O manto não está à venda

Por Pedro Abelin

Hoje foram divulgadas imagens dos novos uniformes do Corinthians. Dentre as camisas lançadas, uma delas me chamou mais atenção: a camisa laranja. De acordo com os marqueteiros – que sempre arranjam alguma justificativa esdrúxula para essas camisas – a cor laranja faz alusão ao mítico terrão do Parque São Jorge, por onde passaram diversos ídolos da história corinthiana. Não venho aqui me opor ao lançamento de terceiros uniformes pelos times brasileiros, e muito menos condenar quem as compra. Eu, mesmo que nunca as use, já comprei uma ou outra. Mas pretendo fazer um desabafo, pois creio que os mantos sagrados dos nossos times vêm sendo muito mal tratados nos últimos tempos.

Sei que dizem que há uma necessidade dos clubes venderem camisas e que o mercado demanda uma diversificação de produtos. Também sei que dizem que a tendência é que os clubes tenham cada vez mais uniformes alternativos distintos de suas cores tradicionais. Apesar disso, confesso que me incomodo extremamente em não reconhecer visualmente determinado time – principalmente o meu – em uma partida de futebol. Então que vendam essas camisas, mas não precisa usar elas dentro de campo. E se for usar, que usem bem longe do nosso estádio!

Na minha cabeça, nós temos que identificar prontamente a camisa dos times que assistimos, mesmo que não sejam os nossos. Quando assisto um jogo em La Bombonera, espero que o Boca esteja utilizando uma camisa azul com uma faixa amarela horizontal. Poxa, o Flamengo é rubro-negro, o Cruzeiro é celeste e o Inter é colorado! Além disso, tenho a impressão que a onda das terceiras camisas está poluindo a identidade visual dos estádios. Por exemplo, as torcidas de Santos e Corinthians têm cada vez mais dificuldade de realizar os chamados “mar branco” e “mar preto” em seus estádios, dadas a quantidade de camisas coloridas presentes nas arquibancadas. Por mais que me considere um cara progressista, sou obrigado a admitir meu conservadorismo em relação uniformes de futebol. O mercado não deve pautar as tradições dos nossos clubes, por isso acredito que usar os uniformes tradicionais é uma forma de resistência. Que se danem os marqueteiros, mas meu Corinthians é preto e branco e é assim que eu quero ver ele em campo!

O eterno retorno

Por Vinicius Prado Januzzi

 

Torcedoras e torcedores, uni-vos e façamos juntos algumas contas.

Retroceda cinco anos na história dos seus clubes e responda: quantos foram os técnicos que passaram por seu centro de treinamento?

Suponhamos que o resultado não seja lá muito relevante, ainda que se trate se algo improvável. Vá um pouco mais longe. Volte 10 anos no tempo, lá pelos idos dos anos 2000. Refaça a conta. Estou certo de que vai precisar de uma boa memória e todas as letras do alfabeto para listar aqueles que comandaram as equipes brasileiras nos últimos anos.

Agora, junte a esse cálculo o número de títulos que foram conquistados por seu clube. Some os vice-campeonatos, as boas posições e os jogos bem jogados e bem vencidos. Agregue aí as dívidas acumuladas ao longo do tempo. Em alguns casos, veja quantas vezes o seu time caiu ou não para outras divisões do futebol nacional.

Imagino que sua soma deve ter sido decepcionante. Muitas comissões técnicas, muitas dívidas e poucos títulos. Há casos e casos, é claro, mas o estado geral da nação é inequívoco: trocar de técnico ou muda nada ou muda pouca coisa.

Em reportagem recente publicada no UOL, há números que me desmentem. Ao menos por enquanto. Digo isso porque, ano após ano, vemos nos nossos gramados a história se repetir: primeiro como tragédia, depois como farsa, como diria um amigo barbudo das antigas.

Os técnicos saem, os times dão aquela melhorada, a torcida fica contente, mas lá no fim do trajeto o saldo é mais negativo que o do Vasco na Série A desse ano. Treinadores diferentes garantem algumas vitórias e empates a mais, mas raramente conseguem promover mudanças de peso nas equipes e nos clubes como um todo. No mais das vezes, são meros acessórios de uma estrutura podre e miserável. Vão e vêm os acessórios, permanece o caos.

Como opinou Mauro Cezar Pereira, são os técnicos antibióticos , que agem em cima de problemas muito específicos, até mesmo dando alguma solução para eles. Mas os problemas continuam, as entrevistas coletivas soam sempre como desculpas esfarrapadas e os próximos capítulos todos já sabem.

Chama um técnico pra por ordem no time, subir a molecada, chacoalhar esses caras sem raça. Esse cara aí é um pilantra, retranqueiro, tá na mesma há muito tempo. E se vai mais um acessório, pronto para migrar para outro grande clube do futebol brasileiro, antes que o demitam porque…

Por que mesmo?

RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO – 17ª RODADA

Rodada de clássicos, rodada caseira e rodada de casa cheia.

 

Nos clássicos: empate no Majestoso, empate em Chapecó e massacre gremista no Grenal.

 

Rodada caseira porque nenhum visitante ganhou. Foram cinco vitórias do time da casa e cinco empates.

 

Rodada de casa cheia por causa dos bons públicos, com mais de 40 mil torcedores no Rio e em Porto Alegre e uma média de quase 24 mil pessoas por jogo.

 

SÁBADO

AVAÍ 1X0 FLUMINENSE

RESSACADA

PÚBLICO: 11.033

 

No sábado, o Leão de Santa Catarina recebeu o Tricolor. Logo no começo do jogo, Rômulo dribla e chuta com veneno de fora da área e complica para Diego Cavalieri, que rebate para o meio da área. André Lima divide com o zagueiro e encobre o goleiro Tricolor para fazer o único gol do jogo. O Fluminense teve muita dificuldade na criação. Ronaldinho Gaúcho só fazia bons passes à distância, principalmente em jogadas de bola parada. Mesmo com a derrota, o Fluminense segue no G4: é o quarto colocado e agora enfrenta o Inter no Beira-Rio. Já o Avaí é o 16º e visita a Ponte Preta na quinta-feira.

 

SANTOS 3X0 CORITIBA

VILA BELMIRO

PÚBLICO: 12.657

 

Sem a mínima dificuldade, o Santos bateu o lanterna Coritiba nos embalos de sábado a noite e conseguiu sua segunda vitória nos últimos três jogos. Lucas Lima abriu o placar com um belo chute de canhota. Após cruzamento da direita, Ivan foi cortar e marcou contra. E Ricardo Oliveira fechou o placar marcando seu décimo gol na competição: o veterano capitão santista é o artilheiro isolado do campeonato brasileiro. Agora o Santos, 14º colocado, recebe o Vasco da Gama. Já o lanterna Coritiba mede forças contra o Palmeiras no Couto Pereira.

 

DOMINGO

ATLÉTICO-PR 1X1 SPORT

ARENA DA BAIXADA

PÚBLICO: 27.327

 

Na manhã de domingo, um jogaço. Logo no começo, Diego Showza leva três zagueiros e, quando entrava na área para chutar, Marlone rouba sua finalização para fazer 1×0 para o Leão. Seria a primeira vitória fora de casa do único time do Nordeste na Série A, que faz boa campanha. Mas, provando que o futebol é repleto de emoção, o Furacão chegou ao empate aos 52 minutos do segundo tempo, depois pressionar muito. Após cobrança de escanteio, quando até o goleiro estava na área, o zagueiro Vilches cabeceou e levou a Arena da baixada à loucura. O Furacão agora é o 6º colocado e enfrenta o Flamengo no Maracanã. Já o Sport, 5º, visita o Corinthians.

 

VASCO 0X0 JOINVILLE

MARACANÃ

PÚBLICO: 41.581

 

No encontro dos dois piores ataques da história dos pontos corridos, o placar não poderia ser diferente. Para um bom público no Maracanã, Vasco e Joinville fizeram um jogo ruim, o verdadeiro Jogo Bosta da Rodada. Apesar do time cruzmaltino ter chegado perto com Dagoberto, quem esteve mais próximo de marcar foi o JEC. Num lance bisonho, os dois zagueiros do Vasco – Rodrigo e Jomar – quase marcaram contra. Nada que alterasse o placar. Agora os dois times seguem abraçados na zona de rebaixamento com os mesmos 13 pontos. O Vasco é o 19º e enfrenta o Santos na Vila na próxima rodada. Já o Joinville, 18º, recebe o Cruzeiro na quinta-feira.

 

SÃO PAULO 1X1 CORINTHIANS

MORUMBI

PÚBLICO: 31.384

 

Assim como na partida contra o Galo, o São Paulo começou jogando melhor e dominou o jogo, mas sofreu um gol aos 21. Após belo drible em Tolói, Uendel rolou para Luciano marcar. Mas o Corinthians não tem o poderio ofensivo do Atlético e não conseguiu definir o placar, apesar das chances criadas. Logo no começo do segundo tempo, após uma mão-de-alfaçada de Cássio, Luis Fabiano (que já havia acertado a trave duas vezes e foi o melhor em campo) fez seu décimo gol contra o Corinthians. Destaque negativo para Vuaden: o árbitro deu um questionável segundo cartão para Felipe e não marcou pênalti em mão de Uendel no último lance do jogo. O Tricolor caiu para a oitava posição e agora visita o Figueirense, enquanto o Corinthians segue vice-líder e recebe o Sport.

