no começo do campeonato: o time mineiro brigando lá em cima e o Flamengo como mero coadjuvante. Destaque para o golaço de Lucas Pratto e para a terceira vitória do Galo em três jogos contra cariocas.

SANTOS 1X0 CORINTHIANS
VILA BELMIRO – PÚBLICO: 7.674

No clássico paulista deu Peixe. Depois de cinco jogos sem vencer, o Santos soube aproveitar o clássico para arrumar a casa. Na Vila, contou com o faro de artilheiro de Ricardo Oliveira e com a contribuição de Cássio para achar um gol quase sem ângulo. Em desmanche, o Corinthians não pontuou em clássicos nesse campeonato brasileiro e vai confirmando que não brigará por título esse ano.

SPORT 2X1 VASCO
ARENA PERNAMBUCO – PÚBLICO: 19.139

Quando começou a rodada, o Sport era o vice-líder e o Vasco, o vice-lanterna. Quando começar a próxima, o Sport estará na primeira posição e o Vasco na última. O Sport vem fazendo excelente campanha, tem o melhor futebol do campeonato e a liderança é mais que merecida. Já o Vasco tem um futebol pífio, conquistou a quinta derrota seguida – antes disso, três empates – e tem o pior ataque da competição, com míseros três gols.

GRÊMIO 1X0 PALMEIRAS
ARENA DO GRÊMIO – PÚBLICO: 22.896

Nos embalos de sábado à noite, o Tricolor levou a melhor em um jogo que reúne muita tradição. Com um golaço de Maicon – que sempre soube finalizar no ângulo – logo no começo do segundo tempo, o Grêmio garantiu a vitória e manteve o bom carma de seu belo terceiro uniforme. Na estreia de Marcelo Oliveira, o Verdão mostrou que ainda terá trabalho em arrumar seu pomposo, populoso e reformulado elenco.

DOMINGO
CRUZEIRO 0X1 CHAPECOENSE
MINEIRÃO – PÚBLICO: 35.473

O horário de domingo pela manhã tem proporcionado dois fenômenos notáveis: bons públicos e tropeços dos times grandes. Depois de Grêmio, Palmeiras e Santos, o Cruzeiro não conseguiu vencer um time muito mais modesto. Sem jogar bem, o time celeste viu Camilo cobrar, com muita categoria, uma falta distante e Fábio cair atrasado no lance do único gol da partida. Depois de três vitórias em três jogos, Vanderlei Luxemburgo conheceu sua primeira derrota na volta ao Cruzeiro.

ATLÉTICO-PR 2X2 CORITIBA
ARENA DA BAIXADA – PÚBLICO: 30.120

O clássico paranaense foi um jogo movimentado, quente e com belos gols. O Coxa, que vem de uma fase difícil, conseguiu ficar à frente no placar duas vezes, mas tomou dois empates do Furacão, que habita o G-4 há algumas rodadas. Destaque para a linda finalização de Wellington Paulista no primeiro gol do alviverde e para o maior atacante do Brasil, Walter, que voltou a marcar com a categoria de sempre.

SÃO PAULO 1X1 AVAÍ
MORUMBI – PÚBLICO: 21.364

Um dia após a vitória do Sport, o Tricolor precisava vencer para retomar a liderança do campeonato brasileiro. O São Paulo criou várias chances ao longo do jogo, mas a falta de pontaria custou caro. Após o gol de Souza, o técnico Osorio mudou o esquema de jogo e colocou três zagueiros para marcar a bola parada do time catarinense. Com André Lime finalizando um rebote da defesa, o Avaí empatou aos 43 do segundo tempo e manteve a boa campanha como visitante – duas vitórias, um empate e uma derrota.

JOINVILLE 2X1 GOIÁS
ARENA JOINVILLE – PÚBLICO: 9.049

Após oito rodadas, o JECão venceu a primeira! E com muita emoção. De virada e com um a menos, o Joinville – com dois gols do estiloso atacante Kempes – se livrou da lanterna e do pior ataque da competição. O resultado dá ânimo para o time catarinense brigar, se não para fugir do rebaixamento, para fazer uma campanha digna. O Goiás, que rodadas atrás era vice-líder, já ronda o Z-4, na 15ª posição.

Uma desinteressante Seleção Brasileira

Pedro Abelin

Quarta-feira, 21h, o Brasil fazia seu segundo jogo na Copa América em partida contra a Colômbia. O confronto apresentava todos os ingredientes para ser um bom jogo: revanche da Copa do Mundo, estádio lotado e Neymar e James Rodríguez em campo. Ao contrário de épocas anteriores, contudo, minha percepção sobre o jogo era de pouca empolgação. Digo isso como mero recurso retórico, pois a verdadeira sensação que tinha era de certa indiferença sobre torcer para a seleção. E para ser bem sincero, indiferença é a palavra que traduz meu sentimento em relação à seleção brasileira nos últimos anos.  Confesso que assisti à peleja muito mais pela expectativa de ver grandes lances e belos gols do que para torcer por uma vitória do Brasil. Essa época de torcer por um triunfo brasileiro a qualquer custo já passou. Mas infelizmente, nosso ilustre treinador – e a nossa CBF – ainda pensam assim.