 

CRUZEIRO 2X1 PALMEIRAS

MINEIRÃO

PÚBLICO: 20.839

 

Homenageando o dia em que representou a Seleção Brasileira, o Palmeiras entrou em campo com seu uniforme canarinho. Mas Brasil no Mineirão lembra 7×1. O jogo não foi tão glorioso e nem tão trágico: no reencontro de Marcelo Oliveira com sua antiga equipe, melhor para o Cruzeiro em seu melhor jogo no ano. Alisson fez o primeiro após jogada pela direita. Ainda no primeiro tempo, bola na mão de Victor Ramos dentro da área. Marinho perdeu o pênalti contra Fernando Prass. Cristaldo entrou e empatou logo no seu segundo toque na bola. Mas de Arrascaeta apareceu bem dentro da área, completou pro gol e deu a vitória para a Raposa. O Cruzeiro agora é o 11º colocado e visita o Joinville. Já o Palmeiras é o 7º e visita o lanterna Coritiba.

 

GOIÁS 0X0 ATLÉTICO-MG

SERRA DOURADA

PÚBLICO: 7.762

 

No Serra Dourada, Goiás e Galo fizeram um jogo truncado, bem disputado mas deficiente em gols. O time Esmeraldino deu a bola ao adversário e tentou pressionar na segunda etapa, enquanto o Atlético via o jogo ficar mais aberto mas não consegui encaixar boas jogadas. Para o Galo, o empate não foi mal resultado: com o empate do Corinthians, o Atlético segue com dois pontos de vantagem na liderança. Já o Goiás é o time que abre a zona de rebaixamento, na 17ª posição. Na próxima rodada o Goiás recebe a Chapecoense enquanto o Galo recebe o Grêmio.

 

PONTE PRETA 1X0 FLAMENGO

MOISÉS LUCARELLI

PÚBLICO: 11.694

 

Primeira derrota do Guerrero com a camisa do Flamengo. Após levar bola na trave e ver o Mengão chegar algumas vezes, a Macaca achou seu gol aos 26 do segundo tempo. Após escanteio pela esquerda, Pablo cabeceou na fuça de Márcio Araújo. A bola desviou, enganou o goleiro César e fez a festa da torcida campineira. O Flamengo, que chegou a ser creditado como “candidato ao G4” pela nada tendenciosa mídia esportiva, é o 13º colocado. A Ponte, sem holofotes, é a 10ª. Agora a Macaca recebe o Avaí enquanto o Rubro-Negro recebe o Atlético-PR.

 

GRÊMIO 5X0 INTERNACIONAL

ARENA GRÊMIO

PÚBLICO: 46.010

 

O grande vencedor da noite foi o Grêmio: 55 anos depois, fez 5 gols num GreNal e subiu 5 posições na tabela. Douglas perdeu um pênalti antes dos 10 minutos de jogo. Mas aí Giuliano fez um golaço de primeira, Luan fez um belo gol a la Oscar contra a Croácia e outro no começo do segundo tempo e Fernandinho fez o quarto depois de deixar o goleiro no chão. Para completar o pesadelo Colorado e o orgasmo Tricolor, o último gol foi contra, do zagueiro Réver. Agora o Grêmio é o terceiro colocado, enquanto o Inter vive crise, não ganha há três rodadas e amarga a 12ª colocação. O Imortal agora visita o líder Atlético-MG enquanto o Inter recebe o Fluminense.

 

CHAPECOENSE 2X2 FIGUEIRENSE

ARENA CONDÁ

PÚBLICO: 8.728

 

Um excelente jogo no clássico catarinense. Bruno Rangel abriu o placar no começo do segundo, após a zaga cortar mal um cruzamento e enganar o goleiro. Após cobrança de falta de Tiago Luís, a bola desviou e o goleiro do Figueira não conseguiu evitar o 2×0. Aí veio a sensacional reação do Figueirense. Aos 37, Dudu recebeu um cruzamento, deu um belo voleio que mandaria a bola bisonhamente para longe, mas ela acertou em cheio o rosto de Apodi e entrou. Aos 43, Marcão arriscou um chute cruzado e colocado de fora da área e marcou um golaço para empatar o jogo. Agora a Chapecoense é a 9ª colocada e visita o Goiás. Já o Figueirense, 15º, recebe o São Paulo na quarta-feira.

Gente diferenciada

Por Vinicius Prado Januzzi

Dois tipos de rankings me causam ojeriza no recente futebol brasileiro. Ambos conferem veracidade à máxima já incontestável de que todo dia, gostemos ou não, é dia de um 7×1 diferente.

Perambulando noite afora por sites de notícias esportivas, os leitores já devem ter visto listas com os clubes que mais arrecadam em seus estádios e também aqueles que possuem mais sócios torcedores. Semana após semana, os pódios são atualizados, com os vencedores da vez, os Dicks Vigaristas do dia, os perdedores de sempre. Como diria a camiseta: Seven-One was little.

Nada contra tais informações. Nem a favor. Mostradas como são, não acrescentam absolutamente nada ao futebol. Aos dados estatísticos, pouco é comentado ou acrescentado. Os números são quase que jogados aos leões, usados para alimentar rivalidades antigas e atualizadas bisonhamente nas expressões: “minha arena arrecada mais que a sua”; “meu clube tem mais sócios que o seu”; “olha lá, que estádio/clube de merreca o seu, que nem arrecada”.

Que quer dizer um estádio que acumula milhões? Que afirmar de torcidas que pagam mais e lotam os confortáveis bancos de suas arenas à espera do cachorro quente no intervalo? Que fazer diante de clubes que aumentam aos milhares seu número de sócios ao longo de uma só semana, sem oferecer benefícios concretos ou coisas que realmente valham a pena? Quando falo que os rankings nada acrescentam é em relação a essas questões que me debruço. Afinal de contas, se os estádios estão cheios e ricos, quem é essa torcida que os ocupam? Se os sócios vêm aos montes, vêm pelo quê? Para pagar menos nos ingressos, para ter descontos em produtos oficiais ou para poder participar mais ativamente dos rumos do clube?

De nada interessam, portanto, números inflacionados. O retrato que eles pintam é infeliz. Estamos frequentando mais os estádios? Estamos. O outro lado da moeda é que pagamos mais, bem mais, eliminando das arquibancadas torcedores e torcedoras que não podem pagar por esses valores e mesmo não podem integrar planos de associação aos clubes. Por muitos motivos, o futebol das torcidas brasileiras está se transformando no das torcidas inglesas: lotado, gourmetizado, sentado e caro. Um público respeitável, de gente diferenciada.

RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO – 16ª RODADA

A rodada, desmembrada entre o meio e o fim da semana, trouxe boas momentos.

 

A começar pelo público: metade dos jogos tiveram mais de 30 mil torcedores presentes. A média foi de quase 30.393 torcedores por jogo e a torcida do Mengão lotou o Maraca pra o clássico contra o Santos, batendo o recorde de público do campeonato, com mais de 60 mil torcedores.

 

Apesar dos dois 0x0, tivemos jogaços essa rodada. Galo x Sp, no Mineirão, e Fla x San, no Maraca, foram partidas bem movimentadas com quatro gols cada.

 

E quantos golaços! Gil, Pratto, Alan Patrick, Lucas Lima…

 

O Galão segue líder, seguido de perto pelo Corinthians. O G4 se completa com Fluminense e Sport. Palmeiras e São Paulo perderam posições para o Atlético-PR. Apesar de todo o hype da imprensa esportiva, o Flamengo segue na parte debaixo da tabela e ainda está distante do G4. O Joinville finalmente saiu da lanterna! O novo-último-colocado é o Coxa. O Vasco é o vice-lanterna.

 

QUARTA

CORINTHIANS 3X0 VASCO DA GAMA

ARENA CORINTHIANS

PÚBLICO: 30.340

 

Na quarta-feira o Timão, que vinha de tropeço contra o Coritiba, recebeu o Vasco, ainda atordoado pela goleada contra o Palmeiras. O Corinthians conseguiu uma vitória sólida contra um dos adversários mais frágeis do campeonato, mas depois de um primeiro tempo muito difícil. O Timão abriu o placar logo no início do segundo tempo com Renato Augusto, após linda jogada de Elias. Mas lindo mesmo foi o segundo gol: a bola sobrou na direita da área e o zagueiro Gil aplicou um belo voleio, acertando o ângulo oposto. E Elias fechou a conta com uma bela finalização de fora da área. O Corinthians, vice-líder, volta a campo no domingo, quando joga o Majestoso contra o São Paulo, no Morumbi. O Vasco, vice-lanterna, recebe o companheiro de Z4 Joinville em São Januário.

 

ATLÉTICO-MG 3X1 SÃO PAULO

MINEIRÃO

PÚBLICO: 47.606

 

Um excelente jogo onde o placar não reflete o domínio em campo. Nos primeiros 18 minutos de jogo, o São Paulo propôs o jogo, envolveu e dominou o Galo. No 19º minuto, belo passe de Marcos Rocha, Lucas Pratto desvia, Rogério defende mas joga a bola no ombro do argentino: 1×0. O São Paulo tentou achar o empate e voltou a criar chances, mas, após cruzamento da esquerda, Pratto finalizou com cruel categoria e explodiu o Mineirão. No fim do primeiro tempo, (mais uma) linda assistência de Giovanni Augusto para Lucas Pratto: 3×0 com direito a hat-trick. O Tricolor jogou bem, mas perdeu muitas chances com Pato (autor do gol) e uma com Ganso, que acertou a trave. Implacável e eficiente, o Galão da Massa mostrou porque é o melhor time do campeonato. Menção honrosa à festa da torcida alvi-negra! O líder agora visita o Goiás enquanto o Tricolor, 7º, recebe o Corinthians.