A atuação da seleção brasileira mais uma vez foi decepcionante. Mas esse não é o maior problema, afinal de contas meu próprio clube de coração teve atuações extremamente tediosas há algumas temporadas e meu sentimento por ele não se alterou nem um pouco. Mesmo que eu reconheça meu radicalismo associado à seleção, suspeito que parte do meu sentimento está presente na população brasileira. Lembro da época em que as ruas ficavam vazias no horário das partidas da seleção brasileira. Claro que a seleção ainda possui uma marca valiosa e grande mídia, mas tenho a impressão de que ela não mobiliza massas como já fez um dia.

O grande problema é que o diagnóstico que indica que as pessoas estão perdendo o interesse pela seleção ainda não foi feito pela CBF, e se foi feito, nada tem sido realizado para mudar o quadro. O Brasil faz mais jogos na Inglaterra do que em território nacional, tornando Londres a verdadeira casa do time brasileiro. Quando a seleção vem jogar no Brasil, os ingressos para acompanhar um time nada empolgante chegam a 600 reais. A equipe titular conta com jogadores desconhecidos do grande público, que foram embora muito cedo ou mesmo nunca jogaram profissionalmente por aqui. Além disso, os gigantescos escândalos de corrupção envolvendo a CBF e patrocinadores aceleram o processo de distanciamento e até rejeição da seleção brasileira.

E agora, Que Fazer?, diria um certo revolucionário russo. Para ser sincero, não tenho esperança de uma mudança estrutural no futebol brasileiro e nem sei a fórmula definitiva para recuperarmos a paixão pela seleção. Mas sei que é possível, sim, fazer com que a seleção brasileira seja mais atrativa para os torcedores. Que tal a seleção voltar a jogar mais frequentemente em seu território, e com preços de ingressos mais acessíveis (preços coerentes com o medíocre futebol da seleção)? Que tal nosso técnico propor uma equipe com um futebol um pouco mais vistoso? As questões são muitas, e pretendo em textos futuros tentar analisar a incompetência de Dunga e o quanto a sua mentalidade está associada com o processo de decadência do futebol brasileiro. No mais, não creio que o maior problema seja a derrota para a Colômbia, mesmo que o Brasil tenha feito uma péssima partida. Da mesma maneira que não me empolgo com títulos da Copa América e Copa das Confederações, também não acho que é o fim do mundo perder alguma dessas competições. O período para se fazer testes é agora, para em 2018 o Brasil ter um time coerente com sua história vencedora e de apresentações memoráveis. Porém, o que se vê é um técnico que quer a vitória acima de tudo, que não pensa a longo prazo e pouco preza por formar uma seleção pautada por um futebol ofensivo. Para Dunga, o importante são os números, mesmo que esses números não representem nada.

A luta é mesmo pelo título?

18062015

Lucas de Moraes Oliveira

O Atlético de Levir Culpi vai em busca do primeiro campeonato nacional desde 71 no Campeonato Brasileiro de 2015. Em comparação à melhor campanha do alvinegro mineiro no Brasileirão de pontos corridos (terminou em segundo lugar em 2012), é possível perceber que o Galo tem um elenco melhor esse ano, apesar de não ter um quarteto ofensivo tão qualificado.

Em 2012, Ronaldinho Gaúcho, Bernard, Diego Tardelli e Jô eram os responsáveis pela criação e conclusão de jogadas. Já esse ano, Levir ainda não definiu um ataque titular, tendo em vista que ele tem trocado Thiago Ribeiro, Maicosuel, Carlos e Giovanni Augusto constantemente. Os únicos que permanecem garantidos são Dátolo (jogando como um segundo volante, mas, claramente, tendo uma função muito mais ofensiva do que defensiva), Luan (fora da equipe por enquanto por causa de um estiramento muscular na coxa) e Lucas Pratto. Só não dá pra entender o porquê de Dátolo continuar intocável se não vem atuando em bom nível.

Após sete rodadas, o Galo mostrou que terá que resolver alguns problemas se quiser tentar o bicampeonato. O time tem sofrido muitos gols, o que talvez seja efeito do esquema tático com um volante. Outro problema é a falta de regularidade dos seus meia-atacantes. Thiago Ribeiro, Carlos, Maicosuel e Giovanni Augusto têm falhado em alguns jogos. Patric tem deixado muito a desejar na lateral direita com seus cruzamentos ruins e suas falhas na defesa.

O que seria o ponte forte da equipe, o estádio Independência, não serviu de nada nos últimos dois jogos (uma derrota para o Cruzeiro e um empate contra o Santos). O clássico mineiro foi decidido por dois erros. Patric perdeu a bola para Gabriel Xavier e o resultado foi a virada da Raposa. Alguns minutos após a virada, Giovanni Augusto vacilou e Marquinhos fez um golaço. Contra o Peixe, mais duas falhas. No gol de Ricardo Oliveira, Leonardo Silva ficou sozinho com o atacante e vacilou. No gol de Gabriel, Giovanni Augusto e Patric (sim, mais uma vez) não se entenderam e deixaram Victor Ferraz sozinho para cruzar para a finalização de Gabigol.

Agora vem um clássico pela frente no Maracanã contra o Flamengo. Um grande desafio para o Galo tentar se reerguer no Campeonato Brasileiro. Esperamos que o Levir perceba que o Dátolo não está em uma boa fase e opte por um outro armador ou por Guilherme, que estava numa ótima fase antes de se machucar duas vezes esse ano.