 

SÁBADO

FLUMINENSE 1X0 GRÊMIO

MARACANÃ

PÚBLICO: 33.288

 

Nos embalos de sábado à noite, o duelo de Tricolores marcou a estreia de Ronaldinho Gaúcho! O plano era que R10 começasse como titular e jogasse pouco mais de 45 minutos, mas ele jogou os 90. E iniciou o lance do gol! Após um lindo passe do duas-vezes-melhor-do-mundo, Wellington Paulista escorou de cabeça, Marcos Júnior driblou o goleiro e fez o único gol do jogo. Mais uma vitória do craque contra o clube que o revelou e vitória para o Fluzão depois de duas derrotas seguidas (contra Vasco e Chapecoense). Já o Grêmio, que flertava com o G4, não vence há três rodadas e já despencou para a oitava posição. Na próxima rodada o Fluzão, 3º colocado, visita o Avaí. O Grêmio faz o clássico com o Internacional em casa.

 

DOMINGO

PALMEIRAS 0X1 ATLÉTICO-PR

ALIANZ PARQUE

PÚBLICO: 38.794

 

O Palmeiras vinha numa sequência incrível: conquistou 19 dos 21 pontos anteriores e chegou à zona de classificação à Libertadores. Mas, assim como fez contra o Goiás, tropeçou no domingo de manhã em frente aos torcedores, que lotaram o Alianz Parque (como tem sido quando o Verdão joga em casa). O gol foi do maior atacante do Brasil, Walter, após focinhada bizarra de Lucas na bola. O camisa 18 do Furacão ainda aplicou uma senhora caneta perto da bandeirinha de escanteio. Com a vitória o Atlético ultrapassou o Palmeiras e está à beira do G4, na quinta posição. Já o Porco caiu para sexto. Na próxima rodada o Furacão faz o duelo de rubro-negros contra o Sport, na Arena da Baixada. Já o Palmeiras vai a Belo Horizonte enfrentar o Cruzeiro.

 

CORITIBA 1X1 GOIÁS

COUTO PEREIRA

PÚBLICO: 24.595

 

Completando 30 anos do seu título brasileiro, o Coxa amarga a última posição da Série A. E teve trabalho para arrancar um empate contra o Goiás. O esmeraldino do cerrado saiu na frente com uma bela finalização de primeira de Lineker, de dentro da área, no ângulo esquerdo de Wilson. Mas aos 46 do segundo tempo, após cruzamento da esquerda, Evandro dominou e chutou. A bola desviou em Rafael Lucas e enganou Renan, que até conseguiu a defesa, mas a pelota já havia cruzado a linha. Destaque para o bom público presente no estádio na manhã de domingo. O Coxa agora visita o Santos enquanto o Goiás, primeiro da zona de rebaixamento, recebe o líder Atlético-MG.

 

FLAMENGO 2X2 SANTOS

MARACANÃ

PÚBLICO: 61.421

 

O Peixe frustrou o maior público do campeonato. Sob os olhos da campeã do UFC, Ronda Rousey, Guerrero não criou gols e perdeu seus primeiros pontos com a camisa do Flamengo. O Mengão saiu na frente com um golaço de Alan Patrick, em chute de fora da área. Pouco depois, Emerson Sheik aumentou a vantagem e levou a massa rubro-negra a acreditar em goleada. Logo na volta do intervalo, porém, Ricardo Oliveira se antecipou à zaga em cobrança de escanteio e diminuiu. Aos 26, a bola sobra na frente de Lucas Lima, que, com muita categoria, coloca a gorduchinha no ângulo. O empate mantém Flamengo e Santos na metade de baixo da tabela: o Mengão é o 11 e o Santos é o 15º. Na próxima rodada o Fla visita a Ponte Preta enquanto o Peixe recebe o Coritiba.

 

INTERNACIONAL 0X0 CHAPECOENSE

BEIRA-RIO

PÚBLICO: 21.253

 

Vivendo uma fase ruim na temporada, o Inter tropeçou novamente e, ao que tudo indica, vai decepcionar mais uma vez aqueles que põem o Colorado como favorito ao título no começo da temporada. Com o trio Valdívia-D’Alessandro-Sasha voltando a jogar, o Inter não conseguiu vingar os 5×0 do ano passado. E o prejuízo poderia ser bem maior. Aos nove do segundo tempo, Tiago Luis foi lançado e saiu cara a cara com Alisson, que não saiu do gol. Dentro da área, chutou com categoria no canto, mas o goleiro colorado, esbanjando reflexo, conseguiu uma defesa espetacular. O empate manteve as equipes no meio da tabela: o Inter é o décimo e a Chape é a 9ª colocada. Na próxima rodada tem o GreNal na Arena do Grêmio enquanto a Chapecoense recebe o Figueirense.

 

JOINVILLE 2X0 AVAÍ

ARENA JOINVILLE

PÚBLICO: 11.245

 

O JECão da massa finalmente largou a lanterna! E ainda ultrapassou o Vasco! Jogando contra o conterrâneo Avaí – adversário que não vencia em casa desde 2013 – o Joinville chegou à terceira vitória no campeonato. Aos 31 do primeiro tempo, após cruzamento da direita, o zagueiro Jéci se atrapalhou com o goleiro e a bola foi pro fundo do gol. No segundo tempo, cobrança de escanteio e Guti aparece sozinho para testar para o gol. O Joinville agora visita o Vasco, que tem os mesmo 12 pontos. Já o Avaí, primeiro fora da zona de rebaixamento, recebe o Fluminense no sábado.

 

FIGUEIRENSE 3X1 PONTE PRETA

ORLANDO SCARPELLI

PÚBLICO: 7.369

 

Depois de quatro jogos, o Figueira reencontrou a vitória. E a Macaca segue em queda livre no campeonato. Logo no começo do jogo, João Vitor abriu o placar em chute colocado da entrada da área após confusão. Renato Chaves empatou de cabeça após cobrança de escanteio aos cinco do segundo tempo. Mas, também após escanteio, Marquinhos pôs o Figueirense de volta à frente no placar. E já nos acréscimos, após jogada em velocidade, a bola foi rolada para Dudu somente empurrar para fechar o placar. Agora o Figueirense é o 12º e a Ponte , que não vence há seis jogos, a 13ª. Na próxima rodada o Figueira visita a Chapecoense enquanto a Ponte Preta joga em casa contra o Flamengo.

 

SPORT 0X0 CRUZEIRO

ARENA PERNAMBUCO

PÚBLICO: 28.018

 

No Jogo Bosta da Rodada, o melhor mandante da competição Sport e o cambaleante Cruzeiro não conseguiram tirar o zero do placar. O bom público na Arena Pernambuco esperava mais uma boa exibição do Leão, que briga pelas posições de cima da tabela. A partida também marcou a estreia de Hernane, o brocador. O jogo começou intenso e as duas equipes criaram suas chances, sendo que o Cruzeiro chegou a reclamar um pênalti aos 22. Daí até o final do jogo, praticamente nada aconteceu. Mesmo com o empate, o Sport fica no G4 graças aos tropeços de Palmeiras e São Paulo. O decepcionante Cruzeiro é apenas o 14º colocado. Na próxima rodada o Leão visita o Atlético-PR em Curitiba enquanto o Cruzeiro recebe o Palmeiras no Mineirão.

A melhor derrota do ano

Por Rafael Montenegro

 

O São Paulo tem duas facetas na temporada. A positiva é sua campanha dentro de casa. Em determinado momento, o Tricolor conseguiu estabelecer a melhor marca histórica, com 12 vitórias consecutivas. A faceta negativa causa arrepios em qualquer são-paulino com apenas cinco palavras: São Paulo fora de casa.

 

O primeiro grande evento da temporada Tricolor foi seu primeiro grande revés. No dia 18 de fevereiro o São Paulo visitava o Corinthians em Itaquera, ambos estreando na fase de grupos da Libertadores. Foi o primeiro Majestoso da história da maior competição sulamericana e a vitória corinthiana veio fácil, com requintes de crueldade. O golaço de Elias logo no começo do jogo, a fraca atuação Tricolor e o gol de Jadson, ex-jogador do São Paulo – assim como Danilo e Emerson, também envolvidos nos lances de gol – puseram as primeiras interrogações acerca do badalado elenco. Uma vitória grande o suficiente para redimir viria apenas na última rodada da fase de grupos, quando o São Paulo foi superior e marcou os mesmos 2×0 no Corinthians. No Morumbi, claro.

 

No decorrer da temporada, o São Paulo intercalava bons jogos em casa com derrotas inexplicáveis fora, como para o Botafogo, em Ribeirão Preto, pelo Paulista. No mata-mata, morre na Vila para o Santos, pela semi do paulista (2×1) e no Mineirão para o Cruzeiro pelas quartas da Libertadores (nos pênaltis).

 

Com o começo do Campeonato Brasileiro vieram mais jogos em que o visitante São Paulo pouco agrediu o adversário e foi preza fácil. Foi no Brasileirão que o Tricolor fez o pior jogo da temporada, quando tomou 4×0 contra o Palmeiras, no Alianz Parque. O time ainda jogou mal nas quatro primeiras derrotas da competição, todas fora de casa: contra o Sport na Arena Pernambuco (2×0), contra a Ponte no Moisés Lucarelli (1×0) e contra o Furacão na Arena da Baixada (2×1).

 

Levantando o prognóstico, qualquer um diria que o São Paulo não seria páreo para o líder Atlético-MG, no Mineirão. E analisando somente o placar, podem até chegar à equivocada conclusão que foi um passeio do Galo, mas essa não foi a realidade do jogo.

 

Durante os vinte primeiros minutos quem ditou o ritmo foi o São Paulo. Marcando pressão, movimentando com velocidade e criando espaços, o Tricolor criou mais nesse começo de jogo que em todas as outras partidas como visitante. As grandes falhas foram nos extremos do ataque e da defesa: a qualidade na finalização e a firmeza na marcação do último toque do adversário. Lá na frente São Paulo criou muito mas chutou mal; lá atrás, não soube marcar Lucas Pratto.

 

O primeiro gol do camisa 9 expõe um dos dois pecados tricolores no jogo. Além do grande passe de Marcos Rocha, da sorte de Pratto, que fez o gol de ombro, e da infelicidade de Rogério, que fez a defesa difícil jogando a bola no atacante argentino, o gol saiu na falha de cobertura dos zagueiros. A cobertura frouxa se repetiu no segundo gol, mais fruto da competência de Lucas Pratto em finalizar. Já no terceiro, falha de Hudson, falha (consideravelmente relevável) do bandeira e, mais uma vez, mérito do 9 do Galo.

 

O Tricolor começou jogando melhor e ainda tentou reagir após o primeiro gol. Após o segundo, sentiu o golpe. E perdeu as esperanças após o terceiro, no fim do primeiro tempo. O gol de honra saiu ainda aos 13 do segundo tempo; havia tempo para reagir. Mas, golpeado, o Tricolor não conseguiu transformar sua esmagadora posse de bola em chances concretas.

 

A questão é: o São Paulo foi para Minas como um dos piores visitantes do campeonato e envolveu o líder Atlético. Antes o time tinha a obrigação de começar a jogar bola longe do Morumbi. Conseguiu. Falta aprimorar os extremos ofensivos e defensivos. Falta concluir com qualidade as chances criadas e parar de tomar gols com tanta facilidade. Passados quase três quartos da temporada, o Tricolor conseguiu uma boa atuação fora de casa (ainda que o placar diga o contrário) para servir de lição para o resto do Campeonato Brasileiro e para a Copa do Brasil.

RESUMÃO SUBINDO A LINHA: CAMPEONATO BRASILEIRO SÉRIE B – 15ª RODADA

Ninguém do G4 venceu. Só um do Z4 perdeu. Essa é a Série B: uma competição que às vezes contraria a lógica, mas proporciona boas partidas e terá emoção garantida até a última rodada.

Vamos aos jogos.

 

VITÓRIA 0 X 0 MACAÉ

BARRADÃO

PÚBLICO: 7.551

Essa rodada teve dois “0x0”, mas cada um representou uma faceta de como um zero a zero pode ser. Vitória e Macaé fizeram o exemplo bom. Em um jogo muito movimentado, com certa predominância dos donos da casa, pressionados pela necessidade de um bom resultado para manter-se na briga no topo da tabela, não faltaram emoção e boas oportunidades. Destaque para o goleiro Rafael, dos visitantes, que foi o melhor em campo de frustrou os planos do Vitória de assumir a liderança. Mesmo assim, o rubro-negro subiu duas posições e é vice-líder. Já o alvianil praiano permanece na oitava posição.

 

MOGI MIRIM 2 X 3 BRAGANTINO

ROMILDO FERREIRA

PÚBLICO: 1.572

O Mogi vinha em um bom momento na competição e buscava a vitória pra embalar de vez. O Braga,por sua vez, vinha de duas derrotas e precisava da vitória para se restabelecer no campeonato. Resultado: um jogo franco e aberto, com muitos gols. O Braga abriu o placar com Alan Mineiro ainda no primeiro tempo. Na segunda etapa o Mogi empatou com Geovane, logo após ter um jogador expulso. Em seguida, Lincom colocou o Massa Bruta mais uma vez na frente. Mas o Mogi era valente e foi buscar outra vez o empate, de novo com Geovane. Tudo parecia se encaminhar para o empate até que, aos 47 do segundo tempo, o volante Everton Dias teve seu momento de herói e fez o gol que deu números finais à partida. A vitória do Braga garantiu a décima segunda colocação, enquanto o Mogi caiu para a vice-lanterna.

 

BOA ESPORTE 2 X 1 LUVERDENSE

MELÃO

PÚBLICO: 687

Na reestreia (bastante celebrada pelos poucos torcedores presentes) do técnico Nedo Xavier para sua oitava passagem pelo clube o BOA conseguiu uma vitória para conseguir um pouco de fôlego para brigar contra o Z4. O Luverdense começou na frente com gol de Ricardo, mas o Boa chegou à virada com dois gols (muito bonitos, por sinal) de Clebson. Com os três pontos os mineiros subiram para a décima sétima posição, enquanto a equipe de Lucas do Rio Verde está em décimo quinto.

 

 

PARANÁ 2 X 0 NÁUTICO

VILA CAPANEMA

PÚBLICO: 8.647

Em um campeonato marcado pelo equilíbrio, nada melhor do que uma sequencia de bons resultados para escalar na tabela. E olha que a sequência nem foi das maiores: duas vitórias e um empate já foram suficientes para afastar o Paraná da zona da degola. A vitória sobre o Náutico, com gols de Rafael Costa e Fernando Viana em apenas 18 minutos, serviu para confirmar o melhor momento do Paraná na competição, que chegou aos 19 pontos e ocupa a décima terceira posição. O Timbu é quarto.

 

PAYSANDU 2 X 0 AMÉRICA-MG

MANGUEIRÃO

PÚBLICO: 13.798

Papão e Coelho fazem campanhas parecidas na série B, com excelente aproveitamento dentro de casa mas sofrendo sempre que saem de seus domínios. E dessa vez não foi diferente. Com dois gols de Wellinton Júnior e uma situação quase apática dos visitantes, o Paysandu conseguiu voltar a vencer depois de quatro rodadas e subiu para quinta colocação. Já o América perdeu a chance de assumir a liderança provisória e de quebra ainda caiu para terceiro.

 

SANTA CRUZ 3 X 1 BAHIA

ARRUDA

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No confronto entre tricolores, melhor para o pernambucano. Em uma partida bastante movimentada, ambas as equipes criaram chances e os goleiros tiveram muito trabalho. Anderson Aquino abriu o placar para os donos da casa e Thales empatou logo em seguida. Mas no segundo tempo brilhou a estrela de Luisinho: o rápido atacante fez um verdadeiro carnaval fora de época na defesa do Bahia e garantiu seus dois primeiros gols na competição. Destaque também para o goleiro coral Tiago Cardoso que fez boas defesas e garantiu o resultado. Agora o Santinha é nono enquanto o Baha caiu para sétimo.

 

ABC 0 X 1 CEARÁ

FRASQUEIRÃO

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ABC e Ceará fizeram um duelo dos desesperados em Natal e quem levou a melhor foi o Vozão, que voltou a vencer depois de incríveis DOZE rodadas. A vitória, como não poderia deixar de ser, não veio de maneira fácil, já que no primeiro tempo o ABC dominou as ações e mandou até bola na trave. Mas na segunda etapa o Ceará voltou melhor e conseguiu, com Uillian Correia, o gol que terminou o jejum. Apesar da vitória, o Ceará segue na lanterna. Já o ABC chegou à quarta derrota consecutiva e está na beira do Z4, em décimo sexto.

 

OESTE 1 X 0 SAMPAIO CORREA

JOSÉ LIBERATTI

O bom segundo tempo dessa partida foi um prêmio para os torcedores que ficaram ou assistiram até o fim a partida, que teve um primeiro tempo mais do que sonolento. As duas equipes faziam uma boa apresentação até que o Rubrão conseguiu a vantagem, com golaço de Mazinho. Fazendo jus à alcunha de “Messi Black”, deixou dois adversários pra trás na habilidade e bateu por cima do goleiro. O Oeste ainda teve um jogador expulso, mas conseguiu segurar o resultado. O Rubrão agora é décimo e o Sampaio sexto.

 

BOTAFOGO 0 X 0 CRICIÚMA

NILTON SANTOS

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O segundo 0x0 da rodada foi o exemplo de como um jogo com esse resultado pode ser tenebroso. Botafogo e Criciúma fizeram uma partida muito fraca tecnicamente, em que prevaleceram os erros, as más escolhas de jogada e a mediocridade técnica. Os goleiros praticamente não foram acionados. Luís do Tigre apareceu duas vezes na partida toda e Jefferson foi exigido em uma cabeçada de Fábio Ferreira no final do jogo. No fim das contas, um 0x0 sem sal e com vaias da torcida. O Botafogo segue líder mas parece sem vontade alguma de ampliar sua vantagem. O Criciúma caiu para décimo primeiro.

 

ATLÉTICO-GO 1 X 0 CRB

SERRA DOURADA

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E o Dragão chegou à sua segunda vitória consecutiva! Jogando em seus domínios, o Atlético mostrou melhoras em relação ao time que vinha amargando péssimos resultados em sequência e mostra sinais de que pode escapar da degola. O artilheiro da noite foi Juninho, que marcou um minuto após entrar em campo e garantiu três pontos importantes. O Dragão é décimo sétimo e o CRB caiu para décimo quarto